quinta-feira, 16 de abril de 2015

Evangélico é acusado de explorar índios e fazer proselitismo

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Segundo Ministério Público, missionário manteve 96 indígenas em condições análogas à escravidão no Pará

Um missionário evangélico foi denunciado pelo Ministério Público Federal em Santarém (PA) porque, impossibilitado de pregar para os índios da etnia zo’é no território da tribo, convenceu parte deles a ir à fazenda de um amigo para orarem e, ao mesmo tempo, trabalharem na colheita de castanha.

Em troca, os zo’é ganhavam panelas, roupas velhas, redes e outros utensílios.

Segundo a Procuradoria, o religioso, Luiz Carlos Ferreira, e o dono do castanhal, Manoel Oliveira, mantiveram 96 indígenas em condição análoga à escravidão, com o agravante de terem cometido crime contra os costumes previsto no Estatuto dos Índios.

Ferreira é acusado de praticar “proselitismo religioso”, o que violaria o direito à “manutenção de culturas próprias”. A Justiça ainda não aceitou a ação.

O missionário evangélico é dissidente da Missão Novas Tribos do Brasil, que, embora tenha descoberto os zo’é nos anos 1980, foi expulsa pela Funai da tribo em 1991. O órgão federal afirma que o grupo, além de tentar impor a cultura cristã, trouxe doenças aos nativos.

A tribo zo’é é considerada de recente contato, que ainda cultiva tradições e tem dificuldades em se comunicar em português.

Sua principal característica é uma madeira que usam na altura do queixo.

A discussão sobre a presença dos missionários na tribo virou um imbróglio jurídico e foi parar no Supremo Tribunal Federal, que decidiu em favor da Funai.

Após a expulsão do grupo evangélico, Ferreira passou a fazer parte da Igreja Batista. O Ministério Público, porém, alega que ele, extraoficialmente, ainda é membro da missão e chegou a erguer uma capela na fazenda.

“Havia um acordo do missionário com o castanheiro. Os índios eram trazidos para a colheita e viravam alvo fácil para o missionário”, diz o procurador Luís de Camões Boaventura, autor da ação.

O Ministério Público foi provocado após vistoria da Funai que afirma ter encontrado os zo’é em barracões precários, com pouca comida, bebendo água contaminada por fezes de porcos e sem atendimento médico.

IMPACTO RELIGIOSO

Apesar disso, os índios voltaram ao local ano a ano, nos três meses da colheita. Em três vistorias, feitas entre 2010 e 2012, foram encontrados membros da tribo no castanhal. E a desconfiança é que a prática se repetia há algum tempo.

Para o coordenador da Funai que cuida de índios isolados e de recente contato, Carlos Travassos, a dupla se aproveitou da “falta de conhecimento dos zo’é sobre os nossos códigos sociais”.
Ele diz que o órgão condena o “proselitismo religioso” porque pode haver “impacto negativo” para as tribos.

José Marques, na Folha de S.Paulo via Pavablog

Pastor é preso acusado de resgatar menores infratores



Um pastor evangélico, suspeito de ter facilitado a fuga de três menores infratores da Unidade de Internação Provisória Masculina, (UIM), localizada na cidade de Rio Largo, Região Metropolitana de Maceió, (RMM), foi preso por determinação da 17ª Vara Criminal.

Severino Ronaldo Ribeiro da Silva, 48, segundo a Polícia Civil, (PC), é pai de um dos jovens foragidos. Ele teria financiado o resgate, registrado no último dia 8 de março, e dirigido o carro com os foragidos até a cidade de Capela, no Vale do Paraíba, interior de Alagoas.

Os primeiros a serem recapturados foram E.J.G.S e M.A.S. que teriam confessado que o filho do pastor, Gabriel Lourenço Ribeiro, 18, recapturado na segunda-feira, (13), convidou os dois para fugirem. Gabriel, antes da fuga, teria dado detalhes que o pai iria resgata-los.

primeiraedicao.com.br

terça-feira, 31 de março de 2015

Universal se nega em Portugal a pagar taxas de megatemplo


Jornal português informa
que templo em Gaia deixou
de pagar taxas em 2013



A Igreja Universal resiste em pagar as taxas municipais de seu megatemplo “Cenáculo do Espírito Santo” em Gaia, da área metropolitana do Porto, Portugal.

