terça-feira, 24 de maio de 2016

Igreja Protestante da Escócia libera casamento gay entre pastores



A assembleia geral da Igreja da Escócia votou neste sábado a favor do casamento gay entre seus pastores e os que optarem por esse matrimônio continuem a exercer seu ministério dentro da instituição.

A histórica votação, realizada em Edimburgo, possibilita que os pastores estejam casados com pessoas de seu mesmo sexo, mas não permite a celebração de uniões homossexuais dentro da igreja.

O resultado da votação - 339 votos a favor e 215 contra - se segue a um ano de deliberações sobre um assunto que gerou divisões dentro da instituição.

No ano passado, a Assembleia deu sinal verde para que os pastores homossexuais dessa instituição formassem uniões civis.

A Igreja Nacional Escocesa - conhecida como The Kirk - adota uma postura tradicional sobre o casamento entre homem e mulher, mas autoriza cada congregação a decidir por si mesma se desejam nomear um pastor ou um deão homossexual.




Qualquer outra consideração mais ampla do enfoque teológico do casamento homossexual não será realizada até que o Fórum Teológico apresente um relatório à igreja escocesa no próximo ano.

A votação de hoje diferenciará esta instituição da Igreja da Inglaterra, que proíbe seus religiosos de se casarem ou terem uniões civis com pessoas do mesmo sexo e se negou a permitir matrimônios gays.

A cerimônia formal de inauguração da Assembleia deste ano da Igreja escocesa contou com a presença da ministra principal da Escócia, Nicola Sturgeon, e durante o ato foi lida uma carta da rainha Elizabeth II.

"Em um momento de agitação no mundo, é reconfortante ouvir que a Igreja da Escócia fez com que seja uma prioridade trabalhar para desenvolver uma resposta coordenada a problemas que afetam refugiados e solicitantes de asilo", diz a carta da monarca, voltada à atitude escocesa para com os refugiados.

Terra

Pastor da Igreja Batista Ágape é preso por maus-tratos no Tocantins


MPE encontrou indícios de abusos psicológicos e físicos em três instituições. Locais devem ser assumidos pela Prefeitura de Paraíso do Tocantins.

quartinhos


A Justiça decretou na noite desta sexta-feira (20) a intervenção imediata nos abrigos Casa dos Meninos, Casa das Meninas dos Olhos de Deus e Casa dos Bebês, em Paraíso do Tocantins. Os locais atendem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e são administrados pela Igreja Batista Ágape. Agora deverão ser assumidos pela prefeitura. Dois pastores e pelo menos três cuidadores são citados no processo, sendo que dois envolvidos já foram presos.

As denúncias estão sendo investigadas pela Delegacia da Mulher de Paraíso. Conforme o delegado regional José Antônio, uma cuidadora foi presa na quinta-feira (19), quando duas crianças foram encontradas trancadas em um cômodo do abrigo. Também foi localizada uma lista com castigos dados aos assistidos.

Na noite desta sexta-feira (20), um pastor também foi preso suspeito de envolvimento nos abusos.

A decisão judicial foi tomada após ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) nesta sexta-feira.

Conforme investigação do órgão, há relatos de “tortura consistente em trancamento de menores em quarto sem ventilação e sem banheiro, discriminações, privação de alimentos como forma de castigo, xingamentos, depreciação pessoal e da família natural, além de ameaças de apanhar da polícia.”

Ainda conforme o MPE, há indícios de que falta atendimento psicológico e as crianças sofrem privação de liberdade religiosa e abusos físicos, sexuais e psicológicos. Os menores também seriam impedidos de ter contato com parentes, além de receber tratamento com medicamentos vencidos.

Adolescentes assistidos pelas instituições, ex-funcionários e conselheiros tutelares foram ouvidos pela promotoria de Justiça.

Em depoimento, uma mulher relatou que um cuidador “pegou duas crianças e passou o rosto delas na caixa de gordura da casa. E outra criança […] que tinha pouco mais de 3 anos de idade e passou fezes em todo o seu corpo”.

Decisão

Em trecho da decisão, o juiz Océlio Nobre da Silva diz que ” a Instituição Ágape contava com o apoio de pessoas da comunidade que de forma voluntária apoiavam o acolhimento e cuidado das crianças, sendo que aparentemente durante algum tempo, prestou um trabalho meritoso”.

“Porém, conforme ressalta o Órgão Ministerial, já a algum tempo as situações desconcertantes começaram a vir à tona, não se tratando, ao que tudo indica, de situação isolada, que poderia ser solucionada com solução menos drástica”.

O magistrado decidiu decretar a imediata intervenção e determinou que o município de Paraíso do Tocantins, por meio da Secretaria de Assistência Social, imediatamente assuma a gerência integral dos três abrigos da Associação Ágape, disponibilizando servidores aptos a atuarem como cuidadores.

Também foi decretada uma multa de R$ 1 mil, até o limite de R$ 50 mil, em caso de descumprimento. Além disso, todos os contratados da igreja foram proibidos de manterem contato com as casas e o recurso recebido para manter os locais deve ser depositado em juízo.

A Igreja Batista Ágape foi procurada na noite desta sexta-feira (20), mas não atendeu as ligações. A Prefeitura de Paraíso do Tocantins disse que ainda não foi notificada da decisão.

