quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A profecia do "apóstolo" falhou!

Durante um culto da "Igreja Mundial do Poder de Deus" o autointitulado apóstolo Valdemiro Santiago profetizou que ainda em outubro as represas estariam em sua condição normal.

“Quem aí sabe que o estado de São Paulo está desesperado por chuva? Então eu vou profetizar: governador vai chover abundantemente nesse mês e as represas vão encher. Grava isso e cobra de mim. Esse país tem que saber que há profeta aqui”, disse o falso apóstolo.



“Vai chover até cachorro beber água em pé. Grava isso. A chuva vem de quem, igreja? De Deus. Lá na roça, o meu pai e meus irmãos plantávamos e aguardávamos. Eu me lembro que uma vez a chuva não veio e nós perdemos tudo que plantamos. E já existia uma dúvida, em relação aos grãos, as sementes, porque nós comíamos… nós nos alimentávamos dos grãos [...] No ano seguinte, nós não tínhamos colhido, e aí saíamos atrás das sementes. A gente comprava as sementes fiado [...] Mesmo quando perdia todas as sementes, no ano seguinte ele tornava a plantar, e fazíamos tudo de novo: lavrávamos a terra e esperávamos a chuva. O nome disso é paciência”, disse o falso apóstolo.

 Hoje é 30 de Outubro e nada de chuva,e aí "apóstolo" como fica essa  profecia?



20. o profeta que tiver a audácia de proferir em meu nome uma palavra que eu lhe não mandei dizer, ou que se atrever a falar em nome de outros deuses, será morto.
21. Se disseres a ti mesmo: como posso eu distinguir a palavra que não vem do Senhor?
22. Quando o profeta tiver falado em nome do Senhor, se o que ele disse não se realizar, é que essa palavra não veio do Senhor. O profeta falou presunçosamente. Não o temas.Deuteronômio, 18

Poderia acontecer um dilúvio em São Paulo para encher as represas,mas como Deus prometeu que não haverá mais dilúvio na terra (Gênesis, 9,11)a profecia do 'apóstolo" caiu por terra.

Falso profeta!
13. Esses tais são falsos apóstolos, operários desonestos, que se disfarçam em apóstolos de Cristo,II Coríntios, 11

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Reverendo americano prega contra gravidez, diz jornal

Reportagem de jornal de Ohio entrevistou 20 ex-membros de igreja.
Mulher conta que foi pressionada a abortar.

Ernest Angley durante entrevistra em Cuyahoga Falls, Ohio, em 3 de setembro (Foto: AP)
Ernest Angley durante entrevistra em Cuyahoga Falls, Ohio, em 3 de setembro (Foto: AP)

Um jornal local de Ohio, nos Estados Unidos, publicou uma reportagem acusando o reverendo americano Ernest Angley, de 93 anos, de advertir membros de sua igreja a não terem filhos, humilhar quem deixa a igreja e não pagar pessoas para trabalhar em seu restaurante.

O jornal "Akron Beacon" publicou uma série de reportagens com entrevistas com mais de 20 ex-membros da Grace Cathedral. Muitos deles descreveram a congregação como um "culto". Segundo a agência de notícias Associated Press, uma resposável pela igreja disse que as acusações são "todas mentira".

Várias pessoas disseram ao jornal que não tiveram filhos porque foram encorajados a realizar vasectomias - e que Ernest Angley inspecionava o órgão genital antes e depois da cirurgia.

Uma mulher disse que foi pressionada a realizar um aborto. "Ele não quer que tenhamos filhos pois vai tomar o tempo e dinheiro que poderia ir para a igreja", disse um ex-membro ao jornal.

G1

Mais 4 anos?



MUITA COISA se pode dizer sobre a tragédia ocorrida no último domingo, 26 de outubro de 2014, Solenidade de Cristo Rei. Em primeiro lugar, cumpre sublinhar que, com efeito, não se tratava de uma luta entre um estadista e uma nulidade, mas apenas da oportunidade de, servindo-nos de um instrumento muito deficiente, tentar varrer do Palácio do Planalto uma senhora que, apesar de desprovida da mínima capacidade de gerir sua própria vida doméstica, tem, no entanto, em suas mãos uma caneta apta a infernizar a família brasileira em muitos setores.

Que Madame Rousseff seja inepta está patente e passará para a história do Brasil, graças àquela pérola que ela proferiu respondendo, no último debate, a uma economista cearense, de 55 anos, desempregada: “Matricule-se em um dos cursos profissionalizantes criados pelo governo federal.” Um acinte, um deboche, uma provocação. Uma falta de respeito a quem quer trabalhar e produzir, e não viver como parasita do Estado socialista-lulopetista.

A rainha Maria Antonieta da França foi achincalhada pelos revolucionários que lhe assacaram a autoria da frase: “Se o povo não tem pão, que coma brioches”. Certamente, não disse isso por ironia, se é que realmente disse. Não era a governante e não tinha obrigação de conhecer toda a realidade da França. Ao contrário, a pérola dita pela Rousseff, se o povo brasileiro for inteligente, deverá passar para as gerações futuras como uma prova de que a referida governante era tola ao cubo, além da medida do tolerável. Sem dúvida, era dever dos homens de bem e responsáveis trabalhar para a vitória do Lulécio.

O grande perigo, agora, será querer fazer ao desgoverno lulopetista uma oposição civilizada, como se vivêssemos tempos normais. Temos de tomar consciência de que, efetivamente, vivemos uma guerra disfarçada. A súcia eleita é composta de marxistas que dilapidam diante de nossos olhos o patrimônio moral, cultural e econômico da nação. A oposição terá de ser enérgica e levada às últimas consequências.

