segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Papa afirmou que a divisão é um dos pecados mais graves numa comunidade cristã, porque torna-a sinal, não da obra de Deus, mas da obra do diabo.



A Igreja é una e santa – foi este o tema da catequese do Papa Francisco na audiência geral desta quarta-feira dia 27 de agosto:


“É una porque tem a sua origem em Deus Trindade, mistério de unidade e comunhão plena. A Igreja é pois santa, fundada em Jesus Cristo, animada pelo seu Espírito Santo, repleta pelo seu amor e pela sua salvação. Ao mesmo tempo, contudo, é composta por pecadores, que fazem experiência em cada dia das próprias fragilidades e das próprias misérias.”

A unidade e santidade não são obra nossa mas provêm de Deus – afirmou o Santo Padre. Na verdade, Jesus, quando estava para oferecer a sua vida por nós, rezou ao Pai pela unidade da Igreja, pedindo que todos os seus discípulos vivessem unidos com a Santíssima Trindade e uns com os outros.

“É aquilo que somos chamados continuamente a reler e meditar, numa das páginas mais intensas e comoventes do Evangelho de João, o capítulo dezassete. Como é belo saber que o Senhor, antes de morrer, não se preocupou consigo próprio, mas pensou em nós!”

Dos crentes da Igreja primitiva diz-se que formavam «um só coração e uma só alma» – recordou o Papa Francisco – e S. Paulo não se cansa de lembrar aos fiéis das suas comunidades que são todos «um só corpo».
Entretanto a experiência mostra-nos que há tantos pecados contra a unidade – continuou o Santo Padre:

“E não pensemos apenas nas heresias ou nos cismas, mas em faltas muito mais comuns, nos pecados “paroquiais”: com efeito, as nossas paróquias, chamadas a ser lugares de partilha e comunhão, infelizmente aparecem marcadas por invejas, ciúmes, antipatias. É verdade que isso é humano, mas não é cristão!”

O Papa Francisco recordou neste momento as divisões entre os cristãos e afirmou que a divisão é um dos pecados mais graves numa comunidade cristã, porque torna-a sinal, não da obra de Deus, mas da obra do diabo.

“Numa comunidade cristã, a divisão é um dos pecados mais graves, porque torna-a sinal não da obra de Deus, mas do diabo o qual é, por definição, aquele que divide, arruína as relações, insinua preconceitos…”

Desta forma, o Santo Padre afirmou que Deus, pelo contrário, quer que cresçamos na capacidade de nos acolhermos, perdoarmos e amarmos, para nos parecermos cada vez mais com Ele que é comunhão e amor. O Papa Francisco terminou a sua catequese formulando uma prece:

“Peçamos sinceramente perdão por todas as vezes em que fomos ocasião de incompreensão no interior das nossas comunidades, conscientes de que não se alcança a comunhão senão através da uma contínua conversão.”

O Papa Francisco saudou também os peregrinos de língua portuguesa presentes nesta audiência:

“Saúdo cordialmente os peregrinos de língua portuguesa, de modo especial os grupos brasileiros de Porto Alegre e de Santo André, que aqui vieram movidos pelo desejo de afirmar e consolidar a sua fé e adesão a Jesus Cristo: o Senhor vos encha de alegria e ilumine as decisões da vossa vida, para realizardes fielmente a vontade do Pai celeste a vosso respeito. Rezai por mim. Não vos faltará a minha oração e a Bênção de Deus.”


O Papa Francisco a todos deu a sua bênção!

Fonte:Rádio Vaticano

Na internet, Templo de Salomão impulsiona briga entre denominações evangélicas



Vídeos no YouTube reforçam disputa por fiéis entre as igrejas evangélicas e colocam supertemplo em São Paulo à prova

A briga é antiga e remete a 1998, quando o bispo Valdemiro Santiago rompeu com a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e fundou sua própria denominação evangélica, a Igreja Mundial do Poder de Deus. Após sofrer um desprestígio hierárquico dentro da IURD, o religioso escolheu uma linha de frente que havia sido substituída, por Edir Macedo, pela "teologia da prosperidade".

Em vez de prometer riqueza, poder e sucesso, Valdemiro priorizou em sua doutrina temas como a cura pelo milagre e a luta contra o demônio. A arrecadação de dinheiro, no entanto, não foi deixada de lado. Como resultado, Valdemiro arregimentou fiéis de sua antiga casa, se consolidou financeiramente e passou a ameaçar a soberania da Universal.
Leia também: Rico vai para o Céu? É pecado cobrar juros?

De acordo com dados da revista de negócios "Forbes", Edir Macedo e Valdemiro Santiago lideram o ranking com os líderes evangélicos mais ricos do Brasil. Enquanto o primeiro acumula uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, o segundo teria em seu poder pelo menos R$ 400 milhões. Valdemiro e Macedo foram procurados por três semanas pela reportagem do iG por meio de suas assessorias de imprensa, mas nunca responderam aos pedidos de entrevista.

