quarta-feira, 20 de abril de 2016

Pastor de Sooretama é preso por suspeita de homicídio em Aracruz

Resultado de imagem para Pastor de Sooretama


Crime teria acontecido na Serra, em 2008.
Pastor tinha um mandado de prisão em aberto e fugiu da cidade.


Um pastor de Sooretama, no Norte do Espírito Santo, foi preso em Vila do Riacho, no município de Aracruz por uma suspeita de homicidio.

Valdeci Viana Henrique, de 39 anos, tinham um  mandado de prisão preventiva em aberto por um homicídio na Serra. O crime teria acontecido em 2008.

Segundo a Polícia Civil de Sooretama, Valdeci morava e pregava no município. Quando soube que a polícia tinha conhecimento do mandado de prisão, ele fugiu e foi encontrado em Aracruz.

A prisão ocorreu na semana passada, mas a Polícia Civil de Sooretama divulgou as informações nesta terça-feira (12). Valdeci foi preso e levado para o Centro de Detenção Provisória de Aracruz.

G1



Pastor evangélico é preso por tráfico de drogas no Amazonas



Foto: PMAM

No fim da manhã de terça-feira (19), por volta das 11h, um pastor evangélico foi detido suspeito de tráfico de drogas, associação e porte ilegal de arma de fogo em Guajará, distante 1.476 km de Manaus. Ele foi identificado como José Vagner Silva de Souza, 47, o “Veio da Droga”.

Policiais militares do 9º Grupamento de Polícia Militar (GPM) e civis receberam a informação que um homem havia comprado entorpecentes na casa do suspeito.

Após abordar o rapaz, ele confirmou o fato e os policiais foram até a casa do pastor, onde também estava uma segunda pessoa, Edelson Silva de Souza, 20. Lá, foram apreendidos R$ 5.500 em espécie, várias jóias, três relógios, dois celulares, um revólver calibre 32 com cinco munições intactas, um pé de maconha e 112 gramas supostamente pasta base de cocaína.

Os dois foram apresentados na Delegacia Interativa de Polícia (DIP), em Guajará, onde foram realizados os procedimentos de flagrante.

Em nota a Igreja a que o acusado se apresentou pertencer nega que o mesmo tenha vínculo com a a instituição:



Portal do Holanda

Pastor evangélico suspeito de abusar crianças é preso em Indaiatuba, SP

Pastor foi levado para o 2 DP de Indaiatuba (Foto: Reprodução/ EPTV)

Assembleia de Deus disse que ele pediu afastamento do cargo há 2 meses.
Polícia Civil afirma que primeiro caso de abuso teria ocorrido em 1993.


Um pastor de 62 anos de uma igreja evangélica de Indaiatuba (SP) foi preso na manhã desta terça-feira (19) por suspeita de abusar sexualmente de três crianças. As vítimas, duas irmãs de 7 e 11 anos e a tia delas, de 12 anos, eram molestadas há três anos.

A investigação da Polícia Civil começou há dois meses e incentivou outras vítimas a prestarem depoimento contra o suspeito. Segundo a corporação, o primeiro caso envolvendo José Iran Alves da Silva ocorreu em 1993.

Segundo a Polícia Civil, os abusos atuais aconteciam na casa do pastor. Os pais contaram que tinham uma relação de confiança com o suspeito e quando precisavam, deixavam as meninas sob os cuidados das filhas dele.

Após os abusos, ele ameaçava as crianças e oferecia dinheiro para elas não falarem nada. No entanto,
uma das vítimas escreveu uma carta aos pais para relatar os acontecimentos. O pai, que é policial militar, entregou o documento à polícia.

O mandado de prisão saiu na quinta-feira (14), mas o pastor se entregou apenas nesta manhã e negou os crimes.

A defesa do pastor disse que o dinheiro dado às vítimas era para a compra de material escolar e doces, quando ele também dava para as filhas.

Outros crimes

Durante a investigação, a polícia descobriu que o pastor já tinha sido indiciado por abuso sexual em 1999. Ele teria aliciado duas crianças. Na época, o irmão dele também era suspeito de estupro, mas o inquérito foi arquivado.

A polícia acredita em mais vítimas, já que pelo menos oito testemunhas deste caso disseram que também foram abusadas, mas preferiram não registrar a denúncia. Ele era pastor há mais de 30 anos e ministrou o último culto na terça-feira (12).

Afastamento 

No entanto, o vice-presidente da  Assembleia de Deus de Indaiatuba, Newton Oliveira Lima, afirma que o pastor pediu o afastamento há dois meses, quando foram iniciadas as investigações sobre os casos de abuso.

"Ele pediu voluntariamente o afastamento em cima das acusações que estão sendo apontadas em cima dele. Ele alegou inocência para a igreja e pediu o afastamento para fazer a sua defesa judicialmente", explica.

Newton ainda afirma que só recebeu denúncias a respeito do pastor após seu afastamento. Segundo a Polícia Civil, a Justiça acatou o pedido e determinou a prisão preventiva do suspeito, que vai ser encaminhado à cadeia anexa ao 2° Distrito Policial (DP).

G1

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Engodo gospel:Blogueira denuncia falcatrua em Curso de teologia de Silas Malafaia

Engodo gospel: o Curso Internacional de Teologia de Silas Malafaia não teve fim

Resultado de imagem para silas malafaia malandro

Hoje o (im)Pastor Silas Malafaia apresentou mais um grande lançamento em seu programa: quatro livros de teologia para pentecostais, o que provavelmente quer dizer uma teologia voltada para a prosperidade e o individualismo, como a seguida pelo dono da Editora Central Gospel. Mas o importante disso foi que me fez lembrar de um “outro” grande lançamento, há mais de 2 anos.

Em março de 2014 Malafaia propagandeou que estava trazendo ao Brasil um curso de teologia da “maior escola bíblica do mundo” (sic total e um adendo: já reparou que todo produto lançado pelo Malafaia é o maior do mundo?). Chamou de Curso Internacional de Teologia, no qual o aluno, à distância, teria acesso a 6 módulos, lançados em intervalos de 4 a 5 meses (conforme vídeo a seguir), num total de 31 disciplinas. Os professores seriam figuras controversas como T. L. Osborn e Joyce Meyer, aceitos apenas entre os adeptos da teologia contrária à de Jesus, que é o não entesouramento na terra (onde as traças e a ferrugem corroem). Cada módulo (ainda à venda) custa R$ 259,79 na lojinha virtual da editora. E, segundo o site do curso, o aluno poderia concluir os seis módulos em 24 meses (certamente, se cada módulo fosse lançado em intervalos de 5 meses, conforme o prometido).