O “Jornal de Notícias”, daquele país, informou que a soma das taxas atrasadas é de 110,5 mil euros, o que corresponde a cerca de R$ 370 mil.

Em 2012, a igreja obteve isenção para duas prestações atrasadas, até aquela data, e desde então ela se recusa a pagar as taxas. “Notificada a proceder ao pagamento das restantes prestações, nunca o fez”, informa o jornal.

Em 2013, a autarquia municipal enviou à Universal comunicado para que a dívida fosse paga em 30 dias, o que não ocorreu.

Um segundo comunicado foi enviado em outubro de 2014, também em vão, mesmo “sob pena de instauração do processo de execução fiscal para cobrança coerciva”.

A expectativa da Universal é obter um novo perdão para sua dívida, mas uma autoridade disse ao jornal que isso não se repetirá.

A igreja gastou cerca de 12 milhões de euros (R$ 40,5 milhões) na construção do “Cenáculo” de Gaia — esse dinheiro teria vindo do dízimo dos fiéis. É um dos maiores templos da Universal na Europa.

Ela se instalou em Portugal há 25 anos. Estima ter no país mais de 30 mil fiéis, dez mil dos quais no distrito do Porto.

Na página do Facebool do “Jornal de Notícias”, portugueses criticam a Universal, chamando-a, por exemplo, de “organização criminosa brasileira”.


Portugueses criticam a igreja no Facebook

Carlos Ferreira, por exemplo, escreveu: “Isenção de taxas para vigaristas que roubam os mais necessitados, só em países do terceiro mundo!”

Em São Paulo, houve irregularidade na concesão de alvará ao Templo de Salomão, da Universal, e o Ministério Público quer fechá-lo ou mesmo derrubá-lo.

A Igreja descumpriu a lei urbana ao deixar de investir em melhorias ambientais e viárias no local onde foi construído o megatemplo, o maior da Universal em todo o mundo. Com isso, deixou de desembolsar cerca de R$ 35 milhões.

Com informação e reprodução de imagem do Jornal de Notícias, além de outras fontes.

paulopes.com.br

Freiras que ajudam pobres e doentes são espancadas e roubadas

Nuns in Haiti

Será que a pobreza e a violência precisam mesmo andar de mãos dadas?

Aleteia publica a seguir o depoimento do Dr. John Carroll, médico norte-americano que passa de dois a quatro meses por ano trabalhando nas clínicas e hospitais do Haiti com a Haitian Hearts, organização que leva crianças e jovens haitianos com urgente necessidade de cirurgia cardíaca para receber o tratamento nos Estados Unidos. Neste texto, originalmente publicado em seu blog, o Dr. John fala do trabalho de freiras católicas que fazem o bem e, em troca, sofrem a violência brutal que apavora o país mais pobre do continente americano.


A clínica onde eu trabalhava em LaPlaine é gerida por uma ordem de freiras católicas. Cinco irmãs vivem num convento simples, no andar de cima da clínica. Elas são de Cuba, da Colômbia, da Espanha e da América Central e todas são fluentes em crioulo haitiano.

São religiosas alegres, trabalhadoras e acompanham os pobres vivendo junto com eles. Centenas de pacientes chegam todos os dias, antes do nascer do sol, para ser atendidos e tratados pelos quatro médicos haitianos que trabalham na clínica.

Eu decidi trabalhar com aquelas irmãs em fevereiro, depois que outras freiras da mesma ordem, na cidade de Soleil, a poucos quilômetros de distância, foram assaltadas tantas vezes ao longo dos oito meses anteriores que tiveram de encerrar o seu programa de tratamento de bebês desnutridos. Além disso, a clínica pediátrica de Soleil vinha sofrendo já fazia várias semanas com as guerras de gangues e com os tiroteios de rua, a ponto de as mães terem medo de levar seus filhos até lá.

Um dia antes que eu começasse a trabalhar com as irmãs em LaPlaine, uma delas, a colombiana, me disse que estava sendo preparado para o dia seguinte o sepultamento de um médico haitiano de 35 anos de idade que tinha trabalhado com elas. Os olhos da freira se encheram de lágrimas quando ela contou que o médico tinha levado seis tiros, disparados por homens de moto que cercaram o seu carro quando ele ia para o trabalho, na semana anterior. Ela me ofereceu o consultório dele, porque os outros três médicos haitianos não queriam trabalhar naquele local.

