segunda-feira, 2 de março de 2015

PF prende pastor que abusou nos EUA de 'Donzelas de Cristo'


Victor Barnard dizia ser 'Cristo  em carne' e, 
por isso, podia ter sexo com suas donzelas

A Polícia Federal e a Polícia Militar de Natal prenderam às 21h de sexta-feira (27) o pastor americano Victor Arden Barnard (foto), 53, em um condomínio na praia de Pipa.

Havia um ano o líder religioso tinha fugido dos Estados Unidos, onde fora condenado pela Justiça do Estado de Minnesota por ter violentado sexualmente entre 2000 e 2012 pelo menos 59 jovens, entre crianças e adolescentes. A informação  da prisão teve forte repercussão na imprensa americana.

Barnard era líder da igreja cristã River Road Fellowship, que surgiu de uma dissidência da The Way International.

Em 2000, ele criou em sua igreja o grupo “Donzelas de Cristo” com 10 garotas de 12 a 24 anos que deveriam permanecer virgens e nunca se casar.


Lindsay foi violentada
dos 13 aos 22 anos

Em 2011, duas dessas jovens denunciaram o líder religioso à polícia por estar abusando delas sexualmente. Uma, Lindsay Tornambe (foto), disse que vinha sendo violentada desde os 13 anos de idade, e outra, Jess Schweiss, desde os 12.

Barnard pregava que ele era o próprio “Jesus na carne” e que suas seguidoras deveriam fazer sexo com ele, seguindo o exemplo de Maria Madalena.

Afirmava às meninas que, por ser Cristo, eram permaneceriam virgens após o relacionamento sexual com ele.

O pastor dizia, também, que o sexo era parte da história da cristandade, lembrando que o rei Salomão havia dormido com muitas concubinas.

Lindsay Tornambe, atualmente com 28 anos, afirmou que, com o consentimento de seus pais, no início de sua adolescência tinha se mudado para o acampamento em Pine County, Minnesota, onde ficavam as “Donzelas de Cristo”.

“Lá, ele [o pastor] começou a explicar que fazer sexo comigo era sua maneira de me mostrar o amor de Deus”, disse Tornambe à imprensa americana. E que não era para ela contar nada a ninguém porque, caso contrário, receberia uma condenação divina.

Tornambe sofreu abuso de uma a três vezes por mês até os 22 anos. Ela disse que aos 15 anos tentou deixar o grupo e que Tornambe, para fazê-la mudar de ideia, lhe deu um anel, um véu e outros presentes. Mas o que a fez mesmo permanecer no grupo foi a ameaça do pastor de que seria castigada por Deus. “Eu fiquei com muito medo.” Em 2010, ela finalmente se afastou do pastor.

Aparentemente, ninguém sabia que Barnard tinha um harém cristão. "Eu nunca tinha conhecido ninguém como ele que amava a Palavra de Deus", disse Ruth Johnson, ex-fiel do pastor na River Road Fellowship.

A polícia de Minnesota começou a investigar Barnard em 2012. Em novembro do mesmo ano, ele foi condenado, mas a Justiça não o encontrou. Ele tinha se mudado para o Estado de Washington.

A U.S. Marshal, organização de busca e captura de foragidos internacionais, ofereceu US$ 25.000 (R$ 72.000) por uma informação sobre o paradeiro do religioso.

Sabe-se, agora, que Tornambe tinha fugido para o Brasil, entrando no país legalmente, com seu próprio passaporte. Ele não foi localizado antes porque passou a ser procurado internacionalmente somente a partir de abril de 2014, quando foi expedido o mandado de prisão.

No Brasil, ele recebia o cobertura logística de uma brasileira de 33 anos que viveu nos Estados Unidos.

Em sua casa, a PF apreendeu computadores, pendrives, escrituras, documentos e agendas.

Bernard será extraditado para os Estados Unidos nos próximos dias.



Barnard com as dez virgens

Com informação das agências internacionais e da CNN e fotos de divulgação.


Paulopes 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Verdade e delírio na religião

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O culto pegava fogo. O frenesi do povo crescia, estimulado por um pastor quase grisalho, engravatado e com bastante gel nos cabelos. Mesmo acostumado a ambientes pentecostais, estranhei o exagero dos gestos e das palavras. Concentrei-me para entender o que o pastor dizia em meio a tantos gritos. Percebi que ele, literalmente, dava ordens a Deus. Exigia que o Senhor honrasse a sua palavra, sem deixar nenhuma pessoa ali sem uma bênção. Enquanto os decibéis subiam, estranhei o tamanho da arrogância. A ousadia do líder contaminava os participantes. Todos pareciam valentes, cheios de coragem. Assombrei-me quando ouvi mais uma ordem vinda do púlpito: Chegou a hora de colocar Deus no canto da parede. Vamos receber o nosso milagre e exigir os nossos direitos. Foi a gota d’água. Levantei-me e fui embora.

Os ambientes religiosos neopentecostais se tornaram alucinatórios. Eles geram fascínio por poder; almejam a capacidade de criar fieis com fé de viver em um mundo protegido e previsível. Por se sentirem onipotentes, os novos pentecostais buscam produzir uma realidade irreal. Para viabilizar esse mundo hipotético, televangelistas, apóstolos e bispos chegam ao cúmulo de se acharem gabaritados para comandar Deus. É próprio da religião oferecer segurança. Os neopentecostais, entretanto, mostram afoiteza redobrada em produzir uma existência garantida.

Em seus cultos, procuram eliminar as contingências. Não concebem a imprevisibilidade dos acidentes ou os contratempos da vida. Acreditam que o crente é capaz de domesticar o dia a dia e acabar com a possibilidade dos filhos adoecerem – se dirigem algum negócio  as empresas nunca vão ter problema e vão se safar caso estejam no ônibus que despenca no barranco. Multidões lutam por uma religião preventiva para poderem alcançar controle sobre os solavancos da vida e se tornarem aptos para transformar a aventura de viver em mar de almirante ou em céu de brigadeiro.