Porém…

Dois anos se passaram e apenas 2 módulos foram lançados. O segundo módulo foi lançado em setembro de 2014 e, de lá para cá, nada mais foi lançado. As pessoas que, de boa fé, pagaram mais de quinhentos reais nos dois primeiros módulos, infelizmente perderam duplamente seu dinheiro. Primeiro, porque não concluirão esse curso “fake” do Malafaia, apenas mais um produto criado para arrecadar dinheiro, não importando com evangelização ou desenvolvimento espiritual de ninguém. E segundo, porque mesmo se concluíssem tal curso, estariam sendo doutrinados na satânica doutrina da Teologia da Prosperidade, só que de forma aparentemente “acadêmica”.

citmec

E falando em academia, no site do tal curso, na ânsia de vendê-lo, colocaram que não haveria nenhum curso à distância de teologia reconhecido pelo MEC. Pura mentira por ganância ou ignorância (não sei a motivação dessa informação), felizmente há cursos de teologia à distância reconhecidos pelo MEC, dos quais o aluno sai com Bacharelado, podendo avançar em seus estudos teológicos. É só pesquisar na internet.

citmec

citface

E depois Malafaia e outros gospel ficam querendo falar contra a corrupção (dos outros, é óbvio!)… Pelos frutos os conhecereis, raça de víboras!!!

Não se iluda com discursos inflamados, com belos ternos, com grandes igrejas, com programas em televisão ou nas rádios. O Evangelho de Jesus não visa o lucro, não visa o engano, não se aproveita da boa fé das pessoas. É amor, mas um amor tal que é capaz de dar a própria vida por aqueles que nem o conhecem.

Sinto pelas pessoas que foram lesadas em mais um engodo gospel. E sinto muito mais, pois colocaram o Santo Nome do SENHOR para iludir e aumentar o lucro próprio.

Uma estrangeira no mundo

Pastor é preso na Capital por aplicar golpes milionários em bancos e comércios




Consistia em encontrar pessoas em dificuldade financeiras


O pastor Mauro Alessandro Souza de Freitas de 40 anos foi preso por aplicar golpes milionários em bancos e comércios da Capital, interior do Estado e em até outras cidades do País. Apesar de citado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) como pastor da Adna (Assembleia de Deus Nova Aliança), a igreja nega qualquer vínculo com o detido.

Olarte afirmou à reportagem que Mauro nunca foi pastor da igreja à qual ele pertence. "Esse é um dos equívocos do Gaeco, eles não têm provas", afirmou Gilmar.

Mauro que já tem passagens por estelionato e posse ilegal de arma de fogo, foi preso junto com Ruberlândio Ferreira Jarcem de 42 anos. Os dois são apontados pelo Sig (Setor de Investigação Geral) do Departamento de Polícia da Capital, como os “cabeças” dos golpes que ocorrem há aproximadamente dois anos. Com os dois, a polícia apreendeu centenas de cartões de bancos,  talões de cheques além de holerites falsificados, carimbos e celulares.


De acordo com o delegado Cleverson Alves dos Santos do Sig, a quadrilha contava com a participação de ao menos cinquenta pessoas que serão identificadas e investigadas. O golpe consistia inicialmente em encontrar pessoas em dificuldade financeiras. A dívida da pessoa era renegociada e a primeira parcela era paga para que o nome ficasse limpo.

Posteriormente, os golpistas falsificavam holerites no nome da pessoa e depois contas eram abertas em bancos. A dupla possuía CNPJ de empresas para a falsificação de holerites. Com a conta aberta, os estelionatários faziam empréstimos e adquiriam cartões de créditos e talões de cheques.



A pessoa que antes passava por dificuldades financeiras, lucrava 50% em todos os golpes. Cada folha de cheque, por exemplo, era vendida a R$ 30. Golpistas ficavam com R$ 15 e o suposto laranja também com R$ 15.

Os empréstimos, cartões de crédito e golpes nos comércios também era divididos. No comércio o golpe era consistido na abertura de crediários também com o holerite falso.

De acordo com a polícia, ainda não é possível contabilizar exatamente o valor dos golpes que são milionários, pelo fato da quadrilha já atuar há dois. Só no último mês, o bando vendeu 240 folhas de cheques e, em um outro mês, os autores chegaram a vender 600 lâminas em cidades de MS e fora do Estado.

Por não se tratar de cheques roubados, os autores muitas vezes utilizavam os mesmos  cheques por meses. Funcionários de bancos também serão investigados por envolvimento nos crimes.

Ainda segundo a polícia, os dois também chegaram a contrataram um hacker que veio do estado do Maranhão para furtar dinheiro da conta de clientes. Esse hacker levou aproximadamente R$ 300 mil de contas e fugiu sem dar dinheiro aos dois.

Mauro foi preso no mento em que estava no Fórum da Capital e Ruberlândio em sua casa no Bairro Planalto. Os dois responderão por associação criminosa, estelionato, falsificação de documento público, pessoal, particular e falsidade ideológica.

Mídia Max

sexta-feira, 11 de março de 2016

STF mantém ação penal contra pastores da Igreja Cristã Maranata



A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, por unanimidade, a tramitação da ação penal contra os pastores da Igreja Cristã Maranata, Gedelti Victalino Teixeira Gueiros e Carlos Itamar Coelho Pimenta, acusados da prática de crimes mediante desvio de dízimos e contribuições oferecidas pelos fiéis. O colegiado negou três habeas corpus impetrados pela defesa, que pediam o trancamento da ação por falta de justa causa e questionavam a quebra do sigilo dos envolvidos.

De acordo com informações do STF, a defesa de Carlos Itamar pedia no habeas corpus (HC 123019) o trancamento da ação penal sob alegação de inépcia da denúncia e a ausência de justa causa. No entanto, o relator do caso, ministro Teori Zavascki, destacou que a jurisprudência do Supremo é restritiva na concessão da ordem nesses casos. “No caso, não se constata nenhuma das hipóteses que justificariam a extinção prematura da persecução penal”, afirmou, ao destacar que a denúncia traz toda a descrição do fato apontado como crime.

Adefesa do pastor também havia impetrado outro habeas corpus (HC 130219), que pedia a anulação dos atos praticados na Justiça estadual em decorrência de suposta incompetência. Os advogados sustentaram que suposta coação ocorrida no curso do processo, acusação imputada ao réu, teve por propósito afetar depoimentos prestados à Polícia Federal, o que atrairia a competência da Justiça Federal. Entretanto, o ministro Teori Zavascki descartou essa hipótese.