Abrigo fica em Paraíso do Tocantins (Foto: MPE/Divulgação)
Abrigo fica em Paraíso do Tocantins (Foto: MPE/Divulgação)

Com informações G1via CNN Gospel

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Pastor suspeito de ter matado taxista a tiros em RO é preso em São Paulo

Claudio Severino da Silva é suspeito de ter matado o taxista em Cacoal, com dois tiros na cabeça e foi preso em São Paulo. (Foto: Magda Oliveira/G1)

Prisão foi na noite do dia 19 de abril em uma cidade de São Paulo.
O suspeito Cláudio Severino da Silva era funcionário público de prefeitura.


Uma operação realizada entre a Polícia Civil de Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo (SP), resultou na prisão do pastor e funcionário público Cláudio Severino da Silva, também conhecido como Cal.

O homem estava foragido desde o mês de janeiro deste ano, acusado de ter envolvimento no assassinato de um taxista de 69 anos cometido no dia 5 de janeiro, na área rural do município. A prisão foi realizada no dia 19 de abril, às 22h30, em uma cidade do interior de São Paulo.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Arismar Araújo, por enquanto a prisão é temporária e a polícia terá o prazo de 30 dias para concluir o inquérito.  "O mandado de prisão contra ele é temporária. As investigações procedem e ao final do inquérito pretendemos pedir a prisão preventiva, dado a gravidade do crime e pelo ânimo do suspeito de ter foragido da justiça", garantiu o delegado.

O funcionário público homem aguarda a conclusão do inquérito preso no mini presídio de Cacoal. O suspeito nega a autoria ou participação no crime e a polícia continua trabalhando no caso para tentar descobrir os motivos do assassinato do taxista.

Entenda o caso

Cláudio Severino da Silva é suspeito de ter se envolvido no assassinato de um taxista, cometido no dia 5 de janeiro. O homem foi morto com dois tiros de arma de fogo na cabeça, ainda dentro do carro onde trabalhava e apesar de estar com uma quantia razoável de dinheiro no veículo, os autores do crime levaram apenas a chave que estava na ignição.


O suspeito que estava foragido trabalhava como motorista da prefeitura do município de Ministro
Andreazza e era pastor de uma igreja evangélica.

O delegado contou que Cal atraiu o taxista através de uma ligação de orelhão, pedindo para que fizesse uma 'corrida' com ele. Quando já estavam distantes da cidade, o suspeito possivelmente executou o crime ainda dentro do veículo, sentando no banco do passageiro.

A polícia chegou ao suspeito, através de imagens de uma câmera de segurança da mercearia onde Cal comprou o cartão de orelhão para ligar para o taxista, após uma busca e apreensão realizada em sua residência a camiseta foi encontrada.

O suspeito chegou a prestar depoimento à polícia e negou seu envolvimento no assassinato, apresentando um álibi que, após ser verificado pela polícia não foi confirmado. No dia seguinte ao depoimento a justiça decretou um mandado de prisão contra Cláudio, mas quando os policiais foram executar descobriram que o homem havia fugido com a família e toda a mudança da casa, durante a madrugada.

G1

Igreja protestante da Noruega autoriza o casamento religioso entre gays

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A Igreja protestante da Noruega, principal credo do país escandinavo, decidiu nesta segunda-feira por ampla maioria autorizar as uniões religiosas entre pessoas de mesmo sexo, algo que atualmente só é possível em poucos países.

Com uma arrasadora maioria de 88 votos em 115 participantes, o sínodo reunido em Trondheim (oeste) decidiu que será adotada uma nova liturgia, em paralelo à atual, para permitir que os pares homossexuais se casem.

Atualmente, os casais gays podem contrair matrimônio religioso na Suécia, Dinamarca e em algumas congregações no mundo anglo-saxônico.

A medida será aplicada a toda Igreja protestante da Noruega, mas cada pastor conservará seu direito de se negar a realizar estas uniões.

"Esta é uma mensagem dirigida à sociedade norueguesa, na qual decidimos que os homossexuais não devem ser tratados de forma diferente, mas também para o resto do mundo, e em primeira linha as Igrejas: o amor entre duas pessoas do mesmo sexo deve poder ser reconhecido também na área religiosa", afirmou à AFP Gard Realf Sandaker-Nilsen, líder do movimento liberal Åpen Folkekirke (Igreja aberta).

Os opositores, que são minoria, explica, no entanto, que a Bíblia define o matrimônio como a união entre um homem e uma mulher.

Na prática, as uniões religiosas de casais gays serão possíveis depois da adoção da nova liturgia, prevista durante o novo sínodo em janeiro de 2017.

Como seus vizinhos nórdicos, a Noruega está na vanguarda na Europa quanto à defesa dos homossexuais.

A união civil e a adoção estão autorizadas desde 2009. A Igreja também permite a ordenação de pastores homossexuais.

Fonte: AFP

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Pastor de Sooretama é preso por suspeita de homicídio em Aracruz

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Crime teria acontecido na Serra, em 2008.
Pastor tinha um mandado de prisão em aberto e fugiu da cidade.


Um pastor de Sooretama, no Norte do Espírito Santo, foi preso em Vila do Riacho, no município de Aracruz por uma suspeita de homicidio.

Valdeci Viana Henrique, de 39 anos, tinham um  mandado de prisão preventiva em aberto por um homicídio na Serra. O crime teria acontecido em 2008.