A ideia de um mundo sem percalços não passa de delírio. Por mais que se ore, por mais que se bata o pé, com ordens a Deus, o Eclesiastes adverte: O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador; o que acontece com quem faz juramentos acontece com quem teme fazê-lo (9.2).

A pergunta insiste: por que os cultos neopentecostais lotam auditórios e ganham força na mídia? Pelo simples fato de prometerem aos fiéis o poder de controlar o amanhã, eliminar os infortúnios e canalizar as bênçãos de Deus para o presente. Quando oram, ousam gerar ambientes pretensiosamente poderosos, capazes de converter quaisquer problemas em felicidade.

Esta premissa merece ser contestada. Pedir a Deus para nunca nos contrariar, ou para nos poupar de acidentes, significa exigir que ele coloque todos em uma bolha de aço. A vida precisa ser contingente para ser significativa. Se tudo pode ocorrer de bom e de ruim, vivemos a realidade. Uma existência sem o imprevisto seria maçante. O perigo da tempestade e a chegada da bonança, a ameaça da doença e a paz da saúde, e a riqueza do instante junto com a iminência da morte, tornam o dia-a-dia fantástico.

A verdade não produz necessariamente felicidade. Verdade conduz à lucidez. O delírio, porém, tranquiliza, enquanto gera um falso contentamento. Muitos recorrem à religião porque desejam escapar da verdade. Sentem-se arrasados a médio prazo, todavia. A paz que a alucinação produz não se sustenta diante da concretude dos fatos.

Cedo ou tarde, a tempestade chega, o dia mau se impõe e o arrazoamento do religioso cai por terra. Jesus nunca fez promessas mirabolantes. Como não se alinhou aos processos alienantes da religião, o Nazareno jamais garantiu que o mundo dos seus seguidores seria seguro. Pelo contrário, avisou que os enviaria como ovelhas para o meio dos lobos e advertiu que muitos seriam entregues à morte por familiares. Sem rodeio, afirmou: No mundo vocês terão aflições.

O Espírito conduziu Jesus ao deserto e o Diabo ofereceu uma vida segura, sem imprevistos. As três tentações foram ofertas de provisão, prevenção e poder. O Filho do homem rechaçou transformar pedra em pão, ter o socorro dos anjos e a riqueza do mundo. Ela os considerou mentira. O mundo que o Diabo prometeu não existe.

Muitos preferem acreditar nas ilusões. Fugir da crueza da vida é uma grande tentação. Em um primeiro momento, parece cômodo se exilar da realidade. É bom acreditar que riqueza, saúde e felicidade estão pertinho dos que sabem acessar o divino.
O mundo neopentecostal, portanto, desconecta, aliena. Seus seguidores vivem em negação por recusarem a sorte de todos os mortais. Daí, confundem esperança com deslumbre, virtude com onipotência mágica, culto com manipulação de forças esotéricas e espiritualidade com narcisismo religioso.

Os sociólogos têm razão: o crescimento numérico dos evangélicos não tende a arrefecer. Portanto, o debate sobre o fenômeno religioso deve ser qualitativo. O rastro de feridos e decepcionados que embarcaram nas promessas dos oportunistas da fé, já é maior do que se imagina.

A demanda por cuidado pastoral aumentará. Os egressos do avivamento evangélico perguntarão: Por que Deus nunca me ouviu?” ou “O que fiz de errado?. Será preciso responder: Não houve nada de errado com você. Deus não lhe tratou com indiferença. Você foi empurrado para um mundo delirante, que mistura fé com fantasia.

Ricardo Gondim

Comovente testemunho da mãe de dois cristãos egípcios decapitados pelos Estado Islâmico



A mãe de dois dos 21 egípcios coptos decapitados pelos terroristas do Estado Islâmico na Líbia, comoveu o mundo com o seu testemunho sobre o que faria caso encontrasse na rua um membro do Estado Islâmico.

Em um recente programa da TV egípcia conduzido por Maher Fayez, difundiu-se o testemunho de Beshir Estafanos Kamel, irmão de Bishoy e Kamel Estafanos, de 25 e 23 anos de idade, que foram assassinados pelo Estado Islâmico.

Maher Fayez teve uma breve mas dolorosa conversa por telefone com Beshir, que lhe contou como recebeu a notícia do assassinato dos cristãos coptos decapitados na Líbia.

“Hoje conversava com a minha mãe –relata Beshir– perguntei a ela o que faria se visse alguém do Estado Islâmico na rua... Ela me respondeu que o ‘convidaria à casa porque nos ajudou a entrar no reino dos céus’. Estas foram as palavras da minha mãe que é uma mulher não muito educada de mais de 60 anos”.

A mãe, contou o jovem egípcio, disse-lhe também que “pediria a Deus que lhe abra os olhos e o convidaria a nossa casa porque efetivamente nos permitiu entrar no Reino de Deus”.

Sobre seus irmãos, Beshir disse que “eles estavam orgulhosos de serem cristãos e eu estou orgulhoso deles”.

Sobre o vídeo no qual o Estado Islâmico mostrou a morte dos 21 cristãos, o jovem afirmou que “fico contente que os do Estado Islâmico não tenham cortado a parte na qual expressam a sua fé em Jesus Cristo. Isso nos ajudou a fortalecer a nossa fé. As pessoas do povo não estão tristes mas alegres, felicitam-se uns aos outros, porque temos agora muitos mártires”.

“Desde os tempos de Roma os cristãos têm sido feitos mártires. A Bíblia nos diz que amemos os nossos inimigos”, continuou.