Em relação ao habeas corpus (HC 126536) em favor do pastor Gedelti Gueiros, fundados da Igreja, o ministro ratificou a legalidade das interceptações telefônicas, autorizadas por ordem do juízo da Vara Central de Inquéritos de Vitória. A defesa alegou afronta ao artigo 1º da Lei 9.269/1996, que determina que a ordem de interceptação deve ser proferida pelo juiz competente para a ação principal. No entanto, o relator do pedido entendeu que a lei não estabelece competência, mas somente uma reserva de jurisdição. “Não se deve fazer essa leitura literal”, disse Teori Zavascki, que citou vários precedentes na Corte em que se admitiu a distribuição da competência na fase de inquérito e do curso da ação penal.

Na denúncia inicial (0016347-86.2013.8.08.0024), o Ministério Público Estadual (MPES) acusa 19 membros da Igreja Maranata, incluindo pastores e o presidente da instituição, Gedelti Gueiros, pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Alguns deles chegaram a ser presos em duas operações policiais. O grupo teria praticado o desvio de dízimo da igreja, envolvendo uma movimentação financeira de R$ 24,8 milhões, conforme as apurações do órgão ministerial.

A ação penal teve origem no procedimento investigatório do MPES que levantou que membros ligados à cúpula da entidade “aproveitaram-se da imunidade tributária aos templos de qualquer culto para ludibriarem fiéis e devotos mediante variadas fraudes visando desviar numerários oferecidos para finalidades ligadas à Igreja em proveito próprio e de terceiros, pessoas físicas e jurídicas vinculadas à quadrilha”.

De acordo com os autos, os relatos apontam que as doações, dízimo e contribuições financeiras oferecidas à Igreja eram utilizados por alguns os denunciados para investimento em bens e vantagens particulares. Os réus também vão responder pelos crimes de descaminho, tráfico de influência, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, contra a fé pública e ordem tributária. A fundação ligada à igreja (Fundação Manoel dos Passos Barros), que faz projetos de saúde, também aparece em ação de improbidade sobre suposta fraude na utilização de recursos públicos, oriundos de emendas parlamentares.

O caso tramita hoje sob segredo de Justiça na 2ª Vara Criminal de Vila Velha.

Século Diário


Relação do tráfico no Rio com igrejas evangélicas em favelas é tema de livro

Autora cita templos que rejeitam e que aceitam 'salvação' de criminosos.
'Alguns pastores apresentavam a alternativa de salvação moral', relata.

Christina Vital da Cunha no lançamento do livro Oração de Traficante (Foto: Divulgação)
Autora no lançamento do livro 'Oração de Traficante' (Foto: Arquivo Pesosal/Christina Vital da Cunha)

O livro "Oração de Traficante" se propõe a discutir um tema polêmico e inédito: o crescimento das igrejas evangélicas nas periferias  do Rio, chegando às associações de moradores e, finalmente, ao tráfico de drogas. A obra é da pesquisadora e professora adjunta do Departamento de Sociologia na Universidade Federal Fluminense (UFF) Christina Vital da Cunha e foi lançada em novembro do ano passado.

A tese de doutorado foi financiada e publicada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Nela, a autora mostra a resistência de certos templos pentecostais, nos quais a conversão dos criminosos era tida como imoral. Mas mostra também o outro lado: como traficantes aderiram à religião e financiaram eventos religiosos nas comunidades — distribuindo dinheiro através do dízimo.

Com idas a Acari, no Subúrbio, entre 1996 e 2009 e ao Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul, entre 2005 e 2009 a doutora chegou a testemunhar a "salvação" através da fé. Mas diz que a saída não é fácil e vê uma relação conturbada entre a religião e o crime.
Confira trechos da entrevista com a autora Christina Vital da Cunha:

MUNDO EVANGÉLICO X MUNDO DO TRÁFICO
Christina: Os evangélicos, sobretudo os pentecostais, pensam o mundo como uma guerra espiritual. A partir desta batalha, existe uma correspondência entre os mundos [do tráfico e da igreja].

REJEIÇÃO DE EVANGÉLICOS AO MUNDO DO TRÁFICO

Christina: Havia evangélicos que negavam [rejeitavam] essa proximidade com o tráfico, dizendo que [os traficantes] poluíam moralmente os 'verdadeiros evangélicos'. No termo nativo, era um 'mau testemunho' que estes cristãos estavam dando. Há tensionamentos nesta equação. Há os que aderem e os que refutam, não há um consenso sobre isso. Embora seja complexo, de algum modo punha em risco a moral ilibada dos evangélicos.

A 'SALVAÇÃO'

Christina: Alguns pastores apresentavam a alternativa de salvação moral, de [os traficantes] se renovarem, deixarem de carregar o estigma do criminoso e se tornar uma pessoa de bem. Muitos deles [traficantes] fizeram esta passagem, mas muitos deles que entrevistei em 2009 não conseguiram sair. Não conseguiram por [conta de] um estilo de vida, pela atração dos ganhos proporcionados. É importante frisar como as pessoas têm medo desta passagem. Em termos sociais, [os traficantes] emergem como inimigo número um da sociedade. De alguma maneira, se sentem muito protegidos naquele enclausuramento que é a favela. Muitos deles têm muito dinheiro, postos de gasolina, fazendas.

FINANCIAMENTO PARA SAIR DO CRIME

Christina: Os traficantes passam a financiar cultos ao ar livre, pagar artistas de projeção nacional para irem fazer show gospel na favela. Pagavam dízimo às igrejas. Houve cultos de graça, existia engajamento dos traficantes com igrejas evangélicas locais. Operavam com a expectativa de sair a qualquer momento da vida do crime e os evangélicos ajudaram muitos traficantes.

ASSOCIAÇÃO DE MORADORES

Christina: Acompanhei como as lideranças de associações de moradores começaram a ter um perfil evangélico. Todos os líderes de associação em Acari nos anos 2000 eram ligados a Igrejas Evangélicas e tinham 'empoderamento' dos evangélicos no local, com a ocupação de lugares políticos. Embora seja controverso, houve o 'empoderamento' dos evangélicos com os traficantes. [Mas] Os evangélicos não cresceram porque os traficantes se aproximaram.

SISTEMA DE PUNIÇÃO 'PACIFICADO'

Christina: O modo de vida nas favelas é sempre tenso. Há muito espaço de afetividade, de troca intensa, mas é um ambiente tenso. Antes não tinha 'desenrolo', era logo morte, quando pegavam alguém usando crack em Acari, por exemplo. [Mas] Como alguns chefes do tráfico viviam a proximidade dos evangélicos, houve a 'pacificação' de traficantes, era o que eles diziam: iam à casa do famíliar do usuário e diziam que não poderia fazer isso. Correspondia a um comportamento que não era esse de irromper a violência.

