quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Igrejas evangélicas distribuem 'santinhos' de candidatos


Mandato de deputado estadual
é o mais almejado pelos pastores

Pelo menos cinco igrejas evangélicas de Duque de Caxias (RJ) estavam fazendo abertamente campanha de candidatos às próximas eleições, com a distribuição de propaganda, como “santinhos” (fotos com o número do candidato), panfletos e placas. O material estava sendo distribuído aos fiéis após os cultos.

A lei impede que igrejas — que desfrutam de renúncia fiscal — participem de campanha política.

Por determinação da juíza Vera Maria Andrade Lage, fiscais do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), com apoio da polícia e do Ministério Público, apreenderam o material em três templos da Igreja Internacional da Graça de Deus, um da Igreja Mundial e outro da Assembleia de Deus Família.

Os “santinhos” são de candidatos a deputado estadual e a federal do pretendente a governador do Estado do Rio Anthony Garotinho (PR), que é evangélico.



Em um dos templos da Igreja da Graça, havia panfletos obstruindo o banheiro para deficientes físicos.

Em todo o Brasil, existem 345 candidatos a um mandato que se apresentam como pastores, bispos, missionários e suas variações.

De acordo com a revista Época, o número desta eleição de candidatos atrelados a atividade religiosa cresceu 47% em relação a 2010 e triplicou na comparação com 1998.

O PSC é o partido com mais candidatos (44), seguido pelo PRB (28), que é o braço político da Igreja Universal do Reino de Deus.

Com informação das agências e da revista Época. 


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Revista Fortune desmente mito das “grandes riquezas” do Vaticano



A revista norte-americana Fortune, especializada em temas econômicos, desmentiu o mito das “grandes riquezas” do Vaticano, e informou que se a Santa Sé fosse uma corporação, nem sequer chegaria perto das 500 mais ricas da sua famosa lista Fortune 500.

No seu artigo intitulado “This pope means business” (“Este Papa leva a sério”), a Fortune indicou que “frequentemente é assumido que o Vaticano é rico, mas se fosse uma companhia, não chegaria nem perto da lista Fortune 500”.

A Fortune assinalou que o orçamento operacional do Vaticano é de apenas 700 milhões de dólares, e “em 2013 registrou um pequeno superávit global de 11,5 milhões de dólares”.

A revista estadunidense assinalou, além disso, que a maioria dos ativos mais valiosos do Vaticano, “alguns dos maiores tesouros de arte do mundo, são praticamente sem avaliação e não estão à venda”.

“A Igreja Católica é altamente descentralizada financeiramente. Em termos de dinheiro, o Vaticano basicamente está por conta. Essa é uma importante razão pela qual as suas finanças são muito mais frágeis e a sua situação econômica é muito mais modesta que sua imagem de luxuosa riqueza”.

O Vaticano, indicou a revista econômica, não tem acesso ao dinheiro nem das dioceses nem das ordens religiosas.

Explicou que “cada diocese”, em termos econômicos, “é uma corporação separada, com seus próprios investimentos e orçamentos, incluindo as arquidioceses metropolitanas”.

A Fortune assinalou que as dioceses de todo o mundo “mandam quantidades importantes de dinheiro para o Vaticano todos os anos, mas a maior parte deste dinheiro é destinada ao trabalho missionário ou às doações de caridade do Papa”.

O Vaticano, indicou, “paga salários relativamente baixos, mas oferece benefícios generosos de saúde e aposentadoria”.

“Os cardeais e bispos das congregações e dos conselhos muitas vezes não recebem mais de 46 mil dólares por ano”.

“Os empregados leigos do Vaticano têm emprego vitalício, e praticamente ninguém se aposenta antes da idade”, assinalou.

ACI Digital


Cris Macabeus refutando o Pastor Zé Mané.

Pastor Zé Mané tentando banalizar o Cristianismo perseguindo Maria em praça pública.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Jornalista afirma: O maior inimigo de uma igreja evangélica é… outra igreja evangélica.



O preconceito que iguala os evangélicos é o mesmo que considera Marina sua representante

A Igreja Universal do Reino de Deus, na figura do bispo Edir Macedo, é favorável à interrupção voluntária da gestação, ao aborto. O pastor Silas Malafaia, de um dos ramos da Assembléia de Deus, é contra. E também é contra ampliar os direitos da comunidade LGBTTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros).

Tal atitude é bem diferente da Comunidade Cidade de Refúgio, igreja evangélica de matriz neopentecostal liderada por um casal de lésbicas, as pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha, para as quais Deus distribui seu amor igualmente entre todos.

Muitos adventistas são vegetarianos.

A bispa Sônia Hernandes, da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, não é vegetariana. Ela adora assistir às sangrentas lutas de MMA enquanto se veste com roupas de grifes famosas (sem dispensar as jóias H. Stern, é claro!).

Já o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, nem sabe bem o que é uma grife. Para ele, o legal é usar um chapéu de vaqueiro e uma toalha branca no pescoço, que ele chama de “ungida” (depois de empapada de suor, ele a oferece aos milhares de fiéis que comparecem aos seus cultos; dizem que faz milagres).

Tem igreja evangélica para todos os gostos e humores.

Tem a Bola de Neve, do surfista e empresário Rinaldo de Seixas Pereira, cujos cultos são celebrados em um púlpito em forma de prancha, ao som de reggae e rock.

Tem o Ministério de Louvor Diante do Trono, da cantora, compositora e pastora Ana Paula Valadão, que já ministrou uma cerimônia vestida com uniforme militar, para ordenar a todas as mulheres presentes que “batessem continência para o General Jesus”, e “erguessem suas Bíblias como se fossem armas para derrotar os inimigos da família, inimigos da vida financeira, inimigos do chamado ministerial e da vida profissional”.