Por outro lado, creio que será necessário repensar o sistema político moderno mais a fundo, procurando esclarecer os espíritos retos, que, contudo, ainda nutrem ilusões sobre a partidocracia, o sufrágio universal, a tripartição do poder etc. É preciso mostrar às pessoas que há uma enorme ignorância em torno desse monstro sagrado, desse Moloc, desse Baal que devora seus próprios filhos chamado democracia.

Não se trata, evidentemente, de propor uma ditadura ou um regime totalitário como solução do problema político que nos aflige. Trata-se de fazer ver às pessoas que ainda guardam um mínimo de bom senso que o problema político resulta de um problema mais grave: a crise espiritual religiosa e moral que vem destruindo a família como instituição fundamental de qualquer sociedade sã. Hoje não temos uma sociedade orgânica, composta por famílias autênticas, com raízes e valores; temos apenas uma poeira humana, um individualismo idolatrado, um rebanho humano que, tangido pelo marketing e outros recursos da sociedade de massas moderna, acorre às urnas. Cujo resultado só pode ser viciado pelos erros já indicados do igualitarismo e individualismo. No Brasil, as eleições são sempre uma tragédia, um terremoto com data marcada, desde Getúlio até nossos dias.

Em suma, é necessário que as lideranças autênticas da sociedade civil, tendo a frente homens prudentes e patriotas, que conheçam realmente a ciência política, procurem dotar o Brasil de instituições políticas mais consentâneas com a índole do seu povo e sua formação história.

Se conseguirmos reconstituir a sociedade civil formando boas famílias, boas escolas e paróquias (que não sejam currais do lulopetismo e outras formas de demagogia revolucionária), se conseguirmos dar uma solução para o seríssimo problema das universidades federais que são institutos de culto à ignorância, às drogas e à imoralidade, quem sabe, depois de muito sacrifício, sangue, suor e lágrimas, teremos a verdadeira política, aquela que promove o bem comum, constrói a civilização e descortina o futuro preservando a tradição. Alguns desses problemas podem ser solucionados sem passar pela política, dependem apenas de cada um de nós cumprir o seu dever de estado, outros são mais difíceis. Mas cada coisa tem a sua hora e vez.

Finalmente, desejaria dizer que, não participando da orgia democrática e não esperando ansiosamente as próximas eleições, confio que na hora em que acabar o dinheiro e começarem a minguar as “bondades” distribuídas pelo governo de Madame Rousseff, quando a inflação disparar e o escândalo do "petrolão" vier a público em seus pormenores escabrosos, os seus quatro anos de mandato estarão seriamente ameaçados, para o nosso bem. Amen. Aleluia.

Pe. João Batista de Almeida Prado Ferraz Costa
Anápolis, 27 de outubro de 2014

CRIMINOSA QUE "ACEITOU JEZÚIZ" NA CADEIA, CASA COM PRESA SEQUESTRADORA, EX-NAMORADA DE ESQUARTEJADORA

Suzane von Richthofen se casa com a ex de Elise Matsunaga na prisão

Suzane von Richthofen, condenada por participar do assassinato dos pais
Estadão Conteúdo - Suzane von Richthofen, condenada por participar do assassinato dos pais

Condenada a 38 anos e seis meses pela da morte dos pais em 2002 e presa há 12 anos, Suzane von Richthofen, 30 anos, voltou a ser assunto na penitenciária de Tremembé, no interior paulista. No últimos anos, a ex-estudante se tornou evangélica, abriu mão de lutar pela herança dos pais, tentou se reaproximar do irmão e, agora, se casou com outra detenta. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Suzane se uniu em setembro com Sandra Regina Gomes, condenada a 27 anos de prisão pelo sequestro de uma empresária em São Paulo. Sandra é ex-namorada de Elise Matsunaga, presa por matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga, em 2012.

Para dormir com Sandra, ela teve que assinar um documento de reconhecimento afetivo, que é exigido para todas as presas que resolvem viver juntas. Com esse documento, ela trocou a ala das evangélicas, onde vivia, e passou a habitar a cela das presas casadas, onde divide espaço com mais oito casais
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Elise Matsunaga foi presa por matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga, em 2012
Elise Matsunaga foi presa por matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga, em 2012

Ainda segundo o jornal, pessoas ligadas a Elize e Sandra disseram que as duas estavam juntas desde o início do ano e que o relacionamento acabou por causa de Suzane. As três trabalhavam na fábrica de uniformes da prisão, onde Suzane é chefe. O triângulo amoroso acabou rompendo a amizade entre elas.

O relacionamento é apontado como um dos motivos para Suzane ter aberto mão do direito de passar os dias fora da prisão, indicou o jornal.

Uol via facebook.com/fimdafarsa

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Políticos ligados à Igreja Universal são condenados por corrupção

Dois ex-deputados federais e um vereador, que têm ligações com a Igreja Universal do Reino de Deus, foram condenados por desviar dinheiro do Ministério da Saúde na chamada Máfia das Ambulâncias — apontada pela Polícia Federal durante a operação sanguessuga. A decisão é do juiz Ali Mazloum da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal afirmou que o esquema foi baseado na fraude de licitações para a compra de ambulâncias superfaturadas, encabeçado por uma quadrilha que negociava com assessores de parlamentares.

A denúncia trata "das condutas criminosas praticadas pelos integrantes da Máfia dos Sanguessugas em conluio com os responsáveis pela entidade Associação Beneficente Cristã, ora designada ABC, entidade sem fins lucrativos, constituída em agosto de 1994, parceira da Igreja Universal do Reino de Deus”. Segundo a acusação, a ABC celebrou quatro convênios com o Ministério da Saúde para conseguir recursos públicos federais.