Edir Macedo e Valdemiro Santiago são os mais expressivos, mas não os únicos líderes evangélicos de projeção. Bispo primaz da Igreja REINA, Hermes Fernandes publicou um extenso texto em sua página na internet. Lá, qualifica o Templo de Salomão de "insulto à Deus, monumento à ignorância". O religioso aproveita para enumerar seus argumentos: "A obra não trará benefícios para o povo"; "muitas outras coisas precisam ser construídas no Brasil, por que um investimento tão alto?"; "milhões passam fome, não era melhor gastar com eles?"; "a Universal está usurpando o símbolo de outra religião" e "bispo Macedo está roubando o dinheiro dos incautos para a construção."

Respeitado no circuito pentecostal, o reverendo Augustus Nicodemus chegou a questionar no Twitter: "Por que gente que se diz cristã construiria uma réplica do templo de Salomão em nossos dias? Fico pasmo com tanta falta de conhecimento da palavra de Deus!", escreveu em seu microblog.

Último Segundo

Homem que liberou Templo de Salomão é denunciado pelo Ministério Público por lavagem de dinheiro

Ministério Público de SP denuncia Aref e filha por lavagem de dinheiro

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou por lavagem de dinheiro o ex-responsável pelo setor de aprovações de imóveis na Prefeitura de São Paulo, Hussain Aref Saab, e a filha dele, Ana Paula Saab Zamudio.

Para os promotores, Aref e a filha "dissimularam a propriedade de bens provenientes, indiretamente, de crimes cometidos contra a administração pública".

Aref foi denunciado 48 vezes por lavagem de dinheiro, 16 individualmente e 32 em conjunto com a filha.

Em maio de 2012, a Folha revelou que durante os sete anos em que foi diretor do Aprov (Departamento de Aprovação de Edificações) da Secretaria Municipal de Finanças, Aref acumulou pelo menos 106 imóveis.

Após as denúncias, Aref pediu para deixar o cargo. Acusado de cobrar propina para aprovação de grandes empreendimentos, como shopping centers, atualmente não ocupa nenhuma função pública.

Dois anos após a revelação do caso, o MPE chegou à conclusão de que, entre 2005 e 2012, ele adquiriu 113 imóveis no Estado - 65 em seu nome e 48 no nome da empresa SB4, da qual é sócio com a filha.

 Os promotores também pedem que a Justiça decrete o sequestro de bens registrado no nome do réu e da SB4, assim como o dinheiro depositado na conta da empresa.

O advogado de Aref, Augusto Arruda Botelho, afirmou que não se pronunciaria sobre a denúncia porque não havia tido acesso ao conteúdo das acusações.

 TEMPLO DE SALOMÃO 

Aref era funcionário de carreira da prefeitura. Já aposentado, foi nomeado em janeiro de 2005 pelo então prefeito José Serra (PSDB). A indicação foi feita pelo então vice-prefeito Gilberto Kassab, na época no DEM.
Até assumir o Aprov, Aref tinha 12 imóveis registrados em seu nome.

Entre os grandes empreendimentos que Aref liberou, está o Templo de Salomão, da Igreja Universal. Há a suspeita de irregularidades no processo. A igreja diz que seguiu todas as exigências legais para a construção do templo.

 Em dezembro de 2012, ele foi acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e concussão (quando servidor público exige propina) pelo MPE. Ele responde ao processo e nega as acusações.

No ano passado, a prefeitura extinguiu o departamento que era comandado por Aref. Entre os motivos apontados para a reformulação, estava acabar com a imagem negativa deixada pela passagem do ex-diretor pelo departamento.


  Folha Uol via TNOnline

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Papa enviou um milhão de dólares para desabrigados iraquianos



Cardeal Filoni: objetivo da missão foi ajudar todas as minorias perseguidas no Iraque

O papa Francisco enviou uma ajuda de um milhão de dólares para os cristãos e outras minorias religiosas iraquianas que tiveram que abandonar os seus lares diante do avanço dos milicianos extremistas do Estado Islâmico (EI). Uma parte desta doação foi levada pessoalmente pelo enviado especial do Santo Padre ao Iraque, o cardeal Fernando Filoni.

O cardeal, que é prefeito da Congregação Propaganda Fide, revelou a informação durante entrevista à agência de notícias de inspiração católica CNS, dos Estados Unidos, e declarou que, na viagem, de 8 a 20 de agosto, levou somente 10% do valor da ajuda. Do restante, 75% foram destinados aos cristãos e 25% à comunidade yazidi, que tem uma das religiões mais antigas do mundo, com origens que remontam à mesma época do surgimento do judaísmo.

Filone já tinha sido núncio apostólico em Bagdá e permanecido na cidade durante a Guerra do Golfo, quando todos os outros diplomatas tinham deixado a cidade. Ele qualificou a decapitação do jornalista norte-americano James Foley de “ato de barbárie desumana, que, no entanto, eu já vi no passado”.

Em entrevista ao jornal italiano La Repubblica, o prefeito da Propaganda Fide afirmou: “O papa nunca disse ‘vá lá pelos cristãos’. Não. Ele me disse: ‘vá lá ajudar as minorias’. Isso demonstra que a Igreja agiu em prol de todos”.

“Eu estive com os yazidis, com seus sábios, aqueles veneráveis de barba longa. Encontrei-os cheios de sofrimento e de lágrimas: ‘Não temos mais nem força nem voz. Vocês são a nossa voz’”. O purpurado completou: "Como Igreja, nós estamos falando em favor de todos: dos yazidis e dos xiitas expulsos das suas aldeias, dos sábios... E também dos sunitas que não aceitam esta onda de terrorismo”.

