quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Igreja Universal pode pagar até R$ 96 milhões por construção irregular do Templo de Salomão

templosalo

A Igreja Universal poderá pagar até R$ 96 milhões ao município de São Paulo como contrapartida pela construção irregular de seu templo na região do Brás, batizado de Templo de Salomão.

Essa é uma das possibilidade apresentadas pelo Ministério Público à igreja para que um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) seja firmado. Com um acordo assinado, a Promotoria desistiria de propor uma ação solicitando que a Justiça determine a demolição do templo.

Outra opção apresentada à igreja é a doação de um terreno que comporte 60 mil m² de construção para moradia popular. A terceira possibilidade seria um misto: parte em dinheiro, parte em imóvel. A obra, segundo a igreja, custou R$ 680 milhões.

Conforme a Folha revelou, a Universal usou informações falsas para aprovar as obras do templo: a igreja apresentou, em 2006, um pedido de reforma de prédio que havia sido demolido ao menos dois anos antes.

A aprovação teve a participação de Hussain Aref Saab, suspeito de comandar esquema de corrupção na aprovação de obras na gestão Gilberto Kassab (PSD).

O templo vem funcionando com uma licença provisória. A autorização foi renovada pela gestão Fernando Haddad (PT), com o aval do Ministério Público Estadual.

Folha de S.Paulo

Polícia apura agressão envolvendo pastor que faz artes marciais em Mogi

Ajudante de igreja no Alto do Ipiranga diz ter levado socos e chutes.
Pastor será chamado para prestar depoimento, diz polícia.

A Polícia Civil de Mogi das Cruzes (SP) informou nesta segunda-feira (12) que investiga um pastor por lesão corporal. Um ajudante da igreja, no Alto do Ipiranga, esteve no 2º Distrito Policial e acusou o pastor, que seria praticante de artes marciais, de agressão.

A vítima disse que, sem motivo, o pastor o feriu com socos e chutes, deixando lesões no braço direito, na região torácica e na coxa esquerda. A agressão aconteceu no sábado (10), por volta das 6h30.
O pastor será chamado para prestar depoimento.

G1

O fundo do poço:Mercenários cobrando entrada de culto!



Facebook Vanessa do Véu via Cai a Farsa

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Papa reúne em missa em Manila um recorde de seis milhões de pessoas

Foto aérea tirada durante missa mostra multidão reunida em Manila (Foto: Philippine Air Force, Sgt. Ray Bruna/AP Photo)

Francisco celebrou missa na capital da Filipinas neste domingo.
Pontífice criticou o que chamou de sociedade machista.

Seis milhões de pessoas participaram neste domingo (18) na missa celebrada por Francisco em Manila, um recorde mundial para uma congregação papal, indicou à agência AFP um funcionário da capital filipina.

"Temos seis milhões" de pessoas, disse o presidente da Autoridade de Desenvolvimento de Manila, Francis Tolentino.

Em visita às Filipinas, papa Francisco criticou neste domingo o que chamou de sociedade machista, que não deixa espaço para a mulher. O discurso foi proferido durante encontro com milhares de fiéis na Universidade São Tomás de Manila, nas Filipinas.

"Às vezes somos muitos machistas e não deixamos lugar para a mulher, mas a mulher é capaz de ver as coisas com olhos diferentes dos olhos dos homens", afirmou, lamentando também a pequena presença feminina na cerimônia.

Na ocasião, lembrou ainda de uma pergunta que lhe foi feita por uma ex-menina de rua. Ela o teria interrogado sobre o por que de as crianças sofrerem.

"Ela hoje fez a única pergunta que não tem resposta", destacou.

Esta é a primeira visita de um pontífice às Filipinas em 20 anos, depois que João Paulo II esteve no país em janeiro de 1995.

"Quando vier o próximo papa às Filipinas que haja mais mulheres", pediu Francisco.

Missa bateu recorde de seis milhões de pessoas (Foto: Reuters)
Missa bateu recorde de seis milhões de pessoas (Foto: Reuters)

G1


Pastor comemora seu aniversário realizando 20 casamentos homossexuais, na Flórida



União homossexual - "Foi o melhor presente de aniversário que eu poderia ter conseguido", disse Jim Merritt, pastor chefe da Igreja Metropolitana Cruz Santa.


A celebração de casamentos homossexuais em igrejas da Flórida, EUA, foi aprovada judicialmente. Em comemoração a nova lei e ao seu aniversário, o pastor Jim Merritt supervisionou 20 casamentos gays, além de se casar com seu parceiro de longa data, Al Leach.

A decisão entrou em vigor nesta terça-feira (06) e Merritt, que é pastor chefe da Igreja Metropolitana Cruz Santa (em tradução livre), comemorou o dia realizando cerimônias de casamento com a ajuda dos diáconos da igreja.

"Foi o melhor presente de aniversário que eu poderia ter conseguido", disse Merritt. “Al e eu estamos juntos há mais de 20 anos. Para nós, alcançar a igualdade no casamento dentro da igreja foi um momento de muita alegria.”

Casamentos com pessoas do mesmo sexo ocorreram em todo o Estado da Flórida na terça-feira. Merritt disse que sua igreja recebeu ameaças de protestos nos dias que antecederam as cerimônias. Ele também disse estar preocupado com sua própria segurança se os casamentos continuarem. "Eu tenho que ter cuidado com a minha própria segurança durante os períodos de grande repercussão", disse o pastor.


Merritt e Leach deixarão a igreja por duas semanas, para uma espécie de viagem de “lua-de-mel”. Quando retornarem, o pastor contou que ele tem, pelo menos, dois casamentos por semana reservados para o próximo ano.