O juiz Mazloum condenou os ex-deputados Pastor Marcos Roberto Abramo (PP/SP) (foto) — que hoje é vereador (PRB-MG) em Betim — a 8 anos de reclusão; Wagner Amaral Salustiano (PSDB/SP) a 6 anos e 8 meses em regime semiaberto; e o vereador em Ribeirão Preto Saulo Rodrigues da Silva (PRB) a 4 anos e 2 meses.

Além deles, foram condenados os empresários Darci José Vedoin, Luiz Antonio Trevisan Vedoin e Ronildo Pereira Medeiros a 13 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. Segundo investigação da Polícia Federal, eles se associaram a prefeitos para fraudes na venda de ambulâncias com recursos das emendas parlamentares.

Mercadoria de troca

Mazloum apontou para o que chamou de “gravíssima distorção do sistema político”, que transformou as emendas parlamentares em mercadoria de troca. Segundo o juiz, o governo fica “mais propenso” a liberar recursos de parlamentares afinados com SUS política, e parlamentares só votam projetos de interesse do governo depois de liberadas as emendas.

“O melhor seria que o Parlamento se ativesse à atividade típica de legislar, fazendo boas leis, deixando ao Executivo a função de governar e definir onde, como e quando investir o dinheiro público”, afirmou, na decisão.

O lado bom das emendas, segundo Mazloum, é que, “quando bem utilizadas”, podem constituir importante instrumento para aperfeiçoas a proposta encaminhada pelo Poder Executivo. Entretanto, quando a emenda é usada para beneficiar financiadores de campanha ou proporcionar ganhos próprio, “não se está mais diante, apenas de desvio de dinheiro público, senão em face de poderoso agente de corrosão do modelo republicano e democrático estatuídos pelo legislador constituinte.”

Delação não premiada

Darci, Luiz António — da família Vedoin — e Ronildo Medeiros tinham sido beneficiados pela delação premiada feita no Juízo de Mato Grosso, mas no julgamento em São Paulo, o juiz Mazloum recusou a aplicação. Segundo ele, o acordo diz respeito apenas aos processos da seção judiciária de Mato Grosso.

Além disso, afirmou que os Vendoin "foram os arquitetos do esquema criminoso e, sendo assim, não há que se falar em benefícios da delação, senão em atenuante pela confissão. Caso contrário, em breve teremos chefes delatando subordinados, traficantes delatando suas 'mulas', mentores intelectuais delatando executores, transformando a delação premiada em instrumento de salvaguarda dos detentores do poder de mando, com impunidade no ápice da pirâmide de organizações criminosas que o instituto visa a atingir".

Suspensão dos direitos políticos

Mazloum mandou oficiar à Justiça Eleitoral a suspensão dos direitos políticos dos condenados — que incluí proibição de votar e ser votado enquanto perdurarem os efeitos da condenação.

Clique aqui para ler a sentença.

Ação Penal 0003729-52.2007.403.6181

Consultor Jurídico

Protestante afirma:O deus do evangélico é o dinheiro!

OS VENDEDORES DE CRISTO NÃO SUICIDAM MAIS



O dinheiro evangélico virou mandinga de crente, está para além das necessidades econômicas e se mistificou de tal forma na pós-modernidade que até culto em seu favor já existe. O dinheiro está no centro da vida religiosa ocidental, e assim como Aristóteles sentenciou que os homens são convencidos por considerações de seus interesses, o dinheiro não é apenas objeto de interesse dos pajés, mas é alvo constante dos fiéis convencidos ou não. Em suma, o dinheiro é o deus evangélico.

Contudo, pra não ficar em apenas um parágrafo, quero pensar um pouco mais com você a respeito deste assunto intrigante para a religiosidade cristã capitalista. A vida neste mundo de cá se resumiu na busca de um bom emprego para alcançar uma boa moradia e um bom carro. Os filhos, por exemplo, não são mais educados para o casamento, e sim, para o primeiro emprego. As faculdades estão lotadas de jovens que na sua maioria não serão éticos em sua profissão, pois estão simplesmente interessados na rentabilidade que o curso lhe proporcionará.

Esta mentalidade medíocre tem sido corroborada pelos espaços religiosos que eficazmente desafiam seus membros para lutarem e se esgoelarem em busca da prosperidade financeira. O que deveria ser um espaço de confronto e oposição a esta realidade vem se conformando e pecavelmente se amoldando à mesma realidade. Os templos da religião deveriam ser oportunidades de escape e refrigério num mundo que incansavelmente tem escravizado e desfigurado pessoas a viverem além da lógica da sobrevivência. É insano sacrificar o ser em detrimento do ter.

E o pior, se não bastasse toda essa bagunça desenfreada pelo ter, não se contentam em vender apenas suas consciências, mas vendem também o próprio Cristo. Humberto de Campos, talvez profano para muitos, em sagradas palavras bem disse que “Jesus está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões de ouro amoedado. E os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-lO.” É triste o fato de ter que aceitar a idéia de que tudo isso acontece debaixo dos nossos olhos e nada fazemos para mudar.

Se não houver uma mudança radical de valores e princípios para um viver consciente, certamente o mundo será pequeno para tanta ganância, e talvez, quando a última árvore tiver caído, o último rio secado, o último peixe pescado, vocês entenderão que o dinheiro não se come! Arrependei-vos, pois, o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Amém!

Ivan Cordeiro

Púlpito Cristão

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

ESQUEMA EM PIRÂMIDE NAS MEGAIGREJAS DOS EUA

O DESASTROSO ESQUEMA EM PIRÂMIDE DE EPHREN TAYLOR NAS MEGAIGREJAS DOS EUA



Ephren Taylor fala para os fiéis da St. Cajetan Church em Denver, Colorado. Foto por Helen H. Richardson / Getty Images.