Faz uma semana, no meio da noite, as mesmas irmãs foram acordadas por três invasores armados, que as agrediram. A jovem irmã colombiana foi a mais espancada, atingida várias vezes na cabeça e no corpo. Os bandidos levaram o pouco dinheiro que tinha entrado na clínica no dia anterior. As irmãs não guardam grandes quantidades de dinheiro. Elas levam uma vida muito simples.

Uma das mais idosas, que atende as pessoas desnutridas, estava com um braço quebrado por causa de uma queda que havia sofrido pouco tempo antes. Nem isto impediu os bandidos de bater nela também.

Todas as freiras vão ficar bem, mas estão com muito medo. A colombiana me escreveu ontem, por e-mail, contando que está se recuperando aos poucos e que "Deus permitiu que eu fosse agredida, mas Ele mesmo vai me curar".

É assim que está hoje o Haiti. Muitas outras freiras católicas foram atacadas e roubadas em Porto Príncipe.

Três funcionários nossos na capital haitiana estão visivelmente mais magros do que o normal porque simplesmente não têm o suficiente para comer. Eles me escrevem todos os dias falando da situação, dos perigos e da desordem nas ruas. A pobreza e a violência caminham lado a lado no país mais pobre das Américas.

O que é preciso acontecer no Haiti para que as freiras sejam protegidas?

É urgente um governo funcional, com um sistema de justiça que valha para todos! É urgente que se erga uma infraestrutura de empregos, alimentos, água, saneamento, eletricidade, habitação, educação, saúde e estradas transitáveis ​​para as 10 milhões de pessoas do Haiti.

Enquanto não houver o básico, as atrocidades continuarão vitimando aquelas que são o melhor exemplo de justiça social no Haiti.

Aleteia

Jovem católico que enfrentou terrorista em ataque suicida no Paquistão morreu salvando a vida dos paroquianos

 

No último dia 15 de março, a comunidade cristã em Lahore (Paquistão) foi novamente atacada quando dois suicidas muçulmanos entraram com explosivos em uma igreja católica e em outra protestante, causando pelo menos 17 mortos e 80 feridos; porém, a tragédia não foi maior graças ao sacrifício de Akash Bashir, um jovem salesiano de 19 anos que se lançou contra o atacante para evitar a morte dos fiéis de sua paróquia.

O fato ocorreu na igreja de São João, no bairro de Youhanabad em Lahore, de maioria cristã. O terrorista que atacou a paróquia católica aproveitou a distração de alguns dos guardas de segurança que viam pela televisão o jogo de críquete entre Paquistão e Irlanda.

Entretanto, Akash, que também era guarda de segurança, viu a carga de explosivos e parou o atacante perto da porta da igreja, para segundos depois, ao ver que a sua tentativa de convence-lo era vã, abraçá-lo e colocar o seu corpo como escudo no momento em que o terrorista explodiu o artefato, informou a agência salesiana ANS.

Minutos depois, outro atentado ocorreu em uma igreja protestante próxima. O balanço geral foi de 17 mortos e cerca de 80 feridos. Os dois ataques foram reivindicados pelo grupo Jamaat-ul-Ahrar (JuA). Fontes salesianas indicaram que se não fosse pelo sacrifício de Bashir –antigo aluno da escola profissional salesiana deste bairro-, o número de vítimas teria sido maior, “como pretendiam os terroristas”.

Conforme se informou, o clima de tensão e insegurança não cessa na cidade. Depois dos funerais, algumas manifestações terminaram em violência. Nas ruas "vivem-se cenas de violência selvagem e vandalismo, que com muita dificuldade puderam ser controladas pelas forças militares especiais", indicou a citada agência. "Estas manifestações violentas estão fazendo agora com que a segurança dos cristãos fique mais precária", acrescentou.

"A escola salesiana permanecerá fechada até que não se garanta totalmente a sua segurança; alguns jovens nem sequer podem voltar para suas casas, por causa das contínuas desordens e da violência nas ruas", indicou. "Como somos minoria cristã, há momentos em que a nossa única esperança está na ajuda de Deus e de sua Mãe Maria", assinalou.