A amostra já deu? Pois tem muito mais. É só percorrer as ruas das grandes cidades para ver quantas milhares de combinações produzem as palavras-chave Ministério, Amor, Jesus, Cristo, Caminho, Luz, Senhor, Deus, Jeová, Canaã, Igreja, Missão, Missionário, para formar nomes de igrejas.

São denominações minúsculas, instaladas tantas vezes na garagem da casa do pastor, até chegar a outras, gigantescas, com milhões de fiéis e sistema de rádio e TV. Encontram-se nos bairros ricos, nas periferias, nas tribos de índios, nas cadeias. Nos quilombos e nos muquifos.

Cada uma vem com sua visão de mundo, estratégia de sobrevivência, formas de arrecadação de fundos.

Há as que aceitam cartão de crédito e débito, as que só trabalham com dinheiro e as que não estão nem aí para o vil metal, como uma que encontrei em Tocantins, que só aceita doações em mandioca, para alimentar a fábrica de farinha que funciona atrás do templo pobrezinho.

Tal diversidade explica-se pela origem. A nota mais característica da Reforma Protestante de Martinho Lutero (século 16) é exatamente aquela que deu a cada leitor da Bíblia o poder de acessar a palavra de Deus sem intermediários –na tradição católica, esse papel é monopolizado pela Igreja e seus sacerdotes. É, portanto, constitutiva do protestantismo a polifonia de interpretações sobre a religião, a moral e a vida.

Esqueça o “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, vigente entre os católicos. Discordou do pastor, dos métodos, dos cânticos, dos ensinamentos? Vá para outra igreja! Ou, se não houver nenhuma boa o suficiente para os seus propósitos e sonhos, funde a sua própria!

Eis a razão por que é tão estúpido o preconceito contra os evangélicos. Porque trata todos como se fossem iguais, como se acreditassem nas mesmas coisas, como se tivessem um pensamento único, um só líder (como o papa), uma só hierarquia (como a Católica).

Aliás, a rivalidade atual, verdadeira guerra fratricida cheia de denúncias recíprocas, entre a Igreja Universal do Reino de Deus (do bispo Edir Macedo) e a sua dissidência, a Igreja Mundial do Poder de Deus (do apóstolo Valdemiro Santiago) mostra que, às vezes, o maior inimigo de uma igreja evangélica é… outra igreja evangélica.

Marina Silva (PSB), portanto, não é a representante dos evangélicos na disputa presidencial. Ela é apenas mais uma evangélica entre 42,3 milhões de brasileiros (Censo IBGE 2010), gente que, em comum, tem o fato de acreditar na justificação única pela fé que vem de Deus. Daí para frente, é o mundão.

Laura Capriglione

Silas Malafaia chama jornalista do UOL de "bandido" no Twitter por não gostar de matéria



Na tarde desta quarta-feira (10/9), o pastor Silas Malafaia usou seu perfil no Twitter para chamar o jornalista James Cimino, do portal UOL, de bandido. O religioso não gostou do resultado de uma entrevista ao repórter e o agrediu verbalmente. "Jornalista do UOL, que mais parece ativista gay, divulga vídeo editado para tentar me denegrir! Jornalismo bandido que defende Dilma.

Na entrevista, Malafaia disse que não votaria em Dilma Rousseff porque "o PT trata bandido como exemplo!". Porém, o repórter então lembrou que o pastor apareceu em um vídeo divulgado nas redes sociais em 2013, em que ele pede que os fiéis não denunciem os pastores corruptos e linkou o mesmo na matéria, citando o conteúdo das imagens.

"Uma meia dúzia de idiotas, de imbecis travestidos de crentes, que essa gente não é crente. Porque quem calunia pastor e fala da igreja não pode ser crente. Vou dar um conselho pra você: 'fica longe de participar de divisão, de calúnia e difamação de pastor. Fica longe disso. Quer arrumar problema para a sua vida? Entra nisso", diz o religioso na gravação.



Pastor usou rede social para ofender o repórter

Incomodado com a citação, o pastor resolveu agredir verbalmente o jornalista nas redes sociais. À IMPRENSA, Cimino diz que a princípio não se pronunciará publicamente sobre o xingamento, mas revela que tem toda a entrevista com pastor gravada, comprovando o que ele falou para a reportagem.

Inclusive, o repórter revela que foi elogiado por ele ao fim da conversa. "Ao final da entrevista ele até me elogiou por eu contestar o que ele falava. Ele disse que, em geral, os jornalistas apenas pedem sua opinião sem contestá-lo".

Sobre a agressão verbal, James Cimino diz que Malafaia "xinga todo mundo que discorda dele no Twitter". E acrescenta: "ele está tentando me desmoralizar ou desqualificar por ser ativista gay, que não sou, pois sou jornalista, ou me apontando como bandido".

O jornalista afirma Silas Malafaia "não lida muito bem com conflitos de democracia". "Ele defende tanto o estado democrático e a liberdade de expressão, contanto que as pessoas concordem com o que ele fala".

No entanto, Cimino não sabe se o UOL tomará alguma medida judicial contra o pastor em razão do xingamento, mas admite que não teria problemas com isso. "Se a empresa achar que é o caso, não tenho o menor problema em processá-lo por danos morais. Mas isso depende do jurídico do UOL".

Procurado, Rodrigo Flores, diretor de conteúdo, não atendeu a reportagem para comentar o assunto, pois estava em reunião.

Portal Imprensa

Mais uma da seita do Macedo:Tarô Gospel!