Em 1913, Charles Russel, um pastor restauracionista de Pittsburgh, foi acusado de fraudar seus seguidores em venda de grãos. Russel aparentemente estava cobrando taxas exorbitantes de seu rebanho por um “Trigo Milagroso”, que, depois de algumas inspeções, se mostrou apenas trigo normal. O escândalo, de acordo com um editorial de um jornal da época, provou “que o culto religioso do 'pastor' Russel não é nada além de um esquema para fazer dinheiro”.

Apesar dos seguidores desse pastor (hoje conhecidos como Testemunhas de Jeová) ainda defenderem a inocência dele, o golpe se tornou comum, repetido inúmeras vezes no último século por mercenários religiosos, vendedores de óleo de cobra e televangelistas bronzeados que vivem de arrancar dinheiro fácil dos crentes norte-americanos. Os golpes se tornaram mais sofisticados com os anos – das revelações falsas do pregador revivalista Peter Popoff aos excessos dos anos 80, dos cílios postiços de Jim e Tammy Faye Bakker até o esquema de pirâmide antigoverno do Greater Ministries International –, mas a ideia básica continua a mesma: louve a Deus, prometa milagres e, quando todos os olhos estiverem voltados para Ele, roube até as calças do rebanho inteiro.

E, aparentemente, esse era o mesmo modus operandi de Ephren Taylor II, também filho de um pastor. Aos vinte e poucos anos, o autoproclamado “capitalista socialista”, que, entre 2007 e 2010, visitou igrejas com seu seminário Wealth Tour Live, pregava oportunidades de investimento com “consciência social” que tornariam os crentes pessoas piedosas e ricas ao mesmo tempo. Taylor foi preso recentemente nos EUA depois de quase três anos fugindo das autoridades federais, que acusam o pastor de estar no comando de um esquema em pirâmide(no estilo Ponzi)multimilionário que visava megaigrejas de todo o país.

No começo, seu apelo era óbvio. Vendendo-se como o “mais jovem CEO negro de uma empresa de capital aberto”, ele dizia ter fundado duas companhias de tecnologia – e feito seu primeiro milhão – antes de terminar o colegial. Prometia oportunidades de investimento de “risco baixo, retorno alto” que iam “mostrar como ficar rico e usar o dinheiro para construir o Reino do Senhor”, segundo suas palavras proferidas a uma congregação em 2009. Em sermões (depois, em comerciais de TV, livros e webinários), Taylor alimentava as esperanças do rebanho citando a Bíblia, exaltando Jesus e espalhando promessas vagas de “empoderamento econômico” e de “moradia acessível”, tudo isso aliado a comentários depreciativos aos veículos tradicionais de investimento, como o mercado de ações e fundos mútuos. Os fiéis, ele dizia, deviam “demitir seus corretores” e entrar para uma de suas “máquinas de sorteio sem riscos” – ou, melhor ainda, transferir seu dinheiro (todo ele, idealmente) para contas de custódia a fim de que a empresa de Taylor, a City Capital Corporation, o investisse.

Muitas congregações, inclusive megaigrejas poderosas como a New Birth Missionary Baptist Church, em Atlanta, e a gigante Lakewood Church, de Joel Osteen, em Houston, engoliram a história, abrindo suas portas – e carteiras – para o Elmer Gantry negro do novo milênio. “Sua vida está prestes a mudar”, afirmou o pastor Eddie Long da New Birth; na época um poderoso televangelista, apresentava “meu amigo, meu irmão, o grande Ephren Taylor” à sua congregação. Deus, segundo Long, queria “te financiar para fazer a vontade Dele”.

Mas, apesar dessas aspirações beatas, os negócios de Taylor – na maior parte, lavanderias self-service e bares de suco – raramente entregavam os 12 a 20% de retorno prometidos aos investidores (as máquinas de sorteio davam um retorno ainda pior). No melhor estilo Ponzi, a maior parte do dinheiro era supostamente usada para cobrir perdas e pagar por outros investimentos; ou, então, financiava a própria marca de Taylor, suas campanhas de relações públicas, cartões de crédito, apartamentos e a carreira de aspirante a pop star de sua esposa. Numa ação movida pelo Departamento de Justiça americano, em junho, os promotores públicos afirmam que Taylor fraudou investidores em mais de US$ 5 milhões, com US$ 2 milhões perdidos apenas por vítimas da Geórgia. Uma ação de 2012 da Comissão de Títulos e Câmbio dos EUA vai mais além, acusando-o de comandar um esquema Ponzi de US$ 11 milhões que visava, principalmente, evangélicos negros.

Cathy Lerman, uma advogada da Flórida que representa algumas das vítimas de Taylor, acredita que esses números não são nem a ponta do iceberg do golpe do pastor. “São literalmente centenas de vítimas dele aqui”, ela informou. Vítimas que ainda estão aparecendo. “Fraude de afinidade religiosa é bastante comum, mas não é algo discutido dentro da igreja, e esse é um dos problemas. Ninguém quer admitir que isso acontece, e foi assim que ele continuou fazendo isso por tanto tempo. Muitas dessas pessoas têm vergonha ou acreditam, de um ponto de vista religioso, que o que acontece na igreja fica na igreja, que você não deve sair comentando isso por aí ou fazer uma denúncia.”

“Quem iria sonhar que alguém pudesse entrar na sua igreja e usar sua fé como uma arma para roubar?”, questionou. “Todos acreditam que são os únicos; eles acham que foram idiotas.”