Segundo a Polícia Civil de Sooretama, Valdeci morava e pregava no município. Quando soube que a polícia tinha conhecimento do mandado de prisão, ele fugiu e foi encontrado em Aracruz.

A prisão ocorreu na semana passada, mas a Polícia Civil de Sooretama divulgou as informações nesta terça-feira (12). Valdeci foi preso e levado para o Centro de Detenção Provisória de Aracruz.

G1



Pastor evangélico é preso por tráfico de drogas no Amazonas



Foto: PMAM

No fim da manhã de terça-feira (19), por volta das 11h, um pastor evangélico foi detido suspeito de tráfico de drogas, associação e porte ilegal de arma de fogo em Guajará, distante 1.476 km de Manaus. Ele foi identificado como José Vagner Silva de Souza, 47, o “Veio da Droga”.

Policiais militares do 9º Grupamento de Polícia Militar (GPM) e civis receberam a informação que um homem havia comprado entorpecentes na casa do suspeito.

Após abordar o rapaz, ele confirmou o fato e os policiais foram até a casa do pastor, onde também estava uma segunda pessoa, Edelson Silva de Souza, 20. Lá, foram apreendidos R$ 5.500 em espécie, várias jóias, três relógios, dois celulares, um revólver calibre 32 com cinco munições intactas, um pé de maconha e 112 gramas supostamente pasta base de cocaína.

Os dois foram apresentados na Delegacia Interativa de Polícia (DIP), em Guajará, onde foram realizados os procedimentos de flagrante.

Em nota a Igreja a que o acusado se apresentou pertencer nega que o mesmo tenha vínculo com a a instituição:



Portal do Holanda

Pastor evangélico suspeito de abusar crianças é preso em Indaiatuba, SP

Pastor foi levado para o 2 DP de Indaiatuba (Foto: Reprodução/ EPTV)

Assembleia de Deus disse que ele pediu afastamento do cargo há 2 meses.
Polícia Civil afirma que primeiro caso de abuso teria ocorrido em 1993.


Um pastor de 62 anos de uma igreja evangélica de Indaiatuba (SP) foi preso na manhã desta terça-feira (19) por suspeita de abusar sexualmente de três crianças. As vítimas, duas irmãs de 7 e 11 anos e a tia delas, de 12 anos, eram molestadas há três anos.

A investigação da Polícia Civil começou há dois meses e incentivou outras vítimas a prestarem depoimento contra o suspeito. Segundo a corporação, o primeiro caso envolvendo José Iran Alves da Silva ocorreu em 1993.

Segundo a Polícia Civil, os abusos atuais aconteciam na casa do pastor. Os pais contaram que tinham uma relação de confiança com o suspeito e quando precisavam, deixavam as meninas sob os cuidados das filhas dele.

Após os abusos, ele ameaçava as crianças e oferecia dinheiro para elas não falarem nada. No entanto,
uma das vítimas escreveu uma carta aos pais para relatar os acontecimentos. O pai, que é policial militar, entregou o documento à polícia.

O mandado de prisão saiu na quinta-feira (14), mas o pastor se entregou apenas nesta manhã e negou os crimes.

A defesa do pastor disse que o dinheiro dado às vítimas era para a compra de material escolar e doces, quando ele também dava para as filhas.

Outros crimes

Durante a investigação, a polícia descobriu que o pastor já tinha sido indiciado por abuso sexual em 1999. Ele teria aliciado duas crianças. Na época, o irmão dele também era suspeito de estupro, mas o inquérito foi arquivado.

A polícia acredita em mais vítimas, já que pelo menos oito testemunhas deste caso disseram que também foram abusadas, mas preferiram não registrar a denúncia. Ele era pastor há mais de 30 anos e ministrou o último culto na terça-feira (12).

Afastamento 

No entanto, o vice-presidente da  Assembleia de Deus de Indaiatuba, Newton Oliveira Lima, afirma que o pastor pediu o afastamento há dois meses, quando foram iniciadas as investigações sobre os casos de abuso.

"Ele pediu voluntariamente o afastamento em cima das acusações que estão sendo apontadas em cima dele. Ele alegou inocência para a igreja e pediu o afastamento para fazer a sua defesa judicialmente", explica.

Newton ainda afirma que só recebeu denúncias a respeito do pastor após seu afastamento. Segundo a Polícia Civil, a Justiça acatou o pedido e determinou a prisão preventiva do suspeito, que vai ser encaminhado à cadeia anexa ao 2° Distrito Policial (DP).

G1

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Engodo gospel:Blogueira denuncia falcatrua em Curso de teologia de Silas Malafaia

Engodo gospel: o Curso Internacional de Teologia de Silas Malafaia não teve fim

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Hoje o (im)Pastor Silas Malafaia apresentou mais um grande lançamento em seu programa: quatro livros de teologia para pentecostais, o que provavelmente quer dizer uma teologia voltada para a prosperidade e o individualismo, como a seguida pelo dono da Editora Central Gospel. Mas o importante disso foi que me fez lembrar de um “outro” grande lançamento, há mais de 2 anos.