Programas da  IURD na Venezuela atendem telespectadores com Jogo de Tarô Gospel.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Conflito em Gaza deixa 400 mil crianças e adolescentes com problemas psicológicos, denuncia Cáritas Jerusalém



A violência que durante 50 dias feriu a população da franja da Gaza, devido aos bombardeios israelenses e os enfrentamentos com o Hamas, deixando não só um alto saldo de mortos, como também cerca de 400.000 meninos e adolescentes com necessidade de ajuda psicológica, denunciou a Cáritas Jerusalém.

“Os meninos e meninas representam a parte da população que mais sofre as consequências do conflito armado. A maioria experimenta a separação de suas famílias e desenvolve uma visão pessimista da vida”, revelaram fontes desta instituição caritativa da Igreja.

Segundo a informação circulada neste 4 de setembro pela agência vaticana Fides, a Cáritas Jerusalém assinalou que a ajuda psicológica a estes menores representa um de seus principais campos de ação, dentro dos trabalhos que realiza a favor da população da Gaza.

Para isso, desde o dia 22 de agosto a equipe psicológica trabalha –junto a numerosos voluntários-, nos diversos distritos e edifícios onde se encontram os refugiados. Do mesmo modo, organizaram atividades que possam ajudar aos meninos e meninas a soltar –de maneira não destrutiva-, a ira e o sentido de opressão acumulados durante o conflito.

Por sua parte, a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) informou que nenhum dos 241.000 alunos que assistem a suas escolas poderá começar o ano de estudos a tempo devido à destruição pelo conflito, que também ocasionou a morte de 2.100 pessoas, das quais 500 eram menores de idade.

Outra consequência foi a destruição de 18.000 moradias, deixando sem lar mais de 108.000 pessoas, assinalou o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

Além disso, muitas áreas de Gaza carecem de eletricidade durante 18 horas diárias e só 10 por cento da população recebe água diariamente.

“Os meninos e meninas representam a parte da população que mais sofre as consequências do conflito armado. A maioria experimenta a separação de suas famílias e desenvolve uma visão pessimista da vida”, revelaram fontes desta instituição caritativa da Igreja.

Segundo a informação circulada neste 4 de setembro pela agência vaticana Fides, a Cáritas Jerusalém assinalou que a ajuda psicológica a estes menores representa um de seus principais campos de ação, dentro dos trabalhos que realiza a favor da população da Gaza.

Para isso, desde o dia 22 de agosto a equipe psicológica trabalha –junto a numerosos voluntários-, nos diversos distritos e edifícios onde se encontram os refugiados. Do mesmo modo, organizaram atividades que possam ajudar aos meninos e meninas a soltar –de maneira não destrutiva-, a ira e o sentido de opressão acumulados durante o conflito.

Por sua parte, a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) informou que nenhum dos 241.000 alunos que assistem a suas escolas poderá começar o ano de estudos a tempo devido à destruição pelo conflito, que também ocasionou a morte de 2.100 pessoas, das quais 500 eram menores de idade.

Outra consequência foi a destruição de 18.000 moradias, deixando sem lar mais de 108.000 pessoas, assinalou o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

Além disso, muitas áreas de Gaza carecem de eletricidade durante 18 horas diárias e só 10 por cento da população recebe água diariamente.

ACI Digital

Jornalista escreve:Afinal, quem são “os evangélicos”?

Silas Malafaia e Martin Luther King: duas faces da mesma moeda?
Silas Malafaia e Martin Luther King: duas faces da mesma moeda?

De tanto que se falou sobre os evangélicos nas últimas semanas, nos jornais e nas redes sociais, talvez caiba uma pergunta: afinal, quem são “os evangélicos”?

Homofóbicos, cortejados pela presidente, fundamentalistas. Massa de manobra de Silas Malafaia, conservadores, determinantes no segundo turno das eleições. De tanto que se falou sobre os evangélicos nas últimas semanas, nos jornais e nas redes sociais, talvez caiba uma pergunta: afinal, quem são “os evangélicos”?

A resposta mais honesta não poderia ser mais frustrante: os evangélicos são qualquer pessoa, todo mundo, ou, mais especificamente, ninguém. São uma abstração, uma caricatura pintada a partir do que vemos zapeando pelos canais abertos misturado ao que lemos de bizarro nos tabloides da internet com o que nosso preconceito manda reforçar. Dizer que “o voto dos evangélicos decidirá a eleição” é tão estúpido quanto dizer a obviedade de que 22,2% dos brasileiros decidirão a eleição. Dizer que “os evangélicos são preconceituosos”, significa dizer o ser humano é preconceituoso. É não dizer nada, na verdade.

Acreditar que há uma hegemonia de pensamento, de comportamento ou de doutrina evangélica é, em parte, exatamente acreditar no que Silas Malafaia gosta de repetir, mas é, em parte, desconhecer a história. A diversidade de pensamento é a razão de existir da reforma protestante. E continuou sendo pelos séculos seguintes, quando as igrejas reformadas do século 16 deram origem ao movimento evangélico, estes aos pentecostais e estes aos neopentecostais, todos microdivididos até o limite do possível, graças, novamente, à diversidade de pensamento – sobre forma de governo, vocação e pequenos pontos doutrinários. Boa parte destas, sem organização central, sem “presidência” nem representante, com as decisões sendo tomadas nas comunidades locais, por votação democrática.

Assim como não existe “os evangélicos” também não existe “os pentecostais”, nem “os assembleianos”: dizer que Malafaia é o “papa da Marina Silva” como disse Leonardo Boff, apenas porque ambos são membros da Assembleia de Deus, é ignorar que, por trás dos 12,3 milhões de membros detectados pelo IBGE, a Assembleia de Deus é rachada entre ministérios Belém, Madureira, Santos, Bom Retiro, Ipiranga, Perus e diversos outros, cada um com seu líder, sua politicagem e sua aplicação doutrinária. A Assembleia de Deus Vitória em Cristo de Malafaia, aliás, sequer pertence à Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil.