CRESCIMENTO EVANGÉLICO X QUEDA CATÓLICA

Christina: A partir dos anos 2000, a Igreja Católica começa a se redistribuir nas periferias. O padre que assumiu a paróquia de Acari era um padre midiático, fez o casamento do Luciano Huck com a Angélica. Era uma estratégia da Igreja Católica. Outra dinâmica era o retraimento de casas de umbanda e terreiros nas favelas. No Santa Marta, que era marcado por uma força católica, os festejos locais católicos começam a perder força e os evangélicos começam a ganhar mais espaço. A partir daí, comecei a entender as dinâmicas relacionadas a crime, religião e sociabilidade.

ATRAÇÃO PELO DINHEIRO

Christina: A teologia da prosperidade, por exemplo, é outra correspondência dos dois mundos. Os traficantes gostam de dinheiro e atuam na vida do crime, onde rola muito dinheiro. E os evangélicos não negam o dinheiro. Então, a passagem da vida do crime para a vida moral não implica abrir mão do que conseguiu. Todo aquele dinheiro vai ser purificado. O mundo é uma batalha, mas, por outro lado, não precisa se recusar o dinheiro. No catolicismo, a gente não deve buscar bens na terra e deve privilegiar coisas no céu. Os evangélicos dizem: não, aqui também. Mostrar o dinheiro é uma forma de mostrar a graça de Deus na vida.

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Christina: Há contextos em que traficantes expulsaram religiosos de matriz africana de certas localidades. Agora, na maior parte das favelas em que você tem relação dos traficantes com universo evangélico não aconteceu isso. Não aconteceu, mas religiosos de matriz africana são muito desprestigiados e vitimizados por intolerância religiosa não pelo tráfico, mas por muitos moradores evangélicos. Há uma identificação de que esses religiosos são moralmente inferiores e ligados ao mal. A intolerância religiosa é praticada, muitas vezes, não pelos traficantes mas pelo coletivo.

G1

quarta-feira, 9 de março de 2016

Congregação Cristã é autuada pela Eletrobras do Acre por furto de energia em Rio Branco

20160307132540

Um templo da Congregação Cristã do Brasil foi autuado nesta segunda-feira, dia 07, por furto de energia elétrica, em Rio Branco (AC). Uma ligação direta entre a rede da Eletrobras e a estrutura elétrica do templo religioso, sem contagem no medidor, estaria ocorrendo desde o mês de dezembro. A suspensão do serviço foi feita, fruto de uma denuncia anônima à estatal.

A reportagem do ac24horas flagrou o exato momento em que o corte do serviço foi feito. No local, era possível ver que um poste recém implantado ao lado do templo, pela empresa concessionária e, ainda, um transformador que, segundo funcionários da igreja, estaria em testes. Um boletim de ocorrências foi gerado para relatar o crime.

Segundo o cuidador da igreja, que não se identificou, a religação do serviço teria sido feita pela própria distribuidora, logo após um pedido da igreja. “Se está errado, foi a Eletroacre quem fez. Aqui, ninguém sabe mexer com eletricidade e esse transformador aí estava ligado desde dezembro, pouco antes de reinauguramos aqui o nosso templo. Colocaram aí, e disseram que ia ficar tudo em teste”, alegou.

Segundo a Eletrobras Distribuição Acre, responsável pelos serviços em todo o estado, através de “uma vistoria realizada pelos técnicos da empresa, fora comprovada a existência de uma ligação trifásica, sem passar pelo medidor de consumo”, destaca o boletim de ocorrência, registrado na Delegacia da 2ª regional, que fica no Segundo Distrito da capital.

CRIME
O furto de energia é crime para quem pratica e pode dar até quatro anos de prisão. É caracterizado quando a energia é ligada diretamente da rede elétrica, sem o conhecimento e a autorização da Distribuidora do serviço. A punição está prevista artigo 155, § 3º, do Código Penal.

AC24horas


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Pastor evangélico é preso por estuprar filha durante seis anos, diz polícia

Homem confessou o crime na DDM de Jundiaí (Foto: Google Maps/Divulgação)
Homem confessou o crime na DDM de Jundiaí

(Foto: Google Maps/Divulgação)

Segundo as investigações, suspeito obrigava menina a dormir com casal.
Dirigente de igreja foi preso preventivamente em Campo Limpo Paulista.

O pastor de uma igreja evangélica de Jundiaí (SP) foi preso depois de confessar à Polícia Civil ter estuprado a filha durante seis anos. Segundo informações da polícia, o suspeito, de 57 anos, é dirigente da instituição religiosa e admitiu que abusava da filha, hoje com 14 anos, desde que ela tinha 8.

Em entrevista ao G1 nesta sexta-feira (26), a delegada responsável pelo caso, Maria Beatriz de Carvalho, explica que o homem foi denunciado à polícia depois que a esposa percebeu atitudes estranhas do marido.

“Ela disse que não sabia de detalhes, mas notou que o marido sempre ia ao tanque de roupas sujas e pegava uma calcinha da filha. Depois disso, a mulher resolveu conversar com um pastor acima do homem na hierarquia da igreja, que recomendou que ela procurasse a polícia”, afirma a responsável pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí.

A menina nunca havia contado sobre os abusos sexuais até ser ouvida na delegacia. Ainda segundo a delegada, o homem obrigava a adolescente a dormir na cama do casal. “Ele a queria sempre por perto. Por isso, obrigava a filha a dormir na cama do casal para que ele pudesse passar a mão nela quando tivesse vontade. Além disso, ele batia na adolescente por ciúme de outros garotos”, ressalta

Maria Beatriz. Além da menor, o casal tem outro filho, que não foi assediado pelo pai.

Reincidência

Após a denúncia da mãe, a polícia fez buscas pelo suspeito, que foi encontrado e confessou o crime na delegacia na quarta-feira (24). Conforme as investigações da polícia, esta não foi a primeira vez que ele foi denunciado por abusar sexualmente de um menor de idade. “Ele já foi preso por um caso de estupro ocorrido há 20 anos com um sobrinho”, afirma a delegada.

Por conta da confissão e do caso de reincidência, a delegada decretou a prisão preventiva do pastor, que foi encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista (SP) e pode ser condenado a até 15 de prisão por estupro.