O cardeal se interrogou sobre as armas dos milicianos: “Como é que todo este movimento de dinheiro e de recursos escapou de quem tem que controlar e de quem dirige as coisas de longe? É uma resposta que por enquanto está difícil de dar”.

Ao jornal Avvenire, o purpurado disse que os habitantes estão “dispostos a voltar para as suas aldeias desde que haja cinturões de segurança internacional que garantam que eles possam retomar a vida normal”. Filoni considerou interessante a ideia de que esses responsáveis pela segurança sejam os capacetes azuis da Organização das Nações Unidas.

Zenit

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Pastor acusado de estupro é preso

Pastor evangélico acusado de estupro é preso (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
O pastor evangélico Ismael Saraivas (de vermelho) é acusado de estuprar pelo menos oito mulheres no sudeste paraense. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Policiais do município de Ourilândia do Norte, no sudeste paraense, prenderam nesta quinta-feira (21) um pastor evangélico suspeito de estuprar pelo menos oito mulheres.

Segundo a Polícia Civil, os crimes aconteceram no próprio município de Ourilândia e na cidade de Tucumã. O suspeito, Ismael Raimundo Saraivas, é capelão evangélico, e foi identificado após investigação policial. Ao ser levado para a delegacia, ele foi reconhecido pelas vítimas do crime.

Na casa do pastor, a polícia ainda encontrou munição de uso exclusivo das forças armadas e alguns pertences das vítimas, que eram roubadas após o abuso sexual.

Isamel continua retido na delegacia do município, aguardando decisão da Justiça.

(Gustavo Dutra/DOL)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Pastor e comparsa são presos por suspeita de extorquir R$ 10 mil no RS

Pastor e comparsa foram presos na semana passada (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Pastor e comparsa foram presos na semana passada (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Dinheiro foi tomado de empresário em Eldorado do Sul, diz delegado.
Comparsa fazia ameaças ao telefone com sotaque de língua espanhola.


Um pastor de 40 anos foi preso junto com um comparsa por suspeita de extorquir R$ 10 mil de um empresário da construção civil de Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil. Eles foram flagrados nesta sexta-feira (22) em frente a uma agência bancária, onde tentavam receber mais dinheiro do mesmo empresário.

Segundo o delegado Alencar Carraro, o pastor havia procurado o empresário para propor o aluguel de uma sala comercial em Porto Alegre. Firmado o contrato, o religioso fez várias compras no nome do empresário. "A partir do momento em que tentou se instalar em Porto Alegre, ele passou a ser vítima de estelionato", afirmou.

O empresário decidiu interromper o contrato, e o comparsa do pastor de uma igreja passou a telefonar para ele cobrando dinheiro. O suspeito confessou informalmente que falava propositalmente com sotaque de língua espanhola, para dificultar sua identificação. "A vítima foi extorquida constantemente nos últimos meses, chegando a pagar R$ 10 mil para que sua família fosse deixada em paz", disse o delegado.

O homem procurou a polícia após ter recebido novas ameaças. Policiais civis esperaram o pastor ir a um local onde receberia mais dinheiro do empresário. O outro suspeito foi perseguido e preso na Ilha da Pintada, em Porto Alegre.

A dupla foi presa preventivamente e encaminhada ao Presídio Central da capital gaúcha. A polícia agora investiga se houve mais crimes deste tipo em Porto Alegre e em Guaíba, também na Região Metropolitana.

G1

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Se você tiver só R$5,00, sinto muito, vai ficar sem oração!

Foto

Humorista finge possessão demoníaca no palco da IURD





Cristãos no Iraque. "Preferimos morrer a esconder a nossa cruz"



Das igrejas fizeram casa. Continuam a ir à missa – rezam pela paz. Mas onde havia milhares de cristãos, como em Mossul, não há agora nenhum. "A vida deles está completamente virada do avesso", diz à Renascença, a partir do Iraque, um elemento da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

De um dia para o outro, tudo mudou para os cristãos no Iraque. Entre conversão ao Islão ou o pagamento do imposto exigido pelo autoproclamado Estado Islâmico, não tiveram escolha. Deixaram tudo para trás. No meio do desespero não sobrou tempo para preparos. Muitos fugiram de mãos vazias e sem dinheiro nos bolsos.

"Os refugiados estão a abrigar-se em igrejas, alguns deles estão em parques a viver em tendas. Nesta altura do ano, as temperaturas atingem os 43, 45 graus. São condições muito difíceis", conta à Renascença Regina Lynch, directora de projectos da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), organização dependente do Vaticano.

"Conhecemos uma família que demorou cinco horas a fazer uma viagem que normalmente demoraria uma hora e meia. Eram 24 pessoas numa carrinha que transporta oito no máximo. Isto mostra a forma desesperada como as pessoas tiveram que abandonar a região", conta, por telefone.

Com Regina Lynch, estão no Iraque o presidente internacional da AIS, Johannes von Heereman, e a directora de comunicação, Maria Lozano. Querem conhecer de perto os cristãos perseguidos e as suas necessidades. Querem lembrar-lhes que não estão sós e dar-lhes voz.