Ignorância parecida se manifesta em relação ao uso do termo “fundamentalista”, como sinônimo de “literalista”, aquele incapaz de metaforizar as verdades morais dos textos sagrados. A teologia cristã debate há dois mil anos sobre a observação, interpretação e aplicação dos escritos sagrados, quais são alegóricos e quais são históricos, quais são “poesias” e quais são literais. O deputado Jean Wyllys, colunista da Carta Capital, do alto de alguma autoridade teológica presumida, já chegou à sua conclusão: o que não for leitura liberal, é fundamentalista e, portanto, uma ameaça às minorias oprimidas. (Liberalismo teológico é uma corrente teológica do final do século 19 que lançou uma leitura crítica das escrituras, completamente alegorizada, negando sua autoridade sobrenatural, a existência dos milagres, e separando história e teologia).

Só que isso simplesmente não é verdade. Dentro da multifacetação das igrejas de tradição evangélicas, há as chamadas “inclusivas”, mas há diversas igrejas históricas, tradicionais, teologicamente ortodoxas, que acreditam nos absolutos da “sola scriptura” da Reforma Protestante, mas que têm política acolhedora e amorosa com as minorias. Algumas criaram pastorais para tratar da questão homossexual, outras trabalham para integrá-los em seus quadros leigos; outros, como disse o pastor batista Ed René Kivitz, estão mais dispostos a aprender como tratar “uma pessoa que está diante de mim dizendo ter sido rejeitado por sua família, pelo meu pai, pela minha igreja” do que discutir a literalidade dos textos do Velho Testamento.

O panorama da questão pode ser melhor entendido em Entre a cruz e o arco-íris: A complexa relação dos cristãos com a Homoafetividade (Editora Autêntica), livro qual tive a honra de editar. Nele, o pastor batista e sociólogo americano Tony Campolo, ex-conselheiro do presidente Bill Clinton, diz: “Se você vai dizer à comunidade homossexual que em nome de Jesus você a ama (…) não teria que lutar por políticas públicas que demonstrem que você as ama? Pode haver amor sem justiça? Eu luto pela justiça em favor de gays e lésbicas, porque em nome de Jesus Cristo eu os amo.” Campolo, entretanto, faz distinção entre direitos e casamento: “O governo não deve se envolver nem declarar, de forma alguma, o que é casamento, quem pode ou não se casar”, ele disse. “Governo existe para garantir os direitos das pessoas. Casamento é um sacramento da igreja – governos não devem decidir quem deve ou não receber esse sacramento.” Campolo acredita que esta será a visão dominante entre cristãos americanos “em cinco ou seis anos”.

Entre os evangélicos brasileiros há quem pense desde já como Campolo – distinguindo união civil de casamento. Há quem pense de forma ainda mais radical: que a união civil, com implicações patrimoniais e status de família, deveria valer não apenas para casais homossexuais, mas para irmãos, primos ou quem quer que se entenda como família. Há quem defenda o acolhimento dos gays nas igrejas, mas o celibato para eles. Quem, embora sabendo que mais da metade das famílias brasileiras já não são no formato pai-mãe-filhos, ainda luta para restabelecer esse padrão idealizado. Há, sim, quem acredite que o seu conjunto de doutrinas e o seu modo de vida são fundamentais. Há aqueles que, enquanto estamos discutindo aqui, está mais preocupado se a melhor tradução do grego é a João Ferreira de Almeida ou a Nova Versão Internacional. E há quem acorde diariamente acreditando ser porta-voz do “povo de Deus”, pague espaço em redes de televisão para multiplicar esse delírio (mas, a julgar pelo 1% de intenção de voto do Pastor Everaldo, somente ativistas gays e jornalistas desmotivados acreditam nesse discurso). Esses são “os evangélicos”.

Na fatídica sexta-feira em que o PSB divulgou seu programa de governo, enquanto Malafaia gritava no Twitter em CAPSLOCK furibundo, o pastor presbiteriano Marcos Botelho, postou: “Marina, que bom que vc recebeu os líderes do movimento LGBTs, receba as reivindicações com a tua coerência e discernimento de sempre e um compromisso com o estado laico que é sua bandeira. Vamos colocar uma pedra em cima dessa polarização ridícula entre gays e evangélicos que só da IBOPE para líderes políticos e pastores oportunistas.”

Botelho não representa “os evangélicos” porque não existe “os evangélicos”. Mas Marcos Botelho existe e é evangélico. Assim como existe William Lane Craig, o filósofo que convida periodicamente Richard Dawkins para um debate público, do qual este sempre se esquiva; existe o geneticista Francis Collins vencendo o William Award da Sociedade Americana de Genética Humana; existe Jimmy Carter, dando aula na escola bíblica no domingo e sendo entrevistado para a capa da Rolling Stone por Hunter Thompson na segunda-feira; existe o pastor congregacional inglês John Harvard tirando dinheiro do próprio bolso para fundar uma universidade “para a honra de Deus” nos Estados Unidos que leva seu sobrenome; existe o pastor batista Martin Luther King como o maior ativista de todos os tempos; existe o jovem paulista Marco Gomes, o “melhor profissional de marketing do mundo”, pedindo licença para “falar uma coisa sobre os evangélicos”. E existe o Feliciano, o Edir Macedo, a Aline Barros, o Thalles Roberto, o Silas Malafaia e o mercado gospel. Como existe bancada evangélica, mas existem os que lutaram pela “separação entre igreja e estado” na constituição, e existem os que acreditam que levar Jesus Cristo para a política é trabalhar não para si, mas para os menos favorecidos.