À pergunta sobre se queria rezar pela conversão dos membros do Estado Islâmico, Beshir rezou assim: “Querido Deus abra os seus olhos para que se salvem e deixem a ignorância e os ensinamentos errados que receberam!”

ACI Digital

Linha erótica para evangélicos tem vibrador líquido e gel 'virgem de novo'

Casal Lídia Ribeiro e João Ribeiro, membros da Congregação Cristã e criadores da linha In Heaven
Casal Lídia Ribeiro e João Ribeiro, membros da Congregação Cristã 
e criadores da linha In Heaven

Membros da Congregação Cristã e empresa lançam produtos sensuais na 22ª Erótika Fair, que ocorre em São Paulo

Conquistar o direito de sentir prazer sexual – dentro do casamento entre homem e mulher, é claro – é o novo desafio da vanguarda evangélica após o abandono do modelo coque/saia e a criação do funk gospel. Para João Ribeiro e Lídia Ribeiro, membros da Congregação Cristã, uma das mais tradicionais do País, isso significa mais: ter um espaço nas prateleiras dos sexshops para produtos evangélicos. Eles apostam suas fichas na criação de uma linha voltada exclusivamente para o público religioso.

A procura de itens eróticos para apimentar a relação não é novidade no meio gospel. O iG mostrou que óleos de massagens e vibradores líquidos estão entre os produtos mais procurados pelos fiéis em sexshops. Mas o uso ainda é debatido dentro das igrejas. Para superar o tradicionalismo, os empresários tratam a nova linha, batizada In Heaven, como “novo segredo de um casamento feliz”. Os produtos serão lançados na 22ª Erótika Fair, principal feira do mercado erótico, realizada em São Paulo, entre 6 e 8 de março.

“O nosso stand [da feira] será dividido entre céu e inferno”, brinca Ribeiro, já que a linha dividirá espaço com produtos inspirados na trilogia "50 Tons de Cinza", que explora o sadomasoquismo e promete ser um dos temas mais explorados no evento.

Evangélicos e sexo: "Deus não se importa com o que o casal faz entre 4 paredes"

O rótulo discreto em branco com uma pomba dourada, clássico símbolo cristão, dá certo tom divino aos quatro primeiros produtos da In Heaven (No céu, em inglês). São eles: Pure (adstringente, que promove a sensação "virgem de novo"), Vibe (vibrador líquido), Mais Prazer (excitante feminino) e Mais Tempo (prolongador de ereção).

Ribeiro conta que a inspiração do nome veio da música "Cheek to Cheek", versão cantada por Ella Fitzgerald, ícone do jazz nos EUA. Ele acredita que a linha terá a mesma função da canção, "resgatando o romantismo entre os casais apaixonados".



“A ideia principal é que o casal se sinta à vontade para comprar e tenha a certeza de que não está sozinho. Não há motivo para vergonha. Somos 52 milhões de evangélicos no Brasil e não tínhamos uma linha específica”, explica Ribeiro, que ao lado da mulher comanda a sexshop Secret Toys, em Jandira (SP).

Produzidos e distribuídos pela INTT Cosméticos, a linha deve alcançar 20 itens nos próximos três meses. A diretora da marca, Alessandra Seitz, reconhece que apesar de fortes consumidores, os evangélicos não contavam com representação no mercado erótico. “Muitas vezes eles querem o produto, mas não compram porque tem uma algema no rótulo, por exemplo. Promover essas mudanças é uma forma de respeito com o consumidor evangélico”, defende.

Cada bisnaga tem o preço sugerido de R$ 15 e deve estar disponível aos clientes ainda em março. Além da nova roupagem, os produtos contam com cheiro, princípios ativos e gosto mais suaves se comparados aos outros produtos eróticos do mercado. Para Alessandra, que não é evangélica, a nova linha deve incentivar outras empresas a produzirem linhas segmentadas. "Não dá para ignorar a força deles", justifica.

O lançamento faz parte do Projeto Gospel, uma força-tarefa evangélica realizada pelo casal em parceria com a Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme). Na feira, o livro Guia Gospel para Sexshops será vendido aos lojistas para promover o surgimento de lojas eróticas especializadas, com atendimento especial a religiosos.

Já nas igrejas evangélicas, os autores do livro planejam percorrer encontros de casais, dar palestras e esclarecer o que a cosmética sensual pode fazer ao casamento. “Vamos discutir sexo e isso será feito de evangélico para evangélico. Não vamos mais ficar fora dessa”, conclui Ribeiro.

iG São Paulo 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Itália e Vaticano reforçam segurança ante ameaça terrorista

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Desde os ataques de janeiro na França, e sobretudo desde o assassinato de 21 cristãos egípcios pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) há pouco dias na Líbia, os boatos sobre possíveis ataques ao Vaticano têm se multiplicado

As autoridades italianas anunciaram um reforço das medidas de segurança no Vaticano e em toda a Itália, onde o medo de ataques terroristas aumentou após ameaças jihadistas.

Um dia após a aprovação pelo governo italiano de medidas adicionais de segurança, o novo chefe da Guarda Suíça do Vaticano confirmou que as forças do pequeno Estado também estão em alerta.

"O que aconteceu em Paris com a revista Charlie Hebdo também pode ocorrer no Vaticano, e estamos prontos a intervir para defender Francisco", afirmou ao jornal "Il Giornale" o comandante do corpo de 110 homens, encarregado junto aos 150 membros da gendarmeria vaticana de proteger o Papa Francisco.

"Pedimos a todos os guardas Suíços de estar mais atentos, observar atentamente o movimento de pessoas", acrescentou, reconhecendo que isso não substitui o trabalho de um serviço de inteligência.

