quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Papa enviou um milhão de dólares para desabrigados iraquianos



Cardeal Filoni: objetivo da missão foi ajudar todas as minorias perseguidas no Iraque

O papa Francisco enviou uma ajuda de um milhão de dólares para os cristãos e outras minorias religiosas iraquianas que tiveram que abandonar os seus lares diante do avanço dos milicianos extremistas do Estado Islâmico (EI). Uma parte desta doação foi levada pessoalmente pelo enviado especial do Santo Padre ao Iraque, o cardeal Fernando Filoni.

O cardeal, que é prefeito da Congregação Propaganda Fide, revelou a informação durante entrevista à agência de notícias de inspiração católica CNS, dos Estados Unidos, e declarou que, na viagem, de 8 a 20 de agosto, levou somente 10% do valor da ajuda. Do restante, 75% foram destinados aos cristãos e 25% à comunidade yazidi, que tem uma das religiões mais antigas do mundo, com origens que remontam à mesma época do surgimento do judaísmo.

Filone já tinha sido núncio apostólico em Bagdá e permanecido na cidade durante a Guerra do Golfo, quando todos os outros diplomatas tinham deixado a cidade. Ele qualificou a decapitação do jornalista norte-americano James Foley de “ato de barbárie desumana, que, no entanto, eu já vi no passado”.

Em entrevista ao jornal italiano La Repubblica, o prefeito da Propaganda Fide afirmou: “O papa nunca disse ‘vá lá pelos cristãos’. Não. Ele me disse: ‘vá lá ajudar as minorias’. Isso demonstra que a Igreja agiu em prol de todos”.

“Eu estive com os yazidis, com seus sábios, aqueles veneráveis de barba longa. Encontrei-os cheios de sofrimento e de lágrimas: ‘Não temos mais nem força nem voz. Vocês são a nossa voz’”. O purpurado completou: "Como Igreja, nós estamos falando em favor de todos: dos yazidis e dos xiitas expulsos das suas aldeias, dos sábios... E também dos sunitas que não aceitam esta onda de terrorismo”.

O cardeal se interrogou sobre as armas dos milicianos: “Como é que todo este movimento de dinheiro e de recursos escapou de quem tem que controlar e de quem dirige as coisas de longe? É uma resposta que por enquanto está difícil de dar”.

Ao jornal Avvenire, o purpurado disse que os habitantes estão “dispostos a voltar para as suas aldeias desde que haja cinturões de segurança internacional que garantam que eles possam retomar a vida normal”. Filoni considerou interessante a ideia de que esses responsáveis pela segurança sejam os capacetes azuis da Organização das Nações Unidas.

Zenit

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Pastor acusado de estupro é preso

Pastor evangélico acusado de estupro é preso (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
O pastor evangélico Ismael Saraivas (de vermelho) é acusado de estuprar pelo menos oito mulheres no sudeste paraense. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Policiais do município de Ourilândia do Norte, no sudeste paraense, prenderam nesta quinta-feira (21) um pastor evangélico suspeito de estuprar pelo menos oito mulheres.

Segundo a Polícia Civil, os crimes aconteceram no próprio município de Ourilândia e na cidade de Tucumã. O suspeito, Ismael Raimundo Saraivas, é capelão evangélico, e foi identificado após investigação policial. Ao ser levado para a delegacia, ele foi reconhecido pelas vítimas do crime.

Na casa do pastor, a polícia ainda encontrou munição de uso exclusivo das forças armadas e alguns pertences das vítimas, que eram roubadas após o abuso sexual.

Isamel continua retido na delegacia do município, aguardando decisão da Justiça.

(Gustavo Dutra/DOL)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Pastor e comparsa são presos por suspeita de extorquir R$ 10 mil no RS

Pastor e comparsa foram presos na semana passada (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Pastor e comparsa foram presos na semana passada (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Dinheiro foi tomado de empresário em Eldorado do Sul, diz delegado.
Comparsa fazia ameaças ao telefone com sotaque de língua espanhola.


Um pastor de 40 anos foi preso junto com um comparsa por suspeita de extorquir R$ 10 mil de um empresário da construção civil de Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil. Eles foram flagrados nesta sexta-feira (22) em frente a uma agência bancária, onde tentavam receber mais dinheiro do mesmo empresário.

Segundo o delegado Alencar Carraro, o pastor havia procurado o empresário para propor o aluguel de uma sala comercial em Porto Alegre. Firmado o contrato, o religioso fez várias compras no nome do empresário. "A partir do momento em que tentou se instalar em Porto Alegre, ele passou a ser vítima de estelionato", afirmou.

O empresário decidiu interromper o contrato, e o comparsa do pastor de uma igreja passou a telefonar para ele cobrando dinheiro. O suspeito confessou informalmente que falava propositalmente com sotaque de língua espanhola, para dificultar sua identificação. "A vítima foi extorquida constantemente nos últimos meses, chegando a pagar R$ 10 mil para que sua família fosse deixada em paz", disse o delegado.

O homem procurou a polícia após ter recebido novas ameaças. Policiais civis esperaram o pastor ir a um local onde receberia mais dinheiro do empresário. O outro suspeito foi perseguido e preso na Ilha da Pintada, em Porto Alegre.

A dupla foi presa preventivamente e encaminhada ao Presídio Central da capital gaúcha. A polícia agora investiga se houve mais crimes deste tipo em Porto Alegre e em Guaíba, também na Região Metropolitana.

G1

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Se você tiver só R$5,00, sinto muito, vai ficar sem oração!

Foto

Humorista finge possessão demoníaca no palco da IURD





Cristãos no Iraque. "Preferimos morrer a esconder a nossa cruz"



Das igrejas fizeram casa. Continuam a ir à missa – rezam pela paz. Mas onde havia milhares de cristãos, como em Mossul, não há agora nenhum. "A vida deles está completamente virada do avesso", diz à Renascença, a partir do Iraque, um elemento da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

De um dia para o outro, tudo mudou para os cristãos no Iraque. Entre conversão ao Islão ou o pagamento do imposto exigido pelo autoproclamado Estado Islâmico, não tiveram escolha. Deixaram tudo para trás. No meio do desespero não sobrou tempo para preparos. Muitos fugiram de mãos vazias e sem dinheiro nos bolsos.

"Os refugiados estão a abrigar-se em igrejas, alguns deles estão em parques a viver em tendas. Nesta altura do ano, as temperaturas atingem os 43, 45 graus. São condições muito difíceis", conta à Renascença Regina Lynch, directora de projectos da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), organização dependente do Vaticano.

"Conhecemos uma família que demorou cinco horas a fazer uma viagem que normalmente demoraria uma hora e meia. Eram 24 pessoas numa carrinha que transporta oito no máximo. Isto mostra a forma desesperada como as pessoas tiveram que abandonar a região", conta, por telefone.

Com Regina Lynch, estão no Iraque o presidente internacional da AIS, Johannes von Heereman, e a directora de comunicação, Maria Lozano. Querem conhecer de perto os cristãos perseguidos e as suas necessidades. Querem lembrar-lhes que não estão sós e dar-lhes voz.

A vida "do avesso"

"Há pessoas a viver em abrigos e que estão a ser registadas neste momento. Há muitos a viver com familiares em casas sobrelotadas. É difícil ter um número exacto, mas sabemos que há cerca de 70 mil refugiados à volta de Ankawa e 60 mil nas áreas a norte de Mossul. Mas a todo o momento há pessoas a chegar, famílias a bater à porta à procura de lugar para ficar", conta Lynch.

A AIS já recolheu e enviou mais de 230 mil euros para a Igreja do Iraque. O apoio vai permitir suportar necessidades básicas de milhares de cristãos iraquianos refugiados.

São urgentes "alimentos, colchões, ventiladores, frigoríficos". E alguém que os escute. "Os refugiados viram-se para a Igreja e esperam que a Igreja os ajude. Que os ajude a resolver os problemas. Outras vezes só esperam que alguém possa ouvi-los".

Têm muito para contar. Num abrir e fechar os olhos, a vida que conheciam deixou de existir. Em 2003, só em Mossul, viviam 35 mil cristãos. Pela primeira vez em dois mil anos, não sobra um único.

"As pessoas que conhecemos estão muito traumatizadas porque aconteceu tudo muito rápido. Os cristãos em Mossul, por exemplo, achavam que o exército do Governo ia protegê-los. Foi um choque para eles. A vida deles está completamente virada do avesso".

"Esta é a nossa casa, esta é a nossa história"

A delegação da AIS chegou na quarta-feira ao Iraque para uma viagem de cinco dias. Visitaram Ankawa, um subúrbio cristão da cidade de Erbil que acolhe muitos dos que fugiram de Qaraqosh. Passaram por Dohuk, onde, vindos de Mossul, cristãos em fuga procuraram refúgio. Reúnem-se com bispos, visitam abrigos, ouvem esperanças e vontades.

"Alguns dizem que querem sair, que querem emigrar. Outros contam que querem voltar para as suas aldeias, para as suas casas porque estão lá há gerações e gerações. Dizem: ‘esta é a nossa casa, esta é a nossa história’. Mas só podem voltar se houver alguma espécie de protecção internacional, uma garantia de que isto não vai acontecer outra vez".

O Patriarca Caldeu do Iraque, D. Louis Sako, tem-se desdobrado em apelos. A ele, já se juntaram os bispos da Europa numa carta enviada esta semana ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Pedem decisões urgentes para "para pôr fim às atrocidades cometidas contra os cristãos e outras minorias religiosas no Iraque".