Existe o amor e existe a justiça, como existe o preconceito, o dogmatismo, o engano, o medo, a vaidade e a corrupção. Não porque somos evangélicos, mas porque somos humanos.

Ricardo Alexandre, na CartaCapital

"Bispo" de igreja evangélica oferece a candidatos votos dos fieis em troca de dinheiro

Nos dai hoje: sujeito se apresenta como bispo da igreja evangélica e oferece a candidatos votos dos fieis em troca de dinheiro



Políticos paulistas vêm sendo procurados por um sujeito que se apresenta como Bispo Victor, da igreja evangélica Apostólica Atos do Espírito Santo.

O que ele oferta: votos de fieis em troca de dinheiro. O pacote inclui visitas a dezoito igrejas, onde o cliente é anunciado candidato oficial da paróquia, e distribuição de santinhos nos templos.


Victor cobra 6 500 reais, mas negocia com o currículo e a influência sobre 7 000 eleitores. Segundo ele, seu séquito já ajudou a eleger um vereador, há dois anos, e deputados, em 2010.

Lauro Jardim, no Radar on-line

Pastores usam psicanálise para cativar fiéis e aumentar o rebanho, afirma jornalista

Pastores brasileiros usam psicanálise para cativar fiéis evangélicos



Por meio do estudo das teorias de Freud, religiosos tentam aumentar o rebanho e o dízimo

Numa noite chuvosa de quarta-feira, desci do ônibus na rua Brigadeiro Luis Antônio, região central de São Paulo, quase em frente a uma das unidades da Igreja Universal do Reino de Deus situadas na capital paulista. No portão, uma senhora e dois jovens distribuíam exemplares da Folha Universal, periódico evangélico que circula semanalmente por todo o país há vinte e um anos. Ela estendeu o jornal e convidou-me a voltar “qualquer dia desses para conhecer a palavra de Deus”. Respondi que estava prestes a fazer isso. “Entre que o Senhor vai te abençoar, querida”, disse sorrindo. Entrei.

A Universal do Reino de Deus é a maior entre as igrejas neopentecostais existentes no Brasil. Segundo o Censo Demográfico de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela reúne mais de 1,8 milhão de fiéis espalhados por todas as regiões do país. Fundada em 1977 pelo bispo Edir Macedo num subúrbio do Rio de Janeiro, faz parte do movimento das igrejas evangélicas surgidas no final dos anos 1970, que se distanciam do pentecostalismo tradicional, principalmente porque pregam a prosperidade como via de aproximação com Deus.

Naquela quarta-feira à noite, perdi as contas de quantas vezes o pastor evocou a imagem do diabo para representar todos os males existentes na Terra. Mas num momento específico, ele decidiu falar sobre males mais concretos, muito contemporâneos, e comumente associados a tratamentos psicoterápicos, psicanalíticos ou mesmo psiquiátricos: o medo e a síndrome do pânico. “Grande parte das igrejas neopentecostais se pretende especializada no cuidado de três conhecidos ‘problemas’ humanos: a saúde, o amor e o dinheiro”, diz o psicanalista Wellington Zangari, doutor em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo e vice-coordenador do Laboratório de Psicologia Social da Religião do Instituto de Psicologia da USP. “Para alguns pastores, não importa se existem médicos, psicólogos e outros profissionais de saúde para lidar com questões de doença. Há sempre uma interpretação bíblica para oferecer e vender saúde”.


A estratégia das igrejas neopentecostais e de seus pastores, segundo Zangari, tem sido a da assimilação, reinterpretação e incorporação dos diversos discursos presentes na cultura. Inclui-se aí o discurso da psicanálise, que cada vez mais é objeto de estudo por parte dos próprios pastores evangélicos – tanto neopentecostais, quanto pentecostais (batistas, presbiterianos e metodistas).

Psicanálise no templo

Izilmar Finco é pastor batista desde 1986, quando começou a atuar como missionário em Prado, na Bahia. Hoje, Izilmar trabalha na Igreja Batista de Eldorado (IBEL), em Serra, no Espírito Santo, e é filiado à Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB). Em 1998, formou-se em Psicanálise pela Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil (SPOB), criada em 1996 com a missão de popularizar e disseminar a psicanálise por todos os cantos do país. “Foi uma experiência muito enriquecedora e sou grato pela oportunidade que tive. A SPOB foi pioneira no Brasil na modalidade de formação de psicanalistas e deu a chance a muitas pessoas, assim como eu, de conhecer a psicanálise e seu valor na clínica, para ajudar as pessoas”, diz.
A psicanálise não é uma profissão regulamentada, ou seja, não existem cursos universitários especializados na prática criada por Sigmund Freud, tampouco leis que guiem especificamente seu exercício. A formação tradicional de um psicanalista passa pela graduação em Psicologia ou Medicina e pela associação a alguma sociedade psicanalítica, além da análise em si.

Na Sociedade Brasileira de Psicanálise, a primeira a ser criada na América Latina, em 1927, tal formação é oferecida somente a médicos e psicólogos registrados nos respectivos Conselhos Regionais, e a aceitação de profissionais graduados em outras áreas do conhecimento fica sob responsabilidade de uma Comissão de Ensino. Se aprovado, o pretendente deve se submeter a cinco anos de análise – com frequência mínima de quatro sessões semanais – além de realizar 160 seminários obrigatórios e atender a dois pacientes adultos ao menos quatro vezes por semana sob supervisão de um analista membro da sociedade.

Sendo livre a formação psicanalítica, entidades paralelas, como a Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil, oferecem cursos livres a qualquer interessado, como o pastor Izilmar Finco. Atualmente, a Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil é a maior sociedade de psicanalistas da América Latina. Em seus 18 anos de existência, concluiu mais de cem turmas em todos os estados brasileiros e formou cerca de três mil psicanalistas. O único pré-requisito para participar dos cursos é ter um diploma de graduação, seja ele qual for. Em dois anos, depois de participar de aulas duas vezes por mês e realizar 80 sessões de análise, o aluno recebe seu diploma de psicanalista.