ACI Digital

Pastor é preso acusado de estuprar adolescente de 14 anos



Na noite desta quinta-feira (26), policiais do 13º batalhão da Polícia Militar prenderam um pastor de uma igreja evangélica acusado de abusar sexualmente de uma garota de apenas 14 anos.

De acordo com os policiais, eles ficaram sabendo da ocorrência através de denúncias. "Nós fomos acionados porque recebemos a informação de que tinha uma vítima de estupro no hospital Francisca Trindade, entramos em contato com os familiares e eles informaram o responsável pelo caso e conseguimos prendê-lo", destacou o comandante da viatura.

Ainda segundo informações, o acusado teria enganado a menor alegando que iria levá-la para um culto religioso e acabou indo para um motel. "Ele mesmo nos informou que tinha convidado ela para pregar na casa dos evangélicos e ao invés de ir pregar ele conduziu ela até um motel e lá ele abusou da adolescente. Ela será encaminhada para a Evangelina Rosa, de lá será feito o laudo e entregue na Central de Flagrantes", declarou.

O acusado afirmou estar arrependido do ato. "Estou muito arrependido, queria pedir perdão para a família. Eu não sabia nem que ela era menor, e nem que ela era virgem", disse.



Meionorte.com

Fotos de padre nu vazam na internet e ele é afastado do sacerdócio

n/d

Ele exercia suas funções na igreja de Natividade, RJ, há duas semanas. 
Padre disse ter se relacionado com mulher, segundo o Bispado.

Os moradores da pequena cidade de Miracema, no Noroeste Fluminense, foram surpeendidos nesta semana, quando fotos do antigo padre da cidade vazaram através do WhatsApp, aplicativo de troca de mensagens pela internet. O que chocou a população foi o fato do sacerdote, de cerca de 40 anos, estar posando nu nas "selfies".

De acordo com o Bispado da Diocese de Campos dos Goytacazes, as fotos teriam sido divulgadas por uma mulher que se relacionava com o padre pelas redes sociais.

O Bispado informou, na tarde deste sábado (28), o afastamento do padre. Ainda de acordo com o Bispado, o padre disse que chegou a manter relação com uma mulher e declarou que o contato aconteceu de três a cinco vezes, apenas, através de redes sociais. Segundo o depoimento do padre aos seus superiores, o vazamento da foto teria sido uma armadilha para manchar sua imagem.

Os fatos ainda estão sendo apurados pela Diocese mas a suspensão do serviço do padre é certa. "Estamos investigando a gravidade do assunto, mas apenas o ato dele ter tirado a foto já é matéria contra o mandamento da Igreja Católica, constitui crime e exige punição", esclareceu o Bispado em entrevista ao G1, mencionando que a mulher não se manifestou e as provas são, até o momento, a foto que circula nas redes sociais, além do depoimento do padre.

Segundo um membro da igreja de Natividade, que quis ter o nome em sigilo, o padre estava à frente da igreja da cidade há apenas duas semanas. Ele assumiu a função após a morte do pároco local. Até então o mesmo exercia suas funções na matriz de Miracema, onde as fotos andam circulando.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Em Minas, pastor é preso após organizar suruba evangélica



(Foto: Reprodução)
No município mineiro de João Monlevade um pastor de 36 anos foi preso após denúncias de que o mesmo estaria promovendo encontros sexuais coletivos entre os fiéis da ‘Igreja do Reavivamento Divino’. As informações são do Tramado por Mulheres. Segundo testemunhas ouvidas na 27ª Delegacia Regional João Monlevade o pastor Gibran Henrique induzia os fiéis a deturpações das leituras bíblicas para que os mesmos se despissem de suas roupas e de sua moral. Giovana Duarte Sarmento, estudante de 27 anos disse em depoimento que o pastor selecionava as moças e rapazes de beleza mais evidente para os “encontros de aprofundamento”, nestes encontros ele afirmava que para entrar em conexão direta com Deus precisariam tirar as roupas e tomar o sangue de Cristo, que era representado por cálices de Cabernet Sauvignon. Depois de dezenas de cálices de vinho o pastor Gibran promovia a chamada ‘comunhão com os irmãos’, que segundo depoimento de Letícia Duila Cabral, radalista de 26 anos, seria uma espécie de abraço coletivo onde todos deveriam sentir integralmente o corpo dos irmãos. 



quarta-feira, 11 de março de 2015

Missão que acolhe haitianos recebe multa por gasto de água

Igreja Nossa Senhora da Paz virou ponto de referência para haitianos no Centro de SP (Foto: Letícia Macedo/ G1)

Paróquia Nossa Senhora da Paz abrigou número maior de imigrantes.
Espera por carteira de trabalho concentrou haitianos na Rua do Glicério.