Uma cruz tatuada

Por enquanto, resta confiar na generosidade dos que no terreno fazem de tudo para ajudar. 

"Soubemos de uma vila cristã que não teria mais de 60 famílias e que agora tem mais 250 famílias cristãs refugiadas. Dá para imaginar o impacto que isto tem na comunidade. As pessoas são muito generosas. Fazem tudo para ajudar os refugiados".

Pouco sabem do que vem a seguir. "É difícil para eles perceber como é que a situação se vai desenvolver. Alguns expressaram-nos o desejo, a esperança, de que uma equipa internacional de manutenção de paz entre no país e garanta a sua protecção. Outros esperam que os peshmerga, as tropas curdas, ganhem força para lutar contra o Estado Islâmico."

Regina Lynch ficou "muito comovida com a fé" dos cristãos iraquianos.


"Hoje falámos com uma senhora de idade que tem uma cruz tatuada na mão e contamos-lhe como hoje em dia na Europa são poucas as pessoas que usam cruzes. Ela respondeu: ‘nós preferimos morrer a esconder a nossa cruz'".

Renascença


Pastor é preso por violentar enteada

A vítima teria sido abusada sexualmente dos nove aos 12 anos de idade

Um pastor foi preso nesta quinta-feira,21, em Inhoaíba, Campo Grande, na zona oeste do Rio acusado de violentar a enteada. Contra André Luís Rodrigues dos Santos, 45 anos, havia mandado de prisão expedido pela 43ª Vara Criminal, com condenação de sete anos e seis meses de prisão em regime fechado, pelo crime de estupro de vulnerável.

André atuava como pastor e realizava diversos cultos religiosos na região. A vítima, teria sido abusada sexualmente dos nove aos 12 anos de idade e engravidou do padrasto. A criança foi encaminhada para adoção. Na época, a investigação realizada pela Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (DEAM Oeste). A prisão foi efetuada por policiais da 11º DP (Rocinha).

Para assistir o vídeo da matéria clique AQUI

Fonte: Notícias Band 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O Brasil é o segundo país do mundo a enviar missionários para outros países,segundo pesquisa

missoes

Uma pesquisa aponta que o Brasil é o segundo país do mundo a exportar missionários para outros países. De acordo com o professor da Gordon-Conwell, Todd Jonhson, 34 mil missionários e missionárias brasileiras foram enviados ao exterior em 2010, o que significa 70% a mais que 2009. “A quantidade de missionários enviados pelo Sul global supera o declínio do cristianismo na Europa”, disse.

A epidemia do Ebola que tem assolado alguns países da África nos últimos meses, causando a morte de tantos seres humanos e entre eles, missionários e missionárias, tem chamado a atenção para a questão da missionariedade em países com situações de risco e ameaça à vida.

11.835 missionários e missionárias marcam presença em países africanos atingidos pela epidemia, entre eles Guiné, Nigéria, Serra Leoa e Libéria.

Por ocasião da morte de três missionários vítimas do Ebola, Irmã Chantal, Frei Patrick e Padre Miguel Pajares, a presidente nacional da CRB, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, em nota, manifestou condolências às famílias dos missionários e às suas congregações e exaltou o espírito missionário que os estimulou a dar a vida pelos outros.

“Em primeiro lugar, nos unimos a todos os Institutos que perderam seus membros. É uma doença incurável que nos preocupa. Os missionários estão a serviço do povo e o assumem de tal maneira na dimensão do martírio”, afirmou.

De acordo com Irmã Inês, o missionário que abraça uma missão de maneira apaixonada dificilmente abandonará o país na hora em que as pessoas mais precisam deles. “É nesta hora que se dá a entrega da vida e é um espírito autenticamente missionário que impulsiona esses religiosos, que querem fazer a sua parte preservando as vítimas e acabam sendo vitimados por aquela situação ou epidemia, morrendo, conscientemente, pelo povo”.

Para Irmã Inês, esta dimensão da entrega da vida tem um sentido eclesial, teológico, em vista do crescimento da Igreja. “Onde há mais mártires surgem sementes de novos cristãos”, frisou.

Ao ser questionada sobre a presença de missionários em situações de risco, Irmã Inês afirmou que os Institutos usam da prudência, em vista da preservação da vida do missionário, mas lhe dá, ao mesmo tempo, a liberdade de escolha. “Somos defensores da vida e não enviaríamos missionários onde que sua vida será ceifada, porém o religioso é livre para decidir. Quanto aos religiosos que já estão lá, jamais abandonarão a causa, mas morrerão junto aos seus destinatários, por causa do Reino”, enfatizou.

Entre os 11.835 missionários na África, 1.065 são sacerdotes de congregações religiosas. Nos países atingidos pela epidemia são: 21 na Libéria, 66 em Serra Leoa, e na Guiné, 22. O país que mais abriga religiosos é a Nigéria, com 956 missionários e sofre mais influência da fé católica.

Na África, 23,14% da população é católica; o que, em dados totais, se traduz em mais de 205 milhões, números que aumentaram em 29% entre 2005 e 2012, de acordo com o Anuário Pontifício do Vaticano. Esse crescimento, segundo pesquisa, se deve ao trabalho dos religiosos.

Blog Carmadélio

Acusados de ligação com o crime, policiais viram cabos eleitorais de Garotinho no Rio

Álvaro Lins, ex-chefe de Polícia do Rio que chegou a ser preso, faz campanha em áudio por vitória de candidato no PR no primeiro turno. Inspetor acusado de ligação com máfia dos caça-níqueis envia mensagens pedindo votos para Garotinho e avisando que vai acabar a “palhaçada de UPP”

VELHOS CONHECIDOS – Anthony Garotinho, na época em que era governador do Rio de Janeiro, apresentando o novo chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, em 24/11/2000 (foto: Ricardo Leoni/Agência O Globo/VEJA)
VELHOS CONHECIDOS – Anthony Garotinho, na época em que era governador do Rio de Janeiro, apresentando o novo chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, em 24/11/2000 (foto: Ricardo Leoni/Agência O Globo/VEJA)

Diga-me com quem andas e te direi quem és. O provérbio clichê é valioso em uma campanha para projetar como seria o governo de um candidato em caso de vitória. Nas últimas semanas no Rio de Janeiro, tornaram-se cabos eleitorais do ex-governador Anthony Garotinho (PR) dois condenados por envolvimento com a máfia dos caça-níqueis que tiveram papel crucial nas políticas de segurança do seu governo e da mulher, Rosinha. Preso em 2008 pela Polícia Federal, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins, chegou a ser condenado a 28 anos de prisão por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Recentemente, ele gravou um áudio e enviou para várias pessoas no Estado conclamando “vingança” e pedindo a vitória do seu candidato no primeiro turno. O inspetor Fábio Menezes Leão, o Fabinho, condenado no mesmo processo de Lins, foi ainda mais escrachado: em uma mensagem de celular enviada para dezenas de colegas, afirmou que Garotinho terá o apoio dos “amigos das vans” e que “acabará com essa palhaçada de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora)”.

Em mensagem no whatsapp, Fábio Leão, condenado por formação de quadrilha, pede votos a Garotinho
Em mensagem no whatsapp, 
Fábio Leão, condenado por 
formação de quadrilha, 
pede votos a Garotinho

O áudio de Álvaro Lins que está circulando na rede revela o rancor do ex-delegado com o governo de Sérgio Cabral (PMDB), que o expulsou da Polícia Civil em 2009. Álvaro não cita Garotinho, mas ressalta que quer a vitória no primeiro turno. Hoje, segundo a última pesquisa Datafolha, o ex-governador é o primeiro colocado com 25% das intenções de voto, sete pontos a frente de Marcelo Crivella (PRB). “Bem aventurados aqueles que têm sede de justiça, pois serão saciados. Essa é a única expressão que vem à minha cabeça quando vejo uma notícia como essa. Eu espero que cada um de vocês nos ajude nessa luta.

Eu sou apenas mais um dos muitos que sofreram na mão dessa corja que tem que ser varrida do Rio de Janeiro. Essa é a oportunidade que nós temos, não vai haver outra oportunidade. Daqui um ano, dois anos, quatro anos, dez anos. Acabou. Ou é agora ou nunca. Vamos varrer essa gente do Rio de Janeiro. A gente tem que conseguir isso. Eles é que são bandidos, eles é que roubaram o povo do Rio de Janeiro. Eles não têm nada contra nós. A gente vai dar o troco. Então, vai para rua hoje, telefona para a sua família, para o seu amigo, para pessoa que você não vê há muito tempo. Convence aquele cara que ainda está na dúvida.  E vamos ganhar isso, se possível até no primeiro turno. Essa é a minha voz, eu espero que seja a sua também”, diz Álvaro. Procurado pelo site de VEJA, o ex-chefe de Polícia não se manifestou.

Já as mensagens enviadas pelo celular de Fábio Leão assumem compromissos maiores que os de Álvaro. Ele é integrante do grupo dos inhos – como ficou conhecido um núcleo formado por ele e outros dois inspetores chamados Jorge Luiz Fernandes, o Jorginho, e Hélio Machado da Conceição, o Helinho. Os três foram condenados em 2012 pela juíza Karla Nanci Grando, da 4ª Vara Federal do Rio após a operação Gladiador da PF. “Irmãos, estive com nosso chefe, Dr Álvaro (Lins) esta manhã e o que ele me pediu para passar é o seguinte: com apoio dos amigos das vans, das comunidades que foram impedidas de terem suas próprias seguranças e foram tomadas por traficantes entre outros casos, provavelmente o nosso governador Garotinho ganhará no primeiro turno”, enviou para um grupo de amigos no Whatsapp. Quando fala em “seguranças próprias”, Fábio está se referindo às milícias que dominam favelas do Rio de Janeiro há anos, contrapondo-se ao tráfico de drogas. Segundo o relatório de 2008 da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio, o poder de tais grupos paramilitares – que fazem justiça com as próprias mãos e faturam com a venda de gás, pirataria na TV por assinatura e transporte alternativo – cresceu exponencialmente no estado durante os governos Rosinha e Garotinho.