A procura do curso por pastores evangélicos e líderes religiosos é intensa. Para o pastor Izilmar, se um religioso deseja desenvolver um bom ministério pastoral, ele precisa acumular uma série de conhecimentos, além da teologia: “Claro que a área da psique é uma delas. O pastor precisa se conhecer bem e saber como conhecer o outro”.  Com o auxílio da psicanálise ele afirma não atribuir tudo a questões espirituais. “Uma abordagem correta do problema é o primeiro passo para ajudar a encontrar a solução e a cura.”

Em 1927, Freud publicou um ensaio intitulado O futuro de uma ilusão, no qual afirma ser a religião “a neurose obsessiva universal da humanidade”, culpada pela decadência intelectual de parte dos seres humanos. Não seria então contraditório tentar conciliar religião e psicanálise? O pastor Izilmar acredita que não. “Não podemos negar o conhecimento ou os benefícios que a psicanálise trouxe para nós, desmistificando muitas coisas. Também de forma alguma podemos negar a fé e principalmente a fé em Jesus Cristo”, diz.

Gildásio dos Reis, pastor da Igreja Presbiteriana do Parque São Domingos, em São Paulo, e docente no Centro de Educação, Filosofia e Teologia (CEFT) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, afirma que teologia e psicanálise partem de pressupostos completamente diferentes. Por isso, não acredita ser honesto um pastor evangélico “atender pacientes utilizando acriticamente uma técnica que diverge sob muitos aspectos da fé cristã”. “Quando eu clinicava, há dez anos, deixava claro aos pacientes sobre minha fé e dizia que, no tratamento, iria fazer uso da teologia para ajudá-los.”

Quando os assuntos tratados passavam por questões como adultério, homossexualidade, aborto ou “qualquer comportamento que, à luz dos ensinos bíblicos, são considerados errados”, Gildásio utilizava-se dos princípios bíblicos “para orientar melhor os pacientes”.

Sérgio Laia, analista membro da Escola Brasileira de Psicanálise e professor, há mais de trinta anos, do curso de Psicologia da FUMEC, em Belo Horizonte enxerga também um problema conceitual na aliança entre as duas práticas: “A perspectiva de Freud era a de que a religião está para a civilização assim como a neurose está para o indivíduo. É dessa forma que a psicanálise lida com a religião – e uma pessoa que pratica uma atividade religiosa dificilmente aceitaria esse tipo de definição”.

“Ouvi de um dos meus professores uma frase de que nunca me esqueci: ‘Não há incompatibilidade entre verdade e verdade’. O que é verdade na psicanálise não anula as verdades do cristianismo”, relembra o pastor Izilmar.

A frase ouvida por ele durante o curso de psicanálise é de autoria do Dr. Heitor Antonio da Silva, um dos fundadores da Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil. Ele me repetiria a máxima alguns dias depois, quando nos falamos pelo telefone. “Não existe incompatibilidade alguma entre psicanálise e religião, pois se a psicanálise é uma verdade, ela tem que ser compatível com qualquer ciência. Se a religião é verdadeira, ela também terá que ser compatível com qualquer ciência”, explica Heitor, que além de psicanalista, também é pastor batista. “Se duas coisas se apresentam incompatíveis, ou ambas são mentirosas ou uma delas o é.”

Durante dez anos, Heitor da Silva foi diretor executivo da SPOB e um dos responsáveis por concretizar o objetivo de disseminar a psicanálise para todos os estados do país. Hoje, ele atua como diretor geral e presidente do grupo Redentor, que administra três faculdades no Rio de Janeiro. “A ideia de popularizar a psicanálise não significa que o façamos sem qualidade. É uma questão simples: a psicanálise é uma ciência independente”, ressalta. “Freud disse que a psicanálise era a profissão de pessoas leigas que curam almas e que não necessitam ser médicos.”

Em 2000, o deputado Éber Silva, do Rio de Janeiro – ele mesmo pastor da Igreja Batista – apresentou um projeto de lei no Congresso Nacional que visava a regulamentar o exercício da psicanálise no Brasil. Ele recebeu o apoio da SPOB, que passaria a atuar com maior reconhecimento,  aumentando os atritos já existentes com grande parte da comunidade psicanalítica, que comumente a associa a grupos evangélicos.

Heitor da Silva afirma que a SPOB foi vinculada aos evangélicos devido a “perseguições das sociedades ligadas ao organismo internacional”, pois sabem que ele e o presidente Dr. Ozéas da Rocha Machado são pastores evangélicos. “A SPOB não oferece cursos para pastores, mas para qualquer pessoa que tenha formação universitária. Nunca foi uma sociedade religiosa ou vinculada à religião”, defende-se. Ele admite, no entanto, que a sociedade de fato forma muitos pastores e líderes religiosos, pois estes exercem funções que lidam com a “problemática humana”.

O projeto de lei não foi aprovado. “O fato de esses cursos terem sido fechados e considerados sem validade não me parece terminar com o problema”, considera o psicanalista Wellington Zangari. “Eles permanecem em nosso meio, senão como superiores, como cursos livres. A ‘formação’ é a mesma, com direito a carteirinha de psicanalista depois do cumprimento de uma série de regrinhas e provinhas de leituras de apostilas mal feitas.” Para ele, a medida não elimina “a sombra do risco de formação de péssimos psicanalistas, com placas com seus nomes em consultórios, cartões de visita e sites na internet”.