Guiame

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Protestantismo neste país só teve êxito pelo apoio da Maçonaria,afirma bispo protestante.



CARTA DO BISPO DON RICARDO LORITE DE LIMA

Sou protestante de nascimento, sou bispo anglicano, rosa cruz e maçom! Tenho orgulho de ser maçom e não há nada de incompatível entre ser cristão e maçom! Combatemos todo tipo de fanatismo, arrogância e sempre realizamos o nosso trabalho de construtores sociais sob as benção de Deus.

Infelizmente no nosso país a memória do povo é muito curta. O Protestantismo neste país só teve êxito pelo apoio da Maçonaria, que prega a Liberdade, Igualdade e Fraternidade, contra a perseguição da Igreja Romana da época!

 Quando os primeiros protestantes começaram a chegar ao Brasil os maçons os acolheram oferecendo suas casas, salões e até templos maçônicos para seus cultos. O Protestantismo e a Maçonaria especulativa, movimentos com grande influência do Iluminismo, nunca foram incompatíveis. O Rev. James Anderson autor da “Constituição de Anderson” era clérigo da Igreja Presbiteriana e o Rev. Jean Teophile Desaguliers, patrono da Maçonaria Especulativa, era clérigo da Igreja Anglicana. Ambos, Anderson e Desaguliers foram clérigos e maçons atuantes.

Os Reverendos John e Charles Wesley, fundadores do Movimento Metodista, eram clérigos da Igreja Anglicana e Maçons atuantes, tanto que Charles, autor de muitos dos hinos que cantamos era o Organista (Rito de York) ou Mestre de Harmonia (REAA) da loja onde era obreiro!

Os estadunidenses que se estabeleceram em Santa Bárbara do Oeste, no estado São Paulo, fundaram em 10/09/1871 a primeira Igreja Batista do Brasil, fundaram também em 1874 a Loja Maçônica George Washington, onde se encontravam cerca de oito batistas sendo que pelo menos cinco deles foram também fundadores da Primeira Igreja, entre eles estava o Pr. Robert Porter Thomas.

O próprio presidente americano George Washington era anglicano e maçom! Os primeiros episcopais (anglicanos) a se estabelecer no Brasil, na cidade que chegavam fundavam uma Igreja Anglicana e uma Loja Maçônica.

Infelizmente os evangélicos brasileiros compraram uma briga da Igreja Romana, que não aceita que seus membros sejam maçons, por questões históricas e meramente políticas, nada de espiritual! Se você é protestante, evangélico ou pentecostal e tem liberdade de culto, e opinião, de adorar da sua forma, é porque no passado homens livre e de bons costumes lutaram para isso.

Conheço histórias maravilhosas de atuação da Maçonaria a favor do povo protestante e evangélico. Em Ribeirão Preto, onde eu moro, quando a Igreja Metodista chegou tiveram que tentar alugar um imóvel 18 vezes em um ano, e quando parecia que conseguiam o padre ameaçava de excomungar o dono do imóvel, que desistia, até que um maçom, que não se intimidava com a excomunhão, pois já era mesmo, alugou um prédio e acabou o problema!

Em Nova Lima, onde há uma Igreja Anglicana centenária o padre católico local, da época, proibiu que um dos membros fosse velado no espaço comunitário, pois era de responsabilidade da Igreja Romana, quando os maçons ficaram sabendo disso intervieram e depois disso o espaço passou a ser administrado pela Maçonaria.

Antes de falarmos ou escrevermos algo devemos conhecer melhor o assunto! A intolerância de evangélicos na atualidade, ignorantes de nossa história, é que é incompatível com as palavras e ensinamento do Mestre Jesus, um questionador inquieto do sistema político e religioso de sua época, assim podemos dizer que era Jesus um homem livre e de bons costumes, um construtor social e filho da viúva!

Renner pretende virar cantor gospel após acidente de carro




Cantor já possui um CD gospel que nunca foi lançado

Após ser o responsável por um acidente de carro e ser detido dirigindo embriagado, Renner passou três dias internado em uma clínica de reabilitação, como confirmou Sonia Abrão no programa "A Tarde é Sua". Segundo a apresentadora, a reabilitação teria sido um pedido do amigo Rick e o sertanjo não tentou fugir, apenas voltou a São Paulo para cuidar de problemas pessoais.

Agora, Renner pretende mudar de carreira. Evangélico desde 2010, o cantor já possui um cd gospel, que nunca foi lançado. Ele vai investir em transformar sua fé em música, de acordo com o programa da Rede TV.

IG

Agora ele é go$pel, para a "glória de Je$u$$$$$$$$$$$"!

Pastor processa a Igreja Universal do Reino de Deus e tem vínculo empregatício

Igreja Universal do Reino de Deus foi processada por pastor demitido

O vínculo de emprego entre um pastor e a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) foi reconhecido pela Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A relação trabalhista ficou provada, já que o religioso precisava participar de reuniões, contava com uma folga semanal e era obrigado a aparecer em cultos e programas de rádio e TV.

 Além disso, a remuneração mensal dele variava de acordo com as metas de arrecadação. Ele recebia prêmios, como automóvel ou casa, de acordo com a produtividade, e era punido se não alcançasse as metas.

No processo, o pastor disse que era obrigado a prestar contas diariamente, sob ameaças de rebaixamento e transferência, e tinha metas de arrecadação e produção. Sua principal função seria arrecadar, recebendo indicação para pregar capítulos e versículos bíblicos que estimulavam as ofertas e os dízimos dos frequentadores da IURD.