Mas a mensagem de Fábio que mais chama atenção é a que põe em xeque o discurso de Garotinho de que não vai acabar com as UPPs: “Dr Alvaro esteve com o governador Garotinho essa manhã e o mesmo garantiu que reintegra todo o nosso grupo a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) nos primeiros dias de 2015!!! Garantiu que acabará com essa palhaçada de UPP!!! Irmão, vamos ajudar! Garotinho na cabeça! Não se envergonhe! Gardênia, Rio das Pedras e todas de Jacarepaguá já declararam apoio e voto a Garotinho. Vamos para cima deles! Essa é a hora! Conto com a ajuda e o apoio de vocês. Ass: Fábio Leão”, afirmou na mensagem. Procurado, Fábio nega que tenha enviado as mensagens. Chegou a alegar clonagem do seu celular e montagem das imagens. No entanto, admite que encaminhou para alguns amigos o áudio de Álvaro Lins pedindo votos para Garotinho. VEJA tem o print screen de várias mensagens enviadas por Fábio nos últimos dias. ​

Thiago Prado, na Veja on-line

terça-feira, 19 de agosto de 2014

MARIDO DE MARINA SILVA FOI DENUNCIADO PELO DEPUTADO ALDO REBELO POR CONTRABANDO DE MADEIRA AVALIADA EM R$ 8 MILHÕES.


Marina Silva e seu marido Fábio Vaz de Lima


Durante campanhas eleitoriais sempre surgem escândalos envolvendo os candidatos. É o caso de Marina Silva cujo marido, Fábio Vaz de Lima foi acusado pelo deputado Aldo Rebelo, do PCdoB, de contrabandear um lote de 6.000 toras de mogno, uma fortuna avaliada em R$ 8 milhões.

A acusação ocorreu durante a votação do Código Florestal no dia 10 de maio de 2011, segundo aponta o blog Sustentabilidade do site do jornal O Estado de S. Paulo, destacando o fato nos seguintes termos: “O impasse na votação levou a troca de insultos. Num aparte concedido pela Mesa Diretora, Aldo Rebelo reagiu a um post feito no twitter pela ex-­ministra Marina Silva, que estava no plenário. “Ela disse que eu fraudei o relatório. Quem fraudou foi o marido dela, que fez contrabando de madeira”, disse o relator, em meio a gritos de “canalha, traidor, se vendeu aos ruralistas”, da bancada do PV.”

No dia 23 de maio de 2011, matéria do jornalista Gabriel Castro, no site da revista Veja, detalha o rumoroso caso do mogno que chegou à opinião pública pela imprensa depois que o Tribunal de Contas da União apontou irregularidades em doação de madeira feita pelo Ibana na gestão da ministra Marina Silva. Mas em que pese as irregularidades apontadas pelo TCU, o  caso teria sido lançado no baú do esquecimento, não fosse a acusação em plenário formulada pelo deputado Aldo Rebelo contra o marido de Marina Silva. Deve-se acrescentar que o comunista Rebelo fazia e faz parte da base aliada do PT no Congresso e é o ministro do Esporte do governo da Dilma. E, como não poderia deixar de ser, com a ascensão de Marina Silva à condição de candidata presidencial em decorrência da morte de Eduardo Campos, o caso do mogno já é citado intensamente pelas redes sociais.

Transcrevo na íntegra a reportagem de Veja. Leiam:



O clima tenso na tentativa de votação do Código Florestal trouxe à tona um caso ainda mal-explicado envolvendo Fábio Vaz de Lima, o marido de Marina Silva. Irritado com uma crítica da ex-senadora, o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) sacou uma acusação contra Marina - e que pesa também sobre ele mesmo. Em 2004, quando era ministro da Articulação Política, ele teria operado, a pedido da então ministra do Meio Ambiente, para derrubar no Congresso um requerimento de convocação de Lima para depoimento. O marido de Marina Silva era acusado de envolvimento na doação de madeira clandestina apreendida na Amazônia a uma organização não-governamental.

A madeira apreendida, 6.000 toras de mogno, compunha uma carga milionária. O  Ibama repassou o material à Organização Não-Governamental Fase – que, por sua vez, entregou o material nas mãos de uma madeireira, a Cikel. Descontados os custos do processo, a companhia pagou 3,5 milhões de reais à Fase para ficar com o material. Sua contabilidade atribuiu ao mogno o valor de 8 milhões de reais.

A ligação de Fábio Vaz de Lima com o caso foi aventada porque ele era casado com a então ministra Marina Silva e havia sido o nome mais influente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), uma entidade que congrega dezenas de ONGs e tem na Fase um de seus principais integrantes. Fábio teria influenciado a decisão do Ibama, um órgão controlado pelo Ministério do Meio Ambiente.

O Tribunal de Contas da União analisou o caso e apontou irregularidades na transferência da madeira. A escolha do destinatário do material não foi justificada. O valor real das toras de mogno seria de 36 milhões, e não de 8 milhões, como apontado na prestação de contas da madeireira que adquiriu a carga. A análise também relata que um grupamento do Exército solicitou parte da madeira para usá-la em instalações militares, mas não foi atendido.
“A doação promovida por ente público não pode ser realizada sem a devida observância dos princípios da isonomia, impessoalidade e publicidade. No caso sob exame, falhou-se nesse aspecto”, aponta o ministro relator, Humberto Guimarães Solto.

O ministro questionou também a prática de doação do material apreendido: “A atual administração do Ibama efetuou a ‘doação com encargos’ de 6.000 toras de mogno apreendido à Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional - Fase, inaugurando assim uma nova maneira de ‘esquentar’ produto de origem ilegal, e mais, atuando como agente incentivador da exploração predatória desta espécie, pois, agora, basta ‘explorar’ que o Ibama ‘apreende e doa’ para ‘entidade filantrópica’ que ‘vende’ para empresa que ‘comercializa e explora’ o mogno”.

Na ocasião, os ministros do TCU aprovaram um documento que listou uma série de recomendações ao Ibama, para evitar que os recursos fossem usados de forma inadequada pela Fase. Eles também alertaram para a necessidade de aumentar o rigor sobre os critérios de doação de cargas apreendidas.
Por intermédio de sua assessoria, a ex-senadora informou que todo a doação da madeira à Fase, por iniciativa do próprio Ibama, teve acompanhamento do Ministério Público Federal, que não detectou nenhum tipo de irregularidade.
NEGOCIAÇÕES ESCUSAS
A Fase afirma que o dinheiro obtido com a doação foi usado na criação de um fundo que promove atividades de preservação ambiental. Marina Silva, por sua vez, alega que o marido já havia se desligado do GTA cinco anos antes do episódio. O presidente do GTA, Rubem Gomes, diz que não houve direcionamento na transferência do mogno: "A única organização habilitada para o intento era a Fase".

Mas, na ocasião, não faltaram denúncias de que o material apreendido envolveria negociações escusas com madeireiras. Não por acaso, as suspeitas chegaram ao Congresso Nacional. Na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, o deputado Luis Carlos Hauly (PSDB-PR) apresentou um requerimento para convidar Fábio Vaz de Lima e alguns dirigentes do Ibama para esclarecer a negociação.

Formalmente, o convite dizia respeito a outro caso: à suspeita de que o Ibama firmava convênios superfaturados com entidades, usando dinheiro obtido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Fábio Vaz de Lima seria convidado porque foi o responsável pela indicação de Atanagildo de Deus Matos, um dos acusados. Mas o temor de Marina Silva estava na denúncia de contrabando de madeira.

Foi aí que Aldo Rebelo entrou em campo. Ministro da Articulação Política, ele foi procurado por Marina para conversar com aliados e blindar Fábio Vaz de Lima. Funcionou: o requerimento foi rejeitado.

Fábio Vaz de Lima é secretário-adjunto de Desenvolvimento do Acre. Com a polêmica do Código Florestal, a ex-senadora Marina Silva e o deputado federal foram para lados opostos e o episódio voltou à tona. Mas é pouco provável que o caso ainda venha a ser esclarecido. Do site da revista Veja

Blog Aluizio Amorim

Enviado do Papa ao Iraque relata dramática situação

Enviado do Papa ao Iraque relata dramática situação

Cardeal Filoni visitou os refugiados acolhidos em Duhok e Manghes e fez um apelo à comunidade internacional


Enviado do Papa ao Iraque relata dramática situaçãoO enviado pessoal do Papa Francisco ao Iraque, Cardeal Fernando Filoni, teve um encontro com as autoridades políticas da Região Autônoma do Curdistão e visitou os refugiados cristãos, yazidis e outros nas províncias de Duhok e Erbil, informa um comunicado do Patriarcado Caldeu do Iraque.

Dom Filoni estava acompanhado pelo patriarca caldeu no país, Dom Louis Sako, e pelos bispos locais.