A vida "do avesso"

"Há pessoas a viver em abrigos e que estão a ser registadas neste momento. Há muitos a viver com familiares em casas sobrelotadas. É difícil ter um número exacto, mas sabemos que há cerca de 70 mil refugiados à volta de Ankawa e 60 mil nas áreas a norte de Mossul. Mas a todo o momento há pessoas a chegar, famílias a bater à porta à procura de lugar para ficar", conta Lynch.

A AIS já recolheu e enviou mais de 230 mil euros para a Igreja do Iraque. O apoio vai permitir suportar necessidades básicas de milhares de cristãos iraquianos refugiados.

São urgentes "alimentos, colchões, ventiladores, frigoríficos". E alguém que os escute. "Os refugiados viram-se para a Igreja e esperam que a Igreja os ajude. Que os ajude a resolver os problemas. Outras vezes só esperam que alguém possa ouvi-los".

Têm muito para contar. Num abrir e fechar os olhos, a vida que conheciam deixou de existir. Em 2003, só em Mossul, viviam 35 mil cristãos. Pela primeira vez em dois mil anos, não sobra um único.

"As pessoas que conhecemos estão muito traumatizadas porque aconteceu tudo muito rápido. Os cristãos em Mossul, por exemplo, achavam que o exército do Governo ia protegê-los. Foi um choque para eles. A vida deles está completamente virada do avesso".

"Esta é a nossa casa, esta é a nossa história"

A delegação da AIS chegou na quarta-feira ao Iraque para uma viagem de cinco dias. Visitaram Ankawa, um subúrbio cristão da cidade de Erbil que acolhe muitos dos que fugiram de Qaraqosh. Passaram por Dohuk, onde, vindos de Mossul, cristãos em fuga procuraram refúgio. Reúnem-se com bispos, visitam abrigos, ouvem esperanças e vontades.

"Alguns dizem que querem sair, que querem emigrar. Outros contam que querem voltar para as suas aldeias, para as suas casas porque estão lá há gerações e gerações. Dizem: ‘esta é a nossa casa, esta é a nossa história’. Mas só podem voltar se houver alguma espécie de protecção internacional, uma garantia de que isto não vai acontecer outra vez".

O Patriarca Caldeu do Iraque, D. Louis Sako, tem-se desdobrado em apelos. A ele, já se juntaram os bispos da Europa numa carta enviada esta semana ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Pedem decisões urgentes para "para pôr fim às atrocidades cometidas contra os cristãos e outras minorias religiosas no Iraque".

Uma cruz tatuada

Por enquanto, resta confiar na generosidade dos que no terreno fazem de tudo para ajudar. 

"Soubemos de uma vila cristã que não teria mais de 60 famílias e que agora tem mais 250 famílias cristãs refugiadas. Dá para imaginar o impacto que isto tem na comunidade. As pessoas são muito generosas. Fazem tudo para ajudar os refugiados".

Pouco sabem do que vem a seguir. "É difícil para eles perceber como é que a situação se vai desenvolver. Alguns expressaram-nos o desejo, a esperança, de que uma equipa internacional de manutenção de paz entre no país e garanta a sua protecção. Outros esperam que os peshmerga, as tropas curdas, ganhem força para lutar contra o Estado Islâmico."

Regina Lynch ficou "muito comovida com a fé" dos cristãos iraquianos.


"Hoje falámos com uma senhora de idade que tem uma cruz tatuada na mão e contamos-lhe como hoje em dia na Europa são poucas as pessoas que usam cruzes. Ela respondeu: ‘nós preferimos morrer a esconder a nossa cruz'".

Renascença


Pastor é preso por violentar enteada

A vítima teria sido abusada sexualmente dos nove aos 12 anos de idade

Um pastor foi preso nesta quinta-feira,21, em Inhoaíba, Campo Grande, na zona oeste do Rio acusado de violentar a enteada. Contra André Luís Rodrigues dos Santos, 45 anos, havia mandado de prisão expedido pela 43ª Vara Criminal, com condenação de sete anos e seis meses de prisão em regime fechado, pelo crime de estupro de vulnerável.

André atuava como pastor e realizava diversos cultos religiosos na região. A vítima, teria sido abusada sexualmente dos nove aos 12 anos de idade e engravidou do padrasto. A criança foi encaminhada para adoção. Na época, a investigação realizada pela Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (DEAM Oeste). A prisão foi efetuada por policiais da 11º DP (Rocinha).

Para assistir o vídeo da matéria clique AQUI

Fonte: Notícias Band 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O Brasil é o segundo país do mundo a enviar missionários para outros países,segundo pesquisa

missoes

Uma pesquisa aponta que o Brasil é o segundo país do mundo a exportar missionários para outros países. De acordo com o professor da Gordon-Conwell, Todd Jonhson, 34 mil missionários e missionárias brasileiras foram enviados ao exterior em 2010, o que significa 70% a mais que 2009. “A quantidade de missionários enviados pelo Sul global supera o declínio do cristianismo na Europa”, disse.

A epidemia do Ebola que tem assolado alguns países da África nos últimos meses, causando a morte de tantos seres humanos e entre eles, missionários e missionárias, tem chamado a atenção para a questão da missionariedade em países com situações de risco e ameaça à vida.

11.835 missionários e missionárias marcam presença em países africanos atingidos pela epidemia, entre eles Guiné, Nigéria, Serra Leoa e Libéria.