Inicialmente, o pastor foi contratado na função de obreiro em Curitiba, no Paraná, com salário fixo e mensal. Após dois anos, virou pastor da Igreja Universal, até ser demitido sem justa causa, depois de 14 anos atuando na instituição religiosa. Com a decisão do TST, o processo retornará ao Tribunal Regional de Trabalho da 9ª Região (PR), que será responsável por examinar as verbas decorrentes dessa relação.

O processo

O pedido de reconhecimento de vínculo empregatício foi julgado improcedente pelo juízo de primeiro grau, com entendimento de que a atividade era de “cunho estritamente religioso”, motivada por vocação religiosa e visando a propagação da fé. Ele recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), que manteve a sentença.

Um dos fundamentos foi o de que o pastor não ingressou na igreja movido por fatores econômicos, pois, em sua ficha pastoral, consta como motivo de sua conversão “desenganado pelos médicos”.
Para o ministro Alexandre Agra Belmonte, relator do recurso do pastor ao TST, ministrar cultos, por si só, não configura vínculo empregatício, nem o trabalho de atuar na televisão e rádio para disseminar a fé da igreja.

Além disso, o recebimento de remuneração, quando não objetiva retribuir o trabalho, mas prover o sustento de quem se vincula a essa atividade movido pela fé, também não configura o vínculo de emprego.
Entretanto, no caso específico desse pastor da Igreja Universal, o ministro assinalou haver fatos e provas fartas de elementos caracterizadores do vínculo.

“Diante desse quadro, a ficha pastoral de ingresso na instituição e de conversão à ideologia da igreja torna-se documento absolutamente irrelevante, uma vez que o seu conteúdo foi descaracterizado pelos depoimentos, sendo o contrato de trabalho um contrato realidade, cuja existência decorre do modo de prestação do trabalho e não da mera declaração formal de vontade”, afirmou.


Extra.globo

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Ex-pastor que pregava 'cura gay' é homossexual e diz: 'é uma farsa'


Ex-pastor que pregava ‘cura gay’ é homossexual e diz: ‘é uma farsa’
"O indivíduo gay sofre inutilmente", diz Sergio Viula, ex-pastor que já pregou a "cura gay"

Se fosse mesmo possível escolher a orientação sexual, o professor de inglês, filósofo e teólogo Sergio Viula, 45 anos, do Rio de Janeiro (RJ), certamente teria conseguido manter sua vida como heterossexual. Esforços para isso não faltaram. Além de negar seus sentimentos homoafetivos durante muito tempo e buscar sua conversão na religião, ele foi um dos fundadores do Moses (Movimento pela Sexualidade Sadia), que pregava a "cura gay", assunto que foi tema do programa Lado Bi, na Rádio UOL, onde ele disse: "Eu era uma zebra pintada de branco".

Viula também foi casado com uma mulher por 14 anos, teve dois filhos e atuou como pastor batista por nove anos. Somente aos 34 anos criou coragem para escancarar sua homossexualidade de vez. Separou-se da mulher, abandonou a vida religiosa, tornou-se ateu e, depois disso, manteve um relacionamento com um homem durante sete anos. Apesar das críticas que recebeu de todos os lados, não se arrepende de ter feito as pazes consigo mesmo.

Ele conta sua história em detalhes no livro "Em Busca de Mim Mesmo" (edição do autor pela Livre Expressão) e mantém o blog "Fora do Armário". Em entrevista ao UOL Comportamento, Sergio Viula discorre abertamente sobre os dilemas que enfrentou até aceitar a própria homossexualidade e assumir que a "cura gay" não funciona.

UOL: Você se reconheceu gay com qual idade?

Sergio Viula: Acho que não posso dizer que me reconheci gay só quando saí do armário. Há 11 anos, disse que não dava mais para ficar casado. Mas desde os oito anos de idade já tinha sentimentos diferentes da maioria dos meninos. Olhava para Lauro Corona e Lídia Brondi na TV, mas não sentia carinho pela Lídia Brondi, achava ela uma gracinha, bonitinha, porém sentia um carinho especial pelo Lauro Corona. Era capaz de sonhar com ele. Mas eu não sabia o que era sexualidade ainda, não sabia o que era transar. O que era isso? Homoafetividade. É aquela afetividade que se lança naturalmente, sem forçar a barra, não existe abuso, nada exterior, ela naturalmente se lança para alguém do mesmo sexo. Mesmo sem nem estar pensando em sexo de fato. É inato, está dentro de você, não está sob seu controle, ainda que as decisões possam estar. Posso decidir, como qualquer homem, se eu vou fazer amor com "A" ou com "B". Mas não é possível alterar o desejo, do mesmo jeito que um heterossexual.

UOL: Então você já sabia desde a infância que era homossexual?

Viula: Isso foi problematizado para mim quando fui para escola, no jardim de infância. Comecei a ser rotulado. Os outros meninos já percebiam que eu era diferente deles. E era engraçado porque eu não tinha coisas de menina, não usava rosa. Mas eles sacavam. Era engraçado porque nenhum de nós ali sabia o que era sexo. Comecei a me perguntar o que tinha de errado comigo. Comecei a perceber que aquilo que eu sentia podia ser um problema para os outros. Foi quando passou a ser um problema para mim. E aí veio a rejeição, a auto-homofobia.

UOL: Quando você se converteu para a religião evangélica sua homossexualidade era algo que o incomodava?