Enquanto isso, o comitê de segurança do governo italiano elevou na terça-feira à noite o nível de alerta no país e confirmou uma decisão anunciada na semana passada de aumentar de 3.000 a 4.800 o número de soldados mobilizados em locais públicos, na tentativa de prevenir eventuais ataques.

"O risco de um ataque realizado por um lobo solitário ou um desequilibrado é concreto", assegurou o senador Felice Casson, secretário do comitê.

Desde os ataques de janeiro na França, e sobretudo desde o assassinato de 21 cristãos egípcios pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) há pouco dias na Líbia, os boatos sobre possíveis ataques em território italiano têm se multiplicado.

No vídeo do assassinato dos coptas, o EI diz que seus combatentes estão "ao sul de Roma".

Neste contexto, o ministro italiano das Relações Exteriores, Paolo Gentiloni, explicou nesta quarta-feira que há na Líbia riscos "evidentes" de uma fusão entre o EI e milícias locais, e que o tempo era curto para uma solução política em um país mergulhado no caos e na violência.

(AFP)

Aleteia

Pastor esfaqueia adolescente em briga por som alto em acampamento cigano

Confusão por som alto foi na rua Jandi. (Foto: Direto das Ruas)

Um adolescente de 16 anos foi esfaqueado por um pastor após desentendimento por som alto. A agressão foi na rua Jandi, bairro Vespasiano Martins, em Campo Grande.

Conforme as testemunhas, o adolescente é amigo de um grupo de ciganos, que está acampado no local. Um dos hábitos do grupo é ouvir música alta, o que incomoda a vizinhança. Na manhã desta segunda-feira, o rapaz estava em frente ao acampamento, quando foi abordado pelo pastor, que mora nas imediações.

Eles conversaram e o pastor saiu abraçado ao adolescente, dando a impressão de que aconselhava o rapaz. Contudo, após andarem por alguns metros, o homem passou a dar socos e esfaquear a vítima.

Segundo as testemunhas, primeiro o agressor tentou golpear a barriga do adolescente, que se protegeu com o braço, e foi atingido acima do cotovelo esquerdo. Em seguida, a facada foi em direção ao rosto, mas atingiu o ombro.

O rapaz foi socorrido pela mãe e levado ao posto de saúde do Aero Rancho. O pastor, que não foi identificado, fugiu. A reportagem foi a casa dos envolvidos, mas não foi atendida. A PM (Polícia Militar) esteve no local. A agressão foi relatada  pelos ciganos, que pediram para não terem o nome divulgado. Segundo uma jovem, o grupo perdeu um parente recentemente e usam a música contra a amargura.

Campo Grande News

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

"Evangelismo" com CAMISINHA UNGIDA,Socorro!

"Fornicação Ungida"


Imagem: Presbiteriano Pobre

Quem duvida, é só conferir o vídeo 



Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, (Gálatas 5, 19)

Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos. (Efésios 5, 3)

Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. (I Coríntios 6, 18)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Pastor usa nome e documentos de fiel para instalar internet em casa



Aposentada investiu o caso por conta e acabou descobrindo quem era o

Um pastor evangélico está sendo procurado pela polícia no município de Maringá, na região norte do Paraná. O religioso é acusado de usar o nome e documentos de uma fiel para instalar uma linha telefônica, internet e TV a cabo em sua residência, no Jardim Alvorada.

Segundo informações do jornal O Diário, foi a própria vítima, uma aposentada de 80 anos, quem descobriu o golpe. Ela nem mesmo sabe manusear um computador, mas foi surpreendida com a chegada de uma fatura em sua casa no valor de R$ 457,88. Após investigar o caso, a aposentada descobriu que o combo havia sido instalado na casa de um ex-pastor de sua igreja.


Com a descoberta do caso, mais problemas podem vir à tona. Na próxima semana, será a vez do pastor prestar esclarecimentos, assim como a empresa responsável pela instalação do serviço, que deverá esclarecer como aceitou os dados da aposentada sem autorização.

Bem Paraná

Pastor preso por apropriação indébita, em Três Passos

Pastor preso por apropriação indébita, em Três Passos

A Brigada Militar prendeu um pastor na manhã de hoje em Padre Gonzalez, distrito de Três Passos. Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela Justiça de São Paulo pelo crime de apropriação indébita.

O pastor ficou conhecido na Região Celeiro por supostamente desfazer feitiços e operar milagres. Segundo policiais do 7°BPM, o homem cobrava muito bem pelos serviços.

Após registro policial, o pastor foi encaminhado ao Presídio Estadual de Três Passos e se encontra a disposição do Poder Judiciário. O nome do pastor não foi divulgado pela polícia.

Conforme o artigo 168 do Código Penal Brasileiro, o crime de apropriação indébita se configura quando um indivíduo solicita o empréstimo de algum objeto e após a sua obtenção se recusa a devolvê-lo ao proprietário.

Rádio Alto Uruguai - Com informações do 7° BPM
Foto: 7° BPM

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Pastor suspeito de ser integrante do PCC é preso com veículo clonado em Monte Alegre de Sergipe

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A equipe de policiais civis da Delegacia Regional de Nossa Senhora da Glória, prendeu na tarde da última quinta-feira, 05, na cidade de Monte Alegre, o pastor Genival Ramos Silva, 49 anos, acusado de portar um veículo clonado.

De acordo com a polícia, o Pastor Genival informou que era integrante do Primeiro Comando Capital (PCC) – a maior organização criminosa do Brasil – que atua principalmente em São Paulo.

Genival tem passagens pela polícia por tráfico de drogas e estava em Monte Alegre liderando a congregação da ‘Igreja Evangélica Jesus Cristo é o Senhor’.