O curioso é que as próprias plataformas de formação a distância voltadas especificamente para pastores e líderes religiosos também oferecem cursos de psicanálise. Se a procura dos próprios pastores pelo conhecimento psicanalítico acontece de forma “natural”, como afirma a maioria deles, o caminho inverso também é verdadeiro, uma vez que a formação em psicanálise está acoplada à formação religiosa. Na Faculdade Gospel, por exemplo, criada há vinte e cinco anos, junto às aulas de aperfeiçoamento em bibliologia, direito eclesiástico, história de Israel, liderança cristã e outros cento e cinquenta títulos, há também os cursos de “psicanálise clínica pastoral” e “psicanálise cristã”.

Apologia ao medo

Segundo Doryedson Cintra, professor de psicanálise nos cursos realizados pela Sociedade Contemporânea de Psicanálise (SCOPSI), as religiões evangélicas estão praticando uma psicanálise selvagem, espécie de chantagem terapêutica que ele chama de “comando passivo”. “Os pastores sabem que há algo na vida de cada indivíduo que inspira o medo e o terror. Só não sabem o quê. Com a apologia ao medo, eles incitam os membros a ponto de despertarem um comportamento histriônico, uma espécie de teatralidade muito comum nos casos de possessão”, teoriza. Ele afirma que, na verdade, essas pessoas se encontram psicologicamente abaladas e, inconscientemente, desenvolvem comportamentos que poderiam perfeitamente ser diagnosticados como transtornos histéricos, e não casos de possessão.

Ainda que as pessoas busquem a religião e a psicanálise para lidar com seus sofrimentos, Wellington Zangari acredita que o ponto de contato entre ambas termina aí: “Cada uma dessas perspectivas oferecem compreensões do ser humano baseadas em modos de obter conhecimento que são, por vezes, antagônicas”. A religião supõe a existência de agentes espirituais intencionais e uma ordenação da realidade que é ligada àqueles agentes. A ciência, por outro lado, não enxerga a realidade a partir de referenciais sobrenaturais.

Segundo ele, ao contrário da religião, a psicanálise encontra a natureza do sofrimento humano no próprio sujeito, em sua subjetividade e dinâmica pessoal. Nada é atribuído a Deus ou a qualquer associação do tipo. Além disso, as formas de lidar com esse sofrimento são distintas: “A religião poderá buscar a solução do sofrimento pela via da salvação divina ou do afastamento do demônio, o que supõe uma ação de tipo sobrenatural ou, ao menos, um contato entre o ser humano e uma instância desse universo transcendente. Na psicanálise, lida-se com o sofrimento justamente colocando o sujeito no centro, na natureza mesma do sofrimento. Ele próprio é o agente último da ação, implicado até o pescoço no sofrimento que sente.”

Matéria original publicada na revista Cult, publicação mensal sobre cultura, artes e ideias,via Operamundi

sábado, 6 de setembro de 2014

Pastor suspeito de cometer 10 estupros é preso em Ourilândia do Norte, no PA

Ourilândia do Norte Estupros (Foto: Divulgação)
Munição de armas de uso exclusivo da polícia e das
Forças Armadas foram apreendidas na casa do

suspeito (Foto: Divulgação)


Homem de 28 anos é mototaxista e exerce a atividade de pastor.
Na casa do suspeito, a polícia encontrou objetos roubados das vítimas.


Um homem foi preso em Ourilândia do Norte, no sul do Pará, apontado como o autor de 10 estupros. Segundo a polícia, o suspeito de 28 anos é mototaxista e exerce a atividade de pastor. As investigações, iniciadas em junho deste ano, levaram à prisão do homem nesta sexta-feira (22). Ele foi reconhecido por 10 vítimas.

De acordo com o delegado de polícia local, Luiz Alberto Lima de Almeida Junior, os casos vinham sendo investigados, com a ajuda de policiais civis do Núcleo de Apoio à Investigação de Redenção, após o registro das ocorrências.

O homem foi preso em casa, onde a polícia encontrou objetos roubados de vítimas dos estupros e munição para armas de grosso calibre, como uma metralhadora calibre .50, de uso restrito das forças armadas, com capacidade para derrubar aviões de guerra; e de pistola calibre .40, de uso permitido apenas para policiais.

O suspeito vai responder pelos estupros e pela posse ilegal das munições. Ele foi transferido ao presídio do Centro de Recuperação de Redenção, para ficar preso à disposição da Justiça.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Padres que participaram de reunião no Templo de Salomão não são católicos

Circula na internet a imagem de três padres que participaram de um culto no Templo de Salomão aberto ás várias denominações. O próprio site da Universal publicou uma notícia com a manchete: “Num só propósito: padres participam de reunião no Templo de Salomão”.

Reprodução: internet.

O ANCORADOURO averiguou e constatou que os padres da matéria não pertencem à Igreja Católica Apostólica Romana como se pode intuir a partir da leitura do texto. Os ministros mencionados são de uma denominação chamada Capela do Espírito Santo, que funciona em Vinhedo no interior de São Paulo.

Um dos padres é casado e o rito ministrado por eles não é válido nem reconhecido pela Igreja Católica. Os paramentos são idênticos e a liturgia, mas não há qualquer ligação eclesiástica entre as instituições.

O ANCORADOURO

Um dos "padres" citados na matéria :  Padre Cássio Fernando do Prado, nascido em Vinhedo-SP, casado, presidente da Igreja Capela do Espírito Santo, ordenado pela Igreja Anglicana Católica do Brasil, em 27 de janeiro de 2007, na cidade de Araraquara-SP.

 A mentira já está sendo divulgada em sites protestantes, a exemplo do site Gospel Prime ,dando a entender que os "padres" são Católicos Apostólicos Romanos.

Raça de víboras, vivem só de mentira!