Viula: Incomodava porque desde pequeno eu estava acostumado a ouvir dos meus pais e parentes que a homossexualidade era pecado. Cresci com esse medo. E pensava que tinha de mudar isso. Eu me perguntava se só eu era assim. A gente não tinha noção do que é a comunidade LGBT planetária. Hoje, a gente tem graças à internet. Eu ficava na dúvida: quem sou eu? E não tinha a quem recorrer. Uma vez uma psicóloga conversando comigo percebeu. Ela me falou que eu não tinha de ter vergonha de quem eu era, que aquilo que eu sentia era absolutamente normal, não tinha nada de errado e que eu precisava aprender a me aceitar. Ela pediu para conversar com a minha mãe, mas eu fiquei com medo. Disse que nunca mais ia voltar naquela psicóloga. A verdade é que eu estava fugindo de mim mesmo.

UOL: Foi essa fuga que o levou para a igreja? Você queria mudar isso?

Viula: Eu quis mudar. Você acaba sublimando certas coisas, achando que a conversão é um momento de mudança, em que as coisas dão uma reviravolta. Você pensa que passa a viver uma vida nova. Vem aquele papo evangélico que aquele que está em Cristo nova criatura é. Você acredita nisso. E eu passei a acreditar que podia casar e ser fiel à minha mulher e extrair da relação todo o gozo que precisasse e dar a ela a mesma coisa.

UOL: Mas você acreditava realmente na sua conversão de gay para hétero?

Viula: Eu acreditava. Essa foi a pior coisa que eu fiz. Eu queria nunca ter acreditado. Eu queria ter estado na igreja sem nunca acreditar de verdade. Porque em pouco tempo eu pularia fora. Mas, como eu acreditava, era capaz de tudo em nome da fé. Deixei um bom cargo em uma companhia de petróleo para fazer trabalho missionário.

UOL: E depois disso você virou pastor?

Viula: Sim, fui para o seminário teológico enquanto ia trabalhando como missionário. E fui pastor dos 25 anos 34 anos. Eu era duro na queda. Sofrendo, mas trabalhando. Fazia aconselhamento, evangelização, casamento, funeral, batismo. Ajudei a fundar o Moses (Movimento pela Sexualidade Sadia), em 1997, e o primeiro trabalho que a gente fez foi evangelizar durante a Parada Gay.

UOL: O Moses pregava a conversão?

Viula: Pregava a conversão [de homossexual para heterossexual] e cura. Eu acabava virando exemplo, mas levou um tempinho até eu começar a falar do meu passado. Muitas pessoas da igreja ficaram surpresas.

UOL: Sua mulher sabia que você tinha tido experiências homossexuais?

Viula: A minha mulher sabia porque eu tinha contado para ela quando me casei. Mas contei que havia superado. E ela acreditou, pois era tão crente quanto eu.

UOL: Se você acreditava na "cura gay" e fundou até um movimento para isso, como isso mudou?

Viula: O problema foi que ninguém mudou. Sei disso por que, como pastor, você fica no gabinete ouvindo tudo. Eles me falavam tudo. Ninguém mudava. Foram anos de trabalho e ninguém mudando. E um dia a vice-presidente do Moses me perguntou: que mudança é essa que a gente tanto fala e ninguém vive? Porque não vejo ninguém mudar. E eu respondi que me perguntava a mesma coisa.

UOL: Mas nesses anos todos de casamento você não saía com homens?

Viula: No começo não saía. Mas, depois, começou a ficar difícil. Porém com membros de igreja nunca aconteceu nada, eram como irmãos para mim. Mas fora aconteceu. Quando aconteceu a primeira vez fiquei muito balançado. Mas insistia na minha vida, achava que tinha errado, mas tinha conserto.

UOL: Você acreditava, então, que era uma escolha?

Viula: Eu acreditava ainda. Essa que é a tragédia do ser humano: acreditar que é uma escolha. Porque aí ele fica lutando contra uma coisa impossível de mudar. Imagine, por exemplo, se um cavalo acreditasse que pudesse pular de uma montanha e voar. Ele ia se estabacar. O cavalo se estabaca uma vez só. Mas a gente se estabaca várias vezes nessa situação ou vive na falsidade.

UOL: O que você fez quando percebeu que não conseguia mais levar uma vida como hétero?

Viula: Percebi que tinha algo errado, que não estava funcionando e que precisava falar com alguém. E eu falei. A pessoa com quem falei jurava que era uma coisa passageira, que eu era uma pessoa de Deus, que isso era visível no meu trabalho, e que isso era apenas um deslize, que eu devia seguir em frente.

UOL: O que aconteceu de novo para você resolver sair de uma vez por todas do armário?

Viula: A gota d'água foi uma viagem para Singapura, em um treinamento de liderança religiosa. Uma tarde, saí e rolou uma paquera em um shopping. Ficamos juntos e foi maravilhoso. Parecia que eu estava no céu. Eu estava reencontrando comigo. Porém, no dia seguinte, eu tinha sido escolhido para fazer o discurso de encerramento do meu grupo. E eu estava em frangalhos, porque estava feliz da vida por tudo que tinha acontecido com aquele homem, mas arrasado porque as pessoas que confiaram em mim pensavam que eu estava lá muito bem, cercado do espírito santo. Ali, "caiu a ficha".

UOL: O que você fez?

Viula: Decidi falar com minha mulher, mas ainda demorei um pouco. Em 2002, falei. Ela não quis se separar. Acreditava que a gente tinha uma chance, que Deus podia fazer uma mudança, porque a gente tinha uma vida construída há 14 anos. Ficamos dois anos tentando. Em 2004, disse chega. Não mudou nada. Abri o jogo, saí do armário e escancarei tudo. Dei uma entrevista para uma revista, denunciei essa coisa de ministério de cura. Denunciei essa farsa e comecei minha militância.