Em março de 2014 Malafaia propagandeou que estava trazendo ao Brasil um curso de teologia da “maior escola bíblica do mundo” (sic total e um adendo: já reparou que todo produto lançado pelo Malafaia é o maior do mundo?). Chamou de Curso Internacional de Teologia, no qual o aluno, à distância, teria acesso a 6 módulos, lançados em intervalos de 4 a 5 meses (conforme vídeo a seguir), num total de 31 disciplinas. Os professores seriam figuras controversas como T. L. Osborn e Joyce Meyer, aceitos apenas entre os adeptos da teologia contrária à de Jesus, que é o não entesouramento na terra (onde as traças e a ferrugem corroem). Cada módulo (ainda à venda) custa R$ 259,79 na lojinha virtual da editora. E, segundo o site do curso, o aluno poderia concluir os seis módulos em 24 meses (certamente, se cada módulo fosse lançado em intervalos de 5 meses, conforme o prometido).



Porém…

Dois anos se passaram e apenas 2 módulos foram lançados. O segundo módulo foi lançado em setembro de 2014 e, de lá para cá, nada mais foi lançado. As pessoas que, de boa fé, pagaram mais de quinhentos reais nos dois primeiros módulos, infelizmente perderam duplamente seu dinheiro. Primeiro, porque não concluirão esse curso “fake” do Malafaia, apenas mais um produto criado para arrecadar dinheiro, não importando com evangelização ou desenvolvimento espiritual de ninguém. E segundo, porque mesmo se concluíssem tal curso, estariam sendo doutrinados na satânica doutrina da Teologia da Prosperidade, só que de forma aparentemente “acadêmica”.

citmec

E falando em academia, no site do tal curso, na ânsia de vendê-lo, colocaram que não haveria nenhum curso à distância de teologia reconhecido pelo MEC. Pura mentira por ganância ou ignorância (não sei a motivação dessa informação), felizmente há cursos de teologia à distância reconhecidos pelo MEC, dos quais o aluno sai com Bacharelado, podendo avançar em seus estudos teológicos. É só pesquisar na internet.

citmec

citface

E depois Malafaia e outros gospel ficam querendo falar contra a corrupção (dos outros, é óbvio!)… Pelos frutos os conhecereis, raça de víboras!!!

Não se iluda com discursos inflamados, com belos ternos, com grandes igrejas, com programas em televisão ou nas rádios. O Evangelho de Jesus não visa o lucro, não visa o engano, não se aproveita da boa fé das pessoas. É amor, mas um amor tal que é capaz de dar a própria vida por aqueles que nem o conhecem.

Sinto pelas pessoas que foram lesadas em mais um engodo gospel. E sinto muito mais, pois colocaram o Santo Nome do SENHOR para iludir e aumentar o lucro próprio.

Uma estrangeira no mundo

Pastor é preso na Capital por aplicar golpes milionários em bancos e comércios




Consistia em encontrar pessoas em dificuldade financeiras


O pastor Mauro Alessandro Souza de Freitas de 40 anos foi preso por aplicar golpes milionários em bancos e comércios da Capital, interior do Estado e em até outras cidades do País. Apesar de citado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) como pastor da Adna (Assembleia de Deus Nova Aliança), a igreja nega qualquer vínculo com o detido.

Olarte afirmou à reportagem que Mauro nunca foi pastor da igreja à qual ele pertence. "Esse é um dos equívocos do Gaeco, eles não têm provas", afirmou Gilmar.

Mauro que já tem passagens por estelionato e posse ilegal de arma de fogo, foi preso junto com Ruberlândio Ferreira Jarcem de 42 anos. Os dois são apontados pelo Sig (Setor de Investigação Geral) do Departamento de Polícia da Capital, como os “cabeças” dos golpes que ocorrem há aproximadamente dois anos. Com os dois, a polícia apreendeu centenas de cartões de bancos,  talões de cheques além de holerites falsificados, carimbos e celulares.


De acordo com o delegado Cleverson Alves dos Santos do Sig, a quadrilha contava com a participação de ao menos cinquenta pessoas que serão identificadas e investigadas. O golpe consistia inicialmente em encontrar pessoas em dificuldade financeiras. A dívida da pessoa era renegociada e a primeira parcela era paga para que o nome ficasse limpo.

Posteriormente, os golpistas falsificavam holerites no nome da pessoa e depois contas eram abertas em bancos. A dupla possuía CNPJ de empresas para a falsificação de holerites. Com a conta aberta, os estelionatários faziam empréstimos e adquiriam cartões de créditos e talões de cheques.



A pessoa que antes passava por dificuldades financeiras, lucrava 50% em todos os golpes. Cada folha de cheque, por exemplo, era vendida a R$ 30. Golpistas ficavam com R$ 15 e o suposto laranja também com R$ 15.

Os empréstimos, cartões de crédito e golpes nos comércios também era divididos. No comércio o golpe era consistido na abertura de crediários também com o holerite falso.

De acordo com a polícia, ainda não é possível contabilizar exatamente o valor dos golpes que são milionários, pelo fato da quadrilha já atuar há dois. Só no último mês, o bando vendeu 240 folhas de cheques e, em um outro mês, os autores chegaram a vender 600 lâminas em cidades de MS e fora do Estado.

Por não se tratar de cheques roubados, os autores muitas vezes utilizavam os mesmos  cheques por meses. Funcionários de bancos também serão investigados por envolvimento nos crimes.

Ainda segundo a polícia, os dois também chegaram a contrataram um hacker que veio do estado do Maranhão para furtar dinheiro da conta de clientes. Esse hacker levou aproximadamente R$ 300 mil de contas e fugiu sem dar dinheiro aos dois.