Por ocasião da morte de três missionários vítimas do Ebola, Irmã Chantal, Frei Patrick e Padre Miguel Pajares, a presidente nacional da CRB, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, em nota, manifestou condolências às famílias dos missionários e às suas congregações e exaltou o espírito missionário que os estimulou a dar a vida pelos outros.

“Em primeiro lugar, nos unimos a todos os Institutos que perderam seus membros. É uma doença incurável que nos preocupa. Os missionários estão a serviço do povo e o assumem de tal maneira na dimensão do martírio”, afirmou.

De acordo com Irmã Inês, o missionário que abraça uma missão de maneira apaixonada dificilmente abandonará o país na hora em que as pessoas mais precisam deles. “É nesta hora que se dá a entrega da vida e é um espírito autenticamente missionário que impulsiona esses religiosos, que querem fazer a sua parte preservando as vítimas e acabam sendo vitimados por aquela situação ou epidemia, morrendo, conscientemente, pelo povo”.

Para Irmã Inês, esta dimensão da entrega da vida tem um sentido eclesial, teológico, em vista do crescimento da Igreja. “Onde há mais mártires surgem sementes de novos cristãos”, frisou.

Ao ser questionada sobre a presença de missionários em situações de risco, Irmã Inês afirmou que os Institutos usam da prudência, em vista da preservação da vida do missionário, mas lhe dá, ao mesmo tempo, a liberdade de escolha. “Somos defensores da vida e não enviaríamos missionários onde que sua vida será ceifada, porém o religioso é livre para decidir. Quanto aos religiosos que já estão lá, jamais abandonarão a causa, mas morrerão junto aos seus destinatários, por causa do Reino”, enfatizou.

Entre os 11.835 missionários na África, 1.065 são sacerdotes de congregações religiosas. Nos países atingidos pela epidemia são: 21 na Libéria, 66 em Serra Leoa, e na Guiné, 22. O país que mais abriga religiosos é a Nigéria, com 956 missionários e sofre mais influência da fé católica.

Na África, 23,14% da população é católica; o que, em dados totais, se traduz em mais de 205 milhões, números que aumentaram em 29% entre 2005 e 2012, de acordo com o Anuário Pontifício do Vaticano. Esse crescimento, segundo pesquisa, se deve ao trabalho dos religiosos.

Blog Carmadélio

Acusados de ligação com o crime, policiais viram cabos eleitorais de Garotinho no Rio

Álvaro Lins, ex-chefe de Polícia do Rio que chegou a ser preso, faz campanha em áudio por vitória de candidato no PR no primeiro turno. Inspetor acusado de ligação com máfia dos caça-níqueis envia mensagens pedindo votos para Garotinho e avisando que vai acabar a “palhaçada de UPP”

VELHOS CONHECIDOS – Anthony Garotinho, na época em que era governador do Rio de Janeiro, apresentando o novo chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, em 24/11/2000 (foto: Ricardo Leoni/Agência O Globo/VEJA)
VELHOS CONHECIDOS – Anthony Garotinho, na época em que era governador do Rio de Janeiro, apresentando o novo chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, em 24/11/2000 (foto: Ricardo Leoni/Agência O Globo/VEJA)

Diga-me com quem andas e te direi quem és. O provérbio clichê é valioso em uma campanha para projetar como seria o governo de um candidato em caso de vitória. Nas últimas semanas no Rio de Janeiro, tornaram-se cabos eleitorais do ex-governador Anthony Garotinho (PR) dois condenados por envolvimento com a máfia dos caça-níqueis que tiveram papel crucial nas políticas de segurança do seu governo e da mulher, Rosinha. Preso em 2008 pela Polícia Federal, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins, chegou a ser condenado a 28 anos de prisão por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Recentemente, ele gravou um áudio e enviou para várias pessoas no Estado conclamando “vingança” e pedindo a vitória do seu candidato no primeiro turno. O inspetor Fábio Menezes Leão, o Fabinho, condenado no mesmo processo de Lins, foi ainda mais escrachado: em uma mensagem de celular enviada para dezenas de colegas, afirmou que Garotinho terá o apoio dos “amigos das vans” e que “acabará com essa palhaçada de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora)”.

Em mensagem no whatsapp, Fábio Leão, condenado por formação de quadrilha, pede votos a Garotinho
Em mensagem no whatsapp, 
Fábio Leão, condenado por 
formação de quadrilha, 
pede votos a Garotinho

O áudio de Álvaro Lins que está circulando na rede revela o rancor do ex-delegado com o governo de Sérgio Cabral (PMDB), que o expulsou da Polícia Civil em 2009. Álvaro não cita Garotinho, mas ressalta que quer a vitória no primeiro turno. Hoje, segundo a última pesquisa Datafolha, o ex-governador é o primeiro colocado com 25% das intenções de voto, sete pontos a frente de Marcelo Crivella (PRB). “Bem aventurados aqueles que têm sede de justiça, pois serão saciados. Essa é a única expressão que vem à minha cabeça quando vejo uma notícia como essa. Eu espero que cada um de vocês nos ajude nessa luta.