Depois de ter ouvido e visto as tragédias e os sofrimento de tantas famílias que deixaram as próprias aldeias, as suas casas e propriedades, sobretudo em Mossul, na Planície de Nínive e em Sinjar, o enviado do Santo Padre fez um apelo à comunidade internacional, para:

1. Intervir imediatamente, fornecendo apoios de primeira necessidade: água, alimentos, medicamentos, serviços de saúde, etc.
2. Libertar o mais rapidamente possível e de forma estável as aldeias e os lugares ocupados. Não se deve deixar morrer a esperança das populações!
3. Garantir proteção internacional a estas aldeias para incentivar as famílias a voltar às suas casas e continuar a sua vida normal em paz e segurança.

O cardeal visitou os locais na última sexta-feira e sábado, 15 e 16, e fez um relato de suas impressões à Rádio Vaticano:

Enviado do Papa ao Iraque relata dramática situação

“Na manhã deste sábado, encontrei em Duhok o governador desta região: falamos amplamente sobre a situação dos refugiados e tomamos conhecimento daquilo que o governo local está fazendo em favor dos vários grupos.

De sua parte, naturalmente, há um empenho muito generoso, embora, é claro, a região não disponha dos meios suficientes para enfrentar, por muito tempo, a situação que veio a ser criada: a população quase dobrou em relação à precedente. Portanto, também ele pede que as ajudas cheguem o mais rápido possível, sobretudo em relação aos gêneros de primeira necessidade.

Fomos visitar, com os outros bispos, o patriarca caldeu e o núncio, os vários acampamentos para refugiados e fizemos uma visita a Manghes, que é um vilarejo onde há um bom número de católicos caldeus e onde pude ver a situação e falar com as pessoas que estão acolhidas no centro paroquial dali, no qual numerosas famílias se encontram refugiadas.

Trata-se de pessoas que fugiram de Qaraqosh, de Bakhdida e de outros vilarejos da Planície do Nínive. Confiam que a Igreja não os abandonará, mas também fazem apelo a fim de que seu grito não seja esquecido a nível internacional.

Depois, ali perto, fomos visitar uma escola colocada a disposição pelo município, onde se encontram refugiados yazidis. Ali encontrei uma situação muito, muito dramática: não tanto do ponto de vista logístico, quanto do ponto de vista psicológico e moral. Vi, sobretudo, mulheres e muitas crianças e poucos anciãos… Ao falar comigo, esses anciãos choravam porque não veem um futuro para sua terra, sua cultura, sua tradição e continuamente nos perguntavam: “O que fizemos de mal para sermos assassinados?”

As mulheres estavam-se numa situação passiva: entre a comoção, o choro e a incapacidade de ter uma reação, abaladas pela dor e pelo sofrimento. As crianças, naturalmente muitas, que nos rodeavam, nos olhavam com aqueles olhos grandes, quase a perguntar-nos: “O que vocês estão fazendo por nós?”

Uma situação comovente, de grande sofrimento, creio, partilhada por todos. O fato de assegurar-lhes que o Papa e a Igreja Católica os defende, que fala por eles e que eles têm voz através de nós, deu-lhes um pouco de encorajamento.

Ademais, continuam chegando notícias de assassinatos: fala-se de 100 homens que teriam sido mortos, a notícia chegou esta manhã… Estamos procurando verificar. Fala-se de situações desesperadoras em alguns vilarejos, porque o povo não conseguiu fugir.”

Fonte: Rádio Vaticano via  Os Pilares da Fé





Filho de pastor é preso por estupro em Lucas do Rio Verde



Um jovem de 22 anos foi preso na manhã dessa segunda-feira (18) acusado de ter cometido crime de abuso sexual contra uma menor. O homem foi preso em sua residência pelos investigadores em cumprimento ao mandado de prisão temporária pedida pelo Delegado Rafael Scatolon, de Lucas do Rio Verde.

O rapaz é filho de um pastor, que também foi preso em abril desse ano acusado de estupro de vulnerável contra a mesma vítima. Aproveitando-se da condição de líder religioso, o pastor ganhou a confiança da menor e de sua família.


A garota que já tinha passado por situação parecida, era convidada a ir até a casa do pastor para receber ‘orientações’. No local o religioso e o filho cometia os abusos contra a garotinha.


Na época somente o pai foi indicado. Ao saber que estava sendo investigado, o homem chegou a ir à delegacia acompanhado de um advogado e em depoimento negou as acusações, porém, fugiu da cidade sendo preso dias depois em um hotel na cidade de Sinop.


Agora, quatro meses após a prisão do pastor, a vítima resolveu revelar para sua irmã que também sofreu abuso pelo filho. O caso chegou ao Conselho Tutelar e encaminhado para autoridades policiais.


De acordo com o delegado Rafael Scatolon, a vítima passou por exames médicos para comprovar o abuso sexual. A prisão temporária (30 dias) do investigado se torna necessária para que a investigação seja concluída no prazo.

Cenário MT

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Declaração grotesca de um pastor de Gideões acerca da tragédia envolvendo o candidato Eduardo Campos



Entre todo o tipo de absurdo que se lê nas redes sociais "evangélicas" acerca da tragédia que se abateu sobre a nação, fica difícil suportar a ideia de que o mal é a marca mais evidente que se vislumbra em cinco minutos de conexão de internet, logo após o país ser surpreendido com a triste notícia da morte do ex-governandor Eduardo Campos.

Entre as mais absurdas teses envolvendo o "deus" que prefere a evangélica Marina Silva ao impio - que pena da doce irmã  Marina vir a ouvir esta insanidade- vejo embasbacado a imagem deste " pastor", incapaz do menor gesto cristão e de conforto para quem fica.



Que ao menos o sol desta exposição ajude a melhorar o fedor que saí deste ajuntamento.



Genizah

Que triste declaração de um homem que se diz pastor!
Quanto ódio no coração!

Testemunho de um ex.calvinista convertido ao catolicismo

Evangelical Convert: Ryan McLaughlin

Eu acreditava que o calvinismo e teologia reformada eram uma maneira melhor de fazer o Cristianismo. Ryan McLaughlin, convertido ao catolicismo

Ryan McLaughlin é um marido, pai de três filhos, professor de matemática, e um graduado recente da faculdade de direito. Após anos de pesquisa, orando e lendo, ele e sua família foram recebidos na Igreja Católica na Vigília Pascal de 2012.

A Primavera de 2005 foi de uma hora inconveniente por ter a minha visão de mundo interrompida. Eu estava terminando meu primeiro ano de faculdade como um graduado de matemática e tive uma carga completa de aulas difíceis. Eu também estava trabalhando em uma seleçãoe fazia bicos como um professor de matemática. Em suma, minha agenda era muito abarrotada mesmo para um moço de um 19 anos.
Mas quando eu penso de volta naquele momento da minha vida, eu normalmente só me lembro de estar ocupado com uma coisa: a minha igreja. Ela foi realmente o centro de todos os horários da minha vida. Eu frequentemente tinha as atividades da igreja 7 noites por semana. Levei um estudo bíblico para os jovens, foi encarregado de um ministério de fantoches para as crianças, ajudei com o grupo de jovens ... se havia alguma coisa acontecendo na igreja, eu estava lá. Meu enorme círculo de amigos era uma parte da minha igreja ou uma de nossas igrejas irmãs em outros lugares na Flórida. Eu estava me preparando para ir à minha segunda viagem missionária com a nossa denominação para Cuba no verão, e eu tinha começado o hábito de ir a conferências 5-6 denominacionais por ano. Eu estava planejando ter mais escolaridade para ser um pastor depois que me formar.
Minha igreja era Reformada obviamente que sim. Tínhamos muito a dizer sobre o que havia de errado com os outros cristãos: dispensacionalistas, arminianos, pentecostais, mega-igrejas, protestantes tradicionais ... todos os tipos de grupos foram alvos frequentes de nosso escárnio. E, claro, dos lixos católicos. "Quero dizer, essas pessoas nunca pegaram uma Bíblia, eles descobriram com o mudo o que eles acreditam que é, né?" Tivemos debates - e eu quero dizer debates sérios - sobre se o Papa era o anticristo (não qualquer um Papa, em particular, , mas justamente o papado em geral ... o papel Apocalíptico alternativo para o papado em nossa hermenêutica era a "prostituta da Babilônia"). Na visão de mundo que eu compartilhei com meus amigos, ser romano era ser ridículo.

E então, em março de 2005, eu, inexplicavelmente, me vi envolvido com a cobertura jornalística da última doença de João Paulo e da sua morte.

Até aquele momento, eu tinha permanecido ignorante sobre a vida do Papa João Paulo II: por que eu iria me  incomodar aprender sobre um homem que eu achava que era o chefe da denominação mais absurda na Terra? Eu não tinha ideia sobre o seu papel no “Solidariedad”, o movimento que levou à queda do comunismo na Polônia. Eu nunca tinha ouvido um de seus sermões apaixonados ou foi exposto a sua escrita brilhante. Eu só sabia que o então Papa era chamado de "João Paulo", somente isso. Mas quando os jornais começaram a apresentar artigos sobre sua doença final, por algum motivo eu não conseguia parar de ler sobre este homem que eu havia demitido há muito tempo da minha vida. Eu assisti todos os segmentos de TV e ouvi cada história de rádio atentamente, sem entender por que eu estava tão atraído por tudo isso, mas incapaz de parar de prestar atenção.