De muitas maneiras, o esquema de Taylor foi um caso clássico de fraude de afinidade – uma versão em menor escala do esquema de Ponzi de US$ 20 bilhões de Bernie Madoff, que teve aristocratas europeus e judeus ricos como alvos. E como Madoff, o mais impressionante no caso de Taylor é que sua mentira foi muito além dos círculos fechados dos evangélicos negros em que ele estava de olho com seus esquemas de investimento. O pastor apareceu na CNN, na Forbes, na NPR e num segmento da CNBC intitulado “Segredos de um Milionário Adolescente”. Ele foi um convidado do programa de Montel Williams. Taylor chegou a dizer que Snoop Dogg o tinha contratado para gerenciar sua fundação filantrópica para juventude, a Snoop Youth Football League. E, em 2008, Taylor deu um seminário sobre investimentos com consciência social na Convenção Democrata Nacional, em Denver. Aparentemente, todo mundo comprou a história romanceada na voz de menino do coral de Taylor. Mas, segundo conhecidos dele, essa história era tão fraudulenta quanto seus supostos investimentos.

“O cara estava a alguns cliques de distância no Google de ter evidências expostas, evidências de que ele era acusado de fraude em várias partes do país”, frisou Kevin Berger, um advogado de Kansas City que representa vários ex-parceiros de negócios do acusado anteriores ao esquema da Wealth Tour Live. “Quando terminamos com ele, isso ainda não tinha amadurecido num esquema Ponzi completo. Ele era muito conhecido no Missouri. As pessoas só tinham de ter investigado.”

Tudo isso levanta uma questão óbvia: como tanta gente foi enganada? A resposta ainda não está totalmente clara, mas Taylor parecer ter contado com uma confluência de sentimentos particulares da época – desconfiança em Wall Street, desespero econômico e uma obsessão pela nova riqueza, principalmente pela proveniente das empresas de tecnologia –, o que fez as pessoas suspenderem suas descrenças e seu pensamento crítico. De maneira mais geral, fraudes assim estão em ascensão nos EUA. Apesar de o governo não divulgar os dados, oficiais estaduais e federais já alertaram que cerca de metade dos esquemas fraudulentos se baseia em afinidade, respondendo por algo entre US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões em perdas para os investidores na última década.

Grupos religiosos tendem a ser um alvo popular. Pesquisadores do Center for Study in Global Christianity, que examina fraudes e desfalques em igrejas, descobriram que o crime eclesiástico respondeu por US$ 37 bilhões de prejuízo para igrejas do mundo todo no ano passado. Nos EUA, Joseph Borg, da Comissão de Valores Mobiliários do Alabama, estima que fraudes baseadas na fé representem cerca de metade de todos os esquemas de afinidade no sul e que isso responda por uma porção substancial das fraudes de afinidade no país todo. A forma dos esquemas pode variar, mas os golpes geralmente podem ser resumidos assim: se a fé é fundamental, é difícil para os fiéis saber quando não acreditar.

“É um grande obstáculo a se vencer”, especulou Borg. “Se você não pode confiar na sua igreja, nos membros da sua igreja, nos líderes da sua igreja, em quem você pode confiar?”

No caso de Taylor, seu esquema parece ter se baseado especificamente em igrejas que pregam a teologia da prosperidade ou o evangelho da prosperidade – um ramo crescente do cristianismo, popularizado por pregadores como Osteen e T.D. Jakes, que vê saúde e riqueza material como manifestações físicas das bençãos de Deus e em suas ausências, um possível sinal de seu julgamento.

“As pessoas gostam de ver seus pastores ricos”, afirmou Kate Bowler, professora assistente da Duke Divinity School que vem estudando a teologia da prosperidade. “Dinheiro e riqueza são evidências da graça de Deus; a falta disso é evidência do oposto.” Então, quando o pastor acusado mostrava suas armadilhas de riqueza (como seu apartamento de US$ 6 mil de aluguel por mês em Trump Place ou o hino pop “Billionaire”, de sua mulher), seus fãs e investidores viam isso não como um sinal vermelho, mas como prova de sua virtude.

Para igrejas da prosperidade, pontuou Bowler, “fé não é esperança ou confiança. É uma força espiritual que os crentes liberam a fim de mover a ação de Deus”. O evangelho da prosperidade, ela acrescentou, “oferece uma linguagem de ambição para aqueles que estão ascendendo socialmente. Em tempos difíceis, isso diz que Deus está do seu lado, que há sempre uma solução. Isso faz com que as pessoas se sintam no controle”.

Bowler destacou ainda que é impossível dizer se o evangelho da prosperidade em si favorece a fraude de afinidade. Mas, segundo ela, “há aspectos na teologia da prosperidade que podem predispor alguns a um certo pensamento mágico de como o dinheiro circula e de como isso pode voltar para eles.

“Parece que pessoas que estão ansiosas para terem milagres financeiros – que já esperam que Deus devolva seu dinheiro de maneira sobrenatural – têm uma probabilidade maior de acreditar (e de investir) num pastor visitante como a resposta para suas preces.”

E, claro, para as vítimas de Taylor, essa promessa se mostrou falsa. Depois de três anos se escondendo, o Serviço Secreto dos EUA o prendeu num apartamento barato nos subúrbios de Kansas City, onde sua esposa trabalhava numa casa de massagem sob um pseudônimo. Lerman destaca que seus clientes ainda esperam justiça, mas que, nesse ponto, está claro que o dinheiro se foi há muito tempo. “Não acredito que tenha restado um único centavo”, disse Lerman. “Acho que ele torrou tudo.”


Tradução: Marina Schnoor

Vice

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Crivella tenta no TRE censurar reportagem da Veja

Crivella: tentativa de censura

Marcelo Crivella entrou com uma ação na Justiça eleitoral para retirar do ar uma reportagem publicada no sábado por VEJA em que o site da revista revelou que seu filho foi favorecido pela atuação do pai como ministro da Pesca (Leia a reportagem aqui). O TRE negou hoje conceder uma liminar que censuraria a reportagem.