Eu sou apenas mais um dos muitos que sofreram na mão dessa corja que tem que ser varrida do Rio de Janeiro. Essa é a oportunidade que nós temos, não vai haver outra oportunidade. Daqui um ano, dois anos, quatro anos, dez anos. Acabou. Ou é agora ou nunca. Vamos varrer essa gente do Rio de Janeiro. A gente tem que conseguir isso. Eles é que são bandidos, eles é que roubaram o povo do Rio de Janeiro. Eles não têm nada contra nós. A gente vai dar o troco. Então, vai para rua hoje, telefona para a sua família, para o seu amigo, para pessoa que você não vê há muito tempo. Convence aquele cara que ainda está na dúvida.  E vamos ganhar isso, se possível até no primeiro turno. Essa é a minha voz, eu espero que seja a sua também”, diz Álvaro. Procurado pelo site de VEJA, o ex-chefe de Polícia não se manifestou.

Já as mensagens enviadas pelo celular de Fábio Leão assumem compromissos maiores que os de Álvaro. Ele é integrante do grupo dos inhos – como ficou conhecido um núcleo formado por ele e outros dois inspetores chamados Jorge Luiz Fernandes, o Jorginho, e Hélio Machado da Conceição, o Helinho. Os três foram condenados em 2012 pela juíza Karla Nanci Grando, da 4ª Vara Federal do Rio após a operação Gladiador da PF. “Irmãos, estive com nosso chefe, Dr Álvaro (Lins) esta manhã e o que ele me pediu para passar é o seguinte: com apoio dos amigos das vans, das comunidades que foram impedidas de terem suas próprias seguranças e foram tomadas por traficantes entre outros casos, provavelmente o nosso governador Garotinho ganhará no primeiro turno”, enviou para um grupo de amigos no Whatsapp. Quando fala em “seguranças próprias”, Fábio está se referindo às milícias que dominam favelas do Rio de Janeiro há anos, contrapondo-se ao tráfico de drogas. Segundo o relatório de 2008 da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio, o poder de tais grupos paramilitares – que fazem justiça com as próprias mãos e faturam com a venda de gás, pirataria na TV por assinatura e transporte alternativo – cresceu exponencialmente no estado durante os governos Rosinha e Garotinho.

Mas a mensagem de Fábio que mais chama atenção é a que põe em xeque o discurso de Garotinho de que não vai acabar com as UPPs: “Dr Alvaro esteve com o governador Garotinho essa manhã e o mesmo garantiu que reintegra todo o nosso grupo a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) nos primeiros dias de 2015!!! Garantiu que acabará com essa palhaçada de UPP!!! Irmão, vamos ajudar! Garotinho na cabeça! Não se envergonhe! Gardênia, Rio das Pedras e todas de Jacarepaguá já declararam apoio e voto a Garotinho. Vamos para cima deles! Essa é a hora! Conto com a ajuda e o apoio de vocês. Ass: Fábio Leão”, afirmou na mensagem. Procurado, Fábio nega que tenha enviado as mensagens. Chegou a alegar clonagem do seu celular e montagem das imagens. No entanto, admite que encaminhou para alguns amigos o áudio de Álvaro Lins pedindo votos para Garotinho. VEJA tem o print screen de várias mensagens enviadas por Fábio nos últimos dias. ​

Thiago Prado, na Veja on-line

terça-feira, 19 de agosto de 2014

MARIDO DE MARINA SILVA FOI DENUNCIADO PELO DEPUTADO ALDO REBELO POR CONTRABANDO DE MADEIRA AVALIADA EM R$ 8 MILHÕES.


Marina Silva e seu marido Fábio Vaz de Lima


Durante campanhas eleitoriais sempre surgem escândalos envolvendo os candidatos. É o caso de Marina Silva cujo marido, Fábio Vaz de Lima foi acusado pelo deputado Aldo Rebelo, do PCdoB, de contrabandear um lote de 6.000 toras de mogno, uma fortuna avaliada em R$ 8 milhões.

A acusação ocorreu durante a votação do Código Florestal no dia 10 de maio de 2011, segundo aponta o blog Sustentabilidade do site do jornal O Estado de S. Paulo, destacando o fato nos seguintes termos: “O impasse na votação levou a troca de insultos. Num aparte concedido pela Mesa Diretora, Aldo Rebelo reagiu a um post feito no twitter pela ex-­ministra Marina Silva, que estava no plenário. “Ela disse que eu fraudei o relatório. Quem fraudou foi o marido dela, que fez contrabando de madeira”, disse o relator, em meio a gritos de “canalha, traidor, se vendeu aos ruralistas”, da bancada do PV.”

No dia 23 de maio de 2011, matéria do jornalista Gabriel Castro, no site da revista Veja, detalha o rumoroso caso do mogno que chegou à opinião pública pela imprensa depois que o Tribunal de Contas da União apontou irregularidades em doação de madeira feita pelo Ibana na gestão da ministra Marina Silva. Mas em que pese as irregularidades apontadas pelo TCU, o  caso teria sido lançado no baú do esquecimento, não fosse a acusação em plenário formulada pelo deputado Aldo Rebelo contra o marido de Marina Silva. Deve-se acrescentar que o comunista Rebelo fazia e faz parte da base aliada do PT no Congresso e é o ministro do Esporte do governo da Dilma. E, como não poderia deixar de ser, com a ascensão de Marina Silva à condição de candidata presidencial em decorrência da morte de Eduardo Campos, o caso do mogno já é citado intensamente pelas redes sociais.