Em seus últimos dias, o Santo Padre não fez nenhum esforço para esconder seu sofrimento ... nem, aliás, a sua alegria. Ali estava um homem, cujo corpo tinha sido devastado pela doença e envelhecimento, mas que, por toda a sua dor, não conseguia se escinder o quanto ele amava Jesus. Este homem, que lutou contra o comunismo, lutou pela vida, e lutou pelo Evangelho, estava terminando a corrida com uma resistência que desafiou explicação. Lembro-me de ouvir um comentarista dizer: "Por muitos anos, João Paulo nos ensinou como viver. Agora ele está nos ensinando como morrer." Quando ele finalmente foi para Casa do Pai, eu estava atordoado com os milhões e milhões de pessoas que viajaram grandes distâncias para agradecer o seu Pastor por uma vida bem vivida. Lembro-me de pensar, comigo mesmo: "Talvez esse cara fosse o vigário de Cristo...”.

Percebi, então, que João Paulo II tinha uma santidade e uma força que minha teologia não podia explicar: no final, o que eu tinha acreditado sobre aquele homem e seu ofício era simplesmente intolerância. Havia agora um buraco na forma como eu pensava sobre o mundo. E como alguém que estava a planejar a sua vida em torno de uma denominação particular e uma teologia particular, que se opunham ao papa em todos os sentidos, que me deixou extremamente desconfortável. Comecei a questionar silenciosamente o que estava sendo ensinado, bem como as pessoas ensinavam.
Mas o que quer que fossem as preocupações ou dúvidas que eu tinha sobre a doutrina que eu tinha abraçado, iam ter que esperar: eu estava muito ocupado com a vida da igreja para abrandar e considerar as implicações. Seria mais dois anos antes do meu desconforto com a minha igreja, finalmente, chegou ao limite, e eu perdi muito do que eu amava, então ...

A partir daí, minha vida se tornou ainda mais consumida por minha igreja. Me formei na faculdade em 2006, e no mês seguinte comecei a trabalhar como estagiário pastoral. Mas as dúvidas que eu tinha sobre a nossa teologia - e sobre a minha igreja - só foram crescendo. No meu estágio, eu vi um monte de "portas-fechadas por trás" tipo de coisas que me deixaram extremamente desconfortável.
Até o início de 2007, eu sabia que precisava de uma estratégia de saída. Minha consciência simplesmente não me deixava em paz, e eu comecei a temer ir à igreja ... e eu ainda estava indo a eventos da igreja 6 ou 7 noites por semana, isso significava que a minha vida tinha uma enorme quantidade de medo nela. O único problema era que eu estava agora empenhado, e minha noiva Fallon e eu estávamos planejando nosso casamento na igreja. A maioria dos padrinhos e dama de honra eram uma parte da denominação, um dos pastores na igreja foi oficiantes, nosso bolo estava sendo feito por uma mulher na igreja ... mais uma vez, eu continuei minhas dúvidas para mim e esperei o meu tempo. Eu desisti do estágio pastoral, porém, citando motivos financeiros - Eu ia casar e salário de um estagiário da igreja é, quase, inexistente ...

Eu me casei com minha linda esposa, Fallon, em junho. Como eu compartilhei minhas dúvidas e frustrações com ela, ela tornou-se muito preocupada também, e decidimos que precisávamos sair. Em outubro, nós tínhamos encontrado uma outra igreja para participar e determinados a tentar, na medida do possível, escapar pela porta silenciosamente e não fazer uma cena. Enviamos um e-mail muito elogioso para os pastores, agradecendo-lhes o papel que tinha feito em nossas vidas por muitos anos, e mencionamos algumas das razões pelas quais estávamos saindo. Pensamos que seria o fim de tudo.

A partir daí, porém, meus ex-pastores decidiram implementar o que um amigo meu chamou de "política de terra queimada". Os pastores faziam uma reunião dos membros da igreja e falavam sobre nós. Na reunião, o pastor sênior disse um monte de mentiras sobre nós , sobre mim em particular. Fomos de repente desprezados por todos os nossos amigos da igreja. Muitas pessoas que estavam na nossa festa de casamento, alguns meses antes já não estavam falando com a gente, incluindo alguns da família de minha esposa. Sentimos-nos traídos, abandonados, e confusos sobre o que Deus poderia fazer por tudo isso.
Nos primeiros seis meses, eu estava primeiramente com raiva. Em seguida, a depressão e a dúvida , foi sem dúvida o momento mais obscuro da minha vida espiritual: por que Deus permitiu-me a investir quase seis anos da minha vida em pessoas que acabariam por virar as costas e dizer coisas terríveis sobre mim? Eu acreditava que o calvinismo e teologia reformada eram uma maneira melhor de fazer o Cristianismo, e ainda a igreja tinha provado ser tão cruel,  e superficial, se não muito mais, do que as denominações que passamos tanto tempo criticando. Senti-me como "terra arrasada": muito do que havia crescido na minha vida tinha queimado até o chão.

Eventualmente, no meio da minha depressão e confusão, decidi "puxar um Descartes": Eu rastejei em um buraco no meu coração e duvidava de tudo que eu poderia trazer-me a duvidar.
Tudo o que eu tinha vindo a acreditar estava aberto para interrogatório. No final, eu duvidava que quase toda a doutrina cristã com exceção de alguns conceitos básicos de "nível de Nicéia", ou seja, a existência de Deus, a Trindade, etc. Ao longo de meu tempo em minha antiga igreja, eu tinha realmente só lido os livros que estavam na " lista de leitura aprovada": em outras palavras, por escrito, que conformei a uma interpretação muito estreita do calvinismo e da teologia reformada. Então, agora, no meu tempo de duvidar, eu li todo o resto: Eu aprendi tanto quanto eu podia sobre qualquer outro ponto de vista cristão, denominação, e teologia.

Em particular, senti-me atraído pela história da igreja, porque eu percebi que eu tinha algumas lacunas enormes no meu entendimento. A cosmovisão reformada que me havia sido apresentada com mais ou menos ignorado a partir da morte dos apóstolos até os escritos de João Calvino, no século 16, com uma breve parada em Santo Agostinho no século 4: todo o resto era visto como a corrupção e heresia. Então, eu comecei a ler sobre os "anos perdidos", e o que eu descobri me surpreendeu absolutamente.

Tomemos, por exemplo, Santo Inácio de Antioquia: Inácio viveu no primeiro século dC, e foi discúpulo do Apóstolo João. Acredita-se que ele foi apontado como o líder da igreja de Antioquia pelo apóstolo Pedro. Inácio morreu como um mártir nas mãos do Império Romano por volta de 110 dC, não muito tempo depois da conclusão do último dos escritos do Novo Testamento. Se alguém foi verdadeiramente do Novo Testamento, foi Inácio.
Em seu caminho para Roma para ser martirizado, Santo Inácio escreveu sete cartas, que ainda temos. Aqui está o que ele tinha a dizer sobre a Ceia do Senhor:

" Considerai bem como se opõem ao pensamento de Deus os que se prendem a doutrinas heterodoxas a respeito da graça de Jesus Cristo, vinda a nós. Não lhes importa o dever de caridade, nem fazem caso da viúva e do órfão, nem do oprimido, nem do prisioneiro ou do liberto, nem do que padece fome ou sede.
Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, por­que não reconhecem que a Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nos­sos pecados e que o Pai, em Sua bondade, ressuscitou. Os que recusam o dom de Deus, morrem disputando.
 ". - Carta aos Esmirniotas, cap.6-7

E em outro lugar:

" Preocupai-vos em participar de uma só eucaristia. De fato, há uma só carne de nosso Senhor Jesus Cristo e um só cálice na unidade do seu sangue, um único altar, assim como um só bispo com o presbitério e os diáconos, meus companheiros de serviço. Desse modo, o que fizerdes, fazei-o segundo Deus. " --- Carta a Philadélfia, cap. 4
Aqui temos um importante líder da Igreja primitiva, um aprendiz dos próprios Apóstolos, escrevendo menos de cem anos após a morte de Cristo, que acredita e ensina claramente a presença real na Eucaristia e as três ordens de ministério. Longe de ser corrupções que vieram em um momento posterior, essas doutrinas (e outras que eu espero para explorar em posts posteriores) eram uma parte da fé desde o início.

Na primavera de 2009...
, eu senti a necessidade de fazer parte de uma igreja que levou a história a sério; uma comunidade que desejava a continuidade com a Igreja antiga como ela realmente era; um grupo de crentes que valorizassem as coisas que Inácio e seus contemporâneos valorizavam, como os sacramentos. Tanto quanto eu poderia dizer, que me deixou com três opções: Anglicana, Ortodoxa, ou... Católica 
Quanto mais fundo eu lia sobre a história da Igreja, mais minhas crenças eram católicas. Meu gozo dos antigos Padres da Igreja levou-me a ler autores católicos mais e mais modernos, bem como, especialmente Hans Urs von Balthasar e Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI). Eu fiquei encantado pela forma como esses escritores combinavam brilhante visão teológica com um amor que tudo consome por Deus. Além de meus hábitos de leitura, eu ficava cada vez mais católico em minhas práticas devocionais também.

Mas na primavera de 2009, Fallon e eu estávamos ainda lutando com a nossa experiência de igreja anterior. Mudamos para Boston para que eu pudesse fazer a faculdade de direito, e tinha encontrado muita dificuldade até mesmo em ir à igreja, muito menos pensar em fazer as grandes decisões mais mudança de vida. Então, começamos a frequentar uma pequena paróquia anglicana próxima: parecia que os anglicanos compartilhavam muito do meu desejo de estar enraizado na história da Igreja e dos sacramentos, mas não exigem etapas de conversão formais, como aulas ou Confirmação.
Foi um grande ajuste por um tempo, e fizemos alguns amigos maravilhosos. Mais importante, nós estávamos reorientados para Cristo e fortalecidos em nossa dor de uma forma mais inesperada: a liturgia.