Mauro foi preso no mento em que estava no Fórum da Capital e Ruberlândio em sua casa no Bairro Planalto. Os dois responderão por associação criminosa, estelionato, falsificação de documento público, pessoal, particular e falsidade ideológica.

Mídia Max

sexta-feira, 11 de março de 2016

STF mantém ação penal contra pastores da Igreja Cristã Maranata



A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, por unanimidade, a tramitação da ação penal contra os pastores da Igreja Cristã Maranata, Gedelti Victalino Teixeira Gueiros e Carlos Itamar Coelho Pimenta, acusados da prática de crimes mediante desvio de dízimos e contribuições oferecidas pelos fiéis. O colegiado negou três habeas corpus impetrados pela defesa, que pediam o trancamento da ação por falta de justa causa e questionavam a quebra do sigilo dos envolvidos.

De acordo com informações do STF, a defesa de Carlos Itamar pedia no habeas corpus (HC 123019) o trancamento da ação penal sob alegação de inépcia da denúncia e a ausência de justa causa. No entanto, o relator do caso, ministro Teori Zavascki, destacou que a jurisprudência do Supremo é restritiva na concessão da ordem nesses casos. “No caso, não se constata nenhuma das hipóteses que justificariam a extinção prematura da persecução penal”, afirmou, ao destacar que a denúncia traz toda a descrição do fato apontado como crime.

Adefesa do pastor também havia impetrado outro habeas corpus (HC 130219), que pedia a anulação dos atos praticados na Justiça estadual em decorrência de suposta incompetência. Os advogados sustentaram que suposta coação ocorrida no curso do processo, acusação imputada ao réu, teve por propósito afetar depoimentos prestados à Polícia Federal, o que atrairia a competência da Justiça Federal. Entretanto, o ministro Teori Zavascki descartou essa hipótese.

Em relação ao habeas corpus (HC 126536) em favor do pastor Gedelti Gueiros, fundados da Igreja, o ministro ratificou a legalidade das interceptações telefônicas, autorizadas por ordem do juízo da Vara Central de Inquéritos de Vitória. A defesa alegou afronta ao artigo 1º da Lei 9.269/1996, que determina que a ordem de interceptação deve ser proferida pelo juiz competente para a ação principal. No entanto, o relator do pedido entendeu que a lei não estabelece competência, mas somente uma reserva de jurisdição. “Não se deve fazer essa leitura literal”, disse Teori Zavascki, que citou vários precedentes na Corte em que se admitiu a distribuição da competência na fase de inquérito e do curso da ação penal.

Na denúncia inicial (0016347-86.2013.8.08.0024), o Ministério Público Estadual (MPES) acusa 19 membros da Igreja Maranata, incluindo pastores e o presidente da instituição, Gedelti Gueiros, pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Alguns deles chegaram a ser presos em duas operações policiais. O grupo teria praticado o desvio de dízimo da igreja, envolvendo uma movimentação financeira de R$ 24,8 milhões, conforme as apurações do órgão ministerial.

A ação penal teve origem no procedimento investigatório do MPES que levantou que membros ligados à cúpula da entidade “aproveitaram-se da imunidade tributária aos templos de qualquer culto para ludibriarem fiéis e devotos mediante variadas fraudes visando desviar numerários oferecidos para finalidades ligadas à Igreja em proveito próprio e de terceiros, pessoas físicas e jurídicas vinculadas à quadrilha”.

De acordo com os autos, os relatos apontam que as doações, dízimo e contribuições financeiras oferecidas à Igreja eram utilizados por alguns os denunciados para investimento em bens e vantagens particulares. Os réus também vão responder pelos crimes de descaminho, tráfico de influência, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, contra a fé pública e ordem tributária. A fundação ligada à igreja (Fundação Manoel dos Passos Barros), que faz projetos de saúde, também aparece em ação de improbidade sobre suposta fraude na utilização de recursos públicos, oriundos de emendas parlamentares.

O caso tramita hoje sob segredo de Justiça na 2ª Vara Criminal de Vila Velha.

Século Diário


Relação do tráfico no Rio com igrejas evangélicas em favelas é tema de livro

Autora cita templos que rejeitam e que aceitam 'salvação' de criminosos.
'Alguns pastores apresentavam a alternativa de salvação moral', relata.

Christina Vital da Cunha no lançamento do livro Oração de Traficante (Foto: Divulgação)
Autora no lançamento do livro 'Oração de Traficante' (Foto: Arquivo Pesosal/Christina Vital da Cunha)

O livro "Oração de Traficante" se propõe a discutir um tema polêmico e inédito: o crescimento das igrejas evangélicas nas periferias  do Rio, chegando às associações de moradores e, finalmente, ao tráfico de drogas. A obra é da pesquisadora e professora adjunta do Departamento de Sociologia na Universidade Federal Fluminense (UFF) Christina Vital da Cunha e foi lançada em novembro do ano passado.

A tese de doutorado foi financiada e publicada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Nela, a autora mostra a resistência de certos templos pentecostais, nos quais a conversão dos criminosos era tida como imoral. Mas mostra também o outro lado: como traficantes aderiram à religião e financiaram eventos religiosos nas comunidades — distribuindo dinheiro através do dízimo.