Transcrevo na íntegra a reportagem de Veja. Leiam:



O clima tenso na tentativa de votação do Código Florestal trouxe à tona um caso ainda mal-explicado envolvendo Fábio Vaz de Lima, o marido de Marina Silva. Irritado com uma crítica da ex-senadora, o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) sacou uma acusação contra Marina - e que pesa também sobre ele mesmo. Em 2004, quando era ministro da Articulação Política, ele teria operado, a pedido da então ministra do Meio Ambiente, para derrubar no Congresso um requerimento de convocação de Lima para depoimento. O marido de Marina Silva era acusado de envolvimento na doação de madeira clandestina apreendida na Amazônia a uma organização não-governamental.

A madeira apreendida, 6.000 toras de mogno, compunha uma carga milionária. O  Ibama repassou o material à Organização Não-Governamental Fase – que, por sua vez, entregou o material nas mãos de uma madeireira, a Cikel. Descontados os custos do processo, a companhia pagou 3,5 milhões de reais à Fase para ficar com o material. Sua contabilidade atribuiu ao mogno o valor de 8 milhões de reais.

A ligação de Fábio Vaz de Lima com o caso foi aventada porque ele era casado com a então ministra Marina Silva e havia sido o nome mais influente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), uma entidade que congrega dezenas de ONGs e tem na Fase um de seus principais integrantes. Fábio teria influenciado a decisão do Ibama, um órgão controlado pelo Ministério do Meio Ambiente.

O Tribunal de Contas da União analisou o caso e apontou irregularidades na transferência da madeira. A escolha do destinatário do material não foi justificada. O valor real das toras de mogno seria de 36 milhões, e não de 8 milhões, como apontado na prestação de contas da madeireira que adquiriu a carga. A análise também relata que um grupamento do Exército solicitou parte da madeira para usá-la em instalações militares, mas não foi atendido.
“A doação promovida por ente público não pode ser realizada sem a devida observância dos princípios da isonomia, impessoalidade e publicidade. No caso sob exame, falhou-se nesse aspecto”, aponta o ministro relator, Humberto Guimarães Solto.

O ministro questionou também a prática de doação do material apreendido: “A atual administração do Ibama efetuou a ‘doação com encargos’ de 6.000 toras de mogno apreendido à Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional - Fase, inaugurando assim uma nova maneira de ‘esquentar’ produto de origem ilegal, e mais, atuando como agente incentivador da exploração predatória desta espécie, pois, agora, basta ‘explorar’ que o Ibama ‘apreende e doa’ para ‘entidade filantrópica’ que ‘vende’ para empresa que ‘comercializa e explora’ o mogno”.

Na ocasião, os ministros do TCU aprovaram um documento que listou uma série de recomendações ao Ibama, para evitar que os recursos fossem usados de forma inadequada pela Fase. Eles também alertaram para a necessidade de aumentar o rigor sobre os critérios de doação de cargas apreendidas.
Por intermédio de sua assessoria, a ex-senadora informou que todo a doação da madeira à Fase, por iniciativa do próprio Ibama, teve acompanhamento do Ministério Público Federal, que não detectou nenhum tipo de irregularidade.
NEGOCIAÇÕES ESCUSAS
A Fase afirma que o dinheiro obtido com a doação foi usado na criação de um fundo que promove atividades de preservação ambiental. Marina Silva, por sua vez, alega que o marido já havia se desligado do GTA cinco anos antes do episódio. O presidente do GTA, Rubem Gomes, diz que não houve direcionamento na transferência do mogno: "A única organização habilitada para o intento era a Fase".

Mas, na ocasião, não faltaram denúncias de que o material apreendido envolveria negociações escusas com madeireiras. Não por acaso, as suspeitas chegaram ao Congresso Nacional. Na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, o deputado Luis Carlos Hauly (PSDB-PR) apresentou um requerimento para convidar Fábio Vaz de Lima e alguns dirigentes do Ibama para esclarecer a negociação.

Formalmente, o convite dizia respeito a outro caso: à suspeita de que o Ibama firmava convênios superfaturados com entidades, usando dinheiro obtido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Fábio Vaz de Lima seria convidado porque foi o responsável pela indicação de Atanagildo de Deus Matos, um dos acusados. Mas o temor de Marina Silva estava na denúncia de contrabando de madeira.

Foi aí que Aldo Rebelo entrou em campo. Ministro da Articulação Política, ele foi procurado por Marina para conversar com aliados e blindar Fábio Vaz de Lima. Funcionou: o requerimento foi rejeitado.

Fábio Vaz de Lima é secretário-adjunto de Desenvolvimento do Acre. Com a polêmica do Código Florestal, a ex-senadora Marina Silva e o deputado federal foram para lados opostos e o episódio voltou à tona. Mas é pouco provável que o caso ainda venha a ser esclarecido. Do site da revista Veja

Blog Aluizio Amorim

Enviado do Papa ao Iraque relata dramática situação

Enviado do Papa ao Iraque relata dramática situação

Cardeal Filoni visitou os refugiados acolhidos em Duhok e Manghes e fez um apelo à comunidade internacional


Enviado do Papa ao Iraque relata dramática situaçãoO enviado pessoal do Papa Francisco ao Iraque, Cardeal Fernando Filoni, teve um encontro com as autoridades políticas da Região Autônoma do Curdistão e visitou os refugiados cristãos, yazidis e outros nas províncias de Duhok e Erbil, informa um comunicado do Patriarcado Caldeu do Iraque.