UOL: Você rompeu com tudo de uma vez: com o casamento e a igreja?

Viula: Rompi. Passei a viver minha vida, minha verdade, porém nunca esquecendo dos meus filhos. A única coisa que eu preservei foram meus filhos.

UOL: Como foi esse rompimento para sua família?

Viula: Foi muito doloroso. Meus pais não entendiam nada, me criticavam. Minha ex-mulher chorava, se sentia traída porque não fui fiel até a morte, como havia prometido. Concordo. Mas eu também me senti traído por um monte de coisas que acreditei e por um monte de gente que falou tanta besteira que levei a sério. Porém fui honesto para acabar com isso. Tem gente que vive essa farsa para o resto da vida. Eu fui fiel à minha fé enquanto acreditei nisso. Quando vi que era bobagem, perda de tempo, fui fiel a mim mesmo. Abri o jogo e falei.

UOL: Como ficou sua vida?

Viula: Fui viver livremente, conheci outras pessoas, tive alguns namorados. Até que conheci meu ex-marido, com quem fiquei por sete anos.

UOL: E como você se sentiu depois disso tudo?

Viula: Eu me senti livre, absolutamente livre. Parecia que um peso havia saído de cima de mim, que eu podia flutuar. Porque a força que eu fazia para ficar em pé, embaixo daquele peso todo, era tão grande que, sem o peso, parecia que eu podia voar. Era uma coisa maravilhosa, como se eu tivesse nascido de novo.

UOL: Você ficou mais feliz?

Viula: Muito mais feliz. A dor que eu passei da rejeição foi terrível, mas o prazer do encontro comigo mesmo não tinha preço. Pensei assim: posso perder todo mundo, com exceção dos meus filhos. Eu nunca mais vou sofrer o que sofri por 34 anos para agradar os outros.

UOL: Como os seus filhos encararam a verdade sobre a sua sexualidade?

Viula: Meus filhos desde cedo nunca tiveram nenhum problema com isso. Minha filha desde os 12 anos já sabia, meu filho de 11 para 12 me perguntou já sabendo. E nunca demonstraram nenhuma rejeição. Traziam amigos em casa. Minha filha fala para os colegas de trabalho que o pai é gay.

UOL: Você está convicto que ser gay não é uma escolha?

Viula: Isso é algo que não muda. Ou você sai do armário e paga o preço de enfrentar todo mundo e viver mais feliz ou fica no armário e também paga o preço, que é mais alto, de ficar fingindo pra todo mundo, se escondendo o tempo todo e vivendo duplamente. Não tem saída. Para as mulheres, é a pior coisa que pode acontecer: um marido gay que vive duplamente. Ela pode ser fiel e se colocar em risco. E não é porque ele seja gay que ela corre risco, é porque ele não é fiel. Ele nunca vai ficar satisfeito só com ela, já tem muito mais chances de traí-la. Mas tem gente que faz vista grossa.

UOL: Pela sua experiência, o que você acha do trabalho das igrejas que insistem na conversão?

Viula: Elas prestam um desserviço. Primeiro, o gay sofre inutilmente. E quanto mais sofre, mais reforça a ideia de que não tem valor, que é um pecador inveterado. Segundo, ele não constrói uma vida, uma biografia de acordo consigo mesmo. Ele tenta agradar os outros e uma hora isso rui e ele tem que reconstruir tudo como eu, que não levei de casa nem um garfo, tive de recomeçar tudo do zero. Ou então ele fica naquela situação porque parece mais confortável do que se arriscar em uma vida independente. Tem gente que é covarde pra isso. A pessoa não tem a alegria de se realizar no que deseja, tudo passa a ser um dever. É um dever casar, ter filhos, e isso tem um peso absurdo. O que mais me preocupa é a criança, com oito, dez anos, e o adolescente, que são chantageados vergonhosamente por pessoas que deviam ser seus protetores. Isso cria uma série de transtornos, medos, fobias. Isso é ignorância. Porém essa ignorância custa um preço muito alto.

UOL



sábado, 10 de janeiro de 2015

A Santa Sé destina três milhões de euros ao combate do ebola na África

Fundos serão geridos por organismos da Igreja na Guiné, Libéria e Serra Leoa

A Santa Sé informou nesta semana que destinará 3 milhões de euros ao combate do vírus do ebola na África Ocidental e instou os agentes privados e públicos a aumentarem os fundos para lutar contra a doença.

O Vaticano declarou que "os recursos estarão à disposição dos organismos mantidos pela Igreja católica a fim de melhorar a assistência que eles oferecem através de instituições de saúde, iniciativas comunitárias e atenção pastoral aos doentes e aos agentes de saúde" na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Além disto, a Santa Sé pediu que outros "benfeitores, públicos ou privados, ajudem a aumentar os fundos" destinados a socorrer as pessoas "que tanto sofrem nas regiões afetadas pela enfermidade".

O dinheiro enviado pelo Vaticano será usado para "aquisição de material sanitário de primeira necessidade, transporte de doentes e renovação das estruturas". Parte do dinheiro será destinada a "desenvolver e potencializar estratégias para frear a expansão do ebola" e outra quantidade servirá para "ajudar as famílias afetadas pelo vírus e as crianças órfãs".

A Igreja contribuirá ainda no "cuidado das pessoas em áreas afetadas pelo vírus através da formação e da assistência aos seus sacerdotes, religiosos e leigos que participam de atividades pastorais". A iniciativa pretende "preparar melhor essas pessoas para enfrentar as necessidades físicas, psicológicas e espirituais dos doentes e de todos os que sofrem".