A Paróquia Nossa Senhora da Paz, no Centro de São Paulo, que acolhe imigrantes e virou referência na recepção de haitianos, foi multada pela Sabesp por ter aumentado o consumo de água em fevereiro. Desde outubro de 2014, o fluxo de haitianos se intensificou e a demora para retirar carteiras de trabalho fez com que o abrigo improvisado acolhesse um número elevado de imigrantes nos primeiros meses deste ano.

“Ontem passou o funcionário da Sabesp e ganhamos uma multa. O consumo estourou porque tivemos que acolher muitos imigrantes. A gente ainda controla ao máximo os gastos, mas é muita gente. Você ajuda e ainda recebe multa. Até isso para complicar a situação. Vamos estudar o que fazer”, lamentou o padre Paolo Parisi, que coordena a missão.

O aumento do consumo de 135% fez com que a entidade recebesse uma multa de R$ 1.813,65. Assim, a conta do mês de fevereiro atingiu R$ 5.440,95. “É dinheiro que a gente tem que correr atrás porque é um gasto que não estava previsto”, contou. O valor já engloba o desconto de 50% que a entidade recebe da Sabesp por ser filantrópica.

O G1 entrou em contato e aguarda retorno da Sabesp sobre o tema.
Quando anunciou a sobretaxa, Sabesp informou que se comprometeu a anular multas nas contas de consumidores que apresentarem uma justificativa aceitável. Segundo a gerente de Gestão de Relação com o Cliente da Sabesp, Samanta de Souza, quem não concordar com o valor da conta pode pedir a revisão.

A Missão Paz, que fica na Rua do Glicério, abriu seu salão para que cerca de 200 haitianos à espera de regularizar sua documentação e em busca de emprego possam passar as noites. Normalmente quem fica no abrigo improvisado não tem amigos ou parentes no Brasil.
Sem chuveiros à disposição, os imigrantes só conseguem improvisar um banho com a água de uma torneira que fica represada em uma cuba. Eles também dão um jeito de lavar algumas peças de roupa, que ficam estendidas em um muro lateral da igreja. O padre Paolo conta que em dias com corte no fornecimento, integrantes da Missão chegam a armazenar água para que eles pudessem beber durante a noite. “Nós passávamos a água pelo filtro durante o dia para que eles pudessem beber à noite”, disse. 

Na Casa do Migrante, estrutura que acolhe até 110 pessoas de diversas nacionalidades também ligada à Missão Paz, a igreja conseguiu reduzir o consumo e ter o bônus. “Lá nós fizemos uma conscientização e deu certo, mas aqui não tem jeito. É muita gente”, disse. 

Carteiras de trabalho
No final do ano passado, os mutirões para emissão de carteiras de trabalho foram suspensos e os haitianos passaram a esperar, no mínimo, 45 dias para conseguir o documento, o que aumentou o tempo de espera no abrigo e, consequentemente, o consumo de água. Nesta terça-feira (10), a Superintendência Regional do Ministério do Trabalho voltou a organizar mutirões para emitir as carteiras.
Quando a chegada de haitianos em São Paulo se intensificou em abril de 2014, eles chegavam do Acre, em sua maioria, com a carteira de trabalho. De janeiro até março, pelo menos um ônibus tem chegado por dia de Brasileia com os imigrantes em busca de regularizar a documentação e poder, então, integrar o mercado formal de trabalho.
A Missão de Paz é a única referência e endereço para os haitianos que ainda conseguem deixar o país de origem. Sem dominar o português e com medo de não conseguir o documento, eles temem deixar São Paulo sem regularizar a situação. Os estrangeiros só conseguem a carteira de trabalho Superintendência Regional do Ministério do Trabalho, diferentemente do que acontece com os brasileiros, que podem recorrer às unidade do Poupatempo.
Wilson Janvier, de 42 anos, vai esperar até o dia 24 de abril para conseguir a sua carteira de trabalho. “É muito tempo de esperar. Estamos dormindo no chão. Para tomar banho é difícil. Só tem um banheiro”, contou o imigrante que tem experiência na construção civil. Casado e pai de seis filhos, ele procura um trabalho. “Lá no Haiti não tem nada. Eu quero trabalhar, alugar uma casa e mandar um dinheiro para ajudar minha família. Eu queria trazê-los pra cá”, afirma em espanhol.