Eu digo que foi inesperado por causa de nossas origens: Fui criado principalmente em igrejas carismáticas e era usado no culto e serviço contemporâneo que seguia uma estrutura simples: algumas músicas seguido de um sermão longo. Fallon tornou-se cristã na escola, na igreja que saímos juntos, que também tinha adoração contemporânea. Nenhum de nós tinha qualquer experiência com a liturgia, e eu sempre tinha dito que era um monte de memorização e ritual morto: cristãos mornos fazem liturgia , verdadeiros cristãos, que amam o Senhor, cantam canções de rock e levantaram as mãos.

Para aqueles não familiarizados com a liturgia, é o estilo de adoração da Igreja antiga que tem sido transmitida a nós. Ela foi inicialmente modelada sobre os serviços da sinagoga que os primeiros cristãos (e, claro, o próprio Cristo) teria sido familiarizado. Ela inclui a leitura de passagens das escrituras, as respostas da congregação, cantando hinos, ouvindo um breve sermão (chamado de homilia), recitando o Niceno ou Credo dos Apóstolos e várias orações, e, finalmente e mais importante participar da Ceia do Senhor. Dependendo de onde você está e que parte do ano é, ela também pode incluir a queima de incenso, velas de iluminação, ícones, vestes sacerdotais, e muito mais. A Liturgia anglicana, na sua maioria vêm da liturgia católica, é muito semelhante em quase todos os aspectos.

Longe de ser um ritual morto, encontramos a liturgia com uma rotina vivificante. Toda semana como o serviço mudou para a Eucaristia, o sacerdote diz "Corações ao alto!" e a resposta da congregação era "o nosso coração está em Deus!" ... cada semana, independentemente de nós sentimos como ele ou não, nós levantamos o nosso coração para o Senhor, e depois nos encontramos com Ele de uma forma poderosa em Comunhão. Ao longo de toda a semana encontramos as palavras dos hinos, o Credo, e as Escrituras que vem à mente em momentos em que precisava confiar no Senhor.
Eu sempre vou ser grato para o nosso tempo na Comunhão Anglicana, porque foi lá que aprendi a amar a liturgia ...

Passei o verão de 2010 fazendo um estágio na Holanda. Quando cheguei em casa, tive a maior surpresa esperando por mim. Fallon me encontrou no portão do aeroporto, com um belo sorriso no rosto e algumas lágrimas escorrendo pelo seu rosto, e disse: "Eu tenho um presente para você." Ela me entregou um par de sapatos de bebê e eu imediatamente soube o que ela queria dizer. Sentei-me no meio da pista de Boston Logan Airport e comecei a chorar...

Depois de um inverno longo e escuro, Arthur trouxe a Primavera para a nossa família em 16 de abril de 2011. Ele tinha 3,5kg., e 21 centímetros de comprimento, e nasceu às 10:44 da manhã, depois de sua bela mãe sofreu por 32 horas de trabalho. 8 dias mais tarde, nós o batizamos na Vigília Pascal.

A Primavera era o meu último semestre na faculdade de direito. Ainda lutando com muitas perguntas, eu me inscrevi para um seminário chamado "Pensamento Social Católico da Lei". A classe foi ensinado pelo Padre. Greg Kalscheur, que é ao mesmo tempo um jesuíta e professor de Direito. Aqui eu encontrei a "ética consistente de vida" que os professores e teólogos da Igreja argumentaram poderosamente. Mais uma vez, o Papa João Paulo II me afetou profundamente, desta vez através de sua escrita: sua encíclica " EVANGELIUM VITAE" é um dos escritos mais profundos sobre as questões da vida que eu já li.
Eu li as palavras do Santo Padre em sala de aula:. "'Pela sua encarnação, o Filho de Deus uniu-se de certo modo a cada ser humano" Este acontecimento salvífico revela à humanidade não só o amor infinito de Deus que "tanto amou o mundo que que deu o seu Filho único ", mas também o valor incomparável de cada pessoa humana". Então eu fui para casa, e segurei o meu filho maravilhoso nos meus braços. Simplesmente não há palavras para descrever como me senti ...

Depois que Arthur nasceu, comecei a orar mais para a Mãe de Deus. Anglicanos variam muito em suas opiniões sobre Maria, que vão desde os crentes anglo-católicos, que quase não têm diferenças de Mariologia de Roma, a muito crentes fora da igreja, que vêem tudo como um bando de idolatria abominável. Nossa paróquia anglicana tende a se inclinar mais para o segundo. Mas havia alguns de nós que, com uma piscada e um sorriso, iria falar sobre como em nossas vidas devocionais nós "ligam para casa para a mãe."

Em 2011, o grupo de igrejas anglicanas que faziam parte (AMIA) apresentaram a maioria dos problemas protestantes: a divisão. Tudo aconteceu dentro de algumas semanas, e não foi motivada por qualquer grandes questões doutrinais, apenas conflito de personalidade. Ele nos deixou profundamente triste, e sentimos levados de volta para onde estávamos há alguns anos, considerando-se o anglicanismo, ortodoxia e catolicismo.
Por alguns meses, participamos de  uma paróquia anglicana que estava em um ramo diferente do anglicanismo. Em seguida, visitamos três igrejas ortodoxas diferentes. Nós amamos a beleza da liturgia ortodoxa, e se reunem cristãos amáveis ​​e acolhedores nestas paróquias, mas como lemos sobre teologia e práticas ortodoxas, percebemos que não era o lugar onde Deus estava nos levando. No final, porém, os nossos corações foram atraídos para a mesma direção que estávamos lentamente sendo puxados há anos: rumo à Igreja Católica Apostólica Romana.

Eu tenho que admitir que agonizava sobre a decisão. É incrível como se tornar um pai dá um novo sentido de peso e urgência de suas decisões. Quando você percebe que o que você decide, não só afetará a sua vida, mas a vida do filho precioso você segura em seus braços, você encontra-se a considerar as coisas sob uma luz totalmente nova. Queremos que o Arthur cresça com uma vida de igreja consistente, diferentemente de nós em constante mutação onde vamos às manhãs de domingo. Se nós estávamos indo para se juntar à Igreja Católica, nós queríamos ter certeza de que estávamos no caminho da vida.
Ao longo destes últimos 7 anos, eu tinha chegado ao ponto em minha vida de pensar que eu poderia dizer que eu era 99% católico. Além disso, eu estava cansado das constantes farpas e cismas que parecem ser uma parte inerente da vida de um protestante. Mas antes que eu pudesse dar esse último passo para Roma, houve um último, pressionando a pergunta: é a Igreja Católica o que ela diz que é? Posso verdadeiramente dizer que esta é a Igreja que Cristo fundou? Eu, por uma questão de integridade, me levantei e disse "sim" até que eu estava verdadeiramente convencido.

Eu encontrei a resposta que eu estava procurando nos escritos de outro ex-anglicano: John Henry Newman.
Para aqueles que não estão familiarizados com o cardeal Newman, ele era um sacerdote anglicano em meados do século 19. Quando jovem, ele era uma estrela em ascensão dentro da Igreja da Inglaterra e da Universidade de Oxford, mas ele desistiu de prestígio e posição quando as suas convicções, finalmente, levaram-no a juntar-se à Igreja Católica Romana. Ele passou a escrever uma série de livros clássicos e foi feito um cardeal pouco antes de sua morte. Ele já foi beatificado pelo Papa Bento e provavelmente um dia vai ser um santo.
Em seu famoso trabalho sobre sua própria conversão, Apologia Pro Vita Sua , Newman escreve de leitura das obras de Santo Agostinho, que era bispo na África do Norte, no século 4

Agostinho, refutou um grupo de hereges conhecidos como os donatistas, disse o seguinte: " "Securus judicat orbis terrarum" , que pode ser interpretado "o consentimento católico é o juiz da controvérsia". Com isso ele quis dizer que a Igreja tinha ficado junto como um só corpo para a Verdade, e que ele tinha confiança no poderoso testemunho do Espírito Santo em ação na Noiva de Cristo em todo o mundo e ao longo do tempo.
Estas palavras rasgaram o coração de Newman ao lê-las:
"Para uma mera frase, as palavras de Santo Agostinho, me surpreenderam com um poder que eu nunca tinha sentido antes de quaisquer palavras ..... eles eram como o" Tolle, lege, - Tolle, lege ", da criança, que converteu o próprio Santo Agostinho. Securus judicat orbis terrarum! "

Newman chegou à conclusão de que a verdade sobre a Igreja Católica foi atestada pela vida e morte de muitos inúmeros santos em todo o mundo e ao longo dos tempos. A Igreja sobreviveu às perseguições do Império Romano, invasões de bárbaros, um cisma com um muito mais poderoso e rico (no momento) East, Vikings, a Idade das Trevas, a Reforma Protestante, e inúmeras guerras. Ela sobreviveu a papas ruins, maus bispos, nominalismo pandemia, e os pecados graves de seus próprios membros. Por todos os direitos e pela compreensão humana, ela deveria ter morrido há muito tempo. Mas aqui está ela, ainda testemunhando a mesma verdade que tem sido a sua mensagem de século em século.