Ao suspeitar de um veículo Saveiro com placa de São Paulo, a equipe do Delegado Jorge Eduardo, constatou o clone ao verificar a adulteração no chassi com a placa falsificada.

O acusado foi encaminhado à Delegacia de Glória onde ficará à disposição da justiça e para posteriores investigações da Polícia Civil.

Welder Ban/Reportagem Soudesergipe

Pastor de igreja do Acre é preso com 5 kg de cocaína em Porto Velho

pastor

Agentes do Núcleo de Operações Especiais da PRF em Porto Velho, prenderam na noite de ontem, terça feira (10), Leonardo Sousa Araújo, de 28 anos, que transportava preso ao corpo, 5 kg d cocaína.

O homem foi abordado pelo policiais na altura do km 760 da BR 364, no posto da PRF, a 48 km de Porto Velho.

Ao ser abordado, Leonardo se apresentou como pastor evangélico de uma igreja evangélica da capital do Acre, e confessou que iria levar a droga para Belém, no Pará, mas não revelou quanto receberia pelo serviço.

O acusado foi encaminhado para a delegacia central onde foi autuado por tráfico de drogas.

Ac 24 horas

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Por dentro da igreja das lésbicas: casal de pastoras reúne milhares de evangélicos homossexuais em cultos


Agito na porta da igreja, no Centro de São Paulo (Foto: Lalo de Almeida / Marie Claire)

Nem Deus, nem Diabo, nem homem algum foi capaz de acabar com o amor entre duas mulheres religiosas. Depois de anos de negação e um encontro com a morte, Lanna Holder e Rosania Rocha decidiram assumir a relação. Como não encontraram uma igreja capaz de aceitá-las, fundaram a própria. Hoje, os templos da Cidade de Refúgio acolhem evangélicos que, como elas, são homossexuais


Diz a tradição cristã que enxurradas de enxofre e labaredas de fogo caíram do céu no dia em que Deus destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra e matou todos os seus habitantes. Esse teria sido o castigo divino pelos pecados que os cidadãos tinham cometido: assassinato de crianças e idosos, estupros e sexo grupal entre homens. Assim, os sodomitas, tais como os ladrões e tantos outros criminosos listados na Bíblia, não herdariam o reino dos céus.

A história é repetida à exaustão hoje em templos evangélicos como a prova de que Deus condena os homossexuais. Programas de televisão pentecostais defendem a “cura gay” apoiados nessa passagem do texto bíblico e defendem que reverter a sexualidade não só é possível como necessário para evitar o encontro com o Diabo. “A verdade é que ninguém quer ir pro inferno”, diz Lanna Holder, 40 anos, sete dos quais passou defendendo essa tese.

Em 1996, aos 21 anos, ela entrou para a Assembleia de Deus, a maior organização evangélica do Brasil, em busca de solução para dois problemas que considerava graves: o uso de drogas (Lanna cheirava cocaína, fumava maconha e bebia muito) e a atração por meninas. O primeiro ela solucionou depois de um só culto. Já o segundo, descobriu ser mais difícil.

Por anos, tentou afastar o “pecado”, evitou manter amizade com mulheres e usou a própria história de “ex-lésbica” para convencer outros gays de que era possível mudar. Até que entendeu que estava mentindo para si mesma: podia largar as drogas, mas não algo que nascera com ela.


Hoje, Lanna é diretora da igreja inclusiva que mais cresce no país. Tem a seu lado a mulher, a cantora Rosania Rocha, 41 anos, que também lutou por anos contra a própria natureza. Criada em 2011, a Comunidade Cidade de Refúgio é fruto da história de amor das duas pastoras e já possui quatro filiais além da sede, no Centro de São Paulo, onde os cultos dominicais extrapolam a lotação máxima de 300 fiéis – quase todos gays. Este ano, um novo templo, com capacidade para 2 mil pessoas, será inaugurado.

AMOR IMPOSSÍVEL

A sintonia das duas é antiga e teve início 12 anos atrás, em Boston, nos Estados Unidos. Rosania, então com 29 anos, morava na cidade com o marido e o filho pequeno. Cantava em igrejas da comunidade latina e tinha alguns discos gravados. Era uma estrela em ascensão no mundo gospel.

Enquanto isso, no Brasil, Lanna se tornava conhecida pela “cura” de sua homossexualidade. Era casada com outro pastor e também tinha um filho. Sua história lotava cultos e ela viajava cada vez mais longe para contá-la. Assim chegou a Boston, onde faria uma rodada de pregação. Elas ainda não se conheciam, mas Rosania havia sido escalada para cantar na ocasião. Quando se viram, a atração foi imediata.

“Lembro de hora, data, cada detalhe”, diz Rosania ao recordar o episódio. No início, mantiveram uma amizade. “Dessas de fazer trancinha no cabelo, trocar confidências.” Lanna queria se tornar mais feminina e ela tentava ajudar. “Dizia para colocar unhas postiças, essas coisas.”

Para Lanna, a convivência era novidade. “Não tinha amigas. Por causa do meu passado, evitava ter”, diz. Durante seis meses, elas viajaram pelos Estados Unidos a convite de diferentes templos. Lanna pregando e Rosania cantando.

“Um dia, paramos na estrada e o pessoal foi comprar um vinho. Ficamos a sós. Eu estava confusa, mas tinha liberdade com Lanna e decidi falar: 'Acho que estou gostando de você de um jeito diferente'”, lembra Rosania. A resposta foi rápida: “A recíproca é verdadeira”. No hotel onde o grupo se hospedou, elas dividiram uma das camas de casal (“A gente não fazia nada naquela época”, se apressa em explicar a cantora). “Mas não conseguimos dormir. Ficamos nos olhando, sem saber o que fazer.”