Com idas a Acari, no Subúrbio, entre 1996 e 2009 e ao Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul, entre 2005 e 2009 a doutora chegou a testemunhar a "salvação" através da fé. Mas diz que a saída não é fácil e vê uma relação conturbada entre a religião e o crime.
Confira trechos da entrevista com a autora Christina Vital da Cunha:

MUNDO EVANGÉLICO X MUNDO DO TRÁFICO
Christina: Os evangélicos, sobretudo os pentecostais, pensam o mundo como uma guerra espiritual. A partir desta batalha, existe uma correspondência entre os mundos [do tráfico e da igreja].

REJEIÇÃO DE EVANGÉLICOS AO MUNDO DO TRÁFICO

Christina: Havia evangélicos que negavam [rejeitavam] essa proximidade com o tráfico, dizendo que [os traficantes] poluíam moralmente os 'verdadeiros evangélicos'. No termo nativo, era um 'mau testemunho' que estes cristãos estavam dando. Há tensionamentos nesta equação. Há os que aderem e os que refutam, não há um consenso sobre isso. Embora seja complexo, de algum modo punha em risco a moral ilibada dos evangélicos.

A 'SALVAÇÃO'

Christina: Alguns pastores apresentavam a alternativa de salvação moral, de [os traficantes] se renovarem, deixarem de carregar o estigma do criminoso e se tornar uma pessoa de bem. Muitos deles [traficantes] fizeram esta passagem, mas muitos deles que entrevistei em 2009 não conseguiram sair. Não conseguiram por [conta de] um estilo de vida, pela atração dos ganhos proporcionados. É importante frisar como as pessoas têm medo desta passagem. Em termos sociais, [os traficantes] emergem como inimigo número um da sociedade. De alguma maneira, se sentem muito protegidos naquele enclausuramento que é a favela. Muitos deles têm muito dinheiro, postos de gasolina, fazendas.

FINANCIAMENTO PARA SAIR DO CRIME

Christina: Os traficantes passam a financiar cultos ao ar livre, pagar artistas de projeção nacional para irem fazer show gospel na favela. Pagavam dízimo às igrejas. Houve cultos de graça, existia engajamento dos traficantes com igrejas evangélicas locais. Operavam com a expectativa de sair a qualquer momento da vida do crime e os evangélicos ajudaram muitos traficantes.

ASSOCIAÇÃO DE MORADORES

Christina: Acompanhei como as lideranças de associações de moradores começaram a ter um perfil evangélico. Todos os líderes de associação em Acari nos anos 2000 eram ligados a Igrejas Evangélicas e tinham 'empoderamento' dos evangélicos no local, com a ocupação de lugares políticos. Embora seja controverso, houve o 'empoderamento' dos evangélicos com os traficantes. [Mas] Os evangélicos não cresceram porque os traficantes se aproximaram.

SISTEMA DE PUNIÇÃO 'PACIFICADO'

Christina: O modo de vida nas favelas é sempre tenso. Há muito espaço de afetividade, de troca intensa, mas é um ambiente tenso. Antes não tinha 'desenrolo', era logo morte, quando pegavam alguém usando crack em Acari, por exemplo. [Mas] Como alguns chefes do tráfico viviam a proximidade dos evangélicos, houve a 'pacificação' de traficantes, era o que eles diziam: iam à casa do famíliar do usuário e diziam que não poderia fazer isso. Correspondia a um comportamento que não era esse de irromper a violência.

CRESCIMENTO EVANGÉLICO X QUEDA CATÓLICA

Christina: A partir dos anos 2000, a Igreja Católica começa a se redistribuir nas periferias. O padre que assumiu a paróquia de Acari era um padre midiático, fez o casamento do Luciano Huck com a Angélica. Era uma estratégia da Igreja Católica. Outra dinâmica era o retraimento de casas de umbanda e terreiros nas favelas. No Santa Marta, que era marcado por uma força católica, os festejos locais católicos começam a perder força e os evangélicos começam a ganhar mais espaço. A partir daí, comecei a entender as dinâmicas relacionadas a crime, religião e sociabilidade.

ATRAÇÃO PELO DINHEIRO

Christina: A teologia da prosperidade, por exemplo, é outra correspondência dos dois mundos. Os traficantes gostam de dinheiro e atuam na vida do crime, onde rola muito dinheiro. E os evangélicos não negam o dinheiro. Então, a passagem da vida do crime para a vida moral não implica abrir mão do que conseguiu. Todo aquele dinheiro vai ser purificado. O mundo é uma batalha, mas, por outro lado, não precisa se recusar o dinheiro. No catolicismo, a gente não deve buscar bens na terra e deve privilegiar coisas no céu. Os evangélicos dizem: não, aqui também. Mostrar o dinheiro é uma forma de mostrar a graça de Deus na vida.

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Christina: Há contextos em que traficantes expulsaram religiosos de matriz africana de certas localidades. Agora, na maior parte das favelas em que você tem relação dos traficantes com universo evangélico não aconteceu isso. Não aconteceu, mas religiosos de matriz africana são muito desprestigiados e vitimizados por intolerância religiosa não pelo tráfico, mas por muitos moradores evangélicos. Há uma identificação de que esses religiosos são moralmente inferiores e ligados ao mal. A intolerância religiosa é praticada, muitas vezes, não pelos traficantes mas pelo coletivo.