G1

"Opção preferencial pelos ricos" põe anglicanos em risco de extinção



Sínodo anglicano ouve que a vida católica em comunidades carentes está desaparecendo rapidamente

O sínodo geral da Igreja da Inglaterra ouviu, nesta quarta-feira, que ela vem estando demasiadamente focada na classe média e na meia idade e que precisa levar “a batalha pela alma cristã desta nação” a comunidades periféricas, aos jovens e minorias étnicas. Muitos vigários têm pregado somente aos convertidos em vez de ativamente buscarem novos recrutas ao “partilhar a nova do bom pastor”.

A reportagem é de Harriet Sherwood, publicada por The Guardian, 16-02-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, que preside a força-tarefa da Igreja e fez do trabalho missionário um objetivo central da instituição religiosa sob o seu comando, disse que o evangelismo não é “uma técnica de sobrevivência como decorrência de uma inquietação com os mais recentes números mostrando a frequência à igreja”, e sim um “compromisso com a sua renovação”.

Philip North, bispo de Burnley, disse que a igreja tem centrado demais os seus recursos na classe média e falou que ela deveria aumentar a sua presença entre as comunidades mais carentes. “A batalha pela alma cristã desta nação não será vencida ou perdida em Kensington, Cobham ou Harrogate, mas nos locais onde a vida é difícil e onde a vida da igreja está desaparecendo rapidamente”, declarou, acrescentando que a igreja esteja, pelo menos, presente nas “comunidades mais pobres, nos bairros periféricos das nossas cidades”.

Segundo uma análise apresentada num encontro sinodal em Londres:

• per capita, a igreja gasta significativamente menos em comunidades carentes na relação com a média nacional (£ 5,09 por ano numa média de £ 7.90);

• a frequência à igreja entre os que vivem em comunidades carentes está menos da metade abaixo do que os dados nacionais: – 0,8% em comparação com 1,7%;

• a velocidade do declínio na frequência à igreja é quase quatro vezes mais rápida aqui do que na comparação nacional.

O clero se sente isolado, sozinho e esquecido, segundo North. “A igreja em nossas comunidades carentes está morrendo, e está morrendo muito rapidamente. A conclusão é óbvia: somos líderes de uma igreja que assumiu uma opção preferencial pelos ricos”. Uma igreja que “abandona os pobres abandonou a Deus”, disse ele.

A força-tarefa da Igreja da Inglaterra realizará um congresso no próximo mês no Palácio de Bishopthorpe, a casa do arcebispo de York, para debater o potencial de expansão de sua presença entre os pobres nas comunidades carentes.

O sínodo foi também advertido que a igreja está enfrentando um desafio urgente no engajamento com os jovens. Mais da metade das paróquias tinham menos de cinco pessoas com idade inferior a 16 anos em suas congregações, afirmou Mark Russell, membro da força-tarefa. Ele citou um estudo que descobriu que apenas 1% dos cristãos começam a vir à igreja com a idade de 45 anos, e disse: “É fundamental compreender a seriedade da situação que enfrentamos; a situação continua crítica”.

As dioceses e paróquias deveriam investir em cargos pagos no trabalho junto às crianças e jovens, é o que recomenda a força-tarefa em seu relatório, que foi aprovado pelo sínodo. A igreja pensa em nomear um coordenador nacional para o evangelismo junto aos jovens.

O relatório também diz que negros e pessoas de minorias étnicas tinham uma baixa representação na instituição. Muitos falaram que “se sentiam diferentes na igreja, com perguntas de onde eram e em que lugar vivem. O foco está em enfatizar as diferenças culturais”.

As igrejas deveriam “criar uma cultura que acolha a diversidade cultural dentro de si e que aborde ativamente o preconceito inconsciente”, lê-se no texto.

A força-tarefa destacou questões significativas sobre a disposição de alguns clérigos em se engajar no evangelismo. “Para muitos deles, o entendimento vocacional que possuem está firmemente focado no ministério pastoral que encontra a sua mais completa expressão no exercício dos deveres litúrgicos, na oração, na pregação e no ministério pastoral (...) o trabalho social intencional era de uma importância relativamente menor”.

O clero existente e o clero futuro precisam se equipar como “líderes de missão e testemunho”; o evangelismo é central às vocações ordenadas e “não uma opção extra para alguns”. Os pedidos de ordenação deveriam ser selecionados com base na disposição das pessoas em se envolver com os não cristãos, diz o relatório.

IHU via Contorno da  sombra



Pastor “abençoou” propina do merendão do PSDB

A interceptações telefônicas realizadas durante as investigações da máfia da merenda em São Paulo mostram que um vendedor da cooperativa Coaf pediu a benção de um pastor para transportar 80 mil reais em propinas. O vendedor Carlos Luciano estava preocupado porque um mês antes um outro integrante da quadrilha havia sido preso com 95,5 mil reais quando se aproximava da cidade de Taiúva, interior do estado.

merenda01

3b1cec32-e22c-4742-aab0-943bfb42dfa5

Na chamada realizada no dia 18 de novembro às 17h16, Carlos Luciano conversa com um pastor sobre a entrega. Carlos diz que está “angustiado” em função da remessa. O pastor responde “não é só você não, amanhã vamos ficar nóis (sic) tudo ansioso esperando a resposta”. Carlos diz que está levando uma “comissão” de 80 mil reais a uma “pessoa de confiança” e seria “onça sobre onça”, possivelmente se referindo a notas de 50 reais. Carlinhos diz esperar a “benção de Deus”.

O vendedor diz que “vai estar orando” e o pastor diz que “Deus vai cuidar”. Lopes acabou sendo preso no início desse ano junto de outros seis investigados. Todos já foram soltos.

Tirando da boca de crianças pobres, a fraude possibilitou só no ano passado ganhos de pelo menos 25 milhões de reais. Tudo ia muito bem, até que a gula dos merendeiros foi ficando cada vez maior, e brigas internas sobre quem levaria a maior parte desse bolo fez um integrante da cooperativa realizar a denúncia em uma delegacia de polícia.

A denúncia deu origem à operação Alba Branca, que apura o envolvimento direto de Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa paulista, dos deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB) e do deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD).

Nesta semana foram autorizadas a quebra de sigilo de Capez e de seus assessores. Todos já negaram as acusações.

Até o momento já foram citados em depoimentos e interceptações telefônicas os nomes dos secretários da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido; da Agricultura, Arnaldo Jardim; de Logística e Transportes, Duarte Nogueira e do ex-secretário de Educação Herman Voorwald do governo Alckmin.

merenda02.jpg

 Carta Capital

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Pastor teria planejado morte de ex-colegas de igreja após perder fiéis

Professora da Uneb, que também é pastora, e prima dela, foram mortas.
Marido dela conseguiu escapar durante tortura em carro ao forçar batida.