ESCÂNDALO E DIVÓRCIO

Casadas com homens e apaixonadas uma pela outra, as duas amigas decidiram apelar para Deus. “Choramos e oramos. A nossa primeira ideia foi fugir daquele sentimento”, conta Rosania. Não deu certo. Por mais que rezassem, a atração foi maior. Poucos dias depois, beijaram-se pela primeira vez, e aí foi difícil parar. O caso cheio de culpa durou seis meses, ao fim dos quais decidiram pedir ajuda. Sentaram os dois maridos à mesma mesa e, juntas, confessaram tudo.

Eles esbravejaram e se indignaram. Só não houve mais xingamentos por causa da postura religiosa dos dois. “Reagiram como maridos traídos”, diz Lanna. O segundo passo foi falar com os superiores da igreja, e aí a história foi escancarada. Os pastores as orientaram a lidar com o caso em segredo mas, no dia seguinte, a comunidade inteira já sabia. “Minha caixa de e-mails estava lotada, o telefone não parava de tocar”, conta Rosania.

O plano dos religiosos foi separá-las. Rosania mudou-se para Connecticut, numa operação “resgate de casamento”, e Lanna retornou ao Brasil, onde radicalizou: decidiu pedir o divórcio e se desligar da igreja.
Sem a renda da congregação, no entanto, ela voltou para os Estados Unidos endividada e com o filho pequeno no colo. Lá trabalhou como entregadora de pizza, pintora e pedreira. Estava afastada de Rosania, que ainda acreditava na cura gay, e da religião, pois já não queria mais mentir. “Tinha perdido a esperança de mudar. Deus tinha transformado tudo o que podia, menos essa parte, que era (e é) minha natureza.”

Sete meses se passaram antes que Rosania recebesse notícias dela por uma amiga. “Lanna tinha voltado a beber, estava na balada e ficava com umas dez meninas ao mesmo tempo”, conta a cantora. “Fiquei brava. Estava fazendo tudo certinho, e ela tinha voltado pra bagunça.”

Enciumada, mesmo sem vê-la havia meses, dirigiu até Massachusetts, onde Lanna morava, e foi confrontá-la. O reencontro acendeu de novo a paixão e, a partir de então, passaram a se ver com frequência. Rosania ainda era casada e tentava manter a família unida, mas não conseguia evitar Lanna. Em dias alternados, elas dirigiam até quatro horas para se encontrar, às vezes no meio do caminho.

Num desses encontros, tudo mudou outra vez. “Havia deixado Rosania na casa dela e estava na estrada quando dormi no volante. O carro despencou de um barranco e quase morri. Quebrei quatro costelas, os ossos perfuraram meu fígado, meu pulmão foi esmagado e o fêmur, deslocado da bacia.”

Lanna acordou do coma três dias depois, ainda sob risco de morte, e encontrou à sua volta o ex-marido e outras pessoas da igreja. A grande culpada, diziam, era Rosania. Um castigo dos céus. Para piorar, um religioso trazia um suposto recado divino: se quisesse sobreviver às cirurgias (seriam nove no total), ela deveria cortar todos os laços com a amante.

EMBATE COM O PASTOR

Dias depois, quando já conseguia andar, Lanna viu que uma das visitas deixara o celular perto da cama. Pegou o aparelho, correu para o corredor e telefonou para Rosania. Ao contrário da profecia do pastor, ela melhorou quando a amada chegou.

Lanna voltou mais uma vez ao Brasil e começou a pregar em igrejas tradicionais. Rosania deu entrada no divórcio e, dois anos depois, desembarcou em São Paulo. O filho ficou nos Estados Unidos com o pai (hoje, passa as férias com a mãe). Estavam finalmente juntas, vivendo como um casal na mesma casa, e com um projeto em mente.

“Nossos amigos gays haviam se afastado da igreja e nos pediam para cantar hinos, recitar a palavra”, lembra Rosania. Ninguém podia saber – muito menos as congregações que contratavam Lanna –, mas elas pretendiam criar uma igreja dedicada a gays e lésbicas.

Em 2011, erguida com as economias de ambas, surgiu a Comunidade Cidade de Refúgio – no mesmo período em que o casamento gay passou a ser legal no Brasil e elas viraram esposas pela lei. Havia cerca de 200 pessoas na inauguração.

Desde então, o número se multiplica exponencialmente (três anos depois, a quantidade de fiéis – vários com histórias parecidas com a do casal – já é dez vezes maior). Tanto que, no culto, a voz de Lanna se dirige às muitas pessoas no salão da igreja, mas não só. Há fiéis que acompanham ao vivo pela internet, no interior do país, em Portugal, nos Estados Unidos e no Japão. A lista dos locais conectados é lida a cada domingo, um jeito de aproximar o público online da sede, na Avenida São João.

Lá, um telão instalado no subsolo leva a imagem da pastora aos que não couberam no salão principal. De um espaço improvisado, cheio de gente com vontade de se tornar visível, surgem vozes guturais, sufocadas. Juntas, as fiéis gritam: “Aleluia!”.

Marie Claire.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Evangélico presta queixa na polícia após ser expulso por não arrecadar dízimo



O evangélico Lucas Lima recorreu à Polícia Civil após ter sido expulso e proibido de visitar sua família por membros da Igreja Mundial do Poder de Deus por não arrecadar uma média de dízimo suficiente. Na Central de Polícia, em entrevista à rádio Gazeta, Lima relatou que foi humilhado e está passando necessidades com o episódio.

 Ele relatou que iniciou sua trajetória na igreja na cidade de Arapiraca e por conseguir arrecadar alto dizimo entre os membros da igreja foi promovido para residir em Maceió junto com sua família. No entanto, quem ganhou destaque na arrecadação foi a esposa de Lima.