Não é a primeira vez nesta campanha que Crivella quer impedir a divulgação de dados não-favoráveis à sua campanha. No início do segundo turno, o senador tentou – e, depois, voltou atrás – proibir a divulgação de pesquisas eleitorais.

Lauro Jardim,Veja on-line

Protestante mostrando a quem realmente serve!

"Crente" difamando a Mãe do NOSSO SALVADOR!




Foto


6. Então a Besta abriu a boca em blasfêmias contra Deus, blasfemando contra seu Nome e sua morada santa e contra os que moram no céu.Apocalipse, 13

Pobre miserável,um dia esse ser irá prestar contas a Deus por suas palavras.

36. Eu digo-vos: no dia do julgamento, todos devem prestar contas de cada palavra inútil que tiverem dito.
37. Porque serás justificado pelas tuas próprias palavras e serás condenado pelas tuas próprias palavras.Mateus, 12

Imagem:facebook.com/fimdafarsa

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Duelo Gospel!

Briga de irmãos ou apenas jogo de interesses?

Silas Malafaia x Marcelo Crivella



Pastor diz que contraiu Aids e que fez sexo com fiéis



O pastor Juan Demetrius McFarland confessou recentemente a fiéis da Shiloh Missionary Baptist Church, em Montgomery (Alabama, EUA), que contraiu Aids em 2003 e que a doença começou a se manifestar cinco anos depois. Em uma série de sermões, o líder religioso contou ter usado drogas e ter feito sexo com fiéis sem que elas soubessem que o pastor era portador do vírus HIV.

"Eu sei de uma jovem que é integrante da igreja e que diz já ter dormido com ele. Ela está tentando descobrir agora se algo aconteceu a ela", disse à emissora WBTV, um frequentador da igreja de McFarland. "O fato de ele não ter contado (sobre a doença) é um crime", acrescentou.

McFarland foi demitido da igreja esta semana. Ele deverá ser indiciado criminalmente. O religioso também disse ter se apropriado indevidamente de fundos da igreja.

Page Not Found via Genizah

Pastor faz fiéis beberem gasolina afirmando ser suco de abacaxi

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Um pastor da África do Sul convenceu sua congreação a tomar gasolina após garantir que ele transformou o líquido em suco de abacaxi. Lesego Daniel alega que realizou o milagre despejando gasolina em um balde e adicionou uma "mistura" que fez com que o conteúdo pegasse fogo. Então ele disse ao público que tinha transformado a gasolina em suco de abacaxi, pedindo que fossem até ele para tomar um drink. As informações são do Metro UK.

"Eu quero provar a você, com as chamas que queimam aqui, que mostra o que pode ser alcançado se você tem fé", ele disse aos fiéis. "O que você vê, você tem que acreditar."

Em um VÍDEO divulgado no Youtube é possível ver homens e mulheres se aproximarem de Lesengo em uma espécie de transe, arrancando a garrafa das mãos dos colegas e brigando por um gole do líquido.

Em janeiro, o pastor polêmico convenceu seus seguidores a comer grama, alegando que aqueles com fé poderiam sobreviver com qualquer coisa que quisessem.

 ISTOÉ 

Quando será que o pastor vai oferecer um prato de bosta para seus fiéis?

Os negócios dos Crivella



Candidato ao governo do Rio de Janeiro, o senador e ex-ministro Marcelo Crivella (PRB) usou o cargo para ajudar sócios de empresa do filho

O senador Marcelo Crivella (à esq.), pouco antes de embarcar com a família e o sócio do filho (ao lado dele), Jon Phelps
O senador Marcelo Crivella (à esq.), pouco antes de embarcar com a família e o sócio do filho (ao lado dele), Jon Phelps (Reprodução/VEJA)

A campanha do senador e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Marcelo Crivella para o governo do Rio de Janeiro retrata um homem simples, de vida franciscana, que doa tudo o que recebe com as vendas de seus discos e livros para um projeto social na Bahia. O próprio senador declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) patrimônio relativamente modesto para um campeão de vendas de discos gospel - 739.000 reais. Longe da propaganda eleitoral, no entanto, a vida de Crivella e de sua família não é tão trivial assim. Donos de dois imóveis na Flórida, nos Estados Unidos, e adeptos de confortos como jatos executivos e carros importados, os Crivella são homens de negócios. Desde o ano passado, dedicam-se a turbinar uma rede de escolas adquirida por um grupo americano e presidida pelo filho do senador, Marcelo Hodge Crivella, de 29 anos.

A rede comandada pelo jovem filho do senador é a Seven, que apregoa ter 10.000 alunos. Não é pequena, mas alimenta planos de se tornar ainda maior, multiplicando o número de filiais e espalhando-se pela América Latina. Para concretizar tal plano, os americanos já enviaram ao Brasil, por meio de uma offshore sediada em Luxemburgo, 64 milhões de reais. Crivella, o pai, aposta alto na empreitada. E não vê problema nem mesmo em se utilizar de suas prerrogativas como parlamentar e ministro da Pesca - cargo que ocupou de 2012 a 2014 - para impulsioná-la.