Na sexta-feira (6), o cabelereiro David Julien, de 35 anos, calculava que continuaria esperando por 20 dias para fazer sua carteira de trabalho. Para passar o tempo cortava o cabelo do novo amigo na missão.  “Eu faço de coração mesmo sem receber dinheiro nenhum”, disse, em francês, que é artesão. Casado e pai de uma criança de oito anos, ele não tinha falado ainda com a família desde sua chegada ao Brasil em fevereiro.

O costureiro Ernseau Admettre, de 30 anos, chegou ao Brasil em 12 de fevereiro e na capital paulista dez dias depois. A retirada do documento estava prevista apenas para o dia 31 de março. “A situação aqui é difícil. Imagina o que é passar o dia inteiro sem comer? “É complicado para tomar banho. Eu não tenho para onde ir. Só conheço estrangeiros que estão em uma situação parecida com a minha. Nunca pensei que ia passar por uma situação dessas no Brasil. Já pensei até em voltar”, desabafou. 

Entre esta segunda e esta terça, com o mutirão foram emitidas 60 carteiras de trabalho. Com isso, 35 haitianos deixaram as dependências da missão. Por isso, reduziu para 90 o número de pessoas que passaram a noite nas dependências da Missão. Na quarta-feira (12), outras 100 carteiras devem ser emitidas e existe a expectativa é que outros consigam partir em busca de melhores condições.

 

A "humildade" do pastor Abílio Santana,servo de Mamon.






"Boca abençoada"

Cuidado com as pragas do "apóstolo"

Lista do Lava Jato tem três deputados da bancada evangélica


Cunha, Ribeiro e Olímpio, que se pautam pelos valores bíblicos,
são suspeitos de serem da quadrilha que assaltou a Petrobras

Na lista de políticos suspeitos de envolvimento na roubalheira da Petrobrás (o caso Lava Jato), que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal), constam três nomes de deputados da bancada evangélica, que se ocupa, como se sabe, de impor ao país uma moralidade com base na Bíblia.

Os deputados são Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara e seguidor da Igreja Sara Nossa Terra; Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), fiel da Igreja Batista; e o Missionário José Olímpio (PP/SP), da Igreja Mundial do Poder de Deus.

O STF abriu inquérito para apurar as responsabilidades dos três, entre outros políticos, no total de 47.

O doleiro Alberto Youssef, em delação premiada ao Ministério Público e à Polícia Federal, disse que Cunha pressionou fornecedoras da Petrobras com a intenção de receber propina, em relação a um contrato de aluguel de um navio-plataforma.

Quando começou haver resistência da parte de fornecedores em pagar Cunha, sempre de acordo com Youssef, o deputado solicitou a uma Comissão do Congresso que questionasse “tudo sobre as empresas Toyo, Mitsui, Camargo e Samsung em suas relações com a Petrobras”. Cunha usou dois deputados do PMDB para a apresentação desse pedido.

Cunha tem negado que tenha tomado qualquer iniciativa com o propósito de obter propina de fornecedores da estatal. Ele tem argumentado que o seu nome apareceu na lista do Janot por questões políticas.

Para ele, o PT e o governo, que não absorveram sua conquista da presidência da Câmara, estão tentando lhe dar um troco. Ele tem deixado subentendido que, no caso, o procurador tem feito o jogo do PT.

O fato é que, de acordo com o “Globo”, uma deputada aliada de Eduardo Cunha, Solange Almeida (PMDB-RJ), apresentou no dia 7 de julho de 2011 dois requerimentos praticamente nos mesmos termos citados pelo doleiro. Atualmente, Solange é prefeita de Rio Bonito.

Cunha já foi condenado pelo TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) por captação ilícita de sufrágio e por uso eleitoral de serviços custeados pelo poder público na campanha eleitoral de 2006, de acordo com a representação 1041768.2006.619.0000. O deputado está recorrendo da condenação junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na ação 1041768 /2012.