Em documento intitulado "Potencializar o empenho da Igreja católica na resposta à emergência do ebola", o Pontifício Conselho Justiça e Paz "descreve uma resposta pastoral a uma doença relativamente nova, que tem devastado indivíduos, famílias inteiras e comunidades" na África Ocidental.

Faz muitas décadas que a Igreja proporciona ajuda humanitária e para o desenvolvimento da região. Por isso, "ela sabe muito bem como as instituições de saúde de todo tipo, que já enfrentam grandes desafios causados pela pobreza e pelas antigas dificuldades sociais e políticas, estão envolvidas nesta crise".

O surto de ebola que surgiu em 2013 continua se estendendo em Serra Leoa, na Libéria e na Guiné. O número de pessoas infectadas pelo vírus está em torno de 20 mil, das quais mais de 8 mil morreram, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Estes dados incluem os casos confirmados, suspeitos e prováveis. O país com mais casos é Serra Leoa, com mais de 9 mil contágios e quase 3.000 mortes. Na Libéria os registros chegam a quase 8 mil infecções e 3.500 mortes. A Guiné registrou cerca de 2.700 casos e 1.700 falecimentos.

No dia 14 de outubro de 2014, Barack Obama, François Hollande, Angela Merkel, Matteo Renzi e David Cameron qualificaram o ebola como "a mais grave urgência sanitária dos últimos anos no planeta".


Zenit

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Extremistas islâmicos atacam site católico de evangelização pela internet


Assim ficou o site de iMisión depois do ataque dos simpatizantes do Estado Islâmico.

Um grupo de extremistas muçulmanos simpatizantes do Estado Islâmico (ISIS) atacou em 7 de janeiro o site católico iMisión, em aparente represália por uma campanha bem-sucedida que circulou na internet em favor dos cristãos perseguidos no Iraque.

Conforme explicou iMisión em um comunicado, o ataque foi realizado por um grupo de hackers autodenominado Dz D.R.S.

O ataque, indicaram, tratou-se de um “defacement”, uma substituição de sua página principal. Este não é em si um hack muito elaborado, e normalmente se realiza aproveitando vulnerabilidades dos programas de administração de conteúdos como WordPress.

Como resultado, a tela principal do site católico foi substituída por mensagens em árabe acompanhadas por uma bandeira do ISIS.

Em dezembro de 2014, iMisión e a fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre(AIS) lançaram uma bem-sucedida campanha em apoio aos 120 mil cristãos perseguidos pelo Estado Islâmico no Iraque e refugiados no Curdistão.

Durante 14 horas, o hashtag da campanha, #iNavidadIrak, foi tendência na Espanha e na noite de 28 de dezembro se converteu em tendência mundial.

Conforme indicou iMisión em sua mensagem, “isto pôde motivar” o ataque ao seu site.

A organização católica informou também que seus membros receberam mensagens ameaçadoras de contas islamistas no Twitter, algumas destas aparentemente vinculadas à Al Qaeda e ao ISIS.

O site foi recuperado, indicou iMisión, assinalando que estão “analisando a forma como foi realizado o ataque”.

Ajuda à Igreja que Sofre expressou a sua solidariedade com iMisión, ao tempo que se aderiu “ao chamado do Papa de opor-se a qualquer tipo de violência, assim como de pedir orações pelo atentado de Paris”.

Em uma mensagem difundida hoje, AIS expressou “toda a sua solidariedade com o grupo de evangelização católico na internet iMision depois do ataque realizado contra a sua página no dia de ontem pelo autodenominado Dz D.R.S, simpatizante dos Jihadistas do Estado Islâmico”.


Aci Digital

Pastor é suspeito de comprar imóveis em nome de fiéis e fugir

gospel

Pastor comprava imóveis e veículos com cheques de fiéis, relataram.
Ele disse que receberia 2 milhões de euros de filha de ex-monarca africano.


O pastor Juvenal Barbosa de Lima, de 52 anos, é suspeito de estelionato contra fiéis de uma igreja evangélica no bairro Coroado 3, Zona Leste de Manaus.

Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado depois de vítimas relatarem que o suspeito fugiu após comprar imóveis, mobílias e veículos no nome de fiéis da igreja, e deixá-los com dívidas.

Vítimas e testemunhas dizem que homem afirmou que ia receber milhões de euros no exterior para construir um templo no local da igreja e pagar as dívidas.

De acordo com fiéis, o pastor prometia empregos, mas acabou arrecadando uma dívida no nome de pelo menos quatro frequentadores da igreja. Somente uma das vítimas entregou à polícia documentação atestando que entregou mais de R$ 36 mil em cheques para o pastor. Segundo a polícia, o homem fugiu de Manaus e está sendo procurado pela polícia por suspeita de estelionato.

A autônoma Leuzana Maria da Gama Gonçalves, de 47 anos, relatou ao G1 como ajudava o suspeito. "Passei a frequentar a igreja porque ele havia me chamado e eu o ajudava no que fosse preciso. Eu que dava comida e lavava a roupa dele, sem contar na ajuda financeira que minha família dava a ele", contou.

Após alugar um imóvel para realizar os cultos, o homem afirmava aos frequentadores já ter morado em países da Ásia, e que realizava curas físicas e espirituais. "Ele parecia um homem de Deus, rezava e curava as pessoas, não imaginei que ele fosse fazer nada contra nós", afirmou a autônoma.