Na manhã de 10 de outubro de 2013, cinco executivos da empresa que comprou a Seven - a Full Sail, uma rede de ensino de computação e games sediada na Flórida - foram retidos no aeroporto de Manaus em sua primeira escala no Brasil, rumo ao Rio de Janeiro, onde fariam reuniões de trabalho. O motivo: dos cinco passageiros do jato Legacy prefixo N53NA, apenas quatro tinham visto de negócios. O quinto, Deepak A. Kumar, vice-presidente da Seven, tinha autorização para fazer turismo, mas o comandante do jato declarara que estavam todos ali a trabalho. Com o impasse instalado, os americanos se comunicaram com os Crivella - e o ministro imediatamente começou a trabalhar para liberá-los. Coube ao secretário-executivo do ministério, Átila Maia, enviar um ofício ao subsecretário-geral das comunidades brasileiras no exterior, embaixador Sérgio Danese, pedindo urgência na solução do imbróglio. "A pedido do ministro Marcelo Crivella, amigo do empresário norte-americano que mantém investimentos na área de educação no Brasil (...), muito agradeceria a Vossa Excelência a gentileza de instruir a divisão competente a emitir, com urgência, autorização para a liberação dos cinco passageiros", explicava a carta. "Conforme informação da Chefia da Polícia Federal em Brasília, o assunto já foi esclarecido." No mesmo dia, todos foram liberados.

Documento Ministério da Pesca

Documento Ministério da Pesca


Documento Ministério da Pesca


Não foi a primeira vez que Crivella fez um pedido do gênero aos serviços diplomáticos. Naquele mesmo dia, enquanto tentava liberar a entrada dos parceiros comerciais do filho no Brasil, seus antigos funcionários no Senado solicitavam ao Ministério das Relações Exteriores a emissão de dois vistos de entrada para designers americanos que a Seven estava trazendo para participar de um evento no país. Nesse caso, a interferência do ministro era necessária por causa dos prazos. Segundo e-mail enviado pelo gabinete do senador Eduardo Lopes, suplente de Crivella, ao Itamaraty, os designers tinham de desembarcar no Brasil impreterivelmente até o dia 23 de outubro - em 13 dias, portanto. Pedido feito, pedido atendido.

A história da associação entre o filho de Marcelo Crivella e os americanos é nebulosa. Formado em psicologia, Marcelinho trabalhava na área de licenciamento de marcas da Record, emissora controlada pelo bispo Edir Macedo, manda-chuva da Universal e tio de Crivella-pai, até ingressar na Seven, em junho de 2011. Seu dono era então o empresário Leandro Moreira, evangélico como Crivella. No mês seguinte, os americanos da Full Sail se aproximaram de Moreira com uma oferta de compra. A negociação se desenrolou de setembro de 2011 a novembro de 2012, quando foi fechada a venda de 80% da empresa por cerca de 100 milhões de reais. Feito o negócio, a Seven passou a ser controlada pela Artemis Distribution Lux, S.A, empresa que é a ponta final de uma cadeia de offshores. Criada em junho de 2012 em Luxemburgo, ela tem como principal acionista a Artemis Distribution Partners Canada - que por sua vez, é da Artemis Distribution LLC, de Delaware, paraíso fiscal em território americano. Nos documentos da associação, todas essas empresas aparecem ligadas a Jon Phelps, dono e fundador da Full Sail.

O negócio previa que Moreira mantivesse 20% da Seven e continuasse à frente da operação. Mas, assim que assinou contrato, ele foi excluído da sociedade, proibido de entrar nas escolas - e até hoje, não teria recebido nenhum centavo, embora a Artemis já tenha injetado na Seven 64 milhões de reais, conforme mostram atas públicas da rede de escolas. Hoje, o empresário move um processo contra os americanos - Crivella-filho, apesar de presidente, não é sócio da empresa - na Justiça do Rio. Na ação há e-mails, fotos e documentos que contam a história da tumultuada sociedade e revelam a proximidade forjada entre os americanos e Crivella-filho ao longo da negociação de aquisição.

Marcelo Hodge Crivella
Marcelo Hodge Crivella, filho do senador - Reprodução/Instagram

Outro conjunto de documentos, a que VEJA teve acesso, mostra ainda que, entre 2012 e 2013, as famílias Crivella e Phelps fizeram várias viagens e passeios nos Estados Unidos - especialmente pela Flórida, onde a mulher do senador, Sylvia Jane, tem dois imóveis. Numa dessas viagens, em janeiro de 2012, posaram todos para fotos em frente ao DC-3 mantido pelo dono da Full Sail - um avião que é o xodó de Phelps e figura no logotipo do grupo. Marcelinho, por sua vez, postava no Instagram fotos da viagem - como a que aparece em frente a um Camaro amarelo e entrando num jato executivo.

Entre um passeio e outro, os sócios da Seven aproveitavam o cacife do pai de Marcelinho para promover o próprio negócio. Entre março e abril, o filho de Crivella esteve no gabinete do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para pedir patrocínio a um evento da Seven, a conferência de games CG Extreme. Saiu de lá com patrocínio de 120.000 reais e apoio da prefeitura para o evento. "Com o amigo prefeito do Rio hoje falando sobre grandes novidades para nossa cidade esse mês. Prefeito confirmou sua presença. E você, tá esperando o que?”, escreveu Marcelinho na legenda da foto com Paes que publicou no Instagram. Em outra ocasião, em junho de 2013, Phelps chegou até a pedir ajuda ao filho do senador para tentar marcar uma visita da presidente Dilma Rousseff à Full Sail em sua próxima viagem oficial aos Estados Unidos. A visita nunca aconteceu, mas a parceria entre eles deu frutos, e a Seven se engajou na pré-campanha de Crivella ao governo do Rio.

Num e-mail enviado a funcionários da Seven em 31 de julho do ano passado, Crivella-filho distribuiu tarefas e deu instruções sobre como montar a página do senador-candidato na internet. "Explorar imagens de que Crivella é um homem de família - casado há mais de 25 anos com Jane. Vamos trabalhar para passar o Garotinho logo!!", diz um trecho da mensagem. Procurado por VEJA, Marcelinho afirmou que os funcionários da Seven que hoje trabalham na campanha já se desligaram da empresa. Crivella-pai, por sua vez, nega qualquer relação entre a campanha e a empresa do filho.