G1

quarta-feira, 9 de março de 2016

Congregação Cristã é autuada pela Eletrobras do Acre por furto de energia em Rio Branco

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Um templo da Congregação Cristã do Brasil foi autuado nesta segunda-feira, dia 07, por furto de energia elétrica, em Rio Branco (AC). Uma ligação direta entre a rede da Eletrobras e a estrutura elétrica do templo religioso, sem contagem no medidor, estaria ocorrendo desde o mês de dezembro. A suspensão do serviço foi feita, fruto de uma denuncia anônima à estatal.

A reportagem do ac24horas flagrou o exato momento em que o corte do serviço foi feito. No local, era possível ver que um poste recém implantado ao lado do templo, pela empresa concessionária e, ainda, um transformador que, segundo funcionários da igreja, estaria em testes. Um boletim de ocorrências foi gerado para relatar o crime.

Segundo o cuidador da igreja, que não se identificou, a religação do serviço teria sido feita pela própria distribuidora, logo após um pedido da igreja. “Se está errado, foi a Eletroacre quem fez. Aqui, ninguém sabe mexer com eletricidade e esse transformador aí estava ligado desde dezembro, pouco antes de reinauguramos aqui o nosso templo. Colocaram aí, e disseram que ia ficar tudo em teste”, alegou.

Segundo a Eletrobras Distribuição Acre, responsável pelos serviços em todo o estado, através de “uma vistoria realizada pelos técnicos da empresa, fora comprovada a existência de uma ligação trifásica, sem passar pelo medidor de consumo”, destaca o boletim de ocorrência, registrado na Delegacia da 2ª regional, que fica no Segundo Distrito da capital.

CRIME
O furto de energia é crime para quem pratica e pode dar até quatro anos de prisão. É caracterizado quando a energia é ligada diretamente da rede elétrica, sem o conhecimento e a autorização da Distribuidora do serviço. A punição está prevista artigo 155, § 3º, do Código Penal.

AC24horas


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Pastor evangélico é preso por estuprar filha durante seis anos, diz polícia

Homem confessou o crime na DDM de Jundiaí (Foto: Google Maps/Divulgação)
Homem confessou o crime na DDM de Jundiaí

(Foto: Google Maps/Divulgação)

Segundo as investigações, suspeito obrigava menina a dormir com casal.
Dirigente de igreja foi preso preventivamente em Campo Limpo Paulista.

O pastor de uma igreja evangélica de Jundiaí (SP) foi preso depois de confessar à Polícia Civil ter estuprado a filha durante seis anos. Segundo informações da polícia, o suspeito, de 57 anos, é dirigente da instituição religiosa e admitiu que abusava da filha, hoje com 14 anos, desde que ela tinha 8.

Em entrevista ao G1 nesta sexta-feira (26), a delegada responsável pelo caso, Maria Beatriz de Carvalho, explica que o homem foi denunciado à polícia depois que a esposa percebeu atitudes estranhas do marido.

“Ela disse que não sabia de detalhes, mas notou que o marido sempre ia ao tanque de roupas sujas e pegava uma calcinha da filha. Depois disso, a mulher resolveu conversar com um pastor acima do homem na hierarquia da igreja, que recomendou que ela procurasse a polícia”, afirma a responsável pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí.

A menina nunca havia contado sobre os abusos sexuais até ser ouvida na delegacia. Ainda segundo a delegada, o homem obrigava a adolescente a dormir na cama do casal. “Ele a queria sempre por perto. Por isso, obrigava a filha a dormir na cama do casal para que ele pudesse passar a mão nela quando tivesse vontade. Além disso, ele batia na adolescente por ciúme de outros garotos”, ressalta

Maria Beatriz. Além da menor, o casal tem outro filho, que não foi assediado pelo pai.

Reincidência

Após a denúncia da mãe, a polícia fez buscas pelo suspeito, que foi encontrado e confessou o crime na delegacia na quarta-feira (24). Conforme as investigações da polícia, esta não foi a primeira vez que ele foi denunciado por abusar sexualmente de um menor de idade. “Ele já foi preso por um caso de estupro ocorrido há 20 anos com um sobrinho”, afirma a delegada.

Por conta da confissão e do caso de reincidência, a delegada decretou a prisão preventiva do pastor, que foi encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista (SP) e pode ser condenado a até 15 de prisão por estupro.

G1

"Opção preferencial pelos ricos" põe anglicanos em risco de extinção



Sínodo anglicano ouve que a vida católica em comunidades carentes está desaparecendo rapidamente

O sínodo geral da Igreja da Inglaterra ouviu, nesta quarta-feira, que ela vem estando demasiadamente focada na classe média e na meia idade e que precisa levar “a batalha pela alma cristã desta nação” a comunidades periféricas, aos jovens e minorias étnicas. Muitos vigários têm pregado somente aos convertidos em vez de ativamente buscarem novos recrutas ao “partilhar a nova do bom pastor”.

A reportagem é de Harriet Sherwood, publicada por The Guardian, 16-02-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, que preside a força-tarefa da Igreja e fez do trabalho missionário um objetivo central da instituição religiosa sob o seu comando, disse que o evangelismo não é “uma técnica de sobrevivência como decorrência de uma inquietação com os mais recentes números mostrando a frequência à igreja”, e sim um “compromisso com a sua renovação”.