Ao ler o testemunho de Newman, as mesmas palavras se tornaram um mantra em minha mente: "Securus Judicat Orbis Terrarum!" Pensei em Santo Inácio de Antioquia, de quem eu ganhei a minha compreensão da Eucaristia, apesar dos 19 séculos que nos separam. Eu pensei sobre as muitas maravilhosas missas católicas ao redor do mundo, da Catedral de St. Patrick, em Nova York, para Notre Dame, em Paris, a partir de Lima, Peru para Clifden, Irlanda. Pensei na vida e testemunho e bela morte de João Paulo II. Eu pensei sobre velhinhas rezando o Rosário na frente de clínicas de aborto e sobre as velhinhas que eu vejo que vão às 7:00h às missas todos os dias no meu caminho para o trabalho. Eu pensei sobre os 1,2 bi de pessoas que compõem a Igreja Católica hoje, muitos dos quais estão sofrendo e morrendo mortes de mártires até agora. Eu pensei em todas essas coisas e ainda nas palavras: Securus Judicat Orbis Terrarum!

Apenas alguns dias depois, fomos à missa com alguns amigos. Quando chegou o momento da Comunhão, eu assisti como fiéis católicos de Boston vão para a frente. Homens e mulheres, jovens e velhos, negros, brancos, asiáticos e latino-americano, todos vão ao encontro do Senhor em sua mesa. Eles estavam lá, apesar da dor desta Arquidiocese conheceu: Boston foi onde escândalo de abuso sexual do clero primeiro começou, e ainda os fiéis continuam a confiar em uma verdade maior do que a traição de seu bispo. Eles acreditam na Verdade que chegou até eles por sangue, falou com alegria de uma geração para a seguinte.
Foi o "veredicto seguro" que me empurrou, finalmente, sobre a borda: aqui era a Igreja. Inclinei-me para Fallon e sussurrei: "Eu acho que estou pronto para ser católico."
Ryan gosta de escrever sobre a beleza e a graça que ele encontrou na fé católica em seu blog, The Back of the World . Ele agradece quaisquer pensamentos, perguntas ou feedback em thebackoftheworld@gmail.com


De: whyimcatholic.com via A Realidade é Cristo

Homem entra na justiça após doar 12 mil reais pra igreja e não ser curado

Cidades - Belo Horizonte, Mg. Igreja cobra RS 12 mil para cura da hipertensao. Na foto: Cesar em sua casa de um comodo. Fotos: Leo Fontes / O Tempo - 24.4.14Cidades - Belo Horizonte, Mg. Igreja cobra RS 12 mil para cura da hipertensao. Na foto: Cesar em sua casa de um comodo. Fotos: Leo Fontes / O Tempo - 24.4.14

Quando o céu não é o limite

Pedir dinheiro aos fiéis é permitido por lei? Entenda as implicações legais, teológicas e éticas que envolvem o apelo financeiro de algumas instituições

“Ele diz que tem como abrir o portão do céu, ele promete a salvação, mas não rasga dinheiro, não. Promete mansão no paraíso contanto que você pague primeiro, dê sua doação e entre no céu”. Os trechos são da música “Guerra Santa”, de Gilberto Gil, escrita em uma época em que as chamadas igrejas renovadas começavam a se popularizar no país.

No discurso, elas pregam o sacrifício por meio de doações em dinheiro. A recompensa é salvar os fiéis de qualquer mal, desde uma dor de cabeça até doenças mais graves, como o câncer. Foi por isso que o aposentado César Glicério da Silva, de 41 anos, procurou a Igreja Cruzada Profética do Pai das Luzes. Ele queria se curar da hipertensão e, para isso, gastou R$ 12 mil com doações e compras de produtos.


Após um ano frequentando o templo no centro de Belo Horizonte, ele não se curou da doença e agora luta, na Justiça, para reaver o dinheiro que gastou e que o faz penar com dívidas acumuladas em 60 prestações feitas em diversos bancos.

A Crença

Desiludido e tendo a fé como última esperança para se livrar da doença, César procurou a igreja e diz ter recebido promessas de que iria se salvar se comprasse os produtos do local. Foi assim que ele gastou cerca de R$ 2.000 com um “vinho do amor”, outros R$ 1.700 com a chamada “espada de gideon” e mais o mesmo valor com um castiçal da igreja.

Além disso, ele adquiriu diversos CDs e DVDs mesmo não tendo aparelho para assisti-los em casa. E esses gastos não incluíam o pagamento mensal - somado ao percentual do 13° salário - do dízimo. Para uma entidade sem fins lucrativos, a doação de R$ 12 mil em um ano por um único fiel parece um exagero.

Para César, que mora em um cômodo de cerca de 3m X 4m, foi mesmo. A casa dele fica no bairro Lagoinha, na região Noroeste da capital, e possui apenas cama, fogão, alguns utensílios da cozinha, um rádio e os objetos comprados na igreja. Estes foram sugeridos pela profetiza Berenice Costa, que o convenceu a pegar empréstimos em várias instituições financeiras para comprá-los.


“Ela disse que iria me curar se eu comprasse essas coisas. Disse que eu estava com macumba”, contou, se referindo à profetiza - ou pastora. “Eu acho um abuso. A gente mal tem dinheiro pra comprar as coisas e aí a igreja ainda tira o pouco que a gente tem. Acredito que agiram de má-fé. Não se pode brincar com a fé das pessoas desse jeito. Nem com a saúde”, dispara.

Ao perceber que, a cada ida à igreja, mais dinheiro era pedido e que a doença tampouco se curava, ele decidiu abandonar os cultos. Resolveu devolver os produtos e pedir de volta o dinheiro que gastou com eles, mas recebeu da pastora a resposta de que isso seria impossível, já que o dinheiro já havia sido aplicado em obras da igreja.

Em março, ele procurou a Justiça e fez uma denúncia ao Ministério Público, que o aconselhou a procurar o Juizado Especial Cível. A ação pedia a restituição do valor pago à igreja, no caso, R$ 12.058, e uma indenização por danos morais. Em primeira instância, a indenização foi negada sob o argumento de que o dízimo e as doações pagas por César à Igreja Cruzada Profética do Pai das Luzes “se deram por ato voluntário, espontâneo, como manifestação de sua fé”. Foi por isso que o advogado dele, Cristiano de Paula, entrou com um recurso alegando que a pastora teria agido de má-fé.


Na ação, o advogado sustenta que o Estado brasileiro é laico e, portanto, não há nenhuma religião oficial nem interferência de qualquer instituição religiosa no exercício do poder. “A garantia constitucional de livre manifestação da religiosidade não pode confrontar com a Constituição e com as leis do país. A religiosidade não é escusa ao cumprimento da lei, e as instituições religiosas não são escudos para a prática de ilícitos. As leis devem ser respeitadas por todos, incluindo as seitas e igrejas”, contesta Cristiano de Paula.

Sob esse argumento, o advogado lembrou que o dízimo não tem previsão no salário brasileiro e, segundo ele, deve ser tratado como um contrato de doação previsto na lei, devendo embutir, assim, todas as normas aplicadas ao contrato. “Ele (César) estava acometido de um mal grave, como comprovaram os documentos médicos anexados ao processo, e foi ludibriado pela profetiza da igreja, para que fizesse as doações como verdadeira compra de indulgências”, enfatizou o advogado no recurso.

Procurada pela reportagem por quase dois meses, a profetiza Berenice Costa não foi encontrada para responder às acusações. Em contato com outra profetiza da igreja, que não se identificou, a resposta foi de que “isso é coisa de gente que não tem o que fazer, e que não gosta de ver as pessoas curadas”. Além disso, ela também disse que “quanto mais as pessoas falam e professam ´mentiras´, mais a igreja prospera”.

Legislação não prevê crime

O advogado Alexander Barros, ex-presidente da Comissão de Acesso à Justiça da OAB Seção Minas Gerais, lembra que não há uma lei que pune especificamente este tipo de crime, apenas a lei que assegura o direito e a tolerância à pluralidade religiosa no país. “Neste caso, o que poderia ser aplicado é o crime de estelionato, mas ele não pode penalizar a pessoa jurídica - no caso, a igreja -, apenas a pessoa física. Neste caso, o denunciante deve comprovar que foi enganado pela pastora”, explicou.

Ainda segundo ele, o direito serve para a pacificação social. A melhor alternativa e a primeira a ser considerada, segundo Barroso, é a conciliação ou mediação. “O melhor nesse caso é tentar a conciliação diretamente com a parte, que foi o que ele fez, ao ir lá e pedir à pastora o dinheiro de volta. Não resolvendo, o segundo passo é realmente buscar a Justiça”, esclareceu.

Barros acredita que, quanto maior a incidência de denúncias deste tipo e o espaço na imprensa, maior será a possibilidade de casos como esse serem tipificados pela lei ou punidos. “A instituição com maior credibilidade atualmente é a igreja, mas, infelizmente, algumas pessoas acabam abusando dessa fé, tentando levar vantagem. É triste quando isso acontece”.


O teólogo e professor de cultura religiosa do departamento de Ciências da Religião da PUC Minas Edward Neves concorda que deve haver a tolerância religiosa, conforme previsto na lei. “Mas também deve haver uma denúncia de casos em que há como provar que a instituição está explorando a boa fé das pessoas. Se uma pessoa engana o consumidor, você tem o Procon pra resolver. Tem que haver um espaço para se denunciar esses líderes religiosos”, opinou.

Fé e medicina de mãos dadas

Outra questão levantada a partir do caso de César Glicério da Silva é o apoio da fé para a cura de males físicos. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica em Minas Gerais, Paulo Mendes, afirma que a fé pode complementar a medicina, mas nunca ser o único recurso de um paciente.