Casa da família Crivella em Orlando (EUA)
Casa da família Crivella em Orlando (EUA)

Embora a família Crivella tenha dois imóveis nos Estados Unidos, nenhum deles está registrado no nome do senador. O primeiro é um apartamento de 194 metros quadrados na região sul de Orlando, comprado pela mulher de Crivella, Sylvia Jane, em abril de 2011, e avaliado em 250.000 dólares pelos sites locais de busca de imóveis. O segundo é uma casa num condomínio do outro lado da cidade, também com valor estimado em cerca de 250.000 dólares. Crivella informa que o primeiro imóvel foi comprado por sua mulher com recursos próprios, já que Sylvia é escritora e tem uma loja de iogurtes. A casa, segundo ele, foi adquirida no ano passado pela filha, Débora - que mora na Flórida e trabalha na Full Sail, a dona da Seven no Brasil.

O senador diz ter ajudado na compra, contraindo um empréstimo junto ao Banco do Brasil - do qual, contudo, não revela o valor. Embora Crivella afirme que a operação está registrada em sua declaração de Imposto de Renda, ela não consta da declaração enviada ao TSE. Advogados ouvidos por VEJA afirmam que ele teria de ter declarado o empréstimo ao tribunal.

Veja



Igreja Universal vai indenizar ex-pastor incentivado a fazer vasectomia para ser promovido a bispo

Igreja Universal do Reino de Deus pagará R$ 100 mil a ex-pastor que teria sido obrigado a fazer vasectomia

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) terá que pagar uma indenização de R$ 100 mil a um ex-pastor. O religioso foi incentivado a fazer cirurgia de vasectomia com a promessa de promoção para o cargo de bispo da congregação. A decisão foi tomada pela Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST).


No processo, o ex-pastor informou que trabalhou na igreja entre 1995 e 1997, em Itapevi, na Região Metropolitana de São Paulo. Ele recebia um salário que chegava a R$ 1 mil, com comissões. Em reuniões na cúpula da igreja, ele teria recebido a promessa de promoção ao cargo de bispo na África. Só que para isso teria de fazer a vasectomia. De acordo com ele, o motivo da exigência era que a nova função exigiria dedicação total, e o desempenho poderia ser prejudicado se tivesse filhos.

Na ação trabalhista, ele disse que essa exigência era sempre lembrada, inclusive com promessas de salário maior, apartamento e carro de luxo. No ano de 1996, submeteu-se à cirurgia, às custas da Igreja Universal. No processo, contou que a essa “imposição” frustou sua ex-esposa, que queria ser mãe, e causou o divórcio do casal em 1997.


A IURD se defendeu lembrando que na Igreja a maioria dos pastores e bispos casados possui filhos, e que o grau de zelo para com o ministério religioso não é avaliado pela ausência de prole. “Esta não é condição para o seu exercício”. Ainda segundo a igreja, a opção de submeter-se à cirurgia e a escolha do momento decorreu da manifestação de vontade do ex-pastor.

O processo

Primeiramente, a Primeira Vara do Trabalho de Itapevi (SP) julgou improcedente o pedido. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), porém, condenou a Universal a pagar indenização por danos morais.

Para o TRT, a exigência da vasectomia, paga pelo empregador, como condição “para a obtenção, manutenção, exercício ou promoção no trabalho, ainda que na profissão da fé”, é “conduta altamente reprovável” e contraria os direitos à dignidade da pessoa humana e de personalidade, de integridade psicofísica, intimidade e vida privada.

A Universal recorreu da decisão no TST. No entanto, o recurso não foi aceito pelo tribunal.

Procurada, a Igreja Universal do Reino de Deus esclareceu que "jamais forçou o ex-pastor a realizar a suposta vasectomia". Segundo a nota, "não havendo no processo nenhuma prova de que tenha praticado tal ato contra o autor da ação trabalhista, ou ainda que ele sequer tenha se submetido a cirurgia à época, a Universal informa que recorrerá da condenação ao foro cabível, confiante que a Justiça e a verdade prevalecerão".

Extra

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Contra Universal, Valdemiro Santiago pede voto em Pezão

Líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, apóstolo Valdemiro Santiago pede voto em Pezão

Em nenhuma outra disputa eleitoral no país a religiosidade é tão explorada como no Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, ela ficou ainda mais acirrada. O governador e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB), ganhou apoio do apóstolo Valdemiro Santiago, fundador e líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, além de maior antagonista da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo.

Em vídeo divulgado nas redes sociais do peemedebista, o apóstolo dispara contra a Igreja Universal: “Estou aqui para uma causa nobre. Quero pedir para você votar Pezão para que eu tenha a liberdade de pregar o Evangelho porque estão querendo me privar disso”.

Valdemiro Santiago perdeu neste ano para a Igreja Universal grande parte do horário que comprava na TV para transmitir ao vivo os cultos de sua igreja. A Mundial era a igreja neopentecostal que mais crescia no Brasil, tirando fiéis da Universal.

A entrada do apóstolo na campanha de Pezão é pragmática: engrossa o coro contra o senador e ex-ministro da Pesca Marcelo Crivella (PRB), bispo da Universal e sobrinho de Edir Macedo. Crivella também sofre forte oposição do pastor Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, e do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Em contrapartida, Crivella recebeu apoio do candidato derrotado no primeiro turno Anthony Garotinho (PR), seguidor da Igreja Presbiteriana.

Felipe Frazão, na Veja on-line

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