Segundo o proprietário do imóvel onde a igreja funcionava, Wilson Xavier, de 57 anos, o suspeito já devia meses de aluguel e, quando questionado, afirmava estar esperando dinheiro de uma ex-aluna que estava em São Paulo, que era filha de um ex-monarca africano. "Ele disse que essa ex-aluna era apoiadora de causas sociais e ficou sabendo que ele tinha um ministério em Manaus, então iria mandar cerca de dois milhões de euros para ele como doação. Eu esperei, mas nada do dinheiro", relatou.

Para Leuzana, o pastor contou uma versão diferente. Segundo a autônoma, ele afirmou que esperava o dinheiro de um homem pelo qual ele havia rezado e curado um câncer, e que com esse dinheiro ele pagaria as dívidas, montaria um templo e empregaria toda a família da fiel. "Meu filho, meu cunhado e minha irmã deram entrada em apartamentos, pagaram mobília e até compraram a passagem para ele fugir. Ele acabou com a gente", disse.

O homem pedia também os dados de documentos dos fiéis. Com isso, ele deu entrada em apartamentos, carros e mobílias, deixando o grupo com dívidas. Em seguida, ele disse que precisaria fazer uma viagem à Brasília para receber o dinheiro da doação.

A autônoma revelou ainda que tentou contato com o pastor após ele sumir, e que ele teria respondido que não voltaria a Manaus e que havia sido vítima de um golpe.

A família da autônoma e o proprietário do imóvel registraram o Boletim de Ocorrência no 11º Distrito Integrado de Polícia (DIP), e o caso continua sendo investigado. Juvenal é procurado pela polícia.

O imóvel onde a igreja funcionava foi alugado para um outra denominação evangélica há aproximadamente duas semanas.

G1

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Outro pastor das malas de dinheiro obtém cargo público


Dinheiro apreendido em 2005
 corresponde hoje a R$ 1 milhão



Carlos Henrique é
pastor da Universal

O novo governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), designou para titular da Secretaria de Esportes o deputado estadual e pastor Carlos Henrique Alves da Silva (PRB-MG), na foto, que está envolvido em escândalo de 2005 até hoje insuficientemente esclarecido pelas autoridades.

Em junho daquele ano, a Polícia Federal flagrou Henrique, então vereador, no aeroporto de Belo Horizonte, em dois aviões fretados, com malas de dinheiro e caixas com cheques cujo valor total corresponde hoje a cerca de R$ 1 milhão.

Ao ser pego em flagrante, Henrique fazia dupla com outro pastor, George Hilton (PRB-MG), na foto abaixo  — ambos da Igreja Universal do Reino de Deus. Hilton foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff ministro de Esportes.

Na época, os pastores alegaram que o dinheiro era do dízimo de fiéis, mas não ficou claro por que a quantia, em vez de ser embarcada em aviões, não foi depositada em conta bancária.

A suspeita que persiste até hoje é de que o dinheiro foi usado para “compra” de parlamentares.

Outra coisa em comum entre os pastores Carlos Henrique e George Hilton é que ambos não entendem nada de esportes.


Hilton diz que
sabe "ouvir"

Um grupo de atletas de renome — como Raí, Ana Moser e William Machado — emitiu nota ressaltando que Hilton não é pessoa com qualificações para cuidar do ministério.

“Exigimos muito mais respeito e cuidado com tudo que envolve o tema Esporte no Brasil”, diz a nota. ”O que está muito longe de acontecer quando constatamos os critérios, ou a falta deles, que foram usados para a escolha do novo ministro.”

Alguns atletas afirmaram que se sentem "envergonhados" com a nomeação.

Ao assumir o ministério, Hilton foi vaiado ao assumir o ministério. Disse que é bom em “ouvir”.

Antes, já tinha dito que ia  procurar obter apoio de atletas como Romário, que se elegeu senador pelo PSB-RJ.

Com informação das agências, entre outras fontes, e fotos de divulgação.


Paulopes

Pastor é acusado de matar esposa estrangulada e de agredir filha de 1 ano

pa

Uma mulher morreu após ser estrangulada, no município de Anchieta, região Sul do Estado, neste sábado (03). O acusado de cometer o crime seria o próprio marido da vítima, um pastor de uma igreja evangélica. A filha do casal, uma menina de apenas um ano, também foi agredida. A criança precisou ser removida de helicóptero para Vitória, em estado grave.

Segundo informações da Guarda Municipal de Anchieta,o homem conhecido como pastor João, teria agredido e matado a esposa estrangulada, no bairro Justiça. Logo em seguida, ele teria ligado para a sogra para pedir perdão e se redimir sobre o crime. Na sequência, ele acabou fugindo.

Mais informações:


Pastor que estrangulou esposa e espancou filha diz que vai se entregar em mensagem ao sogro

O corpo da missionária foi encontrado pelo próprio pai, depois que o marido de Lilian o avisou. O pastor ainda está foragido

Um dia depois de ser acusado de espancar a mulher até morte e deixar a filha de 1 ano e 6 meses gravemente ferida, um pastor de 33 anos, disse para a família da esposa que vai se entregar à polícia. Ele mandou uma mensagem afirmando que precisava “pagar pelos erros” para o pai da vítima, no momento em que o familiar fazia a liberação do corpo da filha. 

O pastor João Pontes de Oliveira, 33, é acusado de assassinar com pancadas e estrangulamento a mulher, a missionária Lilian de Freitas do Nascimento, 23 anos, em Anchieta, Sul do Estado, na manhã de sábado (03). A única filha do casal, uma bebê de 1 ano e 6 meses, também foi alvo de espancamento e está internada em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo Infantil (Utin) do Hospital Infantil de Vitória.