Philip North, bispo de Burnley, disse que a igreja tem centrado demais os seus recursos na classe média e falou que ela deveria aumentar a sua presença entre as comunidades mais carentes. “A batalha pela alma cristã desta nação não será vencida ou perdida em Kensington, Cobham ou Harrogate, mas nos locais onde a vida é difícil e onde a vida da igreja está desaparecendo rapidamente”, declarou, acrescentando que a igreja esteja, pelo menos, presente nas “comunidades mais pobres, nos bairros periféricos das nossas cidades”.

Segundo uma análise apresentada num encontro sinodal em Londres:

• per capita, a igreja gasta significativamente menos em comunidades carentes na relação com a média nacional (£ 5,09 por ano numa média de £ 7.90);

• a frequência à igreja entre os que vivem em comunidades carentes está menos da metade abaixo do que os dados nacionais: – 0,8% em comparação com 1,7%;

• a velocidade do declínio na frequência à igreja é quase quatro vezes mais rápida aqui do que na comparação nacional.

O clero se sente isolado, sozinho e esquecido, segundo North. “A igreja em nossas comunidades carentes está morrendo, e está morrendo muito rapidamente. A conclusão é óbvia: somos líderes de uma igreja que assumiu uma opção preferencial pelos ricos”. Uma igreja que “abandona os pobres abandonou a Deus”, disse ele.

A força-tarefa da Igreja da Inglaterra realizará um congresso no próximo mês no Palácio de Bishopthorpe, a casa do arcebispo de York, para debater o potencial de expansão de sua presença entre os pobres nas comunidades carentes.

O sínodo foi também advertido que a igreja está enfrentando um desafio urgente no engajamento com os jovens. Mais da metade das paróquias tinham menos de cinco pessoas com idade inferior a 16 anos em suas congregações, afirmou Mark Russell, membro da força-tarefa. Ele citou um estudo que descobriu que apenas 1% dos cristãos começam a vir à igreja com a idade de 45 anos, e disse: “É fundamental compreender a seriedade da situação que enfrentamos; a situação continua crítica”.

As dioceses e paróquias deveriam investir em cargos pagos no trabalho junto às crianças e jovens, é o que recomenda a força-tarefa em seu relatório, que foi aprovado pelo sínodo. A igreja pensa em nomear um coordenador nacional para o evangelismo junto aos jovens.

O relatório também diz que negros e pessoas de minorias étnicas tinham uma baixa representação na instituição. Muitos falaram que “se sentiam diferentes na igreja, com perguntas de onde eram e em que lugar vivem. O foco está em enfatizar as diferenças culturais”.

As igrejas deveriam “criar uma cultura que acolha a diversidade cultural dentro de si e que aborde ativamente o preconceito inconsciente”, lê-se no texto.

A força-tarefa destacou questões significativas sobre a disposição de alguns clérigos em se engajar no evangelismo. “Para muitos deles, o entendimento vocacional que possuem está firmemente focado no ministério pastoral que encontra a sua mais completa expressão no exercício dos deveres litúrgicos, na oração, na pregação e no ministério pastoral (...) o trabalho social intencional era de uma importância relativamente menor”.

O clero existente e o clero futuro precisam se equipar como “líderes de missão e testemunho”; o evangelismo é central às vocações ordenadas e “não uma opção extra para alguns”. Os pedidos de ordenação deveriam ser selecionados com base na disposição das pessoas em se envolver com os não cristãos, diz o relatório.

IHU via Contorno da  sombra



Pastor “abençoou” propina do merendão do PSDB

A interceptações telefônicas realizadas durante as investigações da máfia da merenda em São Paulo mostram que um vendedor da cooperativa Coaf pediu a benção de um pastor para transportar 80 mil reais em propinas. O vendedor Carlos Luciano estava preocupado porque um mês antes um outro integrante da quadrilha havia sido preso com 95,5 mil reais quando se aproximava da cidade de Taiúva, interior do estado.

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Na chamada realizada no dia 18 de novembro às 17h16, Carlos Luciano conversa com um pastor sobre a entrega. Carlos diz que está “angustiado” em função da remessa. O pastor responde “não é só você não, amanhã vamos ficar nóis (sic) tudo ansioso esperando a resposta”. Carlos diz que está levando uma “comissão” de 80 mil reais a uma “pessoa de confiança” e seria “onça sobre onça”, possivelmente se referindo a notas de 50 reais. Carlinhos diz esperar a “benção de Deus”.

O vendedor diz que “vai estar orando” e o pastor diz que “Deus vai cuidar”. Lopes acabou sendo preso no início desse ano junto de outros seis investigados. Todos já foram soltos.

Tirando da boca de crianças pobres, a fraude possibilitou só no ano passado ganhos de pelo menos 25 milhões de reais. Tudo ia muito bem, até que a gula dos merendeiros foi ficando cada vez maior, e brigas internas sobre quem levaria a maior parte desse bolo fez um integrante da cooperativa realizar a denúncia em uma delegacia de polícia.

A denúncia deu origem à operação Alba Branca, que apura o envolvimento direto de Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa paulista, dos deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB) e do deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD).

Nesta semana foram autorizadas a quebra de sigilo de Capez e de seus assessores. Todos já negaram as acusações.

Até o momento já foram citados em depoimentos e interceptações telefônicas os nomes dos secretários da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido; da Agricultura, Arnaldo Jardim; de Logística e Transportes, Duarte Nogueira e do ex-secretário de Educação Herman Voorwald do governo Alckmin.

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 Carta Capital

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