Dom Filoni estava acompanhado pelo patriarca caldeu no país, Dom Louis Sako, e pelos bispos locais.

Depois de ter ouvido e visto as tragédias e os sofrimento de tantas famílias que deixaram as próprias aldeias, as suas casas e propriedades, sobretudo em Mossul, na Planície de Nínive e em Sinjar, o enviado do Santo Padre fez um apelo à comunidade internacional, para:

1. Intervir imediatamente, fornecendo apoios de primeira necessidade: água, alimentos, medicamentos, serviços de saúde, etc.
2. Libertar o mais rapidamente possível e de forma estável as aldeias e os lugares ocupados. Não se deve deixar morrer a esperança das populações!
3. Garantir proteção internacional a estas aldeias para incentivar as famílias a voltar às suas casas e continuar a sua vida normal em paz e segurança.

O cardeal visitou os locais na última sexta-feira e sábado, 15 e 16, e fez um relato de suas impressões à Rádio Vaticano:

Enviado do Papa ao Iraque relata dramática situação

“Na manhã deste sábado, encontrei em Duhok o governador desta região: falamos amplamente sobre a situação dos refugiados e tomamos conhecimento daquilo que o governo local está fazendo em favor dos vários grupos.

De sua parte, naturalmente, há um empenho muito generoso, embora, é claro, a região não disponha dos meios suficientes para enfrentar, por muito tempo, a situação que veio a ser criada: a população quase dobrou em relação à precedente. Portanto, também ele pede que as ajudas cheguem o mais rápido possível, sobretudo em relação aos gêneros de primeira necessidade.

Fomos visitar, com os outros bispos, o patriarca caldeu e o núncio, os vários acampamentos para refugiados e fizemos uma visita a Manghes, que é um vilarejo onde há um bom número de católicos caldeus e onde pude ver a situação e falar com as pessoas que estão acolhidas no centro paroquial dali, no qual numerosas famílias se encontram refugiadas.

Trata-se de pessoas que fugiram de Qaraqosh, de Bakhdida e de outros vilarejos da Planície do Nínive. Confiam que a Igreja não os abandonará, mas também fazem apelo a fim de que seu grito não seja esquecido a nível internacional.

Depois, ali perto, fomos visitar uma escola colocada a disposição pelo município, onde se encontram refugiados yazidis. Ali encontrei uma situação muito, muito dramática: não tanto do ponto de vista logístico, quanto do ponto de vista psicológico e moral. Vi, sobretudo, mulheres e muitas crianças e poucos anciãos… Ao falar comigo, esses anciãos choravam porque não veem um futuro para sua terra, sua cultura, sua tradição e continuamente nos perguntavam: “O que fizemos de mal para sermos assassinados?”

As mulheres estavam-se numa situação passiva: entre a comoção, o choro e a incapacidade de ter uma reação, abaladas pela dor e pelo sofrimento. As crianças, naturalmente muitas, que nos rodeavam, nos olhavam com aqueles olhos grandes, quase a perguntar-nos: “O que vocês estão fazendo por nós?”

Uma situação comovente, de grande sofrimento, creio, partilhada por todos. O fato de assegurar-lhes que o Papa e a Igreja Católica os defende, que fala por eles e que eles têm voz através de nós, deu-lhes um pouco de encorajamento.

Ademais, continuam chegando notícias de assassinatos: fala-se de 100 homens que teriam sido mortos, a notícia chegou esta manhã… Estamos procurando verificar. Fala-se de situações desesperadoras em alguns vilarejos, porque o povo não conseguiu fugir.”

Fonte: Rádio Vaticano via  Os Pilares da Fé





Filho de pastor é preso por estupro em Lucas do Rio Verde



Um jovem de 22 anos foi preso na manhã dessa segunda-feira (18) acusado de ter cometido crime de abuso sexual contra uma menor. O homem foi preso em sua residência pelos investigadores em cumprimento ao mandado de prisão temporária pedida pelo Delegado Rafael Scatolon, de Lucas do Rio Verde.

O rapaz é filho de um pastor, que também foi preso em abril desse ano acusado de estupro de vulnerável contra a mesma vítima. Aproveitando-se da condição de líder religioso, o pastor ganhou a confiança da menor e de sua família.


A garota que já tinha passado por situação parecida, era convidada a ir até a casa do pastor para receber ‘orientações’. No local o religioso e o filho cometia os abusos contra a garotinha.


Na época somente o pai foi indicado. Ao saber que estava sendo investigado, o homem chegou a ir à delegacia acompanhado de um advogado e em depoimento negou as acusações, porém, fugiu da cidade sendo preso dias depois em um hotel na cidade de Sinop.


Agora, quatro meses após a prisão do pastor, a vítima resolveu revelar para sua irmã que também sofreu abuso pelo filho. O caso chegou ao Conselho Tutelar e encaminhado para autoridades policiais.


De acordo com o delegado Rafael Scatolon, a vítima passou por exames médicos para comprovar o abuso sexual. A prisão temporária (30 dias) do investigado se torna necessária para que a investigação seja concluída no prazo.

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