O corpo da missionária foi encontrado pelo próprio pai, depois que o marido de Lilian o avisou. Ela estava na cama da residência onde morava a família. Ao lado dela, estava a bebê. “Peguei minha neta no colo e percebi um suspiro”, descreveu o pai da missionária, o aposentado Manoel Francisco Negrini, 66 anos. A menina foi socorrida de helicóptero para Hospital em Vitória. 



quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Em 2014 foram assassinados 26 agentes pastorais no mundo

Pelo sexto ano consecutivo, o número mais alto de mortes foi registrado na América

Em 2014, foram assassinados 26 agentes pastorais no mundo, três a mais que no ano anterior. Morreram de forma violenta 17 sacerdotes, um religioso, seis religiosas, um seminarista e um leigo. Pela sexta vez consecutiva, o número mais alto de assassinatos foi registrado na América. Nos últimos dez anos (2004-2013), foram mortos no mundo todo 230 agentes pastorais, dos quais três eram bispos. Os dados foram divulgados pela agência Fides.

Por continente, foram assassinados durante este ano 14 agentes pastorais na América, sendo 12 sacerdotes, um religioso e um seminarista; na África, 7 agentes pastorais (dois sacerdotes e cinco religiosas); na Ásia, dois agentes pastorais (um sacerdote e uma religiosa); na Oceania, dois agentes pastorais (um sacerdote e um leigo); e na Europa, um sacerdote.

O relatório, publicado nesta terça-feira, menciona também as vítimas do vírus do ebola, que provocou milhares de mortes na África ocidental, região em que as estruturas católicas se mobilizaram desde o começo da epidemia. A família religiosa dos Irmãos Hospitaleiros de São João de Deus perdeu na Libéria e em Serra Leoa quatro irmãos, uma irmã e treze empregados de hospitais em Monróvia e Lunsar. Eles contraíram o vírus em seu generoso compromisso de cuidar dos doentes. “Nossos irmãos deram a vida pelos outros, como Cristo, a ponto de morrer infectados por esta epidemia”, escreveu o prior geral, frei Jesus Etayo. Sorte similar correram as seis religiosas missionárias italianas das Irmãs Pobrezinhas de Bergamo, falecidas no Congo em 1995 por terem contraído o vírus do ebola depois de decidirem não abandonar a população carente de atendimento de saúde. Seu processo de beatificação foi aberto em 2013.

Como acontece já faz algum tempo, a lista não inclui só os missionários ad gentes em sentido estrito, mas todos os agentes pastorais assassinados de forma violenta. "Não usamos o termo ‘mártires’ a não ser no sentido etimológico de ‘testemunhas’, para não entrar no parecer que a Igreja poderá dar sobre alguns deles e também por causa das poucas notícias que podem ser obtidas sobre a sua vida e sobre as circunstâncias da sua morte", explica a Fides.

"Mais uma vez, a maior parte dos agentes pastorais assassinados em 2014 encontrou a morte como resultado de tentativas de roubo ou furto, agredidos, em alguns casos, com uma ferocidade sintomática do ambiente de decadência moral e de pobreza econômica e cultural que gera violência e desprezo pela vida humana", prossegue o texto.

"Nenhum deles realizou gestos incríveis, mas eles viveram com perseverança e humildade o seu compromisso diário de dar testemunho de Cristo e do seu Evangelho. Alguns foram assassinados pelas mesmas pessoas a quem ajudavam. Outros abriram a porta para quem pedia ajuda e foram atacados. Outros foram assassinados durante um roubo. Para outros, o motivo dos assaltos e sequestros que terminaram tragicamente não é claro; talvez nunca se saibam as verdadeiras causas".

Por outro lado, em 2014 foram condenados os mandantes do homicídio do bispo de La Rioja, na Argentina, dom Enrique Angelelli, 38 anos depois do assassinato do prelado. Os criminosos tentaram simular um acidente de carro. Também foram condenados os mandantes e os executores do assassinato de dom Luigi Locati, vigário apostólico de Isiolo, no Quênia, assassinado em 2005. Foram presos, além disso, os responsáveis pela morte do reitor do seminário de Bangalore, na Índia, padre Thomas, assassinado em 2013.

Continua sendo motivo de grande preocupação o destino de outros agentes pastorais sequestrados ou desaparecidos, como é o caso dos três sacerdotes congoleses da ordem dos agostinianos da Assunção. Eles foram sequestrados em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, em outubro de 2012. Igualmente desaparecidos estão o jesuíta italiano Paolo Dall'Oglio, sequestrado na Síria em 2013, e o padre Alexis Prem Kumar, sequestrado em 2 de junho deste ano em Herat, no Afeganistão.

No dia 24 de maio, foram beatificados o missionário padre Mario Vergara, do Pontifício Instituto de Missões Estrangeiras (PIME), e o catequista leigo Isidoro Ngei Ko Lat, assassinados na Birmânia (atual Myanmar) em 1950 por causa do ódio contra a fé. “Que a sua heroica fidelidade a Cristo possa ser estímulo e exemplo para os missionários e especialmente para os catequistas que, nas terras de missão, desempenham um trabalho apostólico valioso e insubstituível”, disse o papa Francisco.

À lista provisória elaborada anualmente pela agência Fides "é preciso acrescentar sempre o longo elenco de muitos cujo nome não se sabe e dos quais talvez nunca se venha a ter notícia, e que, em todos os rincões do planeta, sofrem e pagam com a vida pela fé em Jesus Cristo", encerra o informe.

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