Um pastor é suspeito de ter encomendado e participado do assassinato da também pastora e professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Marcilene Oliveira Sampaio e da prima dela Ana Cristina, cujos corpos foram encontrados na manhã desta quarta-feira (20). O crime ocorreu na cidade de Vitória da Conquista, região sudoeste da Bahia. A informação foi divulgada pela Polícia Civil durante uma coletiva à imprensa. Os dois homens já presos são apontados como executores. O pastor está sendo procurado.

Professora e pastora Marcilene Oliveira Sampaio foi morta ao lado da sobrinha (Foto: Reprodução/Uneb)
Professora e pastora Marcilene Oliveira Sampaio foi
morta ao lado da prima. (Foto: Reprodução/Uneb)

De acordo com a polícia, o crime teria sido motivado por vingança após as vítimas, que eram colegas do pastor suspeito, terem saído da igreja dele depois de um desentendimento para fundar uma nova e levado a maioria dos fiéis.

"O crime foi motivado por vingança, após as vítimas terem fundado outra igreja. O pastor foi o mandante e também executor", afirmou o delegado Marcus Vinícius, titular da 10ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin/Vitória da Conquista).

O marido da professora morta, Carlos Eduardo de Souza, que, assim como a companheira, também é pastor, era outro alvo dos criminosos, mas conseguiu escapar do carro em que estava quando sequestrado pelos suspeitos depois de provocar um acidente.

A professora Marcilene Oliveira Sampaio, o marido e a prima tinham acabado de sair da igreja, na noite de terça-feira (19), e estavam a caminho do sítio onde moram quando o carro em que estavam apresentou um defeito na estrada que liga ao município de Barra do Choça.

Pastor Edmar é suspeito de ter encomendado crime e está sendo procurado (Foto: Reprodução/TV Bahia)
Pastor Edmar é suspeito de ter encomendado crime e está sendo procurado (Foto: Reprodução/TV Bahia)



Carlos Eduardo disse à polícia que desceu do veículo e abriu o capô para verificar o que tinha acontecido quando foi abordado por três homens que chegaram em outro carro. Entre os suspeitos estava o pastor apontado como mandante do crime.

Segundo a polícia, a intenção dos criminosos era matar toda a família no sítio em que as vítimas residiam. A suspeita é de que Marcilene e os parentes já estavam sendo seguidos desde o momento em que deixaram a igreja.

Conforme a polícia, ao perceberem as vítimas paradas na estrada, os suspeitos decidiram agir. Carlos Eduardo foi colocado dentro carro dos suspeitos e seguiu pela estrada com um dos criminosos. O outro suspeito e o pastor ficaram ao lado da professora e da prima dela às margens da rodovia. As duas mulheres foram mortas em seguida a pedradas.

Suspeitos presos alegaram que crime foi encomendado por pastor (Foto: Michele Damasceno/TV Sudoeste)
Suspeitos presos alegaram que crime foi encomendado por pastor
(Foto: Michele Damasceno/TV Sudoeste)

De acordo com a polícia, o marido de Marcilene, que estava no banco de passageiro sob a mira de um revólver, foi agredido várias vezes ao longo do trajeto pelo suspeito. No entanto, ao perceber que iria ser morto, Carlos se jogou na direção do veículo, que acabou colidindo em outro que trafegava pela rodovia. Carlos conseguiu abrir a porta e escapar pelo mato. Em seguida, acionou a polícia.

Pastora e prima são mortas em Vitória da Conquista (Foto: Imagem/TV Sudoeste)
Corpos de pastora e de prima foram encontrados em estrada de Conquista, na Bahia
(Foto: Imagem/TV Sudoeste)



Um dos suspeitos, Fabio de Jesus Santos, 34 anos, foi preso por policiais militares minutos depois do acidente provocado por Carlos. Segundo a polícia, Fábio confessou participação na ação, mas disse apenas ter dirigido o carro.

Segundo a polícia, o suspeito também apontou quem seriam os demais comparsas: Adriano Silva dos Santos, de 36 anos, e o pastor de prenome Edmar. Adriano, que teria matado Marcilene e a prima dela com Edmar, foi preso na manhã desta quarta, confessou participação no crime e apontou o pastor como mandante.

Universidade lamenta morte

Marcilene Oliveira Sampaio também era professora do curso de letras da Universidade Estadual da Bahia (Uneb). Segundo a instituição de ensino, ela também já atuou como diretora do Departamento de Ciências Humanas e Tecnológicas (DCHT) do Campus XX da Universidade, em Brumado.

Marcilene era mestre em Linguística pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e iniciou a carreira na Uneb em 2004. A Reitoria da UNEB informou que presta solidariedade a familiares e amigos de Marcilene.
Disse ainda que espera que a apuração das circunstâncias da morte seja realizada e concluída com celeridade.


Corpos de pastora e de prima foram encontrados em estrada de Conquista, na Bahia (Foto: Imagem/TV Sudoeste)

G1


Agenor Duque: Do pano de saco ao Porsche e jatinho

culto do Bispo Agenor Duque da igreja evangelica  Plenitude do Trono de Deus (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)

Numa incansável cruzada por arrecadação, o autointitulado apóstolo Agenor Duque, da Igreja Plenitude do Trono de Deus, pede à plateia que raspe a carteira e que doe até o décimo terceiro salário. Já anda de Porsche e voa de jatinho.

Do alto do púlpito, diante de cerca de 7 mil fiéis com as cabeças cobertas por um pequeno pano avermelhado, um homem vestindo uma roupa que imita estopa aponta o dedo para um rapaz da plateia: “Você é homossexual?”, diz ao microfone. Ao ouvir uma resposta afirmativa, continua: “E você quer sair do homossexualismo?”. O interlocutor diz que sim, e é convidado a subir no altar. Enquanto uma canção entorpecente embala a cena, o líder espiritual cerra os dois punhos, ergue os braços e grita: “No milaaaagre de Manassés, Deus apaga da memória agora todo o passado de sofrimento. No milaaaagre de Manassés, Deus faz a pessoa esquecer que um dia foi homossexual”. Volta a se dirigir ao rapaz.

– Seu nome?
– Junior.
– Você tinha alguma vida errada no passado?
– Não.
– Pensei que você era gay... Pensei que você morava com um homem...
– Não, Deus me livre.

Como que num passe de mágica, Junior diz que nunca gostou de homens. Na semana seguinte, volta ao mesmo altar para contar o desfecho de sua história. Diz que seu namorado, ao saber da conversão, caiu no choro. A mãe, surpresa com o esquecimento súbito, cogitou levar o filho a um hospital. Entre gritos entusiasmados de “aleluia” e “eu creio”, o público se levanta e aplaude a transformação.