“Às vezes, um paciente vai à igreja e acha que sua crença, sozinha, vai fazê-lo melhorar. Por mais que a medicina também não seja 100% certa, só a fé não resolve. Ela deve ser um complemento. E o caso do César não é isolado. Já tive pacientes que foram em igrejas ainda mais radicais, que os pediram para parar de tomar remédios, e eles acabaram piorando o quadro clínico”, explicou.


Mesmo assim, Mendes não descarta a fé como um alento na hora da doença. “Com certeza a religião é importante, eu não prego que a pessoa não tenha uma fé. Eu tenho experiência própria de pacientes meus que tinham fé e, em várias situações, melhoraram em coisas que eu não achava que seria possível. Mas nunca vi casos de pacientes que exclusivamente com a fé conseguiram melhoras. Mesmo por trás de males psíquicos ou de cunho emocional, há algum teor físico que a gente consegue tratar. O ideal é a fé andar de mãos dadas com a medicina. Geralmente, pacientes graves, terminais, oncológicos, que têm uma fé maior, acabam tendo um desfecho melhor. Podem até não se curar, mas conseguem passar os momentos finais com mais serenidade”, disse.

A opinião é compartilhada pelo teólogo Edward Neves, que é religioso. “Nós criamos a medicina e eu acredito que isso seja um dom de Deus. Quando a pessoa tem algum mal, deve procurar um médico. A fé vem em auxílio quando buscamos a cura. Muitas pessoas desejam uma cura imediata sem a mediação da ciência, mas a gente tem que fazer a nossa parte, procurar um médico, fazer um check-up. Infelizmente, muitas pessoas não têm plano de saúde ou acesso a um atendimento de qualidade. Ainda não se conseguiu colocar à disposição da população todas as conquistas técnicas da medicina. Muitas pessoas são excluídas disso e, então, ficam mais vulneráveis e suscetíveis a desejar uma cura sem mediação, uma cura religiosa. Mas o milagre está na mediação humana. Eu acredito que Deus age através de nós, e é esse o milagre: o poder de Deus através da medicina. A religião não é mágica, ela não substitui as mediações criadas pela medicina. Se fosse assim, não precisaríamos de médicos no mundo. Bastava criar mais igrejas. O que temos que fazer é lutar por uma sociedade que coloque à disposição das pessoas saúde, educação e religiões que nos ajudem”, disse.

A igreja

A Cruzada Profética do Pai das Luzes tem ramificações em todo o país e é comandada, em Minas Gerais, pela pastora Berenice Costa. Em Belo Horizonte, ela é localizada no centro e tem a entrada de vidro, mas coberta por avisos e panfletos enaltecendo os supostos poderes de cura da pastora. A reportagem de O TEMPO esteve no local sem se identificar como imprensa. Para entrar, é necessário deixar o nome e um telefone de contato. O uso de telefones celulares é proibido.

Em cima do altar e em letras grandes e vermelhas, os dizeres “A benção só existe na linha da obediência”. Nas paredes, cartazes com desenhos ameaçadores lembram: “Cobra não se cutuca com vara curta. Cobra se mata com a espada de Gideon”, instrumento que é vendido na própria igreja no valor de R$ 1.700.

Os cultos são realizados duas vezes por semana, mas os atendimentos são feitos em qualquer dia. É neles que a profetiza Berenice Costa conversa individualmente com os fiéis e lhes recomenda o “melhor tratamento” para a cura do respectivo mal.


Durante os cultos, a estrela maior é Berenice, mas o início é comandado por outras profetizas. Com a chegada dos fiéis, a maioria mulheres mais velhas e trajadas de forma simples, a profetiza inicia seu discurso, lembrando a todo o tempo a importância da obediência e do sacrifício pela igreja. Enquanto isso, uma música alta e instrumental que lembra o som de órgãos ecoa por toda a igreja.

Após o discurso, a profetiza chama alguns fiéis no palco e pergunta a cada um deles qual é seu mal. Dores de cabeça, problema nos rins, artrites e dores de barriga são resolvidos por ela com gritos de “tira isso do corpo dele, Deus”, enquanto a espada de gideon é passada próximo à parte do corpo do fiel correspondente ao mal que ele sofre. Quando perguntados sobre a cura, eles respondem que se sentem melhor. Mas, quando não respondem ou dizem não saber o que dizer, a profetiza assume a palavra: “isso é porque você não tem o que falar. O poder de Deus faz isso com as pessoas”.


Após a sessão de cura, os fiéis entoam canções, e Berenice Costa entra, vestida com uma túnica dourada, pregando ainda mais alto que a primeira profetiza. Ela relata exemplos de curas de fiéis e lembra ao público: “você tem que marcar uma consulta com a gente. Não adianta nada vir aqui, dizer que tá sofrendo, e depois ir embora. Tem que marcar a consulta, senão não vai adiantar”.

A fé cega

O teólogo e professor de cultura religiosa do departamento de Ciências da religião da PUC Minas Edward Neves explica que a Cruzada Profética é enquadrada como uma igreja neopentecostal. Ela surgiu depois das ramificações das igrejas luteranas e veio como uma forma renovada da igreja pentecostal. “As neopentecostais são as mais novas. Esse segmento acredita que sinais da benção de Deus podem acontecer no presente e na sua vida, e podem mudar a sua história. Em geral, com esse ideal de teologia da prosperidade, muitos líderes religiosos sem escrúpulos acabam se aproveitando dos fiéis. Eles dizem, em nome da fé em Jesus Cristo, que, se a pessoa fizer algum sacrifício, algum gesto radical para colocar Deus à prova, ela receberá em troca essa fidelidade de Deus. E, muitas vezes, a solicitação é financeira”, explicou.


Ainda segundo o teólogo, o discurso interpelativo usado por esses líderes acaba levando a pessoa a uma fé cega ou a confiar sem nenhum senso crítico, em um momento de necessidade extrema. “Seja ele uma doença, uma dívida, um filho em situação difícil. É aí que você vai ouvir falar em santo das causas impossíveis, ritos poderosos, cruzadas da fé, das quais você vai receber em troca aquilo que você deseja, como se fosse possível manipular o poder divino”, explicou.

“Os ramos das igrejas renovadas, como as neopentecostais, são mais suscetíveis a isso. Com promessas de mudanças de vida, de soluções dos problemas, elas atraem as pessoas que estão em uma situação sem saída. No contexto capitalista em que vivemos, a interpelação é que você pare de sofrer e vá a determinada igreja para a sua vida prosperar. O gesto de confiança e a prova de fé são as ofertas. Muitas vezes, essas igrejas distribuem caixinhas para as pessoas colocarem a sua oferta, ‘o que o coração mandar’. Os apelos, em geral, são agressivos, uma espécie de marketing religioso”, esclareceu o teólogo.


Ele acredita que uma das formas de desenvolver o sendo crítico é pela educação. “O poder público tem a responsabilidade de oferecer uma educação básica de qualidade e um ensino religioso em que se trabalhe a ambivalência das religiões, ou seja, que esclareça que elas podem ser usadas tanto para o bem como para o mal”, analisa.

Confiança sem certeza


Ainda de acordo com o teólogo Edward Neves, o brasileiro, em geral, não precisa de provas, ele simplesmente confia em Deus e, por isso, também é mais vulnerável, porque pode encontrar alguém que em nome de Deus explore essa fé. “Da mesma forma que se pode ser enganado por um médico ou por um restaurante. E você também não precisa conhecer o laborátório que seu remédio é feito, para confiar na farmácia, nem ver a cozinha do seu restaurante preferido, para confiar nele. É importante confiar, mas também é importante olhar com senso crítico e estar atento a lavagem cerebral e aos mecanismos de dominação religiosa. Assim como na política, nunca devemos baixar a guarda crítica, nenhuma religião está imune ao erro. Afinal, ela é formada por pessoas humanas”, explicou.

“O raciocínio da confiança em igrejas é o mesmo do amor. É preciso ter tempo para conhecer o outro antes de se entregar, para não cair em conversa. Da mesma forma que você não pode conhecer uma pessoa no mesmo dia e já se entregar ou acreditar que ela é o amor da sua vida, na religião, também deve ser assim. Há pessoas que utilizam o espaço religioso para enganar as pessoas. A pessoa tem que avaliar que a fé não pode ser cega, porque significa confiar. E confiar significa conhecer, isso leva tempo, você tem que acompanhar, investigar, antes de confiar. Não tem casos de gente que depois de 10 anos de casado acaba descobrindo que se casou com um monstro? É ingenuidade se entregar, a um amor ou a uma religião, sem conhecer”, complementou o teólogo.

Ele ainda explica que muito dessa confiança está na busca natural do ser humano pelo sentido. “A religiosidade é a busca humana por sentido, para que a pessoa tenha ânimo para buscar a felicidade e a realização. A gente não nasce com sentido, a gente precisa construir esse sentido. Precisamos ligar a nossa vida a algo maior, que traga essa esperança, que sustente a nossa vida. É o que nos humaniza. A gente precisa de um sentido, que pode ser encontrado não apenas nas religiões, mas na literatura, na arte, em um ideal de vida. A igreja é um desses mediadores históricos dessa busca. Com base nela você pode se reconhecer e criar sua identidade social. Algo que consiga encontrar sentido e esperança para o seu dia-a-dia, a sua vida”, analisou.

“Mas toda instituição que é feita de pessoas humanas está sujeita a ambivalência: pode haver relações verdadeira, mas também a exploração da dominação. Por isso é tão importante manter o senso crítico e conhecer a fundo determinada igreja ou determinada religião, antes de se entregar”, finalizou.

O Tempo

Monitoramento

Locations of visitors to this page

Radio Macabeus.

II Vídeo