Pastor é suspeito de manter filha de 15 anos em cárcere privado por 6 meses na Grande JP

Autoridade ficaram sabendo do caso através de denúncias feitas pela diretora da escola onde a garota estudava, afirmando que a menor já não frequentava a escola a mais de seis meses

Um pastor evangélico foi preso na tarde desta quarta-feira (3), no bairro Brasília, na cidade de Bayeux, região metropolitana da Capital, suspeito de estar mantendo a filha, de 15 anos de idade, em cárcere privado durante seis meses.

Polícias Militares, o Ministério Público e o Conselho Tutelar ficaram sabendo do caso através de denúncias feitas pela diretora da escola onde a garota estudava, afirmando que a menor já não frequentava a escola a mais de seis meses, sem nenhuma justificativa por parte dos pais.

Segundo o promotor do Ministério Público, Marinho Mendes, ao chegar ao local, eles constataram a veracidade da denúncia e foram surpreendidos pelas declarações da menor de idade. “A garota informou que o pai é muito ciumento, que a espancava e que ela só saia de casa se fosse acompanhada por ele”, afirmou.

Separado da esposa, mãe da garota e de um menino que também vivia com o suspeito, o pastor não permitia que a mãe dos jovens realizasse visitas.

O pastor teria visto a chegada das autoridades através de um janela, e orientado a filha que mentisse.”O pai nos avistou pela janela e disse a filha que não revelasse a verdade. Ela teria que dizer que tinha abandonado a escola por vontade própria”, disse Marinho Mendes.

O pastor foi autuado em flagrante e levado para a 6ª Delegacia Distrital de Santa Rita. Ele poderá responder pelo crime de cárcere privado. A garota foi encaminha para a casa da avó e entregue à mãe.

Portal Correio

PROGRAMAÇÃO DA PARADA GAY DE BRASÍLIA TEM CULTO EVANGÉLICO



Uma igreja inclusiva irá receber convidados para um culto quatro dias antes do evento

Na programação da Parada Gay em Brasília terá um culto realizado em uma igreja evangélica inclusiva. O culto vai acontecer nesta quarta-feira (3) a partir das 19h30 tendo a direção dos pastores Ivaldo Gitirana e Márcia.

Os pastores são líderes da Comunidade Athos, uma denominação evangélica que aceita homossexuais, sem acreditar que o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo seja algo condenável por Deus, apesar de estar escrito na Bíblia.

“Cremos no poder de Deus como agente transformador de vidas, independentemente da diversidade que constitui o homem”, disse Márcia em entrevista ao Correio Brasiliense.
A pastora ainda afirma que, ao seu entendimento, a Bíblia não condena a relação homossexual, mas a promiscuidade. “Temos muitos casais que frequentam a igreja”.

Para este culto, que antecede a 17ª Parada Gay da capital do Brasil marcada para acontecer no dia 7 de setembro, a igreja preparou uma apresentação artística com as cores do arco-íris que é o símbolo da bandeira gay.

A Comunidade Athos foi fundada em 2005 e enfrentou muito preconceito por ser uma comunidade inclusiva. Segundo o relato da pastora, eles foram até convidados a se retirarem do prédio antes alugado para receber os fiéis.

Hoje, quase dez anos depois, a denominação ainda é alvo de protestos recebendo e-mails, segundo a pastora Márcia, com ofensas. A igreja acredita que através da Parada Gay esse tipo de ministério tenha mais aceitação.

Pro News

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Bispos da Venezuela criticam “oração socialista” que diz “Chávez nosso que estás no céu”

Como diria aquele quadro famoso que se popularizou pelo apresentador Silvio Santos: “Parece mentira mas não é”. O Chavismo, corrente que adere e venera o falecido Hugo Chavez, ex-presidente da Venezuela criou uma oração que o chama de “Pai-Nosso”. “Chávez nosso que estás no céu”, diz o início da prece Chavista.

Nicolás Maduro.
Nicolás Maduro.

A oração foi apresentada nesta segunda-feira, dia 1º, pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) que atualmente está no poder tendo à frente o presidente Nicolás Maduro.  O registo foi feito pelo jornal La Nación.

Foi durante o evento que discutiu os “desenhos do sistema de formação socialista”, organizado pelo partido  que a prece foi apresentada em um teatro em Caracas. A deputada   chavista Maria Uribe entoou a oração em voz solene.  De acordo com o La Nación, o evento reuniu “cantores e poetas que dedicaram suas peças para o falecido presidente Hugo Chávez e a chamada revolução bolivariana”.

“A manipulação do Pai-Nosso recebeu o rechaço do vice-presidente da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), Dom Roberto Lückert. Em declarações à União Radio assinalou que se trata de “uma paráfrase do Pai-Nosso em uma versão tão ofensiva” que é “um abuso, uma manifestação de mediocridade e falta de criatividade para fazer uma oração”, informou a Agência AciDigital.

A  população da Venezuela é composta por 85% de católicos que passaram a ter sua oração mais popular plagiada de modo cínico e desrespeitoso pelo Partido Socialista que, entre outros mazelas, está levando o país a uma tragédia no campo econômico.

Confira a oração na íntegra:

 “Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós/ Santificado seja o teu nome, venha a nós o teu legado para ajudar pessoas de aqui e ali.  ”Dê a nós a tua luz para nos guiar todos os dias/ Não nos deixe cair na tentação do capitalismo, mas livra-nos do mal, da oligarquia, do crime de contrabando, porque a pátria, a paz e a vida são nossas/ Por séculos e séculos, amém/ Viva Chávez”

Os amigos Lula, Dilma e Maduro.
Os amigos Lula, Dilma e Maduro.

Para assistir o vídeo acesse AQUI

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