O homem das vestes de saco – um figurino para demonstrar humildade diante de Jesus Cristo – é o autoproclamado apóstolo Agenor Duque, um paulistano de 37 anos, filho de pais separados, crescido numa família pobre da Zona Leste de São Paulo, ex-viciado em drogas. No concorrido mercado das igrejas neopentecostais, Duque é o pastor emergente do momento. Com uma forte vocação teatral e adepto da prática de prometer o impossível, Duque abocanha cada vez mais fiéis e começa a incomodar as igrejas concorrentes. Além das usuais curas de doenças e vícios, Duque promete apagar o passado da mente dos fiéis.

Não hesita em abusar de condutas preconceituosas, como propagar o “milagre” de fazer um homem esquecer a homossexualidade ou enfrentar num duelo um suposto adepto do candomblé. Prova de sua destreza para lotar igrejas e influenciar opiniões, o deputado e pastorMarco Feliciano não sai do altar da Plenitude. Na campanha eleitoral do ano passado, o tucano Geraldo Alckmin, reeleito governador de São Paulo, ajoelhou-se no púlpito de Duque.

Num roteiro já conhecido entre os pastores das neopentecostais, Duque começou na Igreja Universal do Reino de Deus e migrou para a Mundial – até que teve uma “visão espiritual” e decidiu criar seu próprio templo. Em setembro de 2006, abria a porta da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus. Com R$ 25 mil da venda de um Astra, Duque comprou algumas poucas horas nas madrugadas de rádios e alugou um galpão na Avenida Celso Garcia – que, pela facilidade de acesso e circulação intensa, concentra boa parte das igrejas neopentecostais. Há dois anos, Duque tinha cinco modestas igrejas em São Paulo.

Hoje, são pelo menos 20, espalhadas por São Paulo, Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal – sem contar as dezenas de núcleos, galpões abertos pelo interior que, ainda sem documentação, não são considerados templos. No ano passado, a Plenitude firmou uma espécie de joint venture evangélica com a igreja de André Salles, o líder evangélico responsável pela conversão da ex-senadora Marina Silva, para aportar em Brasília. Em dois anos, a Plenitude saltou de quatro para 18 horas no canal de televisão RBI. Só entre outubro e novembro, passou de quatro para mais de nove na Rede Brasil TV.


O traje de saco nos cultos é uma espécie de abadá para uma encenação de pobreza. Há tempos Duque deixou a dureza para trás. Como os adeptos do funk ostentação, fora do palco ele se enfeita com cordões, anéis e relógios dourados, bonés e tênis de marcas como Nike e Hugo Boss e adora exibir-se no Instagram. Dirige um Porsche e um BMW. Já se exibiu em um vídeo com uma Ferrari – após críticas de internautas, recuou e disse que o carro era de um “amigo”, o pastor Arthur Willian Van Helfteren, da Igreja Universal do Reino de Deus.

Sempre que viaja, Duque evita apertar o corpanzil nas poltronas da aviação comercial; prefere o conforto de um bimotor Cessna Citation. De acordo com os registros da Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave pertence à Cimeeli Comércio e Indústria, uma empresa sem rastro. O telefone atribuído à Cimeeli é residencial e seus sócios não foram localizados.

Em um universo em que não faltam exageros, os cultos de Duque são espetáculos ainda mais histriônicos. Ele atua em parceria com a mulher, a autointitulada bispa Ingrid Duque, e mais recentemente com o filho adotivo, o pastor Allan. Em suas performances, Agenor Duque intercala suas falas com expressões incompreensíveis que diz virem da língua do Espírito Santo – “Traz o óleo, quibalamacia balabaliã”, diz, em meio ao culto, enquanto checa mensagens no telefone. Suas orações quase sempre terminam com um “hallelujah”, num esforçado sotaque americano.



“A religiosidade brasileira sempre foi muito sincrética. O brasileiro valoriza tudo o que o ajuda a se relacionar diretamente com o sagrado”, afirma Rodrigo Franklin de Sousa, professor de pós-graduação em ciências da religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “O teatro cai como uma luva.” Os cultos da Plenitude reúnem dramas humanos de todos os tipos. Há mulheres traídas pelo marido, fiéis com pendências com a Justiça, mães desesperadas para tirar o filho da prisão, pais de família desempregados, viciados que tentam resgatar a dignidade.

Converter os dramas em espetáculo e gerar lucro requer organização. Nos cultos de domingo, mais lotados, a igreja é dividida em quadras imaginárias, cada qual vigiada por um pelotão de obreiros. Numa cerimônia, um homem se exaltou e foi contido por seguranças. Curiosa, parte da plateia foi repreendida pelos obreiros: “Deus está no altar lá na frente. Parem de olhar para o lado”.


culto do Bispo Agenor Duque da igreja evangelica  Plenitude do Trono de Deus (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)


O apóstolo Agenor Duque, o pastor André Salles e a bispa Ingrid Duque. Numa espécie de joint venture evangélica, suas igrejas se uniram no ano passado para arrebanhar mais fiéis (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Em um dos episódios mais plásticos, no ano passado, Duque estava no altar quando um dos obreiros avisou sobre um homem que, sem abrir a boca, se apresentava como pai de santo e o desafiava. Rodando uma jaqueta ao redor do corpo, o homem subiu ao palco e foi ao encontro de Duque. Como se estivesse num MMA espiritual, Duque encostou a cabeça no adversário, deu dois gritos e – shazam! – o sujeito desmilinguiu-se. A plateia foi ao delírio. “O público gosta”, diz Paulo Romeiro, doutor em ciências da religião. “A igreja neopentecostal brasileira é cega, infantilizada, cheia de picaretas e cambalacheiros.”

Tanto cultos quanto programas no rádio e na TV da Plenitude têm um roteiro simples, que converge para a arrecadação. A pregação da Bíblia é quase inexistente. Invariavelmente, o pastor apresenta um “milagre” e, na sequência, pede dinheiro ostensivamente. Numa tarde de terça-feira, em outubro, uma pastora da Plenitude pediu aos fiéis que abrissem suas Bíblias em 1 Reis 17. A passagem conta a história de uma viúva miserável que, diante de uma onda de fome, doou tudo o que tinha – um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite numa botija – a um profeta desconhecido, antes mesmo de alimentar o filho.

Ao final da leitura do capítulo, a pastora gritou ao microfone: “Deus está me dizendo que alguém aqui tem R$ 50 na carteira, é tudo que essa pessoa tem. Se você sentiu que esse chamado é para você, faça como a viúva. Ela deu tudo que tinha, e foi recompensada”. Uma mulher se encaminhou ao altar e retirou a única nota de R$ 50 da carteira. Os pedidos aos demais continuaram num crescente. “Prova para Deus que você acredita. Precisa ser um sacrifício grande, algo que dói! Limpa a carteira! Raspa a carteira! Ou faz como uma mulher no culto desta manhã, que doou o próprio carro.”