Quando tomou posse na presidência da Câmara, Cunha demonstrou com arrogância que ia seguir uma pauta ditada pelo conservadorismo evangélico.

Ele afirmou, na época, que a legalização do aborto e a aprovação de direitos aos homossexuais, como a união gay, “não são a agenda do país”.

Disse que esses temas, entre outros, só seriam votados se, antes, os interessados passassem por cima do cadáver dele.

O jornalista Alberto Dines, em um artigo para o site do El País, versão brasileira, chamou Cunha de caudilho, oligarca e cacique. “[Um] führer típico, determinado, ídolo dos medíocres, aliado predileto dos pusilânimes.”

Ao ser entrevistado pelo Canal Livre, da TV Bandeirantes, no programa que foi levado ao ar na madrugada do dia 9, Cunha, abalado pela denúncia de seu envolvimento no Lava Jato, mostrou um pouco de humildade. Disse que, quando se refere a assuntos polêmicos como o do aborto, fala em seu nome, e não da Câmara dos Deputados.

O deputado Aguinaldo Ribeiro, outro da bancada evangélica, afirmou estar tranquilo sobre a inclusão de seu nome na lista de Janot. Ele acredita que o STF vai arquivar o seu caso, cujas implicações ainda não foram divulgadas.

Em 2011, Ribeiro se empenhou contra a distribuição pelo governo federal às escolas da chamada "cartilha gay", de orientação contra o preconceito aos homossexuais. Na época, ele se explicou dizendo que fazia parte de uma bancada cujo propósito é a defesa dos “valores da Bíblia e da família do Brasil”.

No STF, ele já é réu no inquérito 3146/2011, que apura crimes previstos na Lei de Licitações.

O deputado Missionário José Olímpio, dentro do esquema da quadrilha que se instalou na Petrobras, aparece no grupo dos corruptos de “menor relevância”. Ele teria recebido semanalmente quantia em torno de R$ 500.

Olímpio é um deputado folclórico. Em 2014, apresentou um projeto de lei que proíbe a implantação de chips em seres humanos, de modo a combater uma “nova ordem satânica mundial”. O projeto não seguiu adiante.

Com informação das agências, Transparência Brasil e outras fontes e fotos de divulgação.



Paulopes 

Miss Bumbum evangélica testa produtos eróticos para fiéis


Nesse mundo gospel, tudo é válido em "nome de Jesus"

Pastor Olarte é acusado de contratar servidor fantasma para trabalhar em igreja

Olarte é acusado pelo MP de contratar servidor com dinheiro público para trabalhar em igreja. Foto: Geovanni Gomes

Além de receber salário de servidor para fazer serviço particular, acusação aponta que funcionário fantasma devolvida maior parte da remuneração para o chefe de gabinete de Gilmar Olarte


O prefeito de Campo Grande, Gilmar Antunes Olarte (PP) é alvo de ação civil pública por improbidade administrativa, acusado de ter contrato servidor fantasma por meio de seu gabinete para trabalhar na igreja ADNA (Assembleia de Deus Nova Aliança). O processo é movido pelo MPE (Ministério Público Estadual). O caso ocorreu quando Olarte ainda exercia o mandato de vereador.

De acordo com o MP, a investigação teve início após recebimento de uma sentença de reclamação trabalhista, na qual constava uma confissão de um servidor de receber remuneração da Câmara sem exercer cargo. Documentos fornecidos pela Câmara confirmaram que a pessoa havia sido nomeada como assessor, recebendo entre os meses de julho de 2007 até fevereiro de 2008, o montante líquido de R$ 9,8 mil.

A promotoria apurou que o assessor parlamentar foi nomeado a pedido do ex-vereador Gilmar Olarte e que desde o início tinha ciência que não exerceria o cargo, uma vez que prestaria serviços em uma "igreja onde Olarte era pastor".

Do salário recebido, o funcionário relatou que ficava com R$ 300 e o restante repassava, em dinheiro, ao então chefe de gabinete, o hoje Secretário de Obras, Valtemir Alves de Brito.