Segundo ele, somente no mês de dezembro a esposa conseguiu mais de 12 mil em dízimo para igreja. “Depois que ela apresentou esse dinheiro, eles (pastores da igreja) começaram a me humilhar. Como estava com problema no casamento, ele deveria me aconselhar e não me mandar embora”, relatou.

Após ser expulso da igreja, Lima descobriu que o pastor da Igreja Mundial do Poder de Deus mobilhou um apartamento para sua esposa morar com as filhas. “Ela tem muito dinheiro e acharam melhor ficar com ela trabalhando na igreja. A Igreja que fazer de tudo para nos afastar pelo dinheiro que ela tem arrecadado”, completou Lima.

Lima pediu a ajuda das autoridades alagoanas, principalmente, do secretário de Defesa Social, Alfredo Gaspar de Mendonça, para ajudá-lo a resolver sua situação. “Eu trabalhei durante três anos e quatro meses para a Igreja e tenho direito de receber o meu dinheiro. Quero poder ver as minhas filhas”, disse.

Cada Minuto


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O sacerdote católico que salvou a vida de 1.000 muçulmanos

WEB-Bernard-Kinvi-Human-Rights-Watch

Entrevista exclusiva com o padre Kinvi, herói da paz na África

O padre Bernard Kinvi tem 32 anos de idade, é natural de Togo e dirige uma missão na República Centro-Africana. Sozinho, no início de 2014, o pe. Bernard salvou a vida de mais de 1.000 muçulmanos que fugiam de milícias violentas, reunindo-os e abrigando-os na igreja local. Ele próprio correu um grande risco ao tomar esta atitude.

Cristãos e muçulmanos vinham coexistindo em paz na República Centro-Africana até que, no final de 2012, uma força rebelde de maioria muçulmana, chamada Seleka, tomou o controle de um número relevante de cidades do país. Avançando rumo ao sul, os milicianos chegaram à capital, Bangui, onde o presidente François Bozizé tentou um acordo com os rebeldes, mas a paz não perdurou. Em março de 2014, a Seleka já dominava Bangui.

Quando a violência atingiu Bossemptélé, cidade localizada a cerca de 186 km ao noroeste de Bangui, alguns combatentes da Seleka, feridos, procuraram atendimento no hospital de missão do pe. Bernard Kinvi. "Eu tive de proibir que eles viessem ao hospital com armas", contou ao jornal “The Irish Times” o próprio pe. Bernard, que é membro da ordem camiliana. "As pessoas estavam aterrorizadas com eles e decidiram reagir. Foi então que elas criaram o anti-Balaka", uma força de resistência ao avanço da milícia Seleka.

Por causa do trabalho humanitário do pe. Bernard, a organização “Human Rights Watch”, de defesa dos direitos humanos, o homenageou no ano passado com a entrega do prêmio Alison Des Forges.

Aleteia entrevistou o padre Bernard Kinvi.

Pe. Bernard, o senhor pode descrever as relações que existiam na comunidade local de Bossemptélé antes do início deste conflito?

Antes do início da crise político-militar, a população de Bossemptélé vivia em coesão pacífica entre cristãos, muçulmanos e animistas. A vida de todos era complementar. Os muçulmanos trabalhavam principalmente no comércio. Os Fulani eram criadores de gado e a maioria dos cristãos e animistas trabalhavam na agricultura. E eram eles que produziam os alimentos (mandioca, milho e amendoim) para os muçulmanos e para os Fulani. Todo mundo precisava do vizinho para viver melhor. Naturalmente, havia problemas, mas não eram excessivos.

De acordo com a sua experiência, o que alimentou o conflito na República Centro-Africana?

Acima de tudo, eu acredito sinceramente que a corrupção e o mau governo é que são a causa deste conflito. Além disso, a maioria das pessoas vive sem eletricidade, sem acesso a água potável, a cuidados de saúde e à educação, enquanto outros vivem na opulência, saqueando ouro, diamantes, madeira, que deveriam ser para todos. Os abusos sem fim e a corrupção provocaram desespero e raiva. E essa raiva acumulada gerou uma espiral de violência e de vingança, que, infelizmente, persiste até hoje.

Qual é a situação atual do conflito na República Centro-Africana?

O lado oeste do país está vivendo aquela “calma tensa”. As milícias anti-Balakas ainda estão bem armadas, mais do que no início da guerra, inclusive. Mas a violência diminuiu significativamente. Já na região leste do país, em especial na área de Bambari, a violência ainda é muito comum porque os Selekas e os anti-Balakas continuam presentes. É muito difícil eles viverem juntos.

Como a sua equipe consegue lidar com os dois grupos em conflito sem tomar partido?

No auge do conflito, eu reuni o pessoal do hospital e disse a todos eles: "Nós somos um hospital católico. Aqui nós tratamos todos de forma igual, seja seu amigo, seja seu inimigo. Ele matou o seu irmão ou estuprou a sua irmã? Pois bem, se ele cruzou a porta de entrada do hospital porque está doente ou ferido, você vai cuidar dele. Se você concorda, pode ficar. Se não concorda, você tem a escolha de não trabalhar mais no hospital". Logo depois eu passei a palavra para cada um dos membros da minha equipe e ouvi cada um deles responder: "Eu vou ficar para cuidar de todos, sem exceção". Foi um momento muito emocionante. E eles não disseram só palavras da boca para fora. Eles foram fiéis ao seu compromisso.

Cada vez que nós somos ameaçados de morte por um ou por outro dos grupos de rebeldes porque cuidamos dos inimigos deles, eu sempre assumo a liderança, negocio com eles e mostro que o hospital é um lugar público, para todos.

Além disso, e em primeiro lugar, eu sinto a presença constante de nosso Senhor, que sempre me inspira a fazer boas obras e a dizer palavras boas no momento certo.

Qual é a sua avaliação sobre o papel das forças de paz da ONU, como a União Africana e as forças francesas, no auge do conflito?

Eu acho que as forças francesas, a União Africana e as forças de paz da ONU evitaram o pior, mas não conseguiram parar o conflito. Eu, pessoalmente, acho que são forças de dissuasão para a população civil.

Como o senhor avalia o comportamento geral da comunidade local, as pessoas comuns, em relação aos irmãos e irmãs muçulmanos?

As atitudes são diferentes. Eu conheci muitas pessoas que odeiam os muçulmanos, especialmente a linhagem pura. Mas também conheci muita gente que se opõe à matança de muçulmanos. Essa gente já os escondeu na própria casa ou no campo, e nós pedimos ajuda para encontrá-los e levá-los para o nosso hospital. Eu até conheci vários anti-Balakas que protegeram civis muçulmanos e me ajudaram a recuperá-los. Hoje, toda a população de Bossemptélé é unânime em achar que a saída dos muçulmanos reduziu consideravelmente a economia da população. Eles têm mais gente para vender os produtos rurais.

Existem planos para garantir que este conflito não volte a se inflamar? Que planos seriam?

Nós não temos um projeto nacional. Mas, em nossa pequena cidade de Bossemptélé, temos um pequeno "Comitê Comunitário de Coesão Social", que é liderado pelo padre camiliano Patrick Brice Naïnangue, pároco de Santa Teresa de Bossemptélé. Esse comitê é responsável pelo diálogo com o público para repensar as causas profundas desta crise, para interagir com os líderes das aldeias, com os líderes religiosos e com os anti-Balakas (...) a fim de construir as bases da reconciliação, da justiça e da paz.

Nós sabemos, também, que muitas das milícias são formadas por agricultores e pecuaristas. Tentamos proporcionar treinamento técnico e distribuir sementes para a época do plantio. Premiamos as melhores produções de cada safra para promover a competitividade. Tudo isso nos permite construir a força de trabalho e impulsionar o mercado de trabalho. E isso leva alguns deles a desistir das armas.

Também priorizamos a educação e, se possível, a educação por meio da mídia, em especial da rádio. Esperamos que esses recursos, junto com as nossas muitas orações pela paz, nos permitam cuidar das feridas da guerra e restaurar a paz.

Alguns relatos da mídia dizem que os cristãos guardam ressentimento em relação aos muçulmanos. O senhor tem ideia de que ressentimentos seriam esses?

Eu não diria que os cristãos tenham ressentimentos contra os muçulmanos. Eu prefiro falar do ressentimento dos não-muçulmanos (tanto cristãos quanto animistas) em relação aos muçulmanos. Isto se deve principalmente ao fato de que a maior parte da milícia Seleka era muçulmana. Além disso, também se deve à cumplicidade de alguns muçulmanos com a milícia nos casos muito graves de abusos que eles cometiam contra os civis não-muçulmanos.

Como o senhor acomodou esses dois grupos conflitivos dentro da missão sem que a própria missão entrasse em conflito?

A primeira milícia que surgiu entre nós foi a Seleka. No dia 17 janeiro de 2014, eles fugiram da cidade depois de roubar motocicletas e um carro do hospital. Em 18 de janeiro, os anti-Balakas implantaram o seu próprio reinado, depois de enfrentar a resistência dos extremistas muçulmanos. Mais de 100 pessoas foram mortas; na maioria, eram civis. Foi assim que o conflito começou na nossa região. Nós recebemos os feridos e eu tentei me esconder e me proteger. Mas eu sabia que era o exército celestial que nos protegia.

Como o senhor conseguiu sustentar as pessoas que se refugiaram na missão, em termos de alimentação, tratamento e proteção?

Antes da guerra, eu armazenei um estoque de arroz e medicamentos. Com essas provisões, conseguimos alimentar e cuidar dos nossos refugiados até a chegada dos Médicos sem Fronteiras e do Programa World Food. As freiras carmelitas também esvaziaram as reservas alimentares que elas tinham, para ajudar os estudantes na escola primária que elas dirigem.

Como o senhor se sente com o recebimento do prêmio da Human Rights Watch?

Eu dou graças a Deus, que quis fazer com que o mundo conhecesse a obra dele através do nosso modesto compromisso. Eu me vejo chamado pelo Senhor, que ainda me convida, e sempre vai me convidar, a defender os direitos humanos sem levar em consideração as feridas do meu próprio corpo. É muito bonito amar e dar a vida pelos amigos.

Aleteia

Jornalista afirma:Emissoras são coniventes com os absurdos cometidos pelas igrejas

É um assunto que cansa, mas de nada tem adiantado chamar a atenção das nossas autoridades contra o abuso cometido pelas igrejas, das mais diversas bandeiras, que continuam promovendo verdadeiras atrocidades em programas de rádio e televisão.

Pessoas que chegam ao cúmulo de se colocar capazes de operar milagres, elas e os procedimentos das suas seitas, tendo como pano de fundo sempre encher, e cada vez mais, as suas sacolinhas.

Através de óleos, gotinhas, passes e toalhinhas, tudo é prometido aos desavisados, desde empregos até curas de unha encravada ou o pior dos cânceres.

Num país como o nosso, com as deficiências no sistema de saúde que todos conhecemos, é possível entender o desespero de alguns.

Incompreensível é observar o silêncio ou o pouco caso que é dispensado a um assunto tão grave.

Leis existem e estão aí para serem cumpridas. Ninguém tem o direito de enganar tanta gente o tempo todo.
Falta apenas a vontade ou o interesse de aplicar e punir de igual maneira tais emissoras, no mínimo coniventes com esse estado de coisas.

Flávio Ricco,  UOL

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