A adivinhação no púlpito, diz um ex-obreiro da Plenitude, não passa de uma trapaça. Na chegada à igreja, os fiéis com um pedido especial preenchem uma ficha com sua história – depois colocada no altar. Enquanto lê disfarçadamente o relato, o pastor repete tudo ao microfone como se estivesse tendo uma epifania. Ao reconhecer sua história, o fiel emocionado se dirige ao altar e confirma o milagre. “São verdadeiras empresas da fé”, afirma o teólogo João Flávio Martinez, presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas. Os pastores que arrecadam mais são recompensados e ascendem. “Eles recebem até bônus”, afirma um ex-obreiro da Plenitude. “Eles dizem que você tem de entrar na mente da pessoa, convencê-la a aceitar o que você diz”, afirma.

Às quintas-feiras, numa reunião fechada de presbíteros, os mais experientes recomendam “agressividade” e “olhar clínico” para identificar potenciais doadores. “Os pastores dessas igrejas são bem preparados, fazem cursos de marketing, de gestão, de oratória. A lógica é unicamente de mercado. Não existe uma base de doutrina”, diz Rodrigo Sousa. Os pastores das maiores agremiações fazem cursos específicos de gestão financeira de igrejas no exterior. A hierarquia é rígida. Como um presidente de empresa, Agenor Duque convive com poucos de seus comandados. Usa até mesmo uma entrada exclusiva na sede. Os insistentes pedidos de entrevista de ÉPOCA – todos negados – percorreram três instâncias antes de chegar a ele.

Em sua incansável cruzada por arrecadação, a Plenitude promove campanhas temáticas com objetivos específicos. Uma do Vale de Elah, traz um boneco recente, gigante que procura reproduzir a figura do rei David, vestido como um guerreiro, com escudo e espada no altar da igreja. Uma loja vende diversos badulaques inspirados longinquamente em temas bíblicos. A gama de produtos inclui a marca própria de roupas e acessórios femininos da bispa Ingrid, na loja Amor Oficial.

Os looks – saias estampadas, calças boca de sino, bolerinhos e vestidos longos com estampas em três dimensões – usados por Ingrid na TV e nas redes sociais são reproduzidos por boa parte das fiéis nos cultos. “Quem usa é escolhida por Deus”, diz Ingrid no Instagram da marca. Como a inflação não respeita nem o sagrado e não está fácil nem para milagreiros, na Amor Oficial também tem liquidação – só muda o nome: a Black Friday, o dia internacional do desconto, chama-se White Friday.

O ritmo de inovação da Plenitude é incessante. Recentemente, Duque passou a pedir o 13º salário dos fiéis – e até o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Para os próximos meses, planeja a construção de um novo templo, para o qual criou uma campanha específica, cuja contribuição começa em R$ 1.000. Em fevereiro, pretende lotar o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, com capacidade para 13 mil pessoas, e o estádio do Canindé, em São Paulo, que acomoda 21 mil pessoas, com uma atração internacional: o controverso pastor Benny Hinn, que percorre o mundo com seus megacultos milagrosos. “Com a crise financeira, as igrejas neopentecostais estão tendo de se reinventar para entregar resultados”, afirma Rodrigo Sousa. No que depender da criatividade de Duque, a Plenitude pode superar limites.


Banca da unção  (Foto: Época )


  Época   via ultimosacontecimentos 



Pastor é preso suspeito de abusar sexualmente da filha adotiva no TO

Suspeito foi preso suspeito de estuprar a filha adotiva (Foto: Divulgação/SSP)

Menina tem 13 anos e vivia com o homem e a esposa dele desde os dois.
Mandado de prisão foi realizado na zona rural de Paranã, sul do TO.

Um homem de 41 anos foi preso pela Polícia Civil suspeito de abusar sexualmente da filha adotiva de 13 anos.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, o homem é pastor de uma igreja evangélica localizada no povoado de Bom Jesus das Palmas, na zona rural de Paranã, sul do Tocantins.

O suspeito foi preso nesta segunda-feira (22) em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. As informações foram divulgadas nesta terça (23).

A criança era criada por ele, junto com a esposa, desde os dois anos de idade. A vítima contou à polícia que desde os seis anos sofria constantes abusos cometidos pelo pai adotivo. A denúncia foi feita pelo Disque Direitos Humanos, disque 100, e foi repassada à Polícia Civil.
Conforme SSP, foi instaurada investigação para apurar o crime de estupro de vulnerável e, após alguns dias de investigações, o pedido de prisão foi encaminhado para o judiciário.

 O pastor foi levado para a Cadeia Pública de Palmeirópolis, onde se estará à disposição da Justiça.

G1

Morto em obra de igreja era traficante que se passava por pastor, diz polícia

Crime aconteceu em frente ao local onde seria contruída uma Igreja Evangélica em Jequié (Foto: Blog Jequié Repórter)

'A igreja era apenas um disfarce', diz delegado que investiga o caso.

Falso pastor foi morto a tiros na segunda (15), em Jequié, no sul da Bahia.
Mirandir Santos Soares, de 31 anos, morto a tiros quando trabalhava na obra de uma igreja, em Jequié, região sudoeste da Bahia, se passava por pastor, mas atuava como traficante na região. As informações são da Polícia Civil, que investiga o crime.

Os autores do homicídio também tem envolvimento com o tráfico de drogas e a polícia investigava a relação entre vítima e criminosos.

Segundo o delegado Cristiano Mangueira, o falso pastor não tinha passagem pela polícia. "Ele nunca teve passagem pela polícia e tirava proveito para fingir que era pastor. Ninguém quer assumir que é traficante. A igreja era apenas um disfarce", disse o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, outras pessoas ligadas a vítima já haviam sido presas por porte ilegal de armas e envolvimento com o tráfico. Até por volta das 10h10, os responsáveis pelo crime ainda não haviam sido presos.

Caso

Mirandir Santos Soares foi morto a tiros na segunda-feira (15), quando trabalhava na obra de um prédio que estava sendo adaptado para se transformar em uma igreja, no bairro de Jequiezinho, em Jequié.

A vítima foi surpreendida por dois homens a bordo de uma motocicleta, que fugiram após os disparos. Populares chegaram a acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o Mirandir morreu ainda no local do crime.

 G1

Monitoramento

Locations of visitors to this page

Radio Macabeus.

II Vídeo