Tanto Olarte, quanto Valtemir negaram o ocorrido à Justiça Trabalhista e disseram que o servidor foi demitido por não estar prestando serviço a contento, mas que inconformado, teria se mancomunado com outros servidores e adversários políticos de Olarte.

Contudo o MP afirma ter comprovado a veracidade da denúncia, uma vez que no decorrer da investigação outros dois outros funcionários do gabinete confirmaram que o assessor em questão trabalhava na igreja ADNA e que a devolução de salários à Olarte, por intermédio de Valtermir, era prática comum.

Com isso, o MP ingressou com ação de improbidade na Justiça. O promotor Alexandre Pinto Cabiperibe Saldanha apontou no processo que Gilmar Olarte teve o intuito de desviar verbas para si e para terceiro, haja vista a intenção de transferir a prestação dos serviços para um agente privado (no caso a igreja em que o mesmo era pastor) e reter parte do valor desviado.

A ação envolve enriquecimento ilícito, dano ao erário e também improbidade administrativa. Olarte e seus advogados conseguiram postergar a conclusão do julgamento, adiando a realização de audiência para ouvir o prefeito e os demais envolvidos, e logo em seguida ingressando com recurso judicial (Exceção de Suspeição 041221-62.2014.8.12.0001) para questionar idoneidade do juiz em julgar seu caso, alegando que o magistrado nutria por ele um desafeto.

Atualmente, o processo encontra-se parado. Em consulta ao sistema de processos na internet, é possível identificar a última movimentação datada de 28 de novembro de 2014. Até o momento não há decisão definitiva para o caso.

Topmídia News

Desavença entre fieis de igreja acaba em atropelamento

Um desentendimento entre frequentadoras da Igreja Pentecostal Força e Poder de Deus, no Jardim Capuava, em Nova Odessa (SP), terminou com uma jovem de 25 anos atropelada e ferida.

A desavença entre as mulheres, segundo a vítima, é por conta de ciúmes da amizade dela com o pastor e porque elas a culpavam por terem sido tiradas das funções de recepcionar fiéis e de cantar na igreja. Ela diz ter sido ameaçada de morte e que já foi atropelada outra vez pela dupla.

"O pastor tirou o cargo delas na igreja e elas pensam que eu tô fazendo a cabeça dele (...) do nada, por ciúmes (...) Os pastores (o marido e a mulher) conversam comigo e elas acham que eles gostam mais de mim do que delas", afirmou.

Ela afirmou que as acusadas a ofendiam e até a empurravam dentro da igreja. De acordo com registro policial, a jovem seguia a pé pela Rua dos Jequitibás, a três quadras da casa da mãe, por volta das 17h15, momento em que seus "desafetos" surgiram em uma EcoSport. Segundo o boletim de ocorrência, a motorista reduziu a velocidade, subiu na calçada e jogou o veículo contra as pernas da vítima, que sofreu ferimentos no pé esquerdo, no braço direito e não conseguia andar.

"Fiquei desesperada. O carro veio de frente comigo. (Elas) não falaram nada, foram embora e acabou. Estão ficando loucas", afirmou.

A jovem ligou para uma amiga e foi levada ao Hospital Municipal Dr. Acílio Carreon Garcia, onde foi constatada lesão. "Trinquei o pé. Não estou aguentando pôr o pé no chão", relatou a mulher, que apontou que as acusadas fugiram sem prestar socorro.

Segundo caso

A vítima disse que esse foi o segundo atropelamento sofrido por ela devido à desavença em menos de um mês. Na primeira vez, ela machucou o pé e o pulso, mas decidiu não registrar a ocorrência porque havia se reconciliado com as suspeitas. Ela contou ainda ter sofrido ameaças no final de fevereiro em frente à sua casa e acusa ambas de ameaçá-la de morte e de chamá-la de "vagabunda".

O pastor da igreja, que pediu para não ser identificado, disse ter conversado com as envolvidas, que elas até choraram, e negou que tenha tirado elas das funções. Segundo o pastor, "por um motivo ou por outro faltavam" e não quiseram mais fazer parte do ministério. "Falei pra elas descansarem e não criarem mais atrito". Conforme o líder da igreja, chegou ao seu conhecimento que as envolvidas se insultavam. Ainda segundo o pastor, as acusadas não têm frequentado mais a igreja. A reportagem não conseguiu localizar as suspeitas.

Fonte: